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26/12/07
23/12/07
Voluntariado Missionário: Aceitas?
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Filme sobre Voluntariado,
Voluntariado missionário
22/11/07
Formação do Voluntariado Missionário em Coimbra
A Fundação Evangelização e Culturas organizou a 1.ª sessão de formação do Voluntariado Missionário, que juntou em Coimbra 25 participantes de 10 das entidades de Voluntariado Missionário que estão associadas à FEC e que vão, no próximo ano, enviar voluntários em Missão.
O tema do fim-de-semana foi "Voluntariado Missionário e Espiritualidade Missionária". Cátia Vieira, responsável da FEC pela área do Voluntariado Missionário, faz um balanço positivo do fim-de-semana.
"Correu tudo muito bem. Os formadores conseguiram uma boa interacção com os formandos e a possibilidade de trabalho em grupo fez com que fosse mais rica a partilha de experiência entre todos", afirmou.
A próxima sessão de formação está marcada para 12 e 13 de Janeiro e será subordinada ao tema “Voluntariado e Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento”.
Notícia daqui.
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Voluntariado Nova Geração
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19/11/07
Formação para voluntários missionários
A primeira sessão de formação do Voluntariado Missionário, organizada pela Fundação Evangelização e Culturas (FEC), marcou o início da preparação dos vários grupos de voluntariado missionário para as partidas em missão que irão acontecer no próximo ano.
A sessão decorreu em Coimbra, a 17 e 18 de Novembro, com o tema “Voluntariado Missionário e Espiritualidade”.
Ao todo, serão 5 sessões, espalhadas durante o ano, nas datas que podes ver aqui, que têm como objectivo preparar da melhor forma os voluntários que decidirem partir em missão.
Áreas como as realidades locais, a vida em grupo, a espiritualidade ou o Desenvolvimento serão temas a abordar ao longo das formações.
Notícia daqui.
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Voluntariado Nova Geração
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17:44
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31/10/07
Testemunho: uma experiência de missão
Há 4 anos estive na Índia, em Calcutá durante 3 semanas para fazer uma experiência de voluntariado com as Missionárias da Caridade pois desde adolescente que tinha o sonho de conhecer a “casa mãe” e os locais onde Madre Teresa de Calcutá tinha iniciado a sua obra. Considero-me uma apaixonada pela sua vida!
O meu regresso à Índia - CalcutáAgora compreendo que tinha de voltar…Trazia uma angústia no meu coração, tanto sofrimento, tanta pobreza… porquê, Meu Deus? E eu no meu conforto, com família, amigos, casa, trabalho… tanto! Tentei apagar da minha memória as imagens que me despedaçaram o coração e tentava não falar muito da minha experiência lá. As minhas palavras resumiam-se a pouco mais que: “é uma país muito duro, com uma realidade muito dura”. Pouco mais era capaz de articular e o meu coração ia tentando esquecer/ camuflar essa experiência riquíssima, que me tinha feito crescer vários “metros” e perceber que o verdadeiro sofrimento existe mas o verdadeiro Amor também.
Eu conhecia o sofrimento da doença de conhecidos, de problemas graves de famílias, de abandono de idosos mas normalmente por passa palavra. Mas é muito diferente quando todos os dias durante 3 semanas somos confrontados com rostos magros que vivem na rua, no passeio onde eu tinha de caminhar logo às 5.30 da manha, cerca de 40 minutos para chegar à casa das Missionárias da Caridade (grandes almas de Deus, não lhe posso poupar qualquer elogio). Os passeios àquela hora estavam repletos de gente a dormir, e não eram só homens (como também infelizmente vemos em Lisboa), eram famílias inteiras, homens, mulheres e crianças.Se passava um pouco mais tarde, já estavam a acordar, a começar a lavar-se, a vestir-se, a comer, ali mesmo no passeio… tudo exactamente no mesmo espaço. O cheiro em muitas ruas era nauseabundo, mesmo difícil de suportar, existiam alguns urinóis mas nem sempre! As lixeiras eram abundantes onde brincavam crianças e abutres!! O cenário eram chocante e dia após dia o meu coração sangrava, chorava.
Estava sozinha… fiz muitos amigos, voluntários dos 4 cantos do mundo, mas não havia um português sequer (com excepção da Irmã Maria do Carmo que encontrei mais tarde). Guardava tudo no meu coração… era difícil partilhar o que me ia na alma.Á chegada estava muito confiante. Já tinha estado 9 meses em Moçambique como voluntária a trabalhar nos bairros, vinha de uma “missão” em Timor de cerca de 3 meses, já tinha ouvido algumas dezenas de histórias e testemunhos lindíssimos de missão, logo não pensei que fosse tão diferente. No meu intimo estava convencida que estava preparada. Nunca tinha falado com ninguém que lá tivesse estado nem visto fotografias de qualquer voluntário… mas tinha lido todos os livros que encontrava de Madre Teresa de Calcutá e visto inúmeras fotografias desde a minha adolescência. Mas… o confronto com a realidade é tão diferente… as fotografais, os livros e até as palavras não têm cheiro, não têm sabor, não têm o palpitar dos corações...
No regresso a minha conclusão era: a experiência de missão no Nirmal Hirday, na casa do moribundo, a primeira casa que Madre Teresa fundou, onde trabalhei como voluntária durante essas 3 semanas, foi muito boa, dura mas muito reconfortante, o verdadeiro Dar e Receber lindíssimo da Missão, mas toda aquela pobreza que me parecia infinita levavam-me a dizer que “a Índia é um pais que não tenciono voltar”.
Mas tantas vezes que Deus nos troca as voltas…
E parece que Deus tencionava troca-las desta vez. Quatro anos depois, no fim de ter pensado em diferentes destinos para estas férias, como Moçambique, Birmânia, Camboja, e já estar quase tudo pensado para o Peru, eis que dou por mim já com os bilhetes comprados para a Índia. Quando tomei consciência, não escondo que senti um frio pela espinha e um aperto no coração. Algum medo instalou-se. No primeiro dia, que cheguei, (fui para Deli, a capital da Índia), antes de dormir chorei, chorei, chorei… aquelas lágrimas eram de há 4 anos atrás mas porque estava sozinha e não podia ficar doente nem “desprotegida”, “calquei-as” no meu coração. Todas aquelas questões voltavam: Mas porque é que eu não posso fazer nada? Mas porque é que milhares de pessoas têm de viver nestas condições nos nossos dias em que outros esbanjam tanto? Mas porque é que tantas crianças não têm espaço para brincar naquelas ruas da cidade onde vivem cerca de 22 milhões de pessoas?
Qual o meu papel?
E pedia ajuda a Deus. Percebi que me acalmava, era como se a minha querida Madre Teresa de Calcutá estivesse ali ao meu lado e me recordasse as palavras do poema pegadas na Areia: “Minha querida filha jamais te abandonarei”, aquele conforto de mãe, de pai. Parecia que ela segredava ao meu ouvido, para eu ler as suas palavras no livrinho da sua novena que tinha comigo (que tem como titulo: Jesus é o meu tudo em tudo” – que as irmãs de Lisboa me tinham oferecido) e abri na página 19. Parecia que ali estava a resposta e começava a perceber o porquê do meu regresso à Índia.
Nesta página tinha o texto para o sétimo dia que fala da alegria – Deus ama quem dá como alegria. “O serviço a Deus e às almas é sempre duro, por isso com maior razão devemos tentar adquirir a alegria e fazê-la crescer em nossos corações. A alegria é oração. A alegria é força. A alegria é amor. A alegria é uma rede de amor com a qual se pode pescar muitas almas.” Palavras tão simples e que faziam tanto sentido no meu coração. Pedi muito que os meus anjos me acompanhassem naqueles dias que estavam para vir, que me dessem muita força para enfrentar toda aquela pobreza e principalmente capacidade de entendimento e aceitação para que pudesse passar os meus dias a sorrir, a dar o sorriso de Jesus, essa alegria que Deus tanto aprecia.
Novamente o táxi chegou à Rose Boad e parou junto do 54A, a Mother House, em Calcutá,como há 4 anos atrás. Mas agora senti uma paz invadir o meu coração… que milagre! Ao entrar naquela portinha castanha uma alegria apertou o meu coração, o regresso ao lar da minha tão estimada Madre Teresa. Sentia sinceramente uma paz naquele lugar que já me tinha esquecido de tantas tarde que ali passara a “conversar” junto ao tumulo da “Mother” ou na capelinha junto à sua estátua joelhada na sua almofada. Que bom! Mais uma vez percebia o significado do meu regresso. Afinal os “fantasmas” estavam a desaparecer.. ou será que eles existiam? Acho que os criei eu própria como refugio.
E Deus tinha mais uma surpresa preparada para mim. Á chegada enquanto falava com a irmã e a questionava sobre qual o alojamento que nos sugeria, ela chamava um Padre espanhol que tinha acabado de chegar com um grupo de 20 universitários para missão. E dizia “Eu acho que eles estão na Monica’s House e provavelmente vocês podem ficar lá”. O jovem padre chegou com os seus jovens. Aquela cara não me parecia desconhecida. Ele olhou para mim e foi um momento de grande emoção…era o Padre Peter, conhecemo-nos há 4 anos atrás. Ele tinha estado lá, em 2002, com outro grupo de espanhoes, que eu conhecera. Que excelente surpresa! Deus é assim! Conversamos, também ele não tinha voltado durante estes 4 anos e tinha chegado no dia anterior para mais uma experiência de cerca de 1 mês!Os dias sucederam-se, o meu coração estava invadido de uma paz inexplicável. Olhava para as pessoas na rua e apoderava-se de mim um sentimento de Amor e não de dó… uma transformação divina no meu sentir… olhava aquelas pessoas com carinho e já conseguia discernir que muitos mendigavam por “profissão”, como as irmãs nos alertavam. As crianças afinal sorriam. Encontrei a mesma pobreza, mas conseguia dar com muita alegria.
Decidi ser a Irmã Karina (que é uma das responsáveis pelos voluntários) a escolher o local onde ficaria desta vez a trabalhar. E ela sem hesitações perguntou se eu estava disponível para trabalhar no Nirmal Hirday (as irmãs têm cerca de 9 casas em Calcutá onde os voluntários podem trabalhar). Outro sinal de Deus. Deus queria que eu voltasse a trabalhar exactamente onde estivera há 4 anos atrás. Aceitei, prontamente, e no dia seguinte lá estava. Também ali o regresso foi com muita serenidade. Percebi que sentia muitas saudades daquele lugar e que apesar dos primeiros dias, há 4 anos, terem sido difíceis, agora recordava apenas tantos bons momentos que ali passara. Olhava as camas e recordava os rostos anteriores. Que engraçado! Recordava as massagens que tinha feito à senhora que estava cama 32, e a canção que tinha cantado à jovem da cama 17, …
As tarde passadas no Nirmal Hirday voltaram a ser muito bonitas. O Nirmal Hirday, também conhecido como casa do moribundo, é uma casa onde são acolhidas pessoas em estado muito grave, muitas vão ali para morrer, vêm das ruas, sozinhas, doentes, com fome. Há uma secção para homens e outras para senhoras, chegam a estar cerca de 100 doentes. É tão bonito perceber como muitos deles recuperam…Recordo entre muitas histórias, o dia em que decidi comprar um verniz para lhes pintar as unhas (as senhoras são vaidosas em todos os cantos do mundo!!). Uma velhinha quis uma pintura completa de mãos e pés! No fim por gestos pois eu não percebia o seu bengali e ela não entendia o meu inglês (nem português!) lá percebi que íamos trocar de posições e ela pintou-me também as unhas dos pés e das mãos. Foi um momento tão bonito! Mais uma vez Jesus estava ali, nos pequenos gestos. Exactamente como Madre Teresa tantas vezes dizia: “Não podes fazer grandes coisas mas podes fazer coisas pequenas com grande Amor” ou “Não interessa a quantidade de coisas que fazes, interessa o amor que colocas em cada uma delas”! Sem duvida que Madre Teresa é para mim uma grande referencia, uma mulher dos nossos dias que como é relatado na sua história: “deixou o conforto do convento para se dedicar aos pobres da ruas de Calcutá”. E o testemunho das Irmãs é excelente, verdadeiras missionárias ao serviço dos pobres dos mais pobres. Bem Hajam. E todos nós que temos o privilégio de conhecer almas, assim, grandes, temos também a obrigação de fazer “pequenas coisas mas com muito Amor”.
Percebia agora as coisas de forma muito mais clara que a angustia que me dominava em relação à pobreza extrema que tinha conhecido em Calcutá era agora substituída por esta compreensão.
Agradeço profundamente a Deus por este regresso a Calcutá…Se quiserem saber mais pormenores desta experiência e aspectos logísticos de como fazer voluntariado em Calcutá, perguntem. Os aspectos logísticos são muito fáceis, chegam lá pessoas de todas as idades, de todos os continentes, sozinhas ou e grupo, por uma semana ou por muitos meses. As irmãs recebem todos de braços abertos, desde que levem muito Amor no seu coração… porque Jesus é assim!
Teresa Eugénio
(Testemunho daqui.)
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Testemunho de Voluntariado,
Voluntariado missionário
28/10/07
São os novos protagonistas do voluntariado missionário – jovens universitários que põe as férias “de lado” para partir em missão durante um a 12 meses.
Este ano partiram 198 jovens para projectos de voluntariado missionário em países de expressão portuguesa.Ricardo Pena, da fundação Evangelização e Culturas, explica que os motivos que levam os universitários a partir nestas missões têm “a ver com o sentimento de solidariedade e de querer ajudar quem está numa situação menos boa em relação a eles”.
O destino preferido para estes projectos é Moçambique que, devido à estabilidade política e social permite que haja vários programas em curso.
Estas acções podem ir “desde o apoio em centros de nutrição, cozinhas sociais, projectos de apoio a pessoas mais carenciadas” até “distribuição de roupa e alimentos”, explica Ricardo Pena.
Antes de partirem, os jovens têm sempre de fazer uma formação, imprescindível para preparar os voluntários para aquilo que vão encontrar no terreno.
Notícia daqui.
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Domingo é Dia de Voluntariado Missionário

As celebrações do Dia do Voluntariado Missionário centram-se, em Portugal, em Aveiro, onde vão decorrer várias iniciativas para relembrar experiências e testemunhos missionários.
As comemorações começaram já este sábado, subordinadas ao tema “Comunicar 20015”. Foi inaugurada uma mostra de fotografias artísticas chamada “Viagens sem regresso” – um passeio por 10 anos de voluntariado missionário – e para esta noite está marcada uma vigília missionária.No domingo, o auditório da Capitanearia de Aveiro será palco de várias conferências sobre “ciber-missão” e a tecnologia em benefício da missão.Estarão presentes os responsáveis da Universidade de Aveiro, o Bispo Emérito D. de Timor-Leste, Ximenes Belo, e director-adjunto do jornal “Correio do Vouga”, Jorge Pires Ferreira. Para a tarde, está marcada uma celebração eucarística e ainda o lançamento da Agenda 2008.Está prevista a participação das 51 organizações não-governamentais que actualmente compõem a Plataforma Portuguesa de ONG para o Desenvolvimento, entre as quais a Fundação Evangelização das Culturas e os Missionários leigos da Boa Nova, nas actividades.
O Dia do Voluntariado Missionário é dedicado a todos quantos já estiveram em missão e aos que se preparam para partir em breve, mas também a toda a sociedade civil que queira unir-se a esta causa.
Notícia daqui.
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Voluntariado missionário
Dia do Voluntariado Missionário

Aveiro é palco, em Portugal, de várias iniciativas para relembrar experiências e testemunhos missionários
Dia do voluntariado missionário é assinalado amanhã. As celebrações portuguesas estão concentradas na cidade de Aveiro onde, se prevê a participação de 51 ONG’s, que actualmente compõe a Plataforma Portuguesa de Ongs para o Desenvolvimento, entre as quais a Fundação Evangelização das Culturas e os Missionários leigos da Boa Nova.
Subordinado ao tema «Comunicar 20015», o evento tem início hoje, 27, com a inauguração da uma mostra de fotografias artísticas “Viagens sem regresso”, que pretende reflectir sobre os 10 anos de voluntariado missionário. Para a noite, está marcada uma Vigília missionária.
Domingo, 28, no auditório da Capitanearia de Aveiro, vão realizar-se várias conferências sobre “ciber-missão” e a tecnologia em benefício da missão, actividade que contará com a presença dos responsáveis da Universidade de Aveiro, D. Ximenes Belo, bispo emérito de Timor-Leste e Jorge Pires Ferreira, director-adjunto do jornal Correio do Vouga.. Está marcada uma celebração eucarística à tarde e ainda o lançamento da Agenda 2008.
O Dia do Voluntariado Missionário é aberto a todas as pessoas que já estiveram em missão e àquelas que se preparam para partir em breve, assim como a toda a sociedade civil que queira unir-se a essa causa do Voluntariado Missionário.
Testemunhos de missão
Moçambique, Angola, Timor Leste, Brasil, são alguns dos destinos e palco de acções missionárias. Por um, dois, ou mesmo seis anos, homens e mulheres, leigos, voltam-se para esses países com o objectivo de ajudar no desenvolvimento humano. Trabalhar nas missões e na pastoral, dar aulas, ou auxiliar nos cuidados de saúde são algumas das muitas tarefas de ser “missionário 24 horas por dia”.
Ricardo e Elizabete Santos partiram em 2001 para Moçambique. Actualmente com 31 anos, Elizabete recorda a partida, na altura com 24 anos, três meses depois de ter casado, “num plano comum que tínhamos traçado”, explica à Agência ECCLESIA.
O projecto seria passar dois anos em Moçambique. Depois de um caminho no grupo de jovens leigos dos Missionários da Consolata, onde a reflexão sobre a missão para o laicado dava os primeiros passos, o jovem casal perspectivava a sua vida por dois anos.
Licenciada em ensino, Elizabete Santos leccionou Matemática, no ensino secundário, numa escola privada das Irmãs Agostinianas, “que na altura trabalhavam com os missionários da Consolata”, ficando também responsável pela parte pedagógica da escola e pela formação de professores. Rica e na manutenção”. A catequese e os grupos de jovens foram tarefas que também assumiram, envolvendo-se assim na pastoral. Tudo isto, na missão de Napinhane.
Na chegada a Moçambique, Elizabete Santos deu-se conta que era obrigada a parar. “O ritmo europeu é muito acelerado e contrastante com o africano”. O cumprimentar na rua que obriga a parar, “para estar com as pessoas, o parar para escutar as pessoas”, foi um factor marcante no princípio. Na sala de aula, os alunos estão “sedentos de aprender”, situação que contrasta com a portuguesa “onde tudo está disponível. Foi um trabalho muito gratificante”, aponta.
Neste período, ao todo de quatro anos, nasceram dois dos seus filhos - a Raquel e o Diogo e mais tarde, na missão de Mecanhelas, para onde a família rumou por mais dois anos, nasceu o Cristóvão, actualmente com um ano e meio.
As crianças “ajudaram-nos a ser missionários em família”, assume Elizabete Santos. A mais valia que encontra no projecto que abraçou foi dar testemunho enquanto família. “O povo moçambicano já valoriza muito a família”. Levar os filhos à eucaristia, rezar com eles, a forma como os educámos, eram tarefas normais e dentro da normalidade mostravam que os filhos eram iguais porque brincavam, comiam, viviam juntos, “os nossos filhos também foram missionários”.
Há oito meses em Portugal, as recordações são ainda muito vivas. “Lá há mais facilidades para se ser missionário, porque tudo à volta é trabalho e pede o nosso empenho”, afirma Elizabete - “somos missionários 24 horas por dia”. Também as pessoas são um convite à missão.
A experiência em Moçambique enquanto família “marca o que somos cá”, aponta. “Não podemos cair no consumismo, de dar tudo aos nossos filhos. Queremos manter o espírito de pobreza que conhecíamos”, afirma, não podendo ficar indiferentes ao que conheceram e à realidade que durante seis anos foi sua.
Também dos Leigos Missionários da Consolata, Filipe e Agostina Leal partiram num projecto a dois, já casados, para Moçambique, entre Setembro de 2004 e Novembro de 2006.
Em Portugal, antes de partir, Agostina lecionava e terminava a licenciatura em Ciências Religiosas, enquanto que Filipe Leal na área da música, estudava e dava aulas também, conciliando a sua participação em coros profissionais.
Em Moçambique, na província de Inhambane, na missão de Napinhane, Agostina passou a dar aulas de Educação Moral e Psicologia, numa Escola secundária dirigida pelas Irmãs Agostinianas, e, em parceria com os Leigos em Portugal, fazia o trabalho de “apadrinhamento dos alunos que são apoiados por portugueses”. Filipe estava encarregue da logística da missão, da pastoral - apoio aos catequistas e de formação. Seis meses depois da sua chegada, ajudaram na abertura das duas primeiras escolas infantis de Napinhane.
Ao partirem, deixaram tudo. Para trás ficou o estudo, a leccionação, os coros “e partimos”, explica Agostina Leal à Agência ECCLESIA. Com o projecto de fazer dois anos de missão, findando o prazo, o casal regressou, já com Agostina grávida.
Ao regressar contaram com a ajuda por parte dos Leigos Missionários da Consolata, que disponibilizam uma verba para dar apoio aos seus missionários no regresso.
Actualmente Filipe e Agostina Leal são pais de uma criança de cinco meses. Em Moçambique ficou uma realidade que guardam, um trabalho que ajudaram a desenvolver, mas muito ainda para fazer.
Muitos testemunhos de voluntários demonstram o encanto da doação, o despojamento do ir, o tempo aos outros, apesar de muitos apontarem também a falta de apoios ao seu reestabelecimento no regresso. Questões ainda a responder, mas sem dúvida, experiências que não se esquecem, apesar da realidade tão diferente que o Ocidente oferece.
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Voluntariado missionário
26/10/07
Leigos missionários Verbitas com novos projectos
Criar um Diálogos Jovem e fazer uma pausa no projecto ad-gentes são algumas novidades que dão destaque ao arranque deste ano do grupo Diálogos, leigos svd para a missão. Estas decisões foram tomadas no encontro de avaliação e planeamento (2006/2007 e 2007/2008) do grupo que teve lugar nos dias 6 e 7 de Outubro, em Lisboa, no seminário verbita.
A avaliação dos projectos de verão foi o primeiro ponto da agenda. Elementos do Diálogos estiveram um mês em Angola, nas comunidades de N`Zeto e Tomboco, província do Zaire e em projectos nacionais: dinamização do lar de idosos de Vilar Formoso e do de Aldeia da Ponte e apoio ao Centro João Paulo II, em Fátima, onde vivem várias pessoas com deficiência profunda. O balanço feito foi bastante positivo. Ao todo estiveram envolvidos 41 pessoas. Este número verifica-se pois nos projectos nacionais o Diálogos abre as portas a jovens que apesar de não fazerem parte do grupo desejam fazer uma experiência de voluntariado.
Ao longo dos últimos anos a presença destes jovens é cada vez maior. A maioria faz os 10 dias de voluntariado mas depois não dá continuidade ao trabalho missionário. E um dos debates neste encontro foi: como integrar estes jovens. Ainda não têm idade para pertencerem ao grupo, mas têm um potencial enorme – grande vontade de melhorar o mundo e de ver respostas para as suas dúvidas de fé –, a não desperdiçar. A conclusão foi criar um Diálogos Jovem que possa integrar estes jovens e dar-lhes uma identidade enquanto grupo, e foi estabelecida uma equipa de quatro pessoas para pensar nesse novo projecto.
Outras das decisões tomadas foi fazer uma pausa no projecto de voluntariado missionário internacional (ad-gentes) que até agora tem sido feito em Angola. Este projecto, pela sua complexidade, leva a que sobre muito pouco tempo para outros factores também importantes, como os projectos nacionais, trabalhar a coesão do grupo, aprofundamento da formação missionária, entre outros. Ao contrário de outros, este é um grupo para estar - em oração, em partilha, na animação missionária durante o ano, etc. -, não vive só para os projectos de voluntariado no verão.
Indo ao encontro da resposta de muitos jovens, decidiu-se organizar uma viagem a Taizé na Páscoa, será a primeira vez que o grupo o fará enquanto tal.
Quanto a outras actividades, a agenda já começa a ficar preenchida: participação no dia do Leigo Missionário, no congresso “Cristianismo no Japão”, na peregrinação missionária nacional, no congresso missionário, entre outros. Para além destas actividades, haverá sempre um retiro do grupo, animação em lares de idosos, encontros de formação, actividades de angariação de fundos, entre muitas outras.
Neste encontro foram avaliados os vários eventos/actividades promovidas durante o ano de 2006/2007, tentou-se desfazer mal entendidos próprios do ser humano e falou-se do compromisso de cada um para o grupo este ano.
A avaliação dos projectos de verão foi o primeiro ponto da agenda. Elementos do Diálogos estiveram um mês em Angola, nas comunidades de N`Zeto e Tomboco, província do Zaire e em projectos nacionais: dinamização do lar de idosos de Vilar Formoso e do de Aldeia da Ponte e apoio ao Centro João Paulo II, em Fátima, onde vivem várias pessoas com deficiência profunda. O balanço feito foi bastante positivo. Ao todo estiveram envolvidos 41 pessoas. Este número verifica-se pois nos projectos nacionais o Diálogos abre as portas a jovens que apesar de não fazerem parte do grupo desejam fazer uma experiência de voluntariado.
Ao longo dos últimos anos a presença destes jovens é cada vez maior. A maioria faz os 10 dias de voluntariado mas depois não dá continuidade ao trabalho missionário. E um dos debates neste encontro foi: como integrar estes jovens. Ainda não têm idade para pertencerem ao grupo, mas têm um potencial enorme – grande vontade de melhorar o mundo e de ver respostas para as suas dúvidas de fé –, a não desperdiçar. A conclusão foi criar um Diálogos Jovem que possa integrar estes jovens e dar-lhes uma identidade enquanto grupo, e foi estabelecida uma equipa de quatro pessoas para pensar nesse novo projecto.
Outras das decisões tomadas foi fazer uma pausa no projecto de voluntariado missionário internacional (ad-gentes) que até agora tem sido feito em Angola. Este projecto, pela sua complexidade, leva a que sobre muito pouco tempo para outros factores também importantes, como os projectos nacionais, trabalhar a coesão do grupo, aprofundamento da formação missionária, entre outros. Ao contrário de outros, este é um grupo para estar - em oração, em partilha, na animação missionária durante o ano, etc. -, não vive só para os projectos de voluntariado no verão.
Indo ao encontro da resposta de muitos jovens, decidiu-se organizar uma viagem a Taizé na Páscoa, será a primeira vez que o grupo o fará enquanto tal.
Quanto a outras actividades, a agenda já começa a ficar preenchida: participação no dia do Leigo Missionário, no congresso “Cristianismo no Japão”, na peregrinação missionária nacional, no congresso missionário, entre outros. Para além destas actividades, haverá sempre um retiro do grupo, animação em lares de idosos, encontros de formação, actividades de angariação de fundos, entre muitas outras.
Neste encontro foram avaliados os vários eventos/actividades promovidas durante o ano de 2006/2007, tentou-se desfazer mal entendidos próprios do ser humano e falou-se do compromisso de cada um para o grupo este ano.
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Voluntariado missionário
25/10/07
Voluntários missionários de todo o país encontram-se em Aveiro
A cidade de Aveiro acolhe no próximo fim-de-semana (28 de Outubro é o Dia Nacional do Voluntariado Missionário) mais de duas centenas de voluntários de todo o país que nos últimos anos se têm dedicado às missões
Pela primeira vez, ao oitavo ano, as comemorações nacionais do Dia do Voluntariado Missionário saem Lisboa para decorrer na cidade da Ria, numa organização conjunta da Orbis – Cooperação e Desenvolvimento e da Plataforma Nacional de Voluntariado. Pedro Neto, presidente da Orbis, espera que este evento desperte atenção dos aveirenses para o voluntariado missionário e para a ajuda ao desenvolvimento dos povos do Terceiro Mundo. Na apresentação do evento à imprensa, o dirigente destacou a feira do voluntariado, que decorrerá no Rossio, e a apresentação à população dos “Objectivos do Milénio”, na tarde de domingo. Os Objectivos do Milénio, para cumprir até 2015, entre os quais se encontram “erradicar a pobreza extrema e a fome” e “alcançar a educação primária universal”, fazem parte de uma declaração assinada ano 2000 por 189 Estados. “Segundo um relatório elaborado em 2006, a meio do percurso, os resultados não são nada animadores”, refere Pedro Neto. Além das actividades mais específicas para os voluntários vindos de outras partes do país, como um colóquio e um passeio pela Ria, as comemorações oferecem ainda à comunidade uma exposição de fotografia e pintura. As fotos provêm dos locais onde os voluntários aveirenses têm prestado serviço, enquanto as pinturas são de Rosa Galvão, Fernando Pego Guedes, Carlos Souto, Aurora Peres e Milu Sardinha, entre outros, que aceitaram convite da Orbis. Segundo dados divulgados por Pedro Neto, desde 1988 cerca de dois milhares de portugueses participaram em actividades de voluntariado católico nos países do Terceiro Mundo. Da diocese de Aveiro, desde 1997, ano em que se iniciou o envio continuado de jovens e adultos, cerca de 200 pessoas estiveram em missão durante pelo menos um mês, repartidas por cinco dos países de expressão lusófona: Brasil, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor. Capão Filipe, representando Câmara Municipal, que apoia as comemorações, manifestou no encontro com a imprensa “satisfação” por a iniciativa ter lugar em Aveiro.
Programa das Comemorações Nacionais
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27 Outubro
18h00 - Inauguração da Exposição de Fotografia e Arte –”Viagem sem regresso – 10 anos de voluntariado missionário”, no Museu da Cidade e Hotel Moliceiro. 21h30 - Vigília Missionária, no Seminário de Santa Joana 22h45 - Abertura da Feira do voluntariado, no Rossio
28 Outubro
10h30 – “Ciber-Missão - A Tecnologia em favor da Missão e da cooperação para o Desenvolvimento?”, debate no Auditório da Antiga Capitania, com D. Ximenes Belo, o jornalista Jorge Pires Ferreira e Rosário Costa, da empresa de novas tecnologias Palo Alto. 12h00 - Eucaristia presidida por D. Ximenes Belo (Igreja da Vera Cruz) 15h00 – “Desenvolvimento no Milénio” – passeio de moliceiro e actividades para voluntários 17h00 – “A missão… no Largo do Rossio” – apresentação à comunidade dos Objectivos do Milénio; Abertura da exposição de fotografia e arte “Viagem sem regresso – 10 anos de voluntariado missionário”, no Museu da Cidade e Mercado Negro (junto ao jardim do Rossio); Lançamento da Agenda 2008 de Voluntariado.
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Voluntariado missionário
24/10/07
Dia do voluntário missionário
De moliceiro para sensibilizar para os Objectivos do Milénio
Na oitava edição do Dia do voluntário missionário, a 28 de Outubro, antigos voluntários e jovens que se prepararm para partir em missão realizam uma acção de sensibilização em Aveiro
Um passeio de barco moliceiro pela ria de Aveiro, na tarde de domingo, 28 de Outubro, sob o tema dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) será um dos momentos altos da oitava edição do Dia do voluntário missionário, celebrado em Aveiro.
A tarde será ainda marcada pela visita à exposição inaugurada no dia anterior, no Jardim do Rossio onde decorre a Feira do voluntariado. Ali será efectuado o lançamento da Agenda 2008.
Os temas desta agenda são os ODM, “numa atitude de sensibilização” da Fundação Evangelização e Culturas (FEC) que tem por objectivo “despertar as consciências de todos quantos usarem a agenda para a problemática e cada vez mais urgente necessidade de cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015”. A agenda estará à venda em todo o país, através das entidades de voluntariado missionário e das livrarias que queiram apoiar a FEC nesta iniciativa.
O dia decorrerá sob o lema “Comunicar 2015”. De manhã, a partir das 10h30, haverá uma conferência com o tema “Ciber-missão – a tecnologia a favor da missão?”. Serão oradores responsáveis da Universidade de Aveiro; o bispo emérito de Timor-Leste, Ximenes Belo e o director-adjunto do jornal Correio do Vouga, Jorge Pires Ferreira. A eucaristia e um almoço partilhado fecham a manhã.
A iniciativa da Fundação Evangelização e Culturas tem início no sábado, 27 de Outubro, ao final do dia, com a inauguração por parte da ORBIS - Cooperação e Desenvolvimento - uma das entidades de voluntariado missionário, da exposição de fotografia e arte “Viagem sem regresso: 10 anos de voluntariado missionário”, no Museu da cidade e Mercado Negro. Segue-se uma vigília missionária que irá ter lugar no seminário de Aveiro.
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21/10/07
Dia do Voluntário Missionário
“Dia do Voluntário Missionário”
Dia: 28 de Outubro de 2007
Local: Aveiro, Seminário de Aveiro
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Voluntariado missionário
19/10/07
Informações: «Cinco preconceitos penalizam África»
«Minada pela sida e pela corrupção, a África é um continente de violência e vandalismo. Os africanos vivem no tribalismo e são polígamos. As mulheres têm muitos filhos».
Dossiê pdf, para ler aqui.
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Voluntariado missionário
Duas dioceses dão as mãos a favor do Gungo

Uma equipa missionário da diocese de Leiria-Fátima está no Sumbe, em Angola, desde Agosto de 2006. Em Março fora celebrada a geminação entre estas duas dioceses, para acompanhar a missão do Gungo
Em Agosto de 2006 partiu o primeiro grupo, constituído por dois padres e três leigas. Tinha como prioridade construir uma casa nos arredores da cidade do Sumbe para apoio ao trabalho a realizar no Gungo, uma região algo distante. O mau estado das picadas torna-a ainda mais isolada. Para apoio ao projecto e obra da casa foram enviados dois contentores com materiais de construção e outros bens.Os contentores chegaram em Setembro e em Outubro deu-se início à construção da casa. Sendo Angola um país que acaba de sair de uma longa guerra civil, os meios e materiais à disposição são escassos e frágeis. a construção da casa prolongou-se até ao passado mês de Agosto devido à opção de construir por administração directa para reduzir os custos.
A equipa missionária foi apresentada, nessa altura, à comunidade do Gungo. A região é muito vasta, com uma área superior a 2.100 quilómetros quadrados, habitada por cerca de 25.000 pessoas dispersas por mais de cem aldeias. É uma zona de mato, sem água potável, nem energia eléctrica nem comunicações.O acompanhamento da comunidade era feito apenas ao fim-de-semana, com apoio nas áreas da pastoral, promoção feminina, saúde e educação. Ainda dentro do primeiro ano, chegou o jipe, cuja aquisição foi possível graças à “Campanha das Peças” feita junto das crianças das escolas e catequeses, “Campanha dos Parafusos”, feita através dos mealheiros distribuídos em lugares públicos, ajudas pessoais e ainda ao apoio da MIVA, uma organização austríaca que ajuda as missões.
No fim do primeiro ano foi renovada a equipa e o iniciou uma nova fase com o apoio mais directo e permanente à comunidade do Gungo. Neste momento a equipa é constituída pelo padre David Ferreira, Sónia Cruz (ambos transitaram do primeiro ano), Lina Teixeira e Sara Moniz que partiram em missão por um ano em Julho deste ano. Deixaram tudo para ir em missão e encontram-se em regime de voluntariado puro, sem receber qualquer remuneração económica.
A comunidade do Gungo é muito pobre, sem assistência médica, e onde os medicamentos são de difícil acesso. Tem poucas escolas e apenas uma delas lecciona até ao sexto ano. A equipa missionária desloca-se ao Gungo por períodos de duas ou três semanas e ali permanece vivendo nas mesmas condições das pessoas que lá habitam em casas muito pequenas, feitas de adobes e cobertas de capim. O trabalho vai sendo organizado de acordo com as solicitações da própria comunidade. Devido às chuvas uma grande parte da picada principal ficou intransitável o que faz com que os missionários tenham que fazer grandes caminhadas a pé para chegar a algumas das aldeias principais.
Para conhecer melhor o grupo missionário que promove este projecto pode assistir a uma apresentação pública, que terá lugar no sábado, 27 de Outubro, na Aula Magna do Seminário de Leiria, às 21horas. Entrada pelo lado da igreja.
Fotos da nova casa e da picada para o Gungo
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18/10/07
Sector das missões do Algarve quer impulsionar voluntariado missionário
Em pleno mês de Outubro, anualmente dedicado pela Igreja às missões, e nas vésperas da comemoração no próximo domingo, de mais um Dia Mundial das Missões que este ano tem como tema 'Todas as Igrejas para o mundo inteiro', o padre Leandro Garcês, nomeado no passado mês de Julho director diocesano das Obras Missionárias Pontifícias (OMP), assegura que o objectivo daquele serviço passa agora pela revitalização e por alicerçar, com consistência, este sector da Pastoral na diocese do Algarve.
"Revitalizar este serviço da Igreja que são OMP e que estaria um pouco adormecido aqui na nossa diocese", justifica o sacerdote, acrescentando que a revitalização pretendida pela equipa diocesana se refere também ao nível paroquial, "para que todas as paróquias se sintam co-responsáveis".
"Queremos começar a trabalhar na animação missionária de todas as paróquias, recuperando a oração e a campanha de angariação de fundos, mas sobretudo ressuscitando o voluntariado missionário", refere o padre Leandro Garces.
O sacerdote, que foi missionário durante 14 anos em Madagáscar, sublinha a importância de se aproveitar todos os que puderem conceder um ou dois meses da sua vida em favor dos mais desfavorecidos num país de missão 'ad gentes'.
"Há jovens que acabam o seu curso e gostariam de dar um mês ou dois de serviço, em regime de voluntariado, dentro da sua área de formação, quase como um agradecimento a Deus pelo sucesso que tiveram. Isso é caridade em favor dos outros que mais precisam", realça o director diocesano das OMP, mostrando ter conhecimento das paróquias no Algarve onde isso tem acontecido. "Na minha experiência missionária vi que isso dava depois resultados muito positivos, mesmo ao nível das vocações consagradas e não só. Havia famílias, por exemplo, que depois se constituírem dedicavam muito tempo ao voluntariado", recorda.
Por outro lado, sustenta o sacerdote, há ainda outro factor que pode igualmente ser aproveitado. "Há pessoas que se reformam cedo, pese embora ainda serem pessoas muito activas, e que se sentem realizadas a trabalhar e a ajudar na sua área e num mês ou dois fazem coisas maravilhosas", concretiza.
O padre Leandro Garces pretende ainda reunir o grupo de voluntários que, nos últimos anos, tem vivido experiências de missão, para partilhar experiências e sonhos futuros.
O sacerdote apela ainda aos párocos para que "colaborem nesta iniciativa e que neste mês canalizem as suas iniciativas e unam esforços missionários para que se consiga dar uma certa dimensão diocesana a esta causa, até ao nível dos fundos recolhidos".
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Voluntariado missionário
16/10/07
VOLUNTÁRIOS PARA ÁFRICA E TIMOR
Início de mais um ANO DE FORMAÇÃO dos "LEIGOS PARA O DESENVOLVIMENTO"
Os "Leigos para o Desenvolvimento" (LD) vão dar início a mais um ano de Formação.
A Sessão de Apresentação do Porto será a:
29 de Outubro (2ª feira), 21h15
no CREU-IL, Rua Oliveira Monteiro, 562 - Tel.: 226 061 410
A Sessão é de entrada livre.
15/10/07
«A felicidade invadiu o meu sorriso»
Olá! Eu sou a Sara e este ano, durante o mês de Agosto, fiz uma experiência de Voluntariado em Malange (Angola).
Durante todo o ano de preparação, antes da viagem, que participei numa formação com a F.E.C. e numa mais orientada para o projecto que iria desenvolver. Esta última fi-la com as Irmãs de S. José de Cluny, uma vez que foi agregada a elas que eu fui para o Malange.
Formámos um grupo de seis voluntários com idades compreendidas entre os 17 e os 27 anos.
No dia da partida, a felicidade invadiu o meu sorriso, porque enquanto a minha mãe chorava eu ria. Era um riso diferente que eu não consigo descrever.
Chegada a Malange deparei-me com a destruição causada pela guerra. Crianças que brincavam no lixo. O que mais me tocou foi o calor e a alegria daqueles que parecendo que não nada tinham, transportam, a meu ver, o maior tesouro.
Durante todo o mês de Agosto que trabalhei a nível de formação de professores, dei aulas a meninos do 2.º ano e pude ainda estar com um grupo de meninas que morava na casa onde fiquei, ajudando-as a superação acontecimentos que precederam a nossa ida.
Agora que pude pensar em tudo o que vivi e senti, posso afirmar que quero muito voltar para junto daquele povo.
Em partilha com uma amiga disse-lhe: "Senti-me parte dali ".
Entrei agora em Ciências da Educação na Faculdade de Coimbra, pretendendo, então, finalizar o curso para dentro dessa área desenvolver um projecto para mais tarde poder aplicar em terras africanas.
Agosto foi só o primeiro contacto, no futuro QUERO empenhar durante mais tempo :)
Sara, 18 anos
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Testemunho de Voluntariado,
Voluntariado missionário
20/09/07
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Salesianos Dom Bosco

Existe um grande leque de realizações por parte do voluntariado salesiano: voluntariado nas obras da província ou em terras de missão; voluntariado social entre os mais pobres, ou voluntariado educativo (animadores) ou voluntariado directamente evangelizador; voluntariado de longa duração (um ano ou mais), ou de breve duração.
O VOLUNTARIADO SALESIANO
Uma experiência em crescimento
Na realização da missão salesiana, através da Pastoral Juvenil Salesiana, animamos seja o espírito do Voluntariado (serviço, solidariedade - dimensão social da caridade, gratuidade, disponibilidade para com pessoas em dificuldade...), seja o próprio voluntariado (todas as formas específicas de voluntariado educativo organizado), para que seja vivido em cada uma das nossas comunidades educativo-pastorais. Desenvolveu-se nestes anos nas diversas províncias e no MJS uma multiplicidade de grupos e associações de voluntariado, sobretudo juvenil. O voluntariado juvenil salesiano é também uma expressão importante da riqueza e amplitude da irradiação do carisma de Dom Bosco e do protagonismo juvenil na dedicação e empenho na pastoral e promoção humana. Existe um grande leque de realizações por parte do voluntariado salesiano: voluntariado nas obras da província ou em terras de missão; voluntariado social entre os mais pobres, ou voluntariado educativo (animadores) ou voluntariado directamente evangelizador; voluntariado de longa duração (um ano ou mais), ou de breve duração; serviço social substitutivo do serviço militar (objecção de consciência)… Muitas províncias estão empenhadas numa reflexão e num plano de trabalho sobre o voluntariado, em ordem a assumi-lo na sua pastoral orgânica. A Congregação, através dos dicastérios da Pastoral Juvenil, da Família Salesiana e das Missões, ofereceu um quadro de referência geral para a animação desta experiência.
Identidade do voluntariado salesiano:
À luz deste documento e das experiências feitas ultimamente, lembramos as seguintes características:
Característica laical e juvenil: o voluntário salesiano é um leigo, homem ou mulher, maior de idade que, após uma adequada preparação, se coloca durante um certo tempo ao serviço desinteressado dos jovens e das classes humildes, prestando uma atenção prioritária aos mais pobres, em consonância com a missão salesiana.
Característica educativa: propõe uma resposta adequada, criativa e persistente às necessidades emergentes, com iniciativas de educação e promoção humana.
Característica sócio-política: propõe, em colaboração com instituições civis e eclesiais, uma acção em vista de transformar a sociedade e remover as causas da injustiça.
Característica evangélica: procura viver um peculiar estilo de presença, inspirado no Evangelho; aceita a opção cristã de educar evangelizando e evangelizar educando, e fomenta a acção missionária.
Característica comunitária salesiana: vive em equipa e comunidade no interior de uma estrutura organizada, praticando o sistema preventivo de Dom Bosco com espírito oratoriano, inspirando-se na espiritualidade juvenil salesiana.
Característica orgânica: realiza-se a nível organizativo no interior da Pastoral Juvenil Salesiana com um plano concreto de desenvolvimento, e com uma coordenação provincial e/ou inter-provincial. Voluntariado salesiano na pastoral juvenil
O voluntariado propõe à Pastoral Juvenil um caminho de nova descoberta dos valores das origens salesianas, para lançar novas modalidades de intervenção pastoral, dedicar um cuidado especial aos jovens adultos abertos à solidariedade, mesmo que as suas motivações de fé sejam ainda débeis. Oferece possibilidades de dialogar e colaborar com outras instâncias educativas, em vista da promoção social dos mais pobres.
A Pastoral Juvenil propõe ao voluntariado um caminho global de amadurecimento e itinerários formativos específicos. Oferece a vivência da espiritualidade juvenil salesiana e critérios de significatividade para a acção apostólica. Coloca em contacto com uma rica tradição educativo-preventiva (o coração oratoriano), e em comunicação com outras experiências juvenis, eclesiais e cívicas. Ajuda assim o voluntário a viver a sua vocação baptismal e acompanha-o no discernimento e na sua opção vocacional específica na Igreja ou na Família Salesiana.
A animação do voluntariado salesiano
Para o orientar, requer-se uma acção de animação concreta e sistemática que implica:
- promover a sensibilização dos salesianos e as comunidades
- favorecer a experiência comunitária dos voluntários
- cuidar da sua formação
- Desenvolver alguns instrumentos de animação na comunidade local e provincial. O responsável local do voluntariado, de acordo com o responsável local de Pastoral, anima e coordena a promoção e formação dos voluntários de cada obra salesiana.
- Promover também uma forma de coordenação provincial, inter-provincial, nacional ou regional, organizando, se for possível, Organizações Não Governamentais (ONG) que, - actuando quer a nível nacional como internacional - em colaboração com outras instituições da Igreja e da sociedade, favoreçam a formação dos voluntários, a promoção de projectos de promoção humana com a inserção de voluntários e a busca de financiamentos públicos ou privados.
Candidatura ao voluntariado aqui.
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03/09/07
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ATACA
Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana

O que faz o voluntário da ATACA nos países intervencionados?
Acompanhamento in loco das crianças e jovens (apoio pedagógico através de explicações individuais ou em grupo); apoio administrativo aos centros e lares de acolhimento (organização de processos das crianças, relatórios e em todas as outras funções que lhe sejam solicitadas e previamente acordadas); criação de programas de formação e informação (de saúde, higiene, gestão doméstica, educação para os Direitos Humanos, etc.) junto da comunidade envolvente aos centros e lares; e ponte de ligação entre os tutores e as crianças (recolha de informações sobre o desenvolvimento das crianças e jovens, tratamento da informação para posterior criação de uma newsletter a enviar aos tutores)
Posso ser voluntário? Como?
Sim. Toda a gente pode ser voluntário(a) da ATACA, tanto em Portugal como nos países onde a ataca tem projectos. Para isso, basta contactar a associação e inscrever-se no banco de voluntários. Será chamado, dependendo das necessidades da ataca e das habilitações, competências e interesses do proponente a voluntário.
Os proponentes a voluntários terão formação? E seguro?
Sim, fornecida pela ataca e conforme as funções a desempenhar.
As comissões são de quanto tempo?
Depende do solicitado pelos parceiros nos países intervencionados e dos projectos (nacionais e internacionais) em curso.
Para saber mais, mandar uma mensagem para aqui.
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