28/04/07

Formação - I Jornadas Internacionais de Estudos sobre Questões Sociais

I Jornadas Internacionais de Estudos sobre Questões Sociais

PONTE DE LIMA, 28 DE MAIO
I Jornadas Internacionais

No âmbito das actividades promovidas pela AGIR - Associação para a Investigação e Desenvolvimento Sócio-cultural em Maio de 2007 realizam-se em Ponte de Lima as I Jornadas Internacionais de Estudos sobre Questões Sociais, organizadas em parceria com o Centro de Estudos das Minorias (CENMIN) da Universidade Fernando Pessoa.

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Voluntariado no apoio a população carenciada

Destina-se essencialmente aos mais idosos. A Câmara Municipal de Mafra apresentou ontem na Tapada Nacional de Mafra um conjunto de medidas de apoio no âmbito da acção social: "Consertólar", linha de apoio social, “O seu trabalho vale…”, banco de voluntariado, mediação de conflitos, acções de formação em informática e actividades lúdicas. De acordo com o vereador responsável por esta área, Armando Monteiro, é a autarquia "ao serviço da comunidade”.

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A Câmara de Mafra lançou ainda o Banco Local de Voluntariado destinado a trabalho voluntário nas áreas do apoio social, educação, ajuda na organização de actividades desportivas e projectos culturais.

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Correr por uma causa solidária

Uma instituição de crianças sem protecção familiar, ligada aos missionários Claretianos organizou, ontem (dia 25) uma corrida “Por uma Causa solidária”. Foi a segunda vez que a comunidade de Vila Nova de Gaia se juntou a estes jovens para contribuiu “mais que financeiramente” para este projecto de acolhimento juvenil.

Já foi uma instituição do Estado, mas nos últimos 20 anos têm sido conduzida pelos missionários. Um dos objectivos da Instituição era a sua “abertura à comunidade” para que também esta participasse no seu desenvolvimento. Neste momento “as instalações são fora de serie”, realça o Padre Marçal Pereira, director e técnico pedagógico do lar Juvenil dos Carvalhos. Este facto deu-se devido ao voluntariado, que permitiu “reconstruir todas as casas antigas à volta da instituição, dentro do terreno da quinta”, tornando-se um lugar agradável e que as pessoas manifestam vontade de conhecer. Com este sentido, “a dimensão do voluntariado ligada a uma causa solidária dá um sinal positivo para a sociedade de hoje”, sublinha o Director e técnico pedagógico que passa 24 horas por dia no Lar.

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Salvador tem participação tímida em dia global de voluntariado

Salvador tem participação tímida em dia global de voluntariado
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25/04/07

Presidente da República lembra trabalho voluntário dos jovens

Presidente da República lembra, na 33.ª Sessão Comemorativado do 25 de Abril, o trabalho voluntário dos jovens portugueses:

(...)

Deparei com inúmeros exemplos, alguns deles comoventes, de jovens que participam em actividades de voluntariado, oferecendo o seu tempo ao serviço dos que mais precisam. Os jovens conhecem, como ninguém, o sentido autêntico de palavras como «excelência», «inovação» ou «inclusão social».

(...)

O discurso pode ser lido aqui.

24/04/07

Campanha "Seja uma mãe para quem vai ser mãe"

SEJA UMA MÃE PARA QUEM VAI SER MÃE

Campanha de recolha de donativos

A Ajuda de Mãe é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem fins lucrativos e tem como objectivo apoiar mulheres grávidas e mães, sós ou em dificuldades, criando condições para melhor receberem e criarem os seus bebés. Este ano promove mais uma campanha para auxílio às mães necessitadas.

Também pode ser voluntário/a na "Ajuda de Mãe":

Ao tornar-se voluntário da "Ajuda de Mãe", ajudará a contribuir para o apoio que é dado às mães, o que equivale a uma enorme mais-valia para o bom funcionamento da dinâmica dos serviços da Instituição.

Âmbitos do Voluntariado:


- Divulgação da instituição;
- Apoio às mães/acompanhamento;*
- Tomar conta de bebés;*
- Organização dos enxovais e donativos;
- Organização dos apoios alimentares;
- Monitores de Ateliers pré-profissionais;
- Organização e desenvolvimento da biblioteca;
- Atendimento telefónico;
- Transportes;
- Explicações;
- Organização de eventos como festas e vendas;
- Participação em campanhas;

(*Após curso de formação)

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Próxima Campanha - Banco Alimentar Contra a Fome


PRÓXIMA CAMPANHA DE RECOLHA DE ALIMENTOS

A próxima Campanha de Recolha de Alimentos em supermercados e superfícies comerciais realiza-se nos dias 5 e 6 de Maio de 2007.

Se quiser ser Voluntário inscreva-se aqui.


ALIMENTE ESTA IDEIA!
Ver contactos de todos os armazéns do Banco Alimentar Contra a Fome, aqui.

Bombeiros - criação de equipas de voluntariado

O Governo e as câmaras municipais vão pagar em partes iguais 16 milhões de euros para terem prontas, até 2009, 200 Equipas de Primeira Intervenção (EPI) em situações de socorro e emergência, anunciou esta segunda-feira o ministro da Administração Interna.

(...)

Mas num aspecto tanto o governante como o presidente da Liga estiveram de acordo: o voluntariado nos bombeiros "não poder ser confundido com amadorismo" e tem de ser "enquadrado" com profissionalismo.

Duarte Caldeira sublinhou que "o socorro tem de se fazer qualificado" e, "sem pôr em causa o voluntariado" da maioria dos bombeiros, "a primeira intervenção" numa situação de desastre "tem de ser garantida por quem esteja em permanência quartel", referindo-se a elementos profissionais.

(...)

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23/04/07

Dia Global do Voluntariado Jovem 2007



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Ver notícias relacionadas com este encontro:

Formação - "Colóquio Diversidade de Culturas: Um Desafio"

Colóquio Diversidade de Culturas: Um Desafio

26 de Abril de 2007

21h00m

Aula Magna do Seminário de Leiria

Oradores:

Prof. Doutor Adriano Moreira (Prof. Emérito da Universidade Técnica de Lisboa)

Prof. Doutor Narana Coissoró (Presidente do Instituto do Oriente)

Formação - "A diferença: Conhecer para Intervir!"

I Ciclo de Conferências da Cercilei
De Abril a Novembro de 2007


Local: ECOTECA de Porto de Mós

21 de Abril: Classificação Internacional de Funcionalidade
Dra. Filomena Pereira, Coordenação Educativa de Leiria

21 de Abril: Síndrome Fetal Alcoólico
Dra. Arlete Crisóstomo, Hospital Distrital de Leiria

26 de Maio: Autismo e Síndrome de Asperger
Prof. Dr. Edgar Pereira

30 de Junho: Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção - PHDA
Prof. Dra. Ana Rodrigues, Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa

29 de Setembro: Trissomia 21
Prof. Dr. Pedro Morato (Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa)

27 de Outubro: Dificuldades de Aprendizagem: Dislexia e Discalculia
Prof. Dr. Vítor Cruz - Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa

24 de Novembro: Doenças Neurológicas
Prof. Dr. Nuno Lobo Antunes - CADin


Contactos:

CERCILEI
Pólo Inter-Municipal de Porto de Mós e Batalha
Rua das Quintas - Corredoura
2480-184 Porto de Mós

Telefone: 244 482 590
Correio Electrónico: actividades@cercilei.pt

Preço: Todas as conferências - 50 €; 1 conferência - 10 €

17/04/07

Voluntariado...

Ao escrever sobre este tema não me sinto a meter a “foice em seara alheia”. O voluntariado tem feito quase sempre parte da minha história de vida. Considero que ser voluntário no IPO, mais concretamente na pediatria deste hospital, não é uma missão para qualquer tipo de pessoa, pois exige uma capacidade muito grande de gerir sentimentos, uma vez que se trata de um contexto marcado por uma grande adversidade.

Mesmo tendo em consideração esse facto, sinto alguma legitimidade em falar do tema, porque também eu já fui voluntária em contextos marcados por uma profunda violência. Na Guiné, convivi com pessoas no limite da sobrevivência, nomeadamente com crianças, uma vez que trabalhei na pediatria de um Hospital. Em Angola, senti na pele a dor da guerra, vi gente a morrer por falta de cuidados médicos, observei feridas em decomposição devido a falta de cuidados de higiene, constatei que muitos não tinham acesso a medicamentos e a alimentos porque estes eram desviados das unidades hospitalares para o mercado negro. Nunca me esquecerei do pensamento que me ocorria várias vezes, quando deambulava pelos corredores daquele hospital angolano: “Se estivesse aqui para ganhar dinheiro, metia-me já no primeiro avião e regressava a Portugal”. No entanto, como o meu objectivo era outro, senti sempre que, enquanto ali estivesse, teria de dar o melhor, ainda que se tratasse de uma verdadeira gota num oceano imenso de carências de todos os géneros e feitios... Não há nestas experiências de voluntariado, contrariamente ao que possa pensar, nada de heróico, uma vez que foram de curta duração e não tive tempo de testar verdadeiramente os limites da minha capacidade. Heróis são os voluntários que permanecem anos a fio a desempenhar tarefas árduas, sem nunca desistir. Esses sim, são dignos da minha profunda admiração! A persistência deve ser uma qualidade do voluntário, pois a distância entre o que é idealizado e o que se encontra no contexto real é enorme. Quem não é capaz de impor uma certa disciplina a si próprio, rapidamente desiste, porque o voluntariado exige uma grande capacidade de abdicação... abdicar de si próprio e das muitas coisas que gostaria de fazer!

Pensando no papel do voluntario na pediatria do IPO, considero que o centro da sua actuação deve ser a criança. Se o voluntário for capaz de suscitar momentos de alegria nos mais pequenos, as mães automaticamente vão sentir-se melhores. Se o voluntário for capaz de criar de tal forma empatia com aquela criança que a mãe pode afastar-se um pouco para falar alguém, para tomar uma refeição, ou até para chorar, então, a sua missão está, diria, plenamente cumprida. Parece-me que não é muito produtivo perder muito tempo com palavras dirigidas aos pais, tais como “força”, “coragem”, “não desanime”. Para quem nunca viveu a experiência da doença oncológica, pode ser difícil compreender que mesmo com toda a força e coragem do mundo, há momentos em que o esmagamento é de tal ordem que só as lágrimas ajudam. Para a Helena, dada a sua idade, a mãe era o centro do seu universo. O meu afastamento era fonte de grande angústia para ela. Por isso, os voluntários tiveram alguma dificuldade em exercer em pleno a sua missão. Reconheço que tentaram, mas a Helena não queria de forma alguma que a mãe se afastasse. A educadora Maria José Figueiredo foi, sem dúvida, aquela que melhor conseguiu estabelecer uma relação de empatia com a Helena e que me permitiu ter momentos de alguma tranquilidade.

Para além desta educadora, com quem estabeleci uma relação muito especial, posso afirmar que conheci voluntários muito bons, entre os quais a avó Gena, que se enquadram perfeitamente neste tipo de actuação. Todos aqueles que, de alguma forma, estabeleceram uma relação de carinho com a minha pequenina, ficarão para sempre no meu coração. O meu sincero obrigado!

Adriana Campos, Psicóloga
2007-04-16

Texto publicado aqui.

11/04/07

Estudo sobre voluntariado no Porto

O Gabinete de Estudos e Planeamento da Câmara do Porto realizou um diagnóstico ao voluntariado regular nas instituições da cidade, concluindo que neste particular a Invicta está acima da média nacional. Em 2004, 83 por cento das instituições inquiridas acolhiam voluntários.

(...)

Perfil

O estudo não deixa margem para dúvidas: “Predominam as mulheres que se dedicam ao voluntariado regular (58 por cento)”, pode ler-se na parte dedicada ao perfil sócio-demográfico dos voluntários regulares. Acerca dos grupos etários, é destacado que há mais voluntários entre os 46 e os 65 anos (41 por cento). Os com mais de 65 anos representam 21 por cento e os mais jovens (com idade não superior a 30 anos) não ultrapassam os 19 por cento. Quanto ao nível de qualificação, o estudo avança que cerca de 50 por cento possui um nível de qualificações elevado: um terço tem formação ao nível do ensino superior e pos-graduado e 22 por cento o ensino secundário. A nível nacional, 65 por cento dos voluntários detém um grau de escolaridade secundário ou superior. No que concerne à condição profissional dos voluntários, há um predomínio de voluntários activos a exercer profissão (38 por cento), seguido dos reformados (33 por cento), das domésticas (15 por cento) e dos estudantes (10 por cento).

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Estado precisa de Voluntários

O presidente da Associação Santana Cidade Solidária procurou convencer os jovens a aderirem ao voluntariado, considerando que muitas vezes os voluntários fazem melhor que o Estado, em matéria de apoio social.

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Alerta do blog: o voluntariado não pode substituir as funções do Estado.

Beja recebeu um seminário sobre voluntariado


Beja recebeu um seminário sobre voluntariado. O Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, a AMI e a Cruz Vermelha Portuguesa são apenas algumas das entidades que vão marcar presença.


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Gondizalves quer centro de dia - Braga

A Junta de Freguesia de Gondizalves está a lançar as bases de um Centro de Dia. “Uma aspiração que se faz sentir de há muito tempo a esta parte e que pensamos ter, a partir de agora, excelentes condições para ser concretizada, num processo que, necessariamente, terá de envolver a comunidade e uma grande dose de voluntariado”, admitiu o presidente do executivo.

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Trabalho do VOS será expandido no estado

Representantes de órgãos públicos, empresas privadas e sociedade civil estarão presentes no I Seminário Maranhense de Voluntariado Social Responsável que será realizado no próximo dia 12, das 9h às 16h, no auditório do Palácio Henrique de La Rocque.

O encontro está sendo organizado pelo Voluntariado de Obras Sociais (VOS) e vai discutir a importância da criação de um grupo de voluntariado no estado, a exemplo do que acontece em cidades como Belém e São Paulo. A presidente de honra do VOS, Clay Lago, estará presente ao primeiro encontro de planejamento do seminário e disse que a intenção é criar um grupo para exercer ações comprometidas e voltadas para a melhoria da qualidade social e econômica das comunidades carentes do estado. "A nossa intenção é sensibilizar e arregimentar pessoas para que possamos expandir o trabalho voluntário no Maranhão", adiantou.Anurag Bela, presidente do VOS, informou que neste primeiro encontro será criada uma comissão para acompanhar o planejamento e realização do seminário. O evento vai reunir representantes do Instituto de Cidadania Empresarial, Hospital Aldenora Bello, Alumar, Sedes, Fumcas, Associação Comercial do Maranhão e associações comunitárias.

O VOS administra três creches, com um total de 500 crianças.

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10/04/07

Estudantes de 230 universidades debatem modelos sociais

Cerca de 5000 estudantes universitários, provenientes de 30 universidades italianas e de outras 200 de todo o mundo, participarão de 3 a 8 de Abril do 40.° Congresso UNIV, intitulado: “Ser, aparecer, comunicar: modas e modelos sociais do cinema e da televisão”, que se realizará em Roma no palácio do Apollinare.

Uma das actividades centrais do Congresso universitário é o Fórum de Iniciativas sociais, um espaço dedicado à apresentação de projetos de interesse social, voluntariado e solidariedade, entre os quais o Projeto Harambee, na África, o Festival de Documentários sobre imigração e integração social, e inúmeros projectos de voluntariado internacional realizados por estudantes universitários.

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A U.E. e o voluntariado

Para dar uma ideia, existem determinadas formas concretas de reforçar o impacto dos programas europeus de voluntariado. É possível tirar proveito de todo o potencial disponível através dos excelentes regimes de voluntariado da UE. Entre estes regimes encontram-se, por exemplo, o Serviço Voluntário Europeu (SVE), que tem funcionado sob a responsabilidade da Comissão Europeia desde 1996 e que se destina a jovens entre os 18 e os 25 anos, e o Corpo Europeu de Voluntários para a Ajuda Humanitária, cujos membros prestam um apoio humanitário incalculável a países terceiros mais carenciados. Todavia, e apesar do valioso trabalho levado a cabo por organizações como estas, creio que as verdadeiras potencialidades do sector do voluntariado europeu continuam, em grande parte, por explorar.

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27/03/07

A pobreza no mundo

A luta contra a pobreza, hoje em dia, é um dos grandes combates da humanidade. Com a globalização económica, pensava-se que as assimetrias sociais seriam facilmente esbatidas mas na realidade elas têm-se agudizado.

José Gaspar Lima*

O neoliberalismo que inundou quase todo o Globo, tem provocado por um lado uma aceleração económica de alguns países e autênticos desastres em outros que não estavam preparados para receber tão repentinas mudanças.

Infelizmente ao desenvolvimento económico provocado pela globalização, não correspondeu uma melhor repartição da riqueza criada, mas bem pelo contrário, assiste-se cada vez mais a um crescente número de excluídos e marginalizados do sistema. Constata-se ainda o enfraquecimento da classe média em alguns países e ao seu quase desaparecimento em outros.

A riqueza tem-se concentrado cada vez mais e a pobreza tem-se expandido sem que apareçam mecanismos democráticos que atenuem essas assimetrias. Cada vez se acredita mais no mercado como regulador de toda a actividade económica e social e assim se vai permitindo o alargamento das desigualdades.

A democracia tem-se esquecido de criar mecanismo, que contrariem pelo menos essa tendência e com o generalizar da revolução tecnológica vamos ter de enfrentar taxas de desemprego, que obrigarão a mudanças estruturais profundas.

O conceito de pobreza pode ser entendido de diversos modos:

- Como carência material; envolvendo as necessidades básicas do quotidiano como alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde.

A pobreza afecta uma grande parte da população no mundo, enquanto várias pessoas vivam com muito, outros vivem com menos de um euro por dia ou até sem nada, procurando a sobrevivência naquilo que a sociedade de consumo desperdiça. Falta de recursos económicos; nomeadamente a carência de rendimento ou riqueza.

Carência Social; como a exclusão social, a dependência e a incapacidade de participar na sociedade incluindo a educação e a informação.

Carência energética para mudar o que não pode ser mudado, falta de auto estima, baixa espiritualidade.

As causas de pobreza resultam de um conjunto de factores, tais como:

Factores Políticos; corrupção, inexistência ou mau funcionamento de um sistema democrático, fraca igualdade de oportunidades.

Factores Económicos; exploração dos pobres pelos ricos.

Factores Financeiros; como sistema fiscal inadequado, representando um peso excessivo sobre a economia ou sendo socialmente injusto.

Factores Sócio-culturais; reduzida instrução, discriminação social relativamente ao género e à raça, valores predominantes na sociedade, exclusão social, crescimento muito rápido da população.

Factores Naturais; desastres naturais, climas ou relevos extremos.

Problemas de saúde; pandemias, drogas ou álcool, doenças mentais, doenças da pobreza como sida malária, deficiências físicas.

Factores históricos; colonialismo, passado de autoritarismo político e por último o factor insegurança; guerras, genocídio e crime.O facto de haver um elevado número de pobreza no mundo, leva a que esta tenha inúmeras consequências sobre a população.

Fome, baixa literacia, baixa esperança média de vida, doenças, elevada criminalidade, falta de oportunidades de emprego, carência de água potável e de saneamento, emigração, maiores riscos de instabilidade política e violência, existência de discriminação social contra grupos vulneráveis, existência de pessoas sem abrigo, tráfico de pessoas, prostituição, depressão e adição a álcool e drogas são muitas das consequências da pobreza por todo o mundo e por todas as sociedades que nos rodeiam.

O combate à pobreza é considerado um objectivo social e geralmente os governos dedicam-lhe uma atenção significativa.

Mas é também através das relações sociais que são nesse caso consideradas como um elemento chave, que podemos compreender a pobreza, que é considerada um problema para lá da economia.

Os dez anos de governação Socialista na Região Autónoma dos Açores, trouxe nesta área mudanças significativas, investindo em programas e acções que vieram melhorar e erradicar problemas sociais que existiam na nossa região a nível de habitação, exclusão social, emprego, educação, na criação de melhores cuidados de saúde, etc.

Todos nós em conjunto com o governo e as entidades responsáveis podemos procurar medidas para melhorar o ambiente social e a situação dos pobres.

Estas medidas podem começar, pelo encorajamento à participação política, à colaboração comunitária e também passar por fazer trabalho social e voluntário.

O voluntariado é um fenómeno imprescindível para uma sociedade que se quer solidária e não apenas de competição e concorrência, sendo o voluntariado a marca, por excelência dos laços sociais, livres e coerentes, como uma grande resposta às diversas e constantes necessidades existentes na sociedade actual que isola, marginaliza e excluiu, mas também deve inserir, reencontrar e reparar.

Ser voluntário é contribuir para a humanização da vida e ao mesmo tempo a melhoria da sociedade no geral, criando e produzindo novos valores e práticas harmoniosas, para transformar o mundo em que vivemos num lugar melhor.

Na época que atravessamos, onde, a informática e o desenvolvimento tecnológico cada vez mais cria relações virtuais, o voluntariado traz aos homens e mulheres do nosso tempo uma proximidade mais fraterna e que através da boa vontade em todos os dias da sua vida, com disponibilidade e descrição exercem as suas competências a favor de um mundo melhor, tentando acabar com este grande flagelo que a todos nós preocupa a pobreza.

Não podia deixar de referir que, as politicas implementadas neste sector, pelos Governos do PS nos Açores, são e continuaram a ser as políticas de crescimento, de desenvolvimento e de continuação da melhoria de vida de todos os Açorianos, continuando sempre, mas mesmo sempre a mudar os Açores para melhor.

*Presidente da Junta Freguesia de São Mateus da Calheta (Publicado aqui.)