17/05/07
Jovens vigiam distrito para prevenir fogos
Mais de 300 jovens vão estar "de olho" nas florestas do distrito de Viana do Castelo até finais de Setembro para prevenir e detectar focos de incêndio, noticia a Lusa. Trata-se do programa "Voluntariado Jovem para as Florestas", a que podem candidatar-se associações ambientalistas, organizações não governamentais e entidades públicas ou privadas cujo âmbito territorial tenha representação nas áreas de intervenção definidas para o projecto.
Os olhos de toda a população
Para o presidente da Junta de Alvarães, Fernando Martins, estes vigilantes assumem-se como "os olhos de toda a população", já que patrulham toda a floresta da vila, "o que pode permitir a intervenção mais célere dos bombeiros em caso de incêndio".
"Todos os jovens têm um telemóvel e, quando detectam algum foco, ligam de imediato para os bombeiros", explicou Fernando Martins, sublinhando que, para conseguirem dar a localização exacta do local do incêndio, os voluntários fazem-se acompanhar de um pequeno mapa da freguesia.
Fernando Martins considera que, em resultado ou não da acção destes jovens, "o certo é que tanto em 2005 como em 2006 os incêndios chegaram à porta de Alvarães, mas não entraram".
Voluntariado nas escolas: uma experiência para a vida
Discutir os problemas sociais, a realidade da comunidade e a participação cidadã nas escolas é fundamental para a formação de novas gerações, mais comprometidas com o desenvolvimento social, mais conscientes do impacto de suas ações no ambiente, mais capazes de tomar decisões éticas, tendo em vista o bem comum.
O trabalho voluntário na escola é uma oportunidade de construir um projeto de vida fazendo a conexão de conteúdos disciplinares de ética e cidadania com as práticas e vivência de voluntariado como acontecimento estrutural. É o meio de promover uma pedagogia que contribua para educar melhor.
Discutir voluntariado na escola propicia ainda a construção de saídas para os desafios que se impõem no espaço escolar, fortalecendo o desenvolvimento pessoal e familiar, as relações interpessoais, a formação básica, tecnológica e, principalmente a construção de uma nova perspectiva para a vida.
Criar oportunidades e espaço de atuação voluntária dos alunos, trazendo para o ambiente escolar uma nova postura de formação ética e cidadã, desperta a criatividade e a iniciativa deles frente aos problemas vivenciados na comunidade e na escola. Levando o jovem a tornar-se sujeito da ação, capaz de assumir responsabilidades e de agir com autonomia e solidariedade.
O voluntariado é empolgante, envolvente, e a consistência das ações depende do conhecimento aprofundado sobre os conceitos, da análise e do reconhecimento da realidade em que se pretende atuar e também da preparação da ação, como planejamento, organização, trabalho em equipe e avaliação dos resultados.
No escopo da prática do voluntariado, o desenvolvimento do projeto busca levar o aluno a compreender o seu papel de cidadão ético e consciente, refletindo sobre os temas que afetam diretamente o seu dia-a-dia na escola e na sociedade.
A escola não deve tornar-se um espaço assistencial, mas promover a solidariedade e o protagonismo como uma pedagogia que contribua para educar melhor. O meio condutor desse processo é realizado por educadores que atuam como facilitadores.
O livre desejo de participação, a decisão individual de doação de trabalho em benefício de uma causa - esta é a mais eficiente forma de expressar a solidariedade.
Ler texto de opinião aqui.
16/05/07
Voluntariado Jovem para as Florestas
A Câmara de Almodôvar voltou a aderir, em 2007, ao Programa Voluntariado Jovem para as Florestas. As inscrições para a participação dos jovens voluntários já começaram.A Câmara Municipal de Almodôvar voltou a aderir, em 2007, ao Programa Voluntariado Jovem para as Florestas.
As inscrições para a participação dos jovens voluntários já começaram e o programa realiza-se entre 1 de Junho e 30 de Setembro.
Esta acção dirige-se a jovens entre os 18 e os 30 anos que terão direito a uma bolsa diária de 12 euros e um seguro de acidentes pessoais, durante um período de quinze dias cada um terá que fazer um turno diário de cinco horas e meia.
No concelho de Almodôvar este é o terceiro ano que decorre o projecto e de acordo com as declarações do autarca António Sebastião o balanço a fazer é bastante positivo.
Para além das acções de vigilância e prevenção os jovens também têm como missão contactar as populações com o objectivo de sensibilizar para o risco de incêndio.
Novos "links" neste blogue
Agradecimento
Contamos sempre com a ajuda de todos para divulgar o Voluntariado Social.
Procuramos com o blogue Voluntariado Nova Geração promover e divulgar o Voluntariado Social, enquanto actividade que, através da Solidariedade, do Respeito e da Ajuda, vá ao encontro do Outro, procurando construir uma Sociedade mais justa, humana e solidária.
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«O voluntariado enobrece os Homens…» T. Jefferson
Voluntariado Nova Geração
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15/05/07
Voluntariado, marca para a vida
O voluntariado é encarado como um momento da vida “que pode passar ou não”, dependendo das motivações e da vida pessoal. Apesar deste quadro, “existe uma maior sensibilidade hoje para as questões do voluntariado e da cooperação”, uma identificação com as “necessidades de quem sofre”, seja dentro ou fora das fronteiras portuguesas.
Por isso mesmo, a Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento - ONGD -, é solicitada para sessões de apresentação acerca do voluntariado de cooperação, que engloba voluntariado missionário, ajuda de emergência, voluntariado empresarial. A sessão tem o objectivo de apresentar às pessoas o que existe e a capacidade de respostas, para que com informação “as pessoas possam optar de acordo com a área e contactar directamente as ONGD”.
A primeira sessão de apresentação decorreu em Outubro passado, em Lisboa. Agora, rumaram a Coimbra para dar resposta às solicitações e dúvidas que surgem quanto ao voluntariado para a cooperação. Chegar onde haja pessoas “vocacionadas” para viver esta experiência, independentemente da duração. “A vocação relaciona-se intimamente com as motivações pessoais”, surgindo sempre “de um apelo interior” e de uma motivação de “solidariedade”, explica Ricardo Perna, representante da FEC na sessão.
A organização reconhece a “muita vontade em fazer voluntariado”, mas pouco conhecimento do que é preciso, “nomeadamente acerca do tempo de preparação e formação”, específica de cada organização e projecto.
Essencial nas apresentações é dar voz pessoal aos projectos e iniciativas. Em Coimbra os testemunhos centraram-se na apresentação das diferentes áreas do voluntariado para a cooperação entre eles a ajuda humanitária de emergência, as experiências de voluntariado “que vão desde um mês a dois anos”, o voluntariado entre adultos e também o voluntariado empresarial.
Na cidade dos estudantes a “adesão não correu conforme o esperado”. O público estudantil, “maior campo onde o voluntariado ganha eco”, mostrou-se “aquém do esperado”. Mas o entusiasmo não esmoreceu com o número de participantes na sessão. No final do encontro uma feira do voluntariado permitia obter informações mais detalhadas junto, precisamente, das ONGD.
Recorde-se que a Plataforma Portuguesa das ONGD reúne cerca de 50 organizações portuguesas que apoiam o desenvolvimento. Em 2005, a plataforma constitui um grupo de voluntariado, a que a FEC pertence e onde participam também diversas instituições que trabalham em áreas diferentes do voluntariado, entre elas a OIKOS, os Leigos para o Desenvolvimento, Médicos do Mundo e Sol Sem Fronteiras.
Notícia para ler aqui.
14/05/07
Jovens defendem voluntariado
Para ler aqui.
Liga dos Amigos do Hospital de Santo António
Opinião para ler aqui.
09/05/07
O voluntariado no Brasil - uma abordagem
(...)
Um texto de Fernando Rossetti, secretário-geral do GIFE, para ler aqui.
Missão em Timor alimentada por Arraial Missionário
(...)
Já aconteceram experiências de voluntariado, mas ainda “estamos numa fase inicial”, explica o Frei António Dias. Preparam infra estruturas para poder dar acolhimento e acompanhamento a quem desejar passar por uma experiência de voluntariado missionário junto da comunidade dos franciscanos capuchinhos em Timor.
(...)
Ler a notícia aqui.
Cruz Vermelha Portuguesa: Mais e melhor voluntariado
No Dia Internacional da Cruz Vermelha discutem-se estratégias para o voluntariado. Aposta vai para a formação dos voluntários.Celebra-se esta terça-feira o Dia Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) comemora a data com o Encontro Nacional de Voluntariado, no Porto, que junta voluntários de todo o país.
"Todos juntos pela humanidade é o grande lema para o Dia Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho", disse ao JPN a vice-presidente nacional da organização em Portugal, Cristina Louro.
No encontro vão participar oradores convidados das Cruzes Vermelhas espanhola, italiana, francesa e colombiana e vão ser definidas as orientações e metas específicas para o voluntariado da Cruz Vermelha Portuguesa.
"Estamos a repensar na estratégia do voluntariado e a pensar na formação que se vai dar aos voluntários e as metas a atingir. Não queremos ter só mais voluntariado, mas sim melhor voluntariado", sublinha a vice-presidente da CVP.
Movimento Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é uma entidade internacional sem fins lucrativos e tem sede em Genebra, na Suiça.
As 186 Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, o Comité Internacional da Cruz Vermelha e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho formam o Movimento Internacional da Cruz Vermelha.
Um dos objectivos da Cruz Vermelha é "melhorar a condição das populações mais vulneráveis, em todas as situações, sejam elas de paz ou catástrofe", explicou Cristina Louro.
Por Rosa Carvalho
Publicado: 08.05.2007
Texto publicado aqui.
07/05/07
Formação - Conferência Nacional - Por um Desenvolvimento Global e Solidário - Um Compromisso de Cidadania
A 25 E 26 DE MAIO, EM LISBOAConferência Nacional - Por um Desenvolvimento Global e Solidário - Um Compromisso de Cidadania
Organizada pela Comissão Nacional Justiça e Paz vai realizar-se a 25 e 26 de Maio, no Auditório do Colégio São João de Brito, em Lisboa, a Conferência Nacional - Por um Desenvolvimento Global e Solidário - Um Compromisso de Cidadania.
Programa (parte I) (parte II)
Cartaz da Conferência
Formação de Voluntários já avançou - Cadaval
“Sem voluntários, o Banco Alimentar não tem razão de ser”
Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome/Aveiro, desde o seu início, o Coronel Martinho Pereira explica como funciona esta instituição, numa altura em que se prepara a próxima campanha. Nos dias 5 e 6 de Maio, se for a uma superfície comercial, é provável que encontre alguém a sugerir que partilhe alimentos com as 30 000 pessoas da região de Aveiro que são apoiadas pelo Banco Alimentar.
Correio do Vouga - Nos dias 5 e 6 de Maio, vai haver mais uma campanha do Banco Alimentar (BA). Em quantos locais do distrito de Aveiro vai ser feita?
Coronel Martinho Pereira - A campanha cobre quase todo o distrito, com a excepção dos concelhos de Oliveira de Azeméis, Arouca e Castelo de Paiva, unicamente porque ainda não arranjámos nenhuma instituição que consiga localmente supervisionar o voluntariado. Enquanto não tivermos alguém que se responsabilize pelo voluntariado, para que tudo decorra correctamente, como é norma do BA, nós não podemos avançar. Tem que haver formação do voluntariado e um supervisor que responda às perguntas que a população possa pôr: para que é, para que serve, onde é recolhido, a quem é distribuído... Mil e uma perguntas. O coordenador local tem de saber responder, já que o voluntário nem sempre está habilitado a responder. Só quando isso acontece é que abrimos a campanha num outro concelho.
A campanha dos próximos dias vai abranger mais um concelho...
Sim, São João da Madeira. Há uma grande expectativa e esperamos que tudo corra bem. Esses coordenadores locais estão ligados a alguma instituição?
Normalmente são pessoas de IPSS, Cáritas, Vicentinos... Em alguns concelhos, como Estarreja, Ovar, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Águeda, os rotários assumem essa supervisão.
Mas não são eles que angariam os voluntários...
Não. Os voluntários oferecemse ao BA e o BA dá ao coordenador local a lista de voluntários para a sua zona de acção, o que não quer dizer que o próprio coordenador não arranje pessoas com espírito solidário.
As pessoas perguntam muito? Contestam?
Não. O BA têm uma credibilidade que permite que a campanha seja feita com um certo à vontade, porque todos os géneros alimentares recolhidos são consumidos no local onde é feita a recolha. Nunca vai nada para fora da área respectiva de cada BA, no nosso caso, o distrito. Mais: as pessoas acreditam no BA.
De onde vem essa credibilidade?
Os BA são contra os desperdícios alimentares. E não podemos, de maneira nenhuma, permitir que algo que seja entregue no banco seja motivo de desperdício. Tudo o que é entregue no BA é consumido a tempo e horas, dentro do prazo de validade. Podem perguntar: “Mas não há géneros consumidos fora do prazo de validade?” Isso só acontece quando há uma credencial passada pela autoridade sanitária que diga que o género alimentar pode ser consumido até à data tal, porque está em condições. Acontece as empresas terem géneros em fim do tempo de utilização, digamos assim. Esses géneros são analisados pela autoridade sanitária e é-lhes dado mais um prazo. Em vez irem para o lixo, são distribuídos com qualidade – de certeza absoluta, caso contrário não os distribuímos – a pessoas com fome.
Deduz-se das suas palavras que, além das recolhas à porta do supermercado, há ofertas das empresas...
As duas campanhas por ano [em Dezembro e em Maio] são as partes visíveis do BA. O voluntário dá de si, dá o seu trabalho. É a parte mais agradável, é bom ver a alegria com que as pessoas trabalham para o BA! Mas isso corresponde a uma recolha de pouco mais do que 200 toneladas. Ora, nós distribuímos cerca de 1800 toneladas por ano. O que o Banco recolhe é uma mínima parte do que distribui.
De onde vêm, então, esses géneros?
Vêm das empresas alimentares e cooperativas, que dão aos BA géneros que não conseguem pôr no mercado. Têm uma contrapartida, porque o Banco passa recibo de tudo o que recebe, que pode ser descontado no IRC. É vantajoso para as empresas entregar no BA, em vez de irem poluir e criar problemas. E, acima de tudo, alimentam aqueles que têm fome
Têm alguma acção junto das empresas? Alguma acção de charme?
Não. Quase todas sabem que existem BA. Acontece que existe uma Federação Portuguesa de BA. É à Federação que as empresas entregam os bens. A Federação, por sua vez, faz a distribuição pelos Bancos, consoante a quota de cada um. Aveiro tem a terceira ou quarta maior quota. Há empresas de transportes, que gratuitamente levam esses géneros ao BA. Há uma cadeia de solidariedade extraordinária que eu gostava de realçar. As empresas utilizam a capacidade de transporte sobrante para levar bens alimentares aos diferentes BA.
Há fome em Aveiro?
A fome é um peso muito grande que as pessoas não conseguem suportar. Por vezes, nem sequer dão a conhecer que têm fome. Essa fome envergonhada é a mais difícil de descobrir e apoiar. As próprias instituições têm dificuldades em detectar. Têm um papel extraordinário os grupos Cáritas e de Vicentinos, que vão à família escondida que passa dificuldades. Grande parte dos bens é entregue às IPSS, que têm a seu encargo imensas crianças e utentes de todas as idades. As instituições recebem “per capita” da Segurança Social. No entanto, isso não chega para pagar o custo que têm. Por vezes, as próprias famílias suprem essa diferença. Mas há famílias que não têm capacidade financeira. Por outro lado, por vezes as instituições acolhem mais pessoas do que as apoiadas pela Segurança Social. Se tem 70 crianças e a quota é de 50, 20 não são subsidiadas. Esse custo social é tido em consideração pelo Banco Alimentar, para saber se deve apoiar determinada instituição. Grupos Cáritas e Vicentinos não entram nessas contas, porque entregam directamente às famílias, tal como algumas IPSS que têm intervenção comunitária.
Um BA implica uma grande capacidade logística?
Temos um centro de distribuição, junto aos serviços de transporte de Aveiro, que permite cargas e descargas num espaço coberto. As instalações cedidas pela Câmara Municipal de Aveiro têm qualidade higiénica. São modelares a nível nacional, mas são curtas (cerca de 1500 m2 cobertos). Não chega. Servimo-nos graciosamente de instalações da Equatus e da Filcra, que nos cedem na Gafanha, principalmente quando o programa comunitário de apoio às populações carenciadas (PCAAC) nos dá cerca de 500 toneladas de alimentos. Para não haver mistura dos géneros do BA com os géneros da UE, servimonos desses armazéns. Por outro lado, quando algumas empresas nos dão carnes ou gelados, como não temos instalações de frio no BA (só temos pequenos frigoríficos e arcas que dão para muito pouco), servimonos da Filcra. Sem essas ajudas, seria muito difícil o Branco viver.
Além do Coronel Martinho Pereria, qual é a estrutura permanente do BA?
Vamos lá ver, eu sou o que trabalho menos! A espinha dorsal do Banco é o voluntariado. Sem voluntários, o BA não tinha razão de ser. Passava a ser uma instituição normal. O que nos distingue é o voluntariado. O BA tem três funcionários: um na secretaria e dois no armazém. Mais ninguém. Esses três funcionários têm por detrás deles voluntários sempre disponíveis, que semanalmente vão um, dois ou três dias ao BA. Vêm de Águeda ou de outras povoações vizinhas. São voluntários permanentes, que têm tarefas a seu encargo. Cumprem religiosamente! Eu digo a muita gente que se reforma e as pessoas riem-se, mas acabam por me dar razão: «Reformaste- te? Emprega-te! Começas a pensar: “O que é que eu ando cá a fazer? Já não faço nada. Ando de um lado para o outro, sem nenhum objectivo; e começas a ficar desanimado da vida”. Emprega-te. Vai para o BA, que dou-te lá trabalho!»
E tem lá trabalho para dar nesta altura?
Tenho. Para toda a gente. Nunca se manda nenhum voluntário embora. Todo o voluntário tem tarefas. O voluntário faz aquilo que entende que pode fazer, devidamente orientado pelas pessoas que estão à frente da instituição. A direcção é constituída por oito pessoas, das quais quatro estão desde a fase inicial. Sabemos de cor e salteado o que é preciso fazer para cada campanha, qual o número da cabazes que é distribuído por cada instituição, os dias de fazer e distribuir os cabazes, etc. Os voluntários são devidamente orientados e não têm qualquer pejo em pegar numa vassoura e varrer ou estar junto do computador a verificar se os sócios têm as quotas em dia, escrever uma carta, etc.
O BA precisa de dinheiro?
O BA não quer dinheiro para nada, a não ser para pagar atempadamente aos seus funcionários e para ter o necessário para o expediente: telefonar a instituições e contactar os voluntários. Temos uma base de dados dos voluntários e escrevemos-lhes a perguntar pela disponibilidade de dias e horas. No fim, enviamos uma carta a agradecer: “Obrigado pelo seu trabalho. Graças ao seu esforço, conseguimos x toneladas”. Merecem-na, sem dúvida alguma. Isso é dignificar o seu trabalho. É regra geral que quem vai uma vez volta a ir. As pessoas entusiasmam- se. Na sala de triagem, desde o juiz ao professor universitário, à empregada doméstica, todos estão irmanados no espírito solidário.
Qual é o género que as pessoas mais dão?
Arroz. É terrível! Por mais que digamos e imprimamos nos sacos que géneros é mais aconselhável dar, o arroz bate sempre o recorde. É o mais fácil de dar.
E qual o que o BA mais deseja?
Óleo, azeite, conservas... São géneros que nos dão maiores garantias de ter no BA e de distribuir correctamente. E as pessoas têm uma necessidade enorme destes géneros. Faz-se muita coisa com atum, óleo ou azeite. Estamos agora a conseguir isso com a “campanha vale”. Em vez de darem um género visível, as pessoas dão um vale que é trocado por géneros que são os mais aconselhados para dar ao banco: leite, conservas, azeite...
Como se processa a “campanha vale”?
Por altura da campanha normal, as grandes cadeias de supermercados disponibilizam vales nas caixas. As pessoas tiram, pagam na caixa e entregam ao BA. No fim, é feita listagem geral. Na última campanha, em Aveiro, foram angariadas deste modo 30 toneladas.
A sua experiência de comandar soldados serviu para comandar este exército de voluntários do BA?
Temos para cima de 1600 voluntários em cada campanha, que são criteriosamente utilizados. Só aqui em Aveiro, no armazém e na cidade, são precisos cerca de 600. Cada pessoa tem tarefas próprias. É uma família extraordinária, há um grande espírito de colaboração, tanto no BA de Aveiro, como na Federação nacional – sou um dos vice-presidentes – e na Federação Europeia, onde também tenho lugar.
O voluntariado é fundamental...
É a espinha dorsal do Banco. Sem voluntários, a filosofia do Banco deixava de ser posta em prática. A pessoa dá alguma coisa de si aos outros. Há pessoas que passam fome, com o seu pequeno trabalho e doação, essa pessoa pode ser alimentada melhor. É preciso ter noção de que os desperdícios alimentares
Espera então que o voluntário, colaborando contra o desperdício, também se eduque...
Sem dúvida. Aliás, nós promovemos no BA a educação para a cidadania. Inclusive falamos do tema nas escolas, a convite das escolas ou por nossa iniciativa. Temos nas nossas mãos a capacidade de evitar que muita gente passe fome. Nos países desenvolvidos, mais de 100 milhões de pessoas vive abaixo do limiar de pobreza. Um terço da população mundial sustenta-se com menos de dois dólares por dia per capita. Em Portugal, 20% da população vive abaixo do rendimento mínimo. Se tivermos a noção de que o supérfluo pode fazer tanto bem a outras pessoas, evitamos muitos danos. Podemos fazer muito. A Madre Teresa tem várias coisas escritas sobre isto. Há um texto muito giro [E cita de cor]: “Não te detenhas. Se estás velho, se não podes correr, trota. Se não podes trotar, caminha com uma bengala. Nunca te detenhas. Não tenhas saudades do que fazias quando era mais novo. Fá-lo na mesma. A maneira como o fazes é que pode ser diferente”.
Entrevista para ler aqui.
Voluntariado para a Cooperação
O programa de um dia versará temas como a apresentação do Voluntariado para a Cooperação, o voluntariado na primeira pessoa, painel com testemunhos de voluntários, “Outros caminhos para o Voluntariado”, e finalmente uma feira do Voluntariado, um espaço onde todas as organizações presentes no evento poderão apresentar aquilo que fazem no terreno.
A Plataforma Portuguesa das ONGD foi constituída em 23 de Março de 1985, por um grupo de 13 Organizações Não Governamentais que tinham em comum a vontade de concretizar acções na área da cooperação, integrando actualmente cerca de metade das 112 organizações registadas no IPAD em 2007. Fruto de heterogeneidade dos seus membros, a Plataforma pretende ser um elo de ligação entre as ONGD, a sociedade civil, os órgãos de soberania e outras instituições, como o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e a Confederação Europeia das ONGD de Emergência e Desenvolvimento (CONCORD) com vista a potenciar as suas acções num mundo cada vez mais globalizado e carenciado de solidariedade.
Em Junho de 2005 nasceu o Grupo de Voluntariado da Plataforma Portuguesa das ONGD, que agrega um conjunto de ONGD associadas da Plataforma que trabalham na área do voluntariado:
ASP - Associação Saúde em Português;
FEC - Fundação Evangelização e Culturas;
ISU - Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária;
LD - Leigos para o Desenvolvimento;
MDM - Médicos do Mundo;
OMAS/LBN - Obra Missionária de Acção Social,
Leigos Boa Nova;
OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento,
SOLSEF - Sol sem Fronteiras
e TESE.
Este Grupo tem como principal objectivo unir esforços em torno do Voluntariado, com destaque para o voluntariado na área da Cooperação para o Desenvolvimento, e de optimizar o assento da Plataforma no Conselho Nacional de Promoção de Voluntariado em função desses interesses comuns.
Programa
09h30 – Recepção aos participantes
10h00 – O Voluntariado para a Cooperação: Como podemos fazer?
Oradores: ISU (Instituto de Solidariedade Universitária) e ASP (Associação Saúde em Português
11h00 – Intervalo
11h20 – Voluntariado na primeira pessoa
Oradores: ASP, SOLSEF (Sol sem Fronteiras) e Leigos para o Desenvolvimento
13h00 – Almoço
14h30 – “Outros caminhos para o Voluntariado Oradores: OIKOS e MDM – Médicos do Mundo
15h30 – Feira do Voluntariado
Ler notícia aqui.
03/05/07
JVAL DISTINGUIDA
Actualmente, prestam serviço nesta unidade fabril onze soldados da paz da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda.A menção honrosa será entregue por ocasião da VII Gala Nacional do Bombeiro a ter lugar no próximo dia 26 de Maio, no Casino do Estoril.
Dia Mundial da Cruz Vermelha assinala-se a 8 de Maio
Por todo o mundo serão realizados diversos eventos e actividades que enalteçam a «importância do trabalho conjunto para tornar as comunidades vulneráveis mais seguras e melhor preparadas face aos riscos, perigos e desafios do mundo actual».
Em portugal, o «Encontro Nacional de Voluntariado» vai decorrer no mesmo dia na cidade do Porto, com o objectivo de juntar diversos voluntários portugueses e representa «o culminar de vários seminários organizados a nível regional».
O evento visa promover o reforço da Cruz Vermelha Portuguesa enquanto líder no serviço humanitário.
Ver notícia aqui.
01/05/07
O voluntariado e a Universidade Sénior
A Universidade Sénior de Tomar deverá entrar em funcionamento a partir de Maio em regime experimental. Durante esse período, o acesso será gratuito, sendo o serviço pago apenas a partir de Outubro, com uma mensalidade única de 10 euros por estudante. Em contrapartida, os alunos, com mais de 50 anos, poderão frequentar aulas de diversas disciplinas, seminários e cursos multidisciplinares, passeios e viagens culturais e actividades sócio-culturais.
A Universidade Sénior surge por iniciativa da autarquia local que, através do Banco de Voluntariado, dispõe já de diversos professores aposentados que irão dar as aulas e desenvolver vários tipos de actividades destinadas aos idosos.
Ler notícia aqui.
30/04/07
«Semana do Hospital» de Santo António entre 3 e 9 de Maio
Com palestra alusiva à admissão, proferida pelo novo bispo do Porto, D. Manuel Clemente.
Pelas 17h30, os voluntários serão todos convidados a um convívio no Museu Nacional Soares dos Reis.
Ler a notícia aqui.