31/10/07

ALDEIAS DE CRIANÇAS SOS: 40 anos a dar casa e família a crianças e jovens

É num conjunto de pequenas casas rodeadas de jardins e árvores em Bicesse, Cascais, que desde Outubro de 1967 crianças e jovens órfäos, abandonados, mal-tratados ou oriundos de famílias de risco encontram o lar que nunca conseguiram ter junto dos pais biológicos.
A Aldeia SOS de Bicesse, a primeira criada em Portugal, acolhe hoje 62 crianças e jovens e está a comemorar 40 anos de um projecto virado para dar um futuro àqueles que se viram privados dele.
"Aqui as crianças têm um ambiente que é familiar, têm uma mäe, os seus amigos, vivem também num ambiente externo à aldeia, nas escolas", "é como se estivessem em suas casas", afirma Armando Albuquerque, director da Aldeia SOS de Bicesse.
As casas, caiadas de várias cores, espalham-se pelo espaço aberto da aldeia. Bicicletas, brinquedos e crianças a jogarem à bola ilustram a vida comunitária. As "mäes" ocupam-se da preparaçäo dos lanches e das tarefas domésticas.
Armando Albuquerque diz que é "como um tio" para os jovens e salienta o "ambiente igual a qualquer outro tipo de família, apenas mais protegido, com outro tipo de atençäo", negando, contudo, que este espaço tenha qualquer similaridade com um orfanato.
O objectivo da instituiçäo passa por "criar um projecto de vida para estas crianças e jovens e fazer com que, ao sair daqui, levem os seus estudos concluídos e tenham o seu emprego", afirma Armando Albuquerque.
No entanto, näo existe idade limite para os residentes na aldeia. As crianças sabem desde logo que podem viver nas Aldeias o tempo que for necessário até que se casem ou tenham uma vida profissional que lhes permita tornarem-se independentes.
"O ambiente é o mais familiar possível, como uma família dita normal", confirma Martinha Sérgio, a assistente social da Aldeia SOS de Bicesse, que caracteriza todo o trabalho da instituiçäo como "muito virado para o conceito de família, para a casa".
"De manhä acordo, tomo o pequeno-almoço, depois ainda tenho tempo de ir brincar lá para fora e depois vou para a escola", diz "Joana", 11 anos, "filha" de Adalcinda desde os seis anos. "À tarde venho para casa, lancho, faço os trabalhos de casa e à noite janto, às vezes ouvimos histórias e depois vamos para a cama", conta com um brilho inocente no olhar.
Adalcinda Martins é uma das oito mäes sociais desta aldeia SOS. Tem actualmente em casa nove crianças, que lhe chamam mäe sem reservas, e até já tem netos, fruto de uma dedicaçäo à aldeia SOS que já tem 26 anos. A sua vida passou a ser a da aldeia, da casa e das crianças que säo a sua família, porque a "vida anterior" deixou de existir.
Como as outras mäes sociais, Adalcinda fica feliz em saber que oferece a estas crianças e jovens "ferramentas emocionais" e "boas lembranças" ao longo do seu crescimento. Em relaçäo aos seus "filhos", "saber que estäo bem" é a "recompensa absoluta" da sua total entrega a esta missäo. Com 47 anos, solteira - até porque "nem poderia pensar em ter uma vida matrimonial" -, quando pensa em projectos futuros confessa querer continuar a ser mäe social e querer "continuar a sonhar estas vidas novas", afirma.
Na Aldeia SOS de Bicesse há seis casas vazias que provam näo ser fácil encontrar alguém com a dedicaçäo necessária para ser mäe social. A Associaçäo das Aldeias de Crianças SOS, que actualmente acompanha cerca de 160 crianças e jovens, nasceu em Portugal há 40 anos com a criaçäo da primeira aldeia em Bicesse, Cascais, existindo outras duas, em Gulpilhares (Vila Nova de Gaia) e na Guarda.
As aldeias SOS recebem crianças, a maior parte com poucos anos de idade, órfäs, abandonadas ou pertencentes a famílias de risco que näo podem cuidar delas, e procuram, através de uma vivência em comunidade, dar-lhes um ambiente diferente de um orfanato, junto de uma família, organizada em torno da figura da mäe social, com a vida autónoma e a integraçäo plena na sociedade como horizonte.
O conceito Aldeias de Crianças SOS teve origem na åustria, para acolher crianças que ficaram órfäs durante a Segunda Guerra Mundial e abrange actualmente perto de 1.400 instituiçöes SOS, entre jardins de infância, lares de jovens e centros sociais e médicos, prestando auxílio a mais de 600 mil crianças em 132 países.
De acordo com números da Associaçäo das Aldeias SOS, existem em todo o mundo 452 aldeias que oferecem um lar a cerca de 47.400 crianças e jovens. Segundo o director da Aldeia SOS de Bicesse, o sucesso da ideia continua, relembrando que a instituiçäo tem novos projectos em desenvolvimento, nomeadamente a construçäo de novos Centros Sociais de acompanhamento aos jovens. A Aldeia SOS de Bicesse foi inaugurada em 29 de Outubro de 1967 mas comemorará o seu 40.º aniversário no Sábado com a presença do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e uma festa para todos os utentes, ex-utentes e amigos da instituiçäo.
Notícia daqui.

Cáritas da zona Sul querem investir no voluntariado

Valorizar o potencial que o voluntariado pode imprimir na formação de grupos de acção sócio caritativa Cáritas, junto das comunidades paroquiais é o que pretendem as Caritas da zona Sul que recentemente estiveram reunidas.
Algarve, Évora e Beja desejam assim, encontrar e optimizar esforços, investir na formação para que a acção caritativa da Igreja se desenvolva.

Uma acção que também foi alvo de reflexão neste encontro. “Uma acção centrada no amor que deve conduzir a prática do cristianismo de hoje”, aponta à Agência ECCLESIA, Carlos Oliveira, Presidente da Caritas do Algarve e anfitrião do encontro, que sublinha ser “o serviço que está na base desta instituição”.

Do encontro foi também possível fazer um ponto de situação das valências das Cáritas da zona Sul. Intervenção junto de áreas como a infância, a juventude, grávidas desprotegidas, recuperação de toxicodependentes, fornecimento de refeições e serviço domiciliário, distribuição de roupa e géneros, “para além da formação e emprego que algumas caritas estão a desenvolver através dos cursos de formação profissional para as áreas de infância e geriatria fez perceber que em caso de necessidade, sabemos onde recorrer e como o fazer”, explica Carlos Oliveira.

O resultado das visitas que a Cáritas Portuguesa realizou às organizações caritas da zona sul foi tambe´m partilhado. As vistas “são sempre positivas, pelo contacto que se estabelece, mas também porque dão uma visão extra funcionamento interno e pelas linhas de acção que se traçam”, admite o Presidente da Caritas Algarve.

Linhas de acção a desenvolver com a optimização de parcerias. Na diocese mais a Sul, a instituição Cáritas goza de bom relacionamento com as entidades institucionais. A Caritas Algarve está representada nas comissões locais de acção social. Com a autarquia “mantemos uma boa relação que, dentro da sua autonomia, nos ajuda”.

Mas independentemente de apoios financeiros, Carlos Oliveira sublinha “as parcerias que temos estabelecido para resolver os problemas daqueles que se dirigem a nós ou à autarquia”, dentro das respostas sociais que dispõem e das solicitações por parte da autarquia.

“A postura é sempre de receptividade”, aponta o responsável que indica ser o Estado a ter, em primeiro lugar, “a obrigação de executar, e não pode querer transportar para a sociedade civil os problemas que não são de fácil resolução. Se optarem por dialogar, estaremos sempre disponíveis”, assegura.
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Encontro Anual dos Voluntários nas Prisões

A Fraternidade das Instituições de Apoio ao Recluso (FIAR) realiza o seu Encontro Anual dos Voluntários nas Prisões, nos dias 24 e 25 de Novembro, no Seminário do Verbo Divino, em Fátima.

O programa deste encontro apresentará vários temas: “Alterações ao código de Processo Penal, pontos que nos dizem respeito”; “Quais os maiores problemas dos diversos grupos, como os resolvem”; “Condições de reclusos na difícil hora da saída”; ainda haverá workshops e entrega de prémio de voluntariado a Gracinda Gomes.
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Para ouvir não é preciso falar

Grupo conta com mais 13 voluntários para servir os doentes. Apoio nas refeições é a faceta mais visível de um trabalho de amor.
“Podemos não dar muito, mas o toque na mão de um doente fragilizado vale mais do que um ramo de rosas”. As palavras são de Ana Rosa Silvestre, de 69 anos, que em tempos foi professora e que há 27 anos fundou o Grupo de Voluntariado do Hospital de Matosinhos (hoje denominado Pedro Hispano).
O espírito de voluntária acompanhou-se desde sempre. “Uma tendência que já vinha dos meus avós”, conta. Os voluntários existem para servir. Quem, por qualquer motivo, visita o Hospital Pedro Hispano repara nas senhoras vestidas com uma bata cor-de-rosa que dão o que são e o que têm sem esperar nada em troca: contar uma graça para arrancar um sorriso, transmitir uma palavra amiga, dar um sinal de esperança, proporcionar algum conforto, ajudar na alimentação ou simplesmente ouvir sem ser preciso falar para completar um diálogo. Na passada quinta-feira, o Grupo de Voluntariado assinalou os 27 anos de vida com uma sessão solene no auditório do Hospital Pedro Hispano.
13 novos voluntários
A juntar aos cerca de 90 voluntários (ainda que nem todos estejam no activo simultaneamente), estão mais 13 que receberam os respectivos cartões de identificação: Ana Filipa Martins, Tânia Elisabete Braga, Marta Pinto Monteiro, Maria José Oliveira, Elvira Lemos Melo, Laurentina Vieira, António José Martins, Sandra Maria Dias, Joana Filipa Cândido, Maria do Céu Araújo, Jorge Manuel Silva, Bárbara Tavares e Olga Maria Pinto.Joana Filipa Cândido, de 25 anos, é técnica de laboratório e vive em Matosinhos. Recebeu agora o cartão de identificação de voluntária: “sempre gostei muito de ajudar os outros. Já sou catequista numa paróquia e foi sempre um sonho ser voluntária”. Uma das tarefas que desempenha é o apoio nas refeições (almoços e jantares), uma experiência que considera bastante gratificante: “sinto uma enorme gratidão e carinho por parte dos doentes. É uma satisfação muito grande quando eles comem”.
Quem quiser ser voluntário no Hospital Pedro Hispano terá que se sujeitar primeiro a uma entrevista (às quintas-feiras nos meses de Janeiro e Fevereiro). Caso seja seleccionado, terá que fazer um estágio a partir de Março. Até Agosto será acompanhado por um formador e em Setembro terá a experiência de “trabalhar” sozinho. Em Outubro saberá se fica ou não no Grupo de Voluntariado.A idade mínima é 16 anos. Neste momento, o elemento mais velho tem 85 anos.
No 27º aniversário do Grupo de Voluntariado do Hospital Pedro Hispano foram igualmente homenageadas seis das mais antigas voluntárias: Joaquina Pinto, Ana Maia, Alzira Correia, Deolinda Moreira, Emília Marques e Isabel Beleza.
Maria Clara Lago, responsável pelo Serviço Social e coordenadora do Voluntariado do Pedro Hispano, deu as boas-vindas aos novos voluntários e elogiou a ajuda preciosa no dia-a-dia, principalmente na hora das refeições: “os doentes agradecem. O hospital agradece. É muito importante a vossa ajuda e a vossa acção”.
Quem também marcou presença na cerimónia foi o presidente da Liga dos Amigos do Hospital Pedro Hispano. Ferreira Pinto salientou que “hoje em dia, em que nada é oferecido, há determinadas coisas que o dinheiro não paga” e deu como exemplo a disponibilidade dos voluntários, essencial para a “humanização dos serviços de saúde desta casa”.
De resto, Ferreira Pinto anunciou que em finais de Novembro será lançado o primeiro número de uma revista sobre o trabalho da Liga dos Amigos do Hospital Pedro Hispano e do grupo de voluntariado.Para dia 17 de Novembro está previsto um espectáculo no Centro Paroquial de Matosinhos com dois objectivos: angariar fundos e dar uma maior visibilidade ao trabalho desenvolvido pela Liga. Uma iniciativa que deverá repetir-se futuramente em todas as freguesias do concelho de Matosinhos.
No final da entrega dos cartões de identificação aos novos voluntários e da homenagem a seis voluntárias, realizou-se uma missa comemorativa na capela do hospital.
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Testemunho: uma experiência de missão

Há 4 anos estive na Índia, em Calcutá durante 3 semanas para fazer uma experiência de voluntariado com as Missionárias da Caridade pois desde adolescente que tinha o sonho de conhecer a “casa mãe” e os locais onde Madre Teresa de Calcutá tinha iniciado a sua obra. Considero-me uma apaixonada pela sua vida!
O meu regresso à Índia - CalcutáAgora compreendo que tinha de voltar…Trazia uma angústia no meu coração, tanto sofrimento, tanta pobreza… porquê, Meu Deus? E eu no meu conforto, com família, amigos, casa, trabalho… tanto! Tentei apagar da minha memória as imagens que me despedaçaram o coração e tentava não falar muito da minha experiência lá. As minhas palavras resumiam-se a pouco mais que: “é uma país muito duro, com uma realidade muito dura”. Pouco mais era capaz de articular e o meu coração ia tentando esquecer/ camuflar essa experiência riquíssima, que me tinha feito crescer vários “metros” e perceber que o verdadeiro sofrimento existe mas o verdadeiro Amor também.
Eu conhecia o sofrimento da doença de conhecidos, de problemas graves de famílias, de abandono de idosos mas normalmente por passa palavra. Mas é muito diferente quando todos os dias durante 3 semanas somos confrontados com rostos magros que vivem na rua, no passeio onde eu tinha de caminhar logo às 5.30 da manha, cerca de 40 minutos para chegar à casa das Missionárias da Caridade (grandes almas de Deus, não lhe posso poupar qualquer elogio). Os passeios àquela hora estavam repletos de gente a dormir, e não eram só homens (como também infelizmente vemos em Lisboa), eram famílias inteiras, homens, mulheres e crianças.Se passava um pouco mais tarde, já estavam a acordar, a começar a lavar-se, a vestir-se, a comer, ali mesmo no passeio… tudo exactamente no mesmo espaço. O cheiro em muitas ruas era nauseabundo, mesmo difícil de suportar, existiam alguns urinóis mas nem sempre! As lixeiras eram abundantes onde brincavam crianças e abutres!! O cenário eram chocante e dia após dia o meu coração sangrava, chorava.
Estava sozinha… fiz muitos amigos, voluntários dos 4 cantos do mundo, mas não havia um português sequer (com excepção da Irmã Maria do Carmo que encontrei mais tarde). Guardava tudo no meu coração… era difícil partilhar o que me ia na alma.Á chegada estava muito confiante. Já tinha estado 9 meses em Moçambique como voluntária a trabalhar nos bairros, vinha de uma “missão” em Timor de cerca de 3 meses, já tinha ouvido algumas dezenas de histórias e testemunhos lindíssimos de missão, logo não pensei que fosse tão diferente. No meu intimo estava convencida que estava preparada. Nunca tinha falado com ninguém que lá tivesse estado nem visto fotografias de qualquer voluntário… mas tinha lido todos os livros que encontrava de Madre Teresa de Calcutá e visto inúmeras fotografias desde a minha adolescência. Mas… o confronto com a realidade é tão diferente… as fotografais, os livros e até as palavras não têm cheiro, não têm sabor, não têm o palpitar dos corações...
No regresso a minha conclusão era: a experiência de missão no Nirmal Hirday, na casa do moribundo, a primeira casa que Madre Teresa fundou, onde trabalhei como voluntária durante essas 3 semanas, foi muito boa, dura mas muito reconfortante, o verdadeiro Dar e Receber lindíssimo da Missão, mas toda aquela pobreza que me parecia infinita levavam-me a dizer que “a Índia é um pais que não tenciono voltar”.
Mas tantas vezes que Deus nos troca as voltas…
E parece que Deus tencionava troca-las desta vez. Quatro anos depois, no fim de ter pensado em diferentes destinos para estas férias, como Moçambique, Birmânia, Camboja, e já estar quase tudo pensado para o Peru, eis que dou por mim já com os bilhetes comprados para a Índia. Quando tomei consciência, não escondo que senti um frio pela espinha e um aperto no coração. Algum medo instalou-se. No primeiro dia, que cheguei, (fui para Deli, a capital da Índia), antes de dormir chorei, chorei, chorei… aquelas lágrimas eram de há 4 anos atrás mas porque estava sozinha e não podia ficar doente nem “desprotegida”, “calquei-as” no meu coração. Todas aquelas questões voltavam: Mas porque é que eu não posso fazer nada? Mas porque é que milhares de pessoas têm de viver nestas condições nos nossos dias em que outros esbanjam tanto? Mas porque é que tantas crianças não têm espaço para brincar naquelas ruas da cidade onde vivem cerca de 22 milhões de pessoas?
Qual o meu papel?
E pedia ajuda a Deus. Percebi que me acalmava, era como se a minha querida Madre Teresa de Calcutá estivesse ali ao meu lado e me recordasse as palavras do poema pegadas na Areia: “Minha querida filha jamais te abandonarei”, aquele conforto de mãe, de pai. Parecia que ela segredava ao meu ouvido, para eu ler as suas palavras no livrinho da sua novena que tinha comigo (que tem como titulo: Jesus é o meu tudo em tudo” – que as irmãs de Lisboa me tinham oferecido) e abri na página 19. Parecia que ali estava a resposta e começava a perceber o porquê do meu regresso à Índia.
Nesta página tinha o texto para o sétimo dia que fala da alegria – Deus ama quem dá como alegria. “O serviço a Deus e às almas é sempre duro, por isso com maior razão devemos tentar adquirir a alegria e fazê-la crescer em nossos corações. A alegria é oração. A alegria é força. A alegria é amor. A alegria é uma rede de amor com a qual se pode pescar muitas almas.” Palavras tão simples e que faziam tanto sentido no meu coração. Pedi muito que os meus anjos me acompanhassem naqueles dias que estavam para vir, que me dessem muita força para enfrentar toda aquela pobreza e principalmente capacidade de entendimento e aceitação para que pudesse passar os meus dias a sorrir, a dar o sorriso de Jesus, essa alegria que Deus tanto aprecia.
Novamente o táxi chegou à Rose Boad e parou junto do 54A, a Mother House, em Calcutá,como há 4 anos atrás. Mas agora senti uma paz invadir o meu coração… que milagre! Ao entrar naquela portinha castanha uma alegria apertou o meu coração, o regresso ao lar da minha tão estimada Madre Teresa. Sentia sinceramente uma paz naquele lugar que já me tinha esquecido de tantas tarde que ali passara a “conversar” junto ao tumulo da “Mother” ou na capelinha junto à sua estátua joelhada na sua almofada. Que bom! Mais uma vez percebia o significado do meu regresso. Afinal os “fantasmas” estavam a desaparecer.. ou será que eles existiam? Acho que os criei eu própria como refugio.
E Deus tinha mais uma surpresa preparada para mim. Á chegada enquanto falava com a irmã e a questionava sobre qual o alojamento que nos sugeria, ela chamava um Padre espanhol que tinha acabado de chegar com um grupo de 20 universitários para missão. E dizia “Eu acho que eles estão na Monica’s House e provavelmente vocês podem ficar lá”. O jovem padre chegou com os seus jovens. Aquela cara não me parecia desconhecida. Ele olhou para mim e foi um momento de grande emoção…era o Padre Peter, conhecemo-nos há 4 anos atrás. Ele tinha estado lá, em 2002, com outro grupo de espanhoes, que eu conhecera. Que excelente surpresa! Deus é assim! Conversamos, também ele não tinha voltado durante estes 4 anos e tinha chegado no dia anterior para mais uma experiência de cerca de 1 mês!Os dias sucederam-se, o meu coração estava invadido de uma paz inexplicável. Olhava para as pessoas na rua e apoderava-se de mim um sentimento de Amor e não de dó… uma transformação divina no meu sentir… olhava aquelas pessoas com carinho e já conseguia discernir que muitos mendigavam por “profissão”, como as irmãs nos alertavam. As crianças afinal sorriam. Encontrei a mesma pobreza, mas conseguia dar com muita alegria.
Decidi ser a Irmã Karina (que é uma das responsáveis pelos voluntários) a escolher o local onde ficaria desta vez a trabalhar. E ela sem hesitações perguntou se eu estava disponível para trabalhar no Nirmal Hirday (as irmãs têm cerca de 9 casas em Calcutá onde os voluntários podem trabalhar). Outro sinal de Deus. Deus queria que eu voltasse a trabalhar exactamente onde estivera há 4 anos atrás. Aceitei, prontamente, e no dia seguinte lá estava. Também ali o regresso foi com muita serenidade. Percebi que sentia muitas saudades daquele lugar e que apesar dos primeiros dias, há 4 anos, terem sido difíceis, agora recordava apenas tantos bons momentos que ali passara. Olhava as camas e recordava os rostos anteriores. Que engraçado! Recordava as massagens que tinha feito à senhora que estava cama 32, e a canção que tinha cantado à jovem da cama 17, …
As tarde passadas no Nirmal Hirday voltaram a ser muito bonitas. O Nirmal Hirday, também conhecido como casa do moribundo, é uma casa onde são acolhidas pessoas em estado muito grave, muitas vão ali para morrer, vêm das ruas, sozinhas, doentes, com fome. Há uma secção para homens e outras para senhoras, chegam a estar cerca de 100 doentes. É tão bonito perceber como muitos deles recuperam…Recordo entre muitas histórias, o dia em que decidi comprar um verniz para lhes pintar as unhas (as senhoras são vaidosas em todos os cantos do mundo!!). Uma velhinha quis uma pintura completa de mãos e pés! No fim por gestos pois eu não percebia o seu bengali e ela não entendia o meu inglês (nem português!) lá percebi que íamos trocar de posições e ela pintou-me também as unhas dos pés e das mãos. Foi um momento tão bonito! Mais uma vez Jesus estava ali, nos pequenos gestos. Exactamente como Madre Teresa tantas vezes dizia: “Não podes fazer grandes coisas mas podes fazer coisas pequenas com grande Amor” ou “Não interessa a quantidade de coisas que fazes, interessa o amor que colocas em cada uma delas”! Sem duvida que Madre Teresa é para mim uma grande referencia, uma mulher dos nossos dias que como é relatado na sua história: “deixou o conforto do convento para se dedicar aos pobres da ruas de Calcutá”. E o testemunho das Irmãs é excelente, verdadeiras missionárias ao serviço dos pobres dos mais pobres. Bem Hajam. E todos nós que temos o privilégio de conhecer almas, assim, grandes, temos também a obrigação de fazer “pequenas coisas mas com muito Amor”.
Percebia agora as coisas de forma muito mais clara que a angustia que me dominava em relação à pobreza extrema que tinha conhecido em Calcutá era agora substituída por esta compreensão.
Agradeço profundamente a Deus por este regresso a Calcutá…Se quiserem saber mais pormenores desta experiência e aspectos logísticos de como fazer voluntariado em Calcutá, perguntem. Os aspectos logísticos são muito fáceis, chegam lá pessoas de todas as idades, de todos os continentes, sozinhas ou e grupo, por uma semana ou por muitos meses. As irmãs recebem todos de braços abertos, desde que levem muito Amor no seu coração… porque Jesus é assim!
Teresa Eugénio
(Testemunho daqui.)

30/10/07

Voluntariado é tema de oficina no Recife

Quem tem algum interesse em realizar trabalhos voluntários, mas anda não decidiu como deve atuar, pode participar de duas oficinas que serão realizadas pelo Recife Voluntário no dia 9 de novembro. Serão organizadas duas turmas, uma no turno da manhã, das 8h às 12h, e outra no período da tarde, das 14h às 18h.Questões como a motivação, os benefícios, direitos, deveres e Lei do Serviço Voluntário serão discutidos, além de temas como as diferenças entre doação e serviço voluntário; ação voluntária e voluntariado; e serviço voluntário e estágio não-remunerado.
As inscrições podem ser feitas gratuitamente através do telefone do setor de voluntariado da Fundação Altino Ventura: 3302-4300 (ramal 231 ou 324). As oficinas vão acontecer no auditório da Fundação, localizado na Rua da Soledade, 170, Boa Vista. Seja um Voluntário - O Projeto Transformação, realizado com a comunidade do Pilar, no Recife, está precisando de voluntários. O trabalho, voltado principalmente para a retirada de pessoas das ruas, nasceu há 18 anos, numa iniciativa de dois pastores evangélicos. “Eles foram para as ruas falar de Deus para os garis, mas se depararam com o problema dos moradores de rua e ficaram sensibilizados”, explica o secretário executivo do projeto, Waldir Benevides. Há oito anos, pessoas que decidiram sair das ruas se instalaram no Pilar e, assim, a comunidade passou a ser um dos focos do trabalho, que perdeu o caráter apenas religioso.
Hoje, o Projeto Transformação conta com uma fábrica de velas artesanais, em parceria com a ONG Visão Mundial, chamada Luz do Pilar. A produção, feita por um grupo de mulheres, já esta sendo exportada para a Europa. Além disso, outro grupo de mulheres da comunidade está aprendendo corte e costura, através de uma parceria com a Faculdade Boa Viagem, para que uma grife seja criada.
O principal trabalho do Transformação, entretanto, continua sendo a tentativa de reintegração à sociedade dos moradores de rua. “Precisamos do que chamamos ‘agente de transformação’. Voluntários que fazem a abordagem dos moradores de rua”, diz Waldir Benevides. Os voluntários precisam ser maiores de 18 anos. “O pré-requisito principal é a vontade de aprender e crescer com essas pessoas”, explica o secretário. O horário de trabalho é flexível, mas é feito principalmente à noite. O projeto tem ainda a demanda por profissionais da área de psicologia, que acompanham os moradores de rua. Outras informações sobre o trabalho voluntário podem ser obtidas através do telefone 8801.8950.
Confira aqui outras instituições que precisam de voluntários.
Notícia daqui.

28/10/07

São os novos protagonistas do voluntariado missionário – jovens universitários que põe as férias “de lado” para partir em missão durante um a 12 meses.

Este ano partiram 198 jovens para projectos de voluntariado missionário em países de expressão portuguesa.Ricardo Pena, da fundação Evangelização e Culturas, explica que os motivos que levam os universitários a partir nestas missões têm “a ver com o sentimento de solidariedade e de querer ajudar quem está numa situação menos boa em relação a eles”.
O destino preferido para estes projectos é Moçambique que, devido à estabilidade política e social permite que haja vários programas em curso.
Estas acções podem ir “desde o apoio em centros de nutrição, cozinhas sociais, projectos de apoio a pessoas mais carenciadas” até “distribuição de roupa e alimentos”, explica Ricardo Pena.
Antes de partirem, os jovens têm sempre de fazer uma formação, imprescindível para preparar os voluntários para aquilo que vão encontrar no terreno.
Notícia daqui.

Domingo é Dia de Voluntariado Missionário


As celebrações do Dia do Voluntariado Missionário centram-se, em Portugal, em Aveiro, onde vão decorrer várias iniciativas para relembrar experiências e testemunhos missionários.



As comemorações começaram já este sábado, subordinadas ao tema “Comunicar 20015”. Foi inaugurada uma mostra de fotografias artísticas chamada “Viagens sem regresso” – um passeio por 10 anos de voluntariado missionário – e para esta noite está marcada uma vigília missionária.No domingo, o auditório da Capitanearia de Aveiro será palco de várias conferências sobre “ciber-missão” e a tecnologia em benefício da missão.Estarão presentes os responsáveis da Universidade de Aveiro, o Bispo Emérito D. de Timor-Leste, Ximenes Belo, e director-adjunto do jornal “Correio do Vouga”, Jorge Pires Ferreira. Para a tarde, está marcada uma celebração eucarística e ainda o lançamento da Agenda 2008.Está prevista a participação das 51 organizações não-governamentais que actualmente compõem a Plataforma Portuguesa de ONG para o Desenvolvimento, entre as quais a Fundação Evangelização das Culturas e os Missionários leigos da Boa Nova, nas actividades.


O Dia do Voluntariado Missionário é dedicado a todos quantos já estiveram em missão e aos que se preparam para partir em breve, mas também a toda a sociedade civil que queira unir-se a esta causa.

Notícia daqui.

Dia do Voluntariado Missionário


Aveiro é palco, em Portugal, de várias iniciativas para relembrar experiências e testemunhos missionários


Dia do voluntariado missionário é assinalado amanhã. As celebrações portuguesas estão concentradas na cidade de Aveiro onde, se prevê a participação de 51 ONG’s, que actualmente compõe a Plataforma Portuguesa de Ongs para o Desenvolvimento, entre as quais a Fundação Evangelização das Culturas e os Missionários leigos da Boa Nova.


Subordinado ao tema «Comunicar 20015», o evento tem início hoje, 27, com a inauguração da uma mostra de fotografias artísticas “Viagens sem regresso”, que pretende reflectir sobre os 10 anos de voluntariado missionário. Para a noite, está marcada uma Vigília missionária.


Domingo, 28, no auditório da Capitanearia de Aveiro, vão realizar-se várias conferências sobre “ciber-missão” e a tecnologia em benefício da missão, actividade que contará com a presença dos responsáveis da Universidade de Aveiro, D. Ximenes Belo, bispo emérito de Timor-Leste e Jorge Pires Ferreira, director-adjunto do jornal Correio do Vouga.. Está marcada uma celebração eucarística à tarde e ainda o lançamento da Agenda 2008.


O Dia do Voluntariado Missionário é aberto a todas as pessoas que já estiveram em missão e àquelas que se preparam para partir em breve, assim como a toda a sociedade civil que queira unir-se a essa causa do Voluntariado Missionário.


Testemunhos de missão


Moçambique, Angola, Timor Leste, Brasil, são alguns dos destinos e palco de acções missionárias. Por um, dois, ou mesmo seis anos, homens e mulheres, leigos, voltam-se para esses países com o objectivo de ajudar no desenvolvimento humano. Trabalhar nas missões e na pastoral, dar aulas, ou auxiliar nos cuidados de saúde são algumas das muitas tarefas de ser “missionário 24 horas por dia”.


Ricardo e Elizabete Santos partiram em 2001 para Moçambique. Actualmente com 31 anos, Elizabete recorda a partida, na altura com 24 anos, três meses depois de ter casado, “num plano comum que tínhamos traçado”, explica à Agência ECCLESIA.


O projecto seria passar dois anos em Moçambique. Depois de um caminho no grupo de jovens leigos dos Missionários da Consolata, onde a reflexão sobre a missão para o laicado dava os primeiros passos, o jovem casal perspectivava a sua vida por dois anos.


Licenciada em ensino, Elizabete Santos leccionou Matemática, no ensino secundário, numa escola privada das Irmãs Agostinianas, “que na altura trabalhavam com os missionários da Consolata”, ficando também responsável pela parte pedagógica da escola e pela formação de professores. Rica e na manutenção”. A catequese e os grupos de jovens foram tarefas que também assumiram, envolvendo-se assim na pastoral. Tudo isto, na missão de Napinhane.


Na chegada a Moçambique, Elizabete Santos deu-se conta que era obrigada a parar. “O ritmo europeu é muito acelerado e contrastante com o africano”. O cumprimentar na rua que obriga a parar, “para estar com as pessoas, o parar para escutar as pessoas”, foi um factor marcante no princípio. Na sala de aula, os alunos estão “sedentos de aprender”, situação que contrasta com a portuguesa “onde tudo está disponível. Foi um trabalho muito gratificante”, aponta.


Neste período, ao todo de quatro anos, nasceram dois dos seus filhos - a Raquel e o Diogo e mais tarde, na missão de Mecanhelas, para onde a família rumou por mais dois anos, nasceu o Cristóvão, actualmente com um ano e meio.


As crianças “ajudaram-nos a ser missionários em família”, assume Elizabete Santos. A mais valia que encontra no projecto que abraçou foi dar testemunho enquanto família. “O povo moçambicano já valoriza muito a família”. Levar os filhos à eucaristia, rezar com eles, a forma como os educámos, eram tarefas normais e dentro da normalidade mostravam que os filhos eram iguais porque brincavam, comiam, viviam juntos, “os nossos filhos também foram missionários”.


Há oito meses em Portugal, as recordações são ainda muito vivas. “Lá há mais facilidades para se ser missionário, porque tudo à volta é trabalho e pede o nosso empenho”, afirma Elizabete - “somos missionários 24 horas por dia”. Também as pessoas são um convite à missão.


A experiência em Moçambique enquanto família “marca o que somos cá”, aponta. “Não podemos cair no consumismo, de dar tudo aos nossos filhos. Queremos manter o espírito de pobreza que conhecíamos”, afirma, não podendo ficar indiferentes ao que conheceram e à realidade que durante seis anos foi sua.


Também dos Leigos Missionários da Consolata, Filipe e Agostina Leal partiram num projecto a dois, já casados, para Moçambique, entre Setembro de 2004 e Novembro de 2006.


Em Portugal, antes de partir, Agostina lecionava e terminava a licenciatura em Ciências Religiosas, enquanto que Filipe Leal na área da música, estudava e dava aulas também, conciliando a sua participação em coros profissionais.


Em Moçambique, na província de Inhambane, na missão de Napinhane, Agostina passou a dar aulas de Educação Moral e Psicologia, numa Escola secundária dirigida pelas Irmãs Agostinianas, e, em parceria com os Leigos em Portugal, fazia o trabalho de “apadrinhamento dos alunos que são apoiados por portugueses”. Filipe estava encarregue da logística da missão, da pastoral - apoio aos catequistas e de formação. Seis meses depois da sua chegada, ajudaram na abertura das duas primeiras escolas infantis de Napinhane.


Ao partirem, deixaram tudo. Para trás ficou o estudo, a leccionação, os coros “e partimos”, explica Agostina Leal à Agência ECCLESIA. Com o projecto de fazer dois anos de missão, findando o prazo, o casal regressou, já com Agostina grávida.


Ao regressar contaram com a ajuda por parte dos Leigos Missionários da Consolata, que disponibilizam uma verba para dar apoio aos seus missionários no regresso.


Actualmente Filipe e Agostina Leal são pais de uma criança de cinco meses. Em Moçambique ficou uma realidade que guardam, um trabalho que ajudaram a desenvolver, mas muito ainda para fazer.


Muitos testemunhos de voluntários demonstram o encanto da doação, o despojamento do ir, o tempo aos outros, apesar de muitos apontarem também a falta de apoios ao seu reestabelecimento no regresso. Questões ainda a responder, mas sem dúvida, experiências que não se esquecem, apesar da realidade tão diferente que o Ocidente oferece.


Notícia daqui.

26/10/07

Universidade Sénior em novas instalações


Aulas já funcionam na nova sede, na antiga Escola nº 1, perto do edifício da Câmara Municipal
Universidade Sénior em novas instalações

As aulas na Universidade Sénior de Espinho começaram segunda-feira em novas instalações. A instituição transferiu-se do espaço que ocupava desde 2004 (onde funcionou a Biblioteca Municipal, antes da sua mudança para a piscina Solário Atlântico) para a antiga Escola nº 1, mesmo no centro da cidade. A Câmara Municipal de Espinho cedeu as instalações e a Universidade Sénior fez as obras de requalificação necessárias. Na passada segunda-feira, o local esgotou com várias entidades espinhenses, muitos alunos e funcionários da instituição que assistiram à inauguração das novas instalações e do novo ano que agora arrancou. A primeira entidade a discursar foi Alberto Espanhol, presidente da Associação de Cultura e Ensino de Espinho (ACEE). “Estamos muito orgulhosos porque com poucos meios, mas com muita vontade de crescer, conseguimos”. O presidente da ACEE destacou o apoio e disponibilidade da autarquia e também dos professores da universidade: “Trabalham sempre em voluntariado e dão um pouco de si próprios”.Carlos Gaio, vereador da Cultura, explicou aos presentes que a mudança da Universidade Sénior de Espinho para as novas instalações já foi pensada desde 2006 para “proporcionar à instituição um espaço mais central”. Para o vereador, “a Universidade Sénior merece da comunidade espinhense uma especial atenção” devido ao seu papel na aprendizagem ao longo da vida. Aliás, essa aprendizagem é tão importante que é prevista na Carta Educativa.Depois de Carlos Gaio, discursou Glória Rocha, responsável pela instituição espinhense. Glória Rocha agradeceu à autarquia o seu apoio, mas também destacou a importância que todos os envolvidos na universidade tiveram para a realização das obras: “Foram feitas com muito voluntariado, muito empenho e muita vontade”. Aliás, para a responsável, as novas instalações trazem novas condições para a instituição, uma vez que “a localização e o espaço deram-nos a possibilidade de receber pessoas idosas que residiam aqui no centro da cidade e que não podiam deslocar-se lá acima. Agora o acesso é muito mais central e também demos resposta a muitas mais pessoas porque temos mais salas”.Coube ao presidente da Câmara Municipal de Espinho, José Mota, encerrar a cerimónia da inauguração. “Conseguimos que, em muito pouco tempo, a Universidade Sénior passasse do zero para os 80”, começou por referir o autarca. As novas instalações da instituição, na opinião de José Mota, justificam-se pelo trabalho desenvolvido pela universidade: “Têm sido pessoas empenhadas, estimam aquilo que se lhes dá e prestam um serviço à comunidade que é inestimável. O trabalho que fazem é um trabalho incansável, a troco de nada, é um trabalho para uma faixa etária da nossa população muito importante que não tem paralelo no concelho de Espinho”. O presidente da Câmara acabou o seu discurso com as seguintes palavras: “Que este ano lectivo seja muito proveitoso para todos e para as vossas famílias, porque assim também o será para nós”.Universidadeé a segundafamília dos alunosA Universidade Sénior de Espinho arrancou para o 11º ano lectivo. Com cerca de 150 alunos, divididos entre os 50 e os 87 anos, a instituição conta com mais de 20 disciplinas, desde a Ginástica e a Natação até ao Inglês ou Direito e Cidadania. As aulas são complementadas com visitas de estudo, intercâmbios entre universidades e a participação em concursos literários, muitos conquistados pelos alunos espinhenses. Segundo Glória Rocha, “muitos alunos dizem que a Universidade Sénior é a sua segunda casa. Mesmo nos dias que não têm aulas, aparecem para encontrarem os amigos”. Além disso, a união entre alunos é incentivada pela instituição, até porque não são exigidas habilitações literárias: “Recebemos todos de igual forma”.
Depois da inauguração da nova sede, há outras obras para fazer. È o caso da pintura exterior e de um coberto no pátio interior, obras que vão estar a cargo do município. Não se sabe ainda para quando as novas obras, mas José Mota garantiu que serão feitas logo que seja possível.
Notícias daqui.

“Portal Social” de sexta-feira a domingo no parque do Cevadeiro em Vila Franca de Xira

O Pelouro de Acção Social da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e a Associação de Intervenção Social e Comunitária (AISC) do município realizam entre 26 e 28 de Outubro a iniciativa “Portal Social”, evento dedicado às diversas vertentes do Universo Social. A exposição realiza-se no Parque Urbano do Cevadeiro e abrange as áreas da saúde, emprego, imigração, voluntariado, idosos, crianças e pessoas com necessidades sociais.

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Avelãs de Caminho: Campanha a favor das crianças com cancro

As formandas do Curso “Acção Educativa B3”, promovido pela Associação Social de Avelãs de Caminho (ASAC), Anadia, estão a promover uma acção de angariação de fundos a favor da “Acreditar”, associação que apoia crianças com cancro.

A campanha passa pela angariação de fundos para a construção da Casa Acreditar em Coimbra, bem como pela recolha de equipamentos como televisões, dvd’s, consolas, cadeirões reclináveis, mesas de cabeceira hospitalares, pensos rápidos coloridos, puzzles, livros para pintar, aguarelas, marcadores, plasticina, pincéis, guaches, pasta fina, missangas, canetas de relevo, entre outros materiais. Os donativos podem ser entregues na sede da ASAC, em Avelãs de Caminho. O material recolhido será, posteriormente entregue ao Núcleo do Centro Acreditar, em Coimbra. A escolha da associação Acreditar para este projecto prende-se com a admiração pelo trabalho que desenvolve e por este ser desenvolvido fundamentalmente por Voluntários.
O Voluntariado foi o tema escolhido pelo grupo de formandas, dado sentirem que a sociedade necessita de cultivar o altruísmo. Pretendem dar a conhecer o trabalho realizado pela Acreditar, sensibilizando as pessoas para a importância do Voluntariado nesta e noutras instituições desta natureza. Com o objectivo de envolver toda a comunidade anadiense nesta acção de solidariedade, as formandas distribuíram pelas diversas Instituições de Solidariedade Social e escolas do concelho panfletos com o intuito de sensibilizar a população para esta causa. Paralelamente, o grupo vai promover uma actividade num centro comercial de Aveiro, onde pretendem montar uma banca, durante um dia inteiro. O objectivo é desenvolver um conjunto de actividades manuais, nomeadamente fazendo flores de papel, entre outros, a fim de atrair a atenção das pessoas e dar a conhecer a campanha de recolha de donativos. Às pessoas é oferecida uma pequena lembrança, em troca, deixam o que quiserem. A Campanha teve o seu início em Outubro e terminará no mês de Novembro. A ideia de desenvolver esta iniciativa surgiu depois de uma visita que as formandas realizaram ao Núcleo da Acreditar de Coimbra, no passado mês de Agosto. Para além destas acções, as pessoas que integram o Curso resolveram fazer um puzzle gigante para oferecer às crianças da Acreditar, aquando da entrega dos donativos. De referir que o Curso “Acção Educativa B3” termina no dia 31 de Março de 2008. As formandas irão receber uma Certificação Profissional (Auxiliares Educativas) e Escolar (9º ano).
Notícia daqui.

Leigos missionários Verbitas com novos projectos

Criar um Diálogos Jovem e fazer uma pausa no projecto ad-gentes são algumas novidades que dão destaque ao arranque deste ano do grupo Diálogos, leigos svd para a missão. Estas decisões foram tomadas no encontro de avaliação e planeamento (2006/2007 e 2007/2008) do grupo que teve lugar nos dias 6 e 7 de Outubro, em Lisboa, no seminário verbita.

A avaliação dos projectos de verão foi o primeiro ponto da agenda. Elementos do Diálogos estiveram um mês em Angola, nas comunidades de N`Zeto e Tomboco, província do Zaire e em projectos nacionais: dinamização do lar de idosos de Vilar Formoso e do de Aldeia da Ponte e apoio ao Centro João Paulo II, em Fátima, onde vivem várias pessoas com deficiência profunda. O balanço feito foi bastante positivo. Ao todo estiveram envolvidos 41 pessoas. Este número verifica-se pois nos projectos nacionais o Diálogos abre as portas a jovens que apesar de não fazerem parte do grupo desejam fazer uma experiência de voluntariado.

Ao longo dos últimos anos a presença destes jovens é cada vez maior. A maioria faz os 10 dias de voluntariado mas depois não dá continuidade ao trabalho missionário. E um dos debates neste encontro foi: como integrar estes jovens. Ainda não têm idade para pertencerem ao grupo, mas têm um potencial enorme – grande vontade de melhorar o mundo e de ver respostas para as suas dúvidas de fé –, a não desperdiçar. A conclusão foi criar um Diálogos Jovem que possa integrar estes jovens e dar-lhes uma identidade enquanto grupo, e foi estabelecida uma equipa de quatro pessoas para pensar nesse novo projecto.

Outras das decisões tomadas foi fazer uma pausa no projecto de voluntariado missionário internacional (ad-gentes) que até agora tem sido feito em Angola. Este projecto, pela sua complexidade, leva a que sobre muito pouco tempo para outros factores também importantes, como os projectos nacionais, trabalhar a coesão do grupo, aprofundamento da formação missionária, entre outros. Ao contrário de outros, este é um grupo para estar - em oração, em partilha, na animação missionária durante o ano, etc. -, não vive só para os projectos de voluntariado no verão.

Indo ao encontro da resposta de muitos jovens, decidiu-se organizar uma viagem a Taizé na Páscoa, será a primeira vez que o grupo o fará enquanto tal.

Quanto a outras actividades, a agenda já começa a ficar preenchida: participação no dia do Leigo Missionário, no congresso “Cristianismo no Japão”, na peregrinação missionária nacional, no congresso missionário, entre outros. Para além destas actividades, haverá sempre um retiro do grupo, animação em lares de idosos, encontros de formação, actividades de angariação de fundos, entre muitas outras.

Neste encontro foram avaliados os vários eventos/actividades promovidas durante o ano de 2006/2007, tentou-se desfazer mal entendidos próprios do ser humano e falou-se do compromisso de cada um para o grupo este ano.

Notícia daqui.

25/10/07

Voluntários missionários de todo o país encontram-se em Aveiro

A cidade de Aveiro acolhe no próximo fim-de-semana (28 de Outubro é o Dia Nacional do Voluntariado Missionário) mais de duas centenas de voluntários de todo o país que nos últimos anos se têm dedicado às missões

Pela primeira vez, ao oitavo ano, as comemorações nacionais do Dia do Voluntariado Missionário saem Lisboa para decorrer na cidade da Ria, numa organização conjunta da Orbis – Cooperação e Desenvolvimento e da Plataforma Nacional de Voluntariado. Pedro Neto, presidente da Orbis, espera que este evento desperte atenção dos aveirenses para o voluntariado missionário e para a ajuda ao desenvolvimento dos povos do Terceiro Mundo. Na apresentação do evento à imprensa, o dirigente destacou a feira do voluntariado, que decorrerá no Rossio, e a apresentação à população dos “Objectivos do Milénio”, na tarde de domingo. Os Objectivos do Milénio, para cumprir até 2015, entre os quais se encontram “erradicar a pobreza extrema e a fome” e “alcançar a educação primária universal”, fazem parte de uma declaração assinada ano 2000 por 189 Estados. “Segundo um relatório elaborado em 2006, a meio do percurso, os resultados não são nada animadores”, refere Pedro Neto. Além das actividades mais específicas para os voluntários vindos de outras partes do país, como um colóquio e um passeio pela Ria, as comemorações oferecem ainda à comunidade uma exposição de fotografia e pintura. As fotos provêm dos locais onde os voluntários aveirenses têm prestado serviço, enquanto as pinturas são de Rosa Galvão, Fernando Pego Guedes, Carlos Souto, Aurora Peres e Milu Sardinha, entre outros, que aceitaram convite da Orbis. Segundo dados divulgados por Pedro Neto, desde 1988 cerca de dois milhares de portugueses participaram em actividades de voluntariado católico nos países do Terceiro Mundo. Da diocese de Aveiro, desde 1997, ano em que se iniciou o envio continuado de jovens e adultos, cerca de 200 pessoas estiveram em missão durante pelo menos um mês, repartidas por cinco dos países de expressão lusófona: Brasil, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor. Capão Filipe, representando Câmara Municipal, que apoia as comemorações, manifestou no encontro com a imprensa “satisfação” por a iniciativa ter lugar em Aveiro.

Programa das Comemorações Nacionais
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27 Outubro
18h00 - Inauguração da Exposição de Fotografia e Arte –”Viagem sem regresso – 10 anos de voluntariado missionário”, no Museu da Cidade e Hotel Moliceiro. 21h30 - Vigília Missionária, no Seminário de Santa Joana 22h45 - Abertura da Feira do voluntariado, no Rossio

28 Outubro

10h30 – “Ciber-Missão - A Tecnologia em favor da Missão e da cooperação para o Desenvolvimento?”, debate no Auditório da Antiga Capitania, com D. Ximenes Belo, o jornalista Jorge Pires Ferreira e Rosário Costa, da empresa de novas tecnologias Palo Alto. 12h00 - Eucaristia presidida por D. Ximenes Belo (Igreja da Vera Cruz) 15h00 – “Desenvolvimento no Milénio” – passeio de moliceiro e actividades para voluntários 17h00 – “A missão… no Largo do Rossio” – apresentação à comunidade dos Objectivos do Milénio; Abertura da exposição de fotografia e arte “Viagem sem regresso – 10 anos de voluntariado missionário”, no Museu da Cidade e Mercado Negro (junto ao jardim do Rossio); Lançamento da Agenda 2008 de Voluntariado.
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Aberta Loja Social para "diminuir exclusão"

Fazer diminuir a exclusão social. Eis o objectivo da Loja Social de Condeixa-a-Nova, que foi ontem inaugurada na Praça da República. "O espaço é pequeno, mas para nós, que não tínhamos nada, é o melhor", revelou a vereadora da Acção Social e vice-presidente da Câmara Municipal, Margarida Guedes, com satisfação. "Esta é uma obra magnífica para uma vila também magnífica", disse, por seu lado, o baterista da banda Xutos & Pontapés, Kalu, que "apadrinhou" a Loja. E acrescentou "Obras como esta deveriam ser repetidas por todo o lado".
A escolha do músico para "abençoar" o novo espaço tem uma justificação, esclarece Margarida Guedes "Os Xutos & Pontapés são uma banda, muitas vezes, de intervenção social, que apoia as grandes e as pequenas causas através da música". Já o presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, Jorge Bento, entende que "uma boa união entre a música e as causas sociais será sempre produtiva". E refere: "Faço votos para que as pessoas de Condeixa se associem a este projecto". Isto porque, a seu ver, só essa "união" vai permitir conter a exclusão social.
Busca de emprego é aposta
Loja Social de Condeixa visa suprir necessidades de famílias carenciadas, mediante a recolha de objectos - usados ou novos - doados por particulares ou empresas. O espaço integra um banco solidário (onde se destacam o vestuário e alguns brinquedos) e um banco de voluntariado social. Mas a sala de informática é uma "grande aposta", defende a responsável pelo Pelouro da Acção Social. Este espaço de informação pretende, também, apoiar os indivíduos no processo de procura de emprego e encontra-se aberto à comunidade. No entender de Margarida Guedes, trata-se de algo que "ajuda muito quem não tem computador em casa". O piso superior do edifício inclui, ainda, uma sala de reuniões e um gabinete de costura. Previstos estão cursos de costura e de pintura em vidro, revela a técnica superior de serviço social Carla Lopes Barbeiro. A formação está a cargo de duas residentes no concelho - uma costureira e uma pintora -, que vão trabalhar em regime de voluntariado.
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24/10/07

Luta contra o cancro da mama

Na sessão de abertura do colóquio, uma organização conjunta da Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo/Corpo de Voluntariado e Sociedade Portuguesa de Senologia, participaram também o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal, Alfredo Lacerda Cabral, e o presidente da Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo, Cândido Teixeira, e a médica da Unidade de Senologia Emília Vaz Pereira.
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Dia do voluntário missionário


De moliceiro para sensibilizar para os Objectivos do Milénio

Na oitava edição do Dia do voluntário missionário, a 28 de Outubro, antigos voluntários e jovens que se prepararm para partir em missão realizam uma acção de sensibilização em Aveiro

Um passeio de barco moliceiro pela ria de Aveiro, na tarde de domingo, 28 de Outubro, sob o tema dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) será um dos momentos altos da oitava edição do Dia do voluntário missionário, celebrado em Aveiro.
A tarde será ainda marcada pela visita à exposição inaugurada no dia anterior, no Jardim do Rossio onde decorre a Feira do voluntariado. Ali será efectuado o lançamento da Agenda 2008.
Os temas desta agenda são os ODM, “numa atitude de sensibilização” da Fundação Evangelização e Culturas (FEC) que tem por objectivo “despertar as consciências de todos quantos usarem a agenda para a problemática e cada vez mais urgente necessidade de cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio até 2015”. A agenda estará à venda em todo o país, através das entidades de voluntariado missionário e das livrarias que queiram apoiar a FEC nesta iniciativa.
O dia decorrerá sob o lema “Comunicar 2015”. De manhã, a partir das 10h30, haverá uma conferência com o tema “Ciber-missão – a tecnologia a favor da missão?”. Serão oradores responsáveis da Universidade de Aveiro; o bispo emérito de Timor-Leste, Ximenes Belo e o director-adjunto do jornal Correio do Vouga, Jorge Pires Ferreira. A eucaristia e um almoço partilhado fecham a manhã.
A iniciativa da Fundação Evangelização e Culturas tem início no sábado, 27 de Outubro, ao final do dia, com a inauguração por parte da ORBIS - Cooperação e Desenvolvimento - uma das entidades de voluntariado missionário, da exposição de fotografia e arte “Viagem sem regresso: 10 anos de voluntariado missionário”, no Museu da cidade e Mercado Negro. Segue-se uma vigília missionária que irá ter lugar no seminário de Aveiro.
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21/10/07

Dia do Voluntário Missionário

“Dia do Voluntário Missionário”

Dia: 28 de Outubro de 2007

Local: Aveiro, Seminário de Aveiro

Apresentação do grupo Ondjoyetu

Ondjoyetu - Grupo Missionário de Leiria

Voluntariado não é sinónimo de "amadorismo"


Cruz Vermelha acolhe mais sete novos voluntários


Na cerimónia de compromisso de fidelidade dos sete novos membros da Cruz Vermelha Portuguesa, o responsável pela área de Voluntariado e Socorro, Rui Nunes, garantiu que o voluntariado exige "formação contínua" e que não se deve aliar a amadorismos.


Rui Nunes apontou ainda que a importância do voluntariado na sociedade está mais do que provada.


Notícia daqui.