31/12/07

FESTAS DO ANO NOVO E DOS REIS

Os Projectos de Voluntariado Universitário e Voluntariado Diocesano Vida Mais, realizam no auditório da Reitoria, dia 5 de Janeiro, pelas 14h30, uma Festa de Reis e Ano Novo, com alguns idosos da região aveirense, de partilhar e diálogo criativo de gerações.

Além de uma saudação de boas-vindas pelo Grupo de Santa Casa da Misericórdia da Murtosa, o programa da iniciativa inclui as actuações do Grupo Canção Mais, da Magna Tuna Cartola AAUAv e da Professora Eduarda Campos, uma Oratória de Natal pelo Rancho Folclórico Santa Casa da Misericórdia de Oliveira do Bairro e um lanche de Confraternização e Cantares dos Reis nas Cantinas da UA.
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Voluntariado jovem para a Segurança Social

Até 31 de Dezembro estão abertas as candidaturas para o programa "Jovens com a Segurança Social"

O programa “Jovens com a Segurança Social“ pretende implementar o voluntariado jovem ao nível da Segurança Social, melhorando a relação dos utentes com os serviços, numa lógica de reforço de cidadania e da coesão social. A acção tem início a 14 de Janeiro e termina a 11 de Julho de 2008.Os voluntários terão como tarefas o acompanhamento e informação aos utentes dos serviços da Segurança Social. Podem participar jovens com idades entre os 18 e os 30 anos e com disponibilidade de 5 horas diárias.
Os voluntários terão direito a um ressarcimento máximo de 12 euros diários para despesas de alimentação e transporte, seguro de acidentes pessoais, seguro de responsabilidade civil, formação geral de voluntariado e especifica para o desempenho da sua tarefa e certificado de participação. Mais informações no Portal da Juventude.
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Ninguém assume responsabilidade por um acidente em voluntariado

Rock in Rio: Catarina, 28 anos, ficou incapacitada por queda de pilar quando prestava voluntariado. Ninguém assume responsabilidade pelo acidente.

30/12/07

BUS - Bens de Utilidade Social


Coisas velhas para alguns, coisas novas para muitos!


Há sempre qualquer coisa lá em casa que não precisamos e que não sabemos a quem dar...


No segundo semestre de 2006, um grupo de amigos iniciou um projecto chamado BUS - BENS DE UTILIDADE SOCIAL, Associação Particular de Solidariedade Social.


O projecto consiste basicamente em reproduzir o tremendo êxito do projecto Banco Alimentar contra a Fome e fazer uma espécie de Banco Não-Alimentar. Por outras palavras, tentar fazer chegar bens não-alimentares (camas, colchões, lençóis, toalhas, electrodomésticos, sofás, cadeiras etc.) a quem deles necessita, ser nada mais do que uma "ponte" entre quem tem e não precisa e quem precisa e não tem.


27/12/07

IPJ e Segurança Social juntam-se para novo programa de voluntariado para jovens

O IPJ – Instituto Português da Juventude e o ISS – Instituto da Segurança Social assinaram um protocolo para a criação de um novo Programa Nacional de Voluntariado.

O Programa Jovens com a Segurança Social pretende implementar o voluntariado jovem ao nível da Segurança Social, melhorando a relação dos utentes com os serviços, numa lógica de reforço de cidadania e da coesão social.

Este Programa que terá uma duração de cerca de seis meses, inicia a 14 de Janeiro e termina a 11 de Julho de 2008.

Os voluntários terão como tarefas o acompanhamento e informação aos utentes dos serviços da Segurança Social.Podem participar jovens com idades entre os 18 e os 30 anos e com disponibilidade de 5 horas diárias.Os interessados podem obter informações complementares nas Lojas Ponto JA de Faro (Rua da PSP) e de Portimão (Rua Pé da Cruz, 12) ou consultar o Portal da Juventude em http://www.juventude.gov.pt/.

As candidaturas podem ser efectuadas até ao próximo dia 31 de Dezembro de 2007.

Os voluntários terão direito a um ressarcimento máximo de 12 euros diários para despesas de alimentação e transporte, seguro de acidentes pessoais, seguro de responsabilidade civil, formação geral de voluntariado e especifica para o desempenho da sua tarefa e certificado de participação.

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26/12/07

Associação e reformados precisa de voluntários

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Aveiro: Voluntários aceitam-se... no Banco de Voluntariado

Numa parceria entre a Câmara de Aveiro e o Projecto RIA – Rede de Intervenção de Aveiro, foi formalizado o Banco de Voluntariado de Aveiro que já está em funcionamento.
Os que visitarem o Banco de Voluntariado, recentemente criado, encontram acções de carácter cívico, acção social, ciência, cultura, cooperação para o desenvolvimento, defesa do consumidor, defesa do património / ambiente, desenvolvimento da vida associativa e economia social, desporto, educação, emprego e formação profissional, justiça (apoio à vítima e direitos humanos) protecção civil/bombeiros, promoção do voluntariado e da solidariedade social, reinserção social e saúde.
Tudo nos dois espaços disponibilizados – na sede do Projecto RIA e numa extensão na divisão de Acção Cultural da autarquia, na Casa Municipal da Cultura.
Este serviço vai ter como principais objectivos acolher candidaturas de pessoas interessadas em fazer voluntariado e proceder ao encaminhamento para entidades promotoras de voluntariado, bem como acompanhar a inserção de voluntários nas entidades para onde foram encaminhados e disponibilizar ao público informação sobre o voluntariado.
O Banco de Voluntariado de Aveiro tem ainda como objectivos promover o encontro entre a oferta e a procura do voluntariado; sensibilizar os cidadãos para o voluntariado; divulgar projectos e oportunidades de desenvolvimento e contribuir para o aprofundamento do conhecimento do voluntariado.
A criação desta estrutura local pretende actuar em proximidade com os munícipes e com as diversas instituições concelhias, no sentido de promover uma gestão adequada e eficaz das potencialidades dos voluntários e das entidades gestoras de programas e de projectos de voluntariado, em prol do desenvolvimento social concelhio.Banco Alimentar Contra a Fome; Caritas Diocesana de Aveiro, Centro Universitário Fé e Cultura, Cruz Vermelha Portuguesa, Hospital Infante D. Pedro, Instituto Português da Juventude, Núcleo Distrital de Aveiro da Amnistia Internacional e Santa Casa da Misericórdia de Aveiro são algumas das entidades públicas e privadas que desenvolvem voluntariado em diferentes áreas e domínios de intervenção na região aveirense.
Em 2005, a autarquia de Aveiro e o Projecto RIA iniciaram um trabalho no âmbito do voluntariado. Nesse mesmo ano, a câmara criou o gabinete do voluntariado, estando actualmente inscritos 34 voluntários que colaboram, de forma pontual, em actividades autárquicas.
Já em Novembro de 2006, o Projecto RIA implementou um banco de voluntariado que tem sido desenvolvido através do site www.projectoria.org, ao nível da dinamização e captação de voluntários, encontrando-se, neste momento, inscritos 46 voluntários e 10 instituições.Igualmente no âmbito do voluntariado, a câmara e o Projecto Ria organizaram, durante este ano, o "Encontro ser voluntário" e "Curso de gestão de programas de voluntariado".
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Voluntariado Lasallista

23/12/07

Banco Local de Voluntariado chega a Santarém

Promover o encontro entre a oferta e a procura de voluntários e as organizações, sensibilizar os cidadãos para o voluntariado, divulgar programas e oportunidades de voluntariado e contribuir para o aprofundamento do conhecimento do voluntariado são os grandes objectivos do Banco Local de Voluntariado (BLV). A 46.ª estrutura do país foi criada pela Câmara de Santarém e apresentada quinta-feira, dia 20. No distrito, a estrutura já existe no Entroncamento e em Mação.

A autarquia escalabitana já tem disponível um folheto com a informação essencial sobre o BLV e com uma pequena ficha de inscrição para quem quer ser voluntário. A sede do BVL irá funcionar na Divisão de Saúde e Acção Social da autarquia.

Além da Câmara de Santarém o núcleo coordenador do BLV é composto pela Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Menta (APPACDM) de Santarém, Cáritas Interparoquial, Liga dos Amigos do Hospital e Misericórdia de Santarém. Enquanto um núcleo alargado contará com as entidades promotoras e de sinalização e mobilização.
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JOVENS COM SEGURANÇA SOCIAL

“Jovens com a Segurança Social” é um novo Programa que resulta da parceria entre o Instituto Português da Juventude (IPJ) e o Instituto da Segurança Social (ISS), que pretende implementar o voluntariado jovem ao nível da Segurança Social, melhorando a relação dos utentes com os serviços, numa lógica de reforço de cidadania e da coesão social.
O programa terá a duração de cerca de 6 meses (14 de Janeiro a 11 de Julho de 2008), distribuídos por um horário diário de 5 horas diárias a ajustar com o Centro da Segurança Social em que o voluntário fique colocado e destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos.
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Ajudar o próximo a tempo inteiro

Depois da sesta as crianças da sala dos dois anos levantam-se, vestem-se e esperam pacientemente, sentadas nas suas cadeirinhas, pelo lanche. A sala, desarrumada com as camas onde os meninos dormiram, tem de ser arrumada para desocupar o espaço. Essa é uma das muitas tarefas de Marlene Isidro, voluntária na creche da Santa Casa da Misericórdia de Azambuja há cerca de oito anos.

A relação de Marlene Isidro com a Misericórdia começou por acaso. Um dia, a voluntária, de 67 anos, natural de Vale Paraíso, concelho de Azambuja, foi às instalações da instituição com dois familiares com o objectivo de se tornar sócia. Durante a visita, em conversa com o provedor da Misericórdia, Marlene Isidro perguntou se não estariam interessados em receber voluntários. Perante a resposta não hesitou em começar a ajudar recebendo em troca apenas almoço oferecido pela instituição.

Marlene Isidro optou por trabalhar voluntariamente porque gosta de ajudar, mas também para combater a solidão que enfrenta sempre que regressa a casa. A voluntária perdeu o marido muito cedo e não teve filhos. Após a morte dos seus pais ficou sozinha e por isso quer manter-se ocupada até morrer. “Encontrei aqui uma família e só deixo de trabalhar se ficar doente ao ponto de não conseguir sair de casa. Gostava de fazer voluntariado no lar que vão inaugurar na minha terra”, afirma. Já não se imagina sem os “seus” meninos e garante que a decisão de fazer voluntariado foi a melhor que poderia ter tomado.

Tal como Felisbela Marques, que trabalhou 26 anos na Santa Casa da Misericórdia de Azambuja. Em 2006 completou 65 anos e aposentou-se. Para quem não consegue estar parada custou ficar sozinha em casa. “O meu marido tem uma horta e trata todos os dias dela. Vai de manhã e chega à noite e eu ficava sozinha em casa sem ter o que fazer”, refere.

Descontente com a situação falou com os responsáveis da Misericórdia que aceitaram, de imediato, a ajuda. Agora a exercer funções de voluntária. Felisbela Marques, 66 anos, ajuda na instituição sempre que pode. Como a mãe está acamada passa um mês na sua casa e um mês na casa do irmão. Nos meses em que não tem a mãe a sua cargo desloca-se diariamente para o antigo local de trabalho onde ajuda no que for preciso. “Como já conheço os cantos à casa ando sempre a ver onde precisam de ajuda. O facto de trabalharmos em regime de voluntariado dá-nos maior liberdade”, explica. Felisbela Marques lamenta que exista pouco voluntariado nas instituições de solidariedade social. As pessoas andam concentradas na sua vida e nos problemas do dia-a-dia que se esquecem que existe quem precisa de ajuda e de um ombro amigo para conversar.
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Voluntariado Missionário: Aceitas?

Banco Local de Voluntariado já aceita inscrições

Criar um centro de oferta e procura de voluntários é o objectivo do banco que está a nascer em Barcelos.

A partir de agora instituições e pessoas singulares que estejam disponíveis e interessadas em fazer parte desta rede de ajuda podem inscrever-se na Câmara Municipal ou em qualquer um dos parceiros do Banco Local de Voluntariado.

Se gosta de voluntariado ou já alguma vez pensou em participar em acções voluntárias e não sabia a forma de o fazer, agora já é mais fácil. Foi criado em Barcelos um Banco de Voluntariado que vai permitir, a partir de agora, criar um equilíbrio entre a oferta e a procura do voluntariado.

Na sessão pública de apresentação deste banco, a vereadora da Acção Social, Joana Garrido Fernandes, explicou que o objectivo passa não só por criar um centro de oferta e procura de voluntariado, mas em alargar as áreas de trabalho voluntário.

“O objectivo do banco de voluntariado é alargar a todas as áreas, não só da acção social, mas a todas as áreas: cultura, desporto, educação, criar uma oferta muito diversificada”, referiu a responsável.

A vereadora acredita que a criação desta estrutura vem dignificar as instituições que prestam voluntariado.

“Criar um banco de voluntários é formar uma estrutura que venha dignificar toda a acção dos voluntários no concelho de Barcelos”, defende Joana Garrido.Inscrições podem ser feitas em qualquer uma das instituiçõesOs interessados em prestar serviço voluntário só têm que, a partir de agora dirigir-se a uma das nove instituições que compõem a Comissão Instaladora para procederem à sua inscrição.

“As pessoas podem inscrever-se na Câmara Municipal, nos serviços de Acção Social, ou então nas outras instituições que fazem parte da comissão instaladora: os bombeiros de Barcelinhos, Barcelos e Viatodos, SOPRO, Associação dos Dadores de Sangue, na Associação do Hospital, na Associação dos Familiares e Amigos dos Utentes da Casa de Saúde de S. João de Deus, na Cruz Vermelha de Barcelos e na Santa Casa da Misericórdia, que também têm as fichas de inscrição e depois haverá um feed-back com a Câmara Municipal para haver o primeiro contacto com o candidato a voluntário”, explicou Joana Garrido na apresentação pública do Banco de Voluntariado, que decorreu na passada quarta-feira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.Uma vez aceite a inscrição, todos os admitidos vão ter que frequentar uma acção de formação geral e, depois, nova formação na área que escolher.

“Haverá uma acção de formação geral para explicar como é que as coisas funcionam em termos gerais e, depois de encaminharmos as pessoas para as instituições que procuram voluntários, haverá uma acção de formação específica dentro de cada área”, esclareceu Joana Garrido Fernandes.No dia internacional dedicado ao voluntariado, a Câmara Municipal de Barcelos acredita que em pouco tempo serão muitos os barcelenses a fazerem a sua inscrição neste banco que está agora a dar os primeiros passos.

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‘O Regaço’ e Maria da Paz Varzim distinguiram Aurora Cunha

Na passagem do Dia Internacional do Voluntariado, Aurora Cunha foi homenageada na passada quarta-feira pela direcção da Casa ‘O Regaço’ – estrutura sob alçada do Núcleo da Cruz Vermelha da Póvoa de Varzim.
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Silves acolhe Jornadas sobre Direitos Humanos e Voluntariado

A presidente da Câmara de Silves, Isabel Soares, e o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS), Rui Lourenço, estarão presentes na sessão de abertura das primeiras Jornadas sobre Direitos Humanos e Voluntariado, a realizar nos próximos dias 17 e 18, na Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Silves.
“Enquanto instituição social que defende os direitos humanos, o Instituto Piaget procura envolver em acções de voluntariado não só os alunos, enquanto cidadãos, como também a comunidade em geral”, adianta a organização, a cargo daquela escola superior. Assim, este evento prevê que diferentes associações de voluntariado e de defesa dos direitos humanos apresentem as suas instituições e projectos, bem como o esclarecimento das diversas formas de participação em acções organizadas de voluntariado.
Estas Jornadas são essencialmente dirigidas a alunos, estando igualmente acessíveis para professores, profissionais de saúde e público em geral.
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Voluntariado Missionário: Aceitas?

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Inauguração oficial do Banco Local de Voluntariado da Lourinhã

O Banco Local de Voluntariado, que já se encontra em funcionamento e com alguns projectos em curso, vai ser inaugurado, oficialmente, no próximo dia 17 de Dezembro, com uma cerimónia que decorre, pelas 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Município da Lourinhã.

Esta sessão contempla um período destinado a intervenções de representantes da autarquia e do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, bem como uma breve apresentação de alguns dos projectos implementados.

Neste âmbito é de referir a dinamização da 'Academia Cultural Sénior' por professores voluntários e o projecto 'Partilha de Saberes' que, pressupondo o relacionamento inter-geracional, tem como objectivo a prestação de apoio a actividades complementares de acção educativa e a acções de enriquecimento curricular em estabelecimentos de ensino do concelho.

De referir, ainda, que o Banco Local de Voluntariado não é mais do que um local de encontro entre pessoas que expressam a sua disponibilidade e vontade em serem voluntárias e entidades que reúnem condições para integrar voluntários e coordenar o exercício da sua actividade.

Traduz-se, portanto, numa acção de interesse social e comunitário que tem como objectivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida e bem-estar das populações.

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VEM fazer a diferença: Voluntariado em Matosinhos com balanço positivo e novos desafios

A grande maioria são mulheres, licenciados e com uma média de idades a rondar os 35 anos. É este o perfil dos voluntários de Matosinhos.
“Uma maneira diferente de estar na vida...”, assumem.Feitas as contas, facilmente se compara o voluntariado à matemática. “É como uma equação, em que é necessário dar mais a quem tem menos para dar igualdade”, lembrou Manuela Duarte, da Comissão Nacional para a Promoção do Voluntariado.
Ser voluntário é - assumem - “uma maneira de estar na vida”. E muitos são os que, hoje, já aderiram a este movimento. Em Matosinhos, celebrou-se o Dia Internacional do Voluntariado com o balanço de um projecto implementado há precisamente um ano.
VEM - Voluntariado em Matosinhos - é, hoje, para muitos, um desafio ao qual responderam e que lhes acabou por mudar a vida. “Porque servir os outros é a maneira mais inteligente de servir-se a si mesmo”, frisou o vereador da tutela, Fernando Rocha. Perante uma plateia de entidades parceiras, investigadores e voluntários, pretendeu-se, essencialmente, reforçar a motivação para o trabalho voluntário, tornando esta prática “mais do que uma escolha, uma certeza de cidadania renovada”.
Ser maior de 16 anos, obter a escolaridade mínima obrigatória ou competências equivalentes, comprometer-se a respeitar os princípios deontológicos inerentes à actividade a desenvolver, enquadrar-se no perfil geral do candidato e nas características específicas face às tarefas a executar e ter tempo disponível para o voluntariado. São estas as principais características que tem de ter quem quiser ser voluntário em Matosinhos.
O projecto VEM - recorde-se - nasceu, há um ano atrás, tendo como objectivo o desenvolvimento do espírito e das práticas de voluntariado no concelho, criando uma bolsa de voluntários e de instituições parceiras. Um ano depois, o balanço é positivo - asseguram os responsáveis. “São cerca de 200 as pessoas inscritas. Número que nos permite olhar para o futuro com optimismo”, reiterou Fernando Rocha.
Todos os voluntários recebem formação inicial em voluntariado e uma formação específica, tendo em consideração a instituição e a área de intervenção a que se candidatam. “Foram realizadas já nove acções de formação e, de uma forma geral, podemos dizer que a nossa experiência com os voluntários tem sido positiva.
Claro que com algum absentismo, bem como casos pontuais de incumprimento”, afirmou o vereador. Maioritariamente mulheres, licenciados e com uma média de idades situada nos 35 anos. É este o perfil geral do voluntário em Matosinhos. De uma forma geral, não têm experiência em voluntariado e as áreas que mais procuram são a da educação e apoio social, sendo as crianças e os jovens a população-alvo mais referenciada e o horário pós-laboral, o mais pretendido.
“Acção social melhor e mais justa”Feito o balanço do primeiro ano do projecto, o encontro serviu, ainda, para apresentar o plano de acção para 2008, centrado, essencialmente, em seis áreas distintas.
“VEM Crescer” é o nome do projecto virado, sobretudo, para a juventude. “Vai procurar influenciar e incentivar os jovens para a prática do voluntariado”, explicou Fernando Rocha. Já preconizando um voluntariado de proximidade, “VEM Acompanhar” centra a sua acção, de uma forma geral, no apoio domiciliário a idosos e pessoas dependentes. “VEM e Vai”, como o próprio nome indica, pretende facilitar o intercâmbio de voluntários e o exercício do voluntariado internacional, enquanto o projecto “VEM Hoje” se baseia no voluntariado pontual, em actividades de curta duração.
“VEM Doar” vai, por sua vez, criar um banco de ofertas on-line, que tornem mais fácil a sua procura e quando falamos no projecto “VEM Sempre” falamos, por outro lado, em acções prolongadas de voluntariado. Seis áreas distintas, nas quais quem quer ser voluntariado se pode encaixar. “Construir uma acção social melhor e mais justa.
É este o de­safio para 2008”, lançou o vereador responsável.
VEM - Voluntariado em Matosinhos
Voluntários inscritos: 200
Instituições parceiras: 50
Voluntários formados: 70
Gestores de voluntariado formados: 28
Voluntários colocados nas instituições parceiras: 62
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A propósito do Dia Mundial do Voluntariado


Comemorou-se, na passada quarta-feira, o Dia Mundial do Voluntariado. Assim acontece desde 5 de Dezembro de 1985, há precisamente vinte e dois anos.


De acordo com a definição das Nações Unidas, “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido ao seu interesse pessoal e ao seu espírito crítico, dedica parte do tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de actividade de bem estar social ou outros campos de intervenção”.


A Declaração Universal do Voluntariado de 1990 proclamou “a fé na acção voluntária, força criadora e mediadora com vista à contribuição para a resolução dos problemas sociais e do ambiente e à construção de uma sociedade mais humana e mais justa”.


Apesar de tão recente reconhecimento, sabe-se que o voluntariado é uma prática tão antiga como a própria Humanidade, com origens particularmente religiosas. Três mil anos antes de Cristo existiam nas margens do Nilo, o grande rio de África, sistemas de protecção mútua que funcionavam em casos de inundações e catástrofes climáticas; na Palestina, na costa ocidental do mesmo continente, funcionavam já associações de mercadores que mutuamente se juntavam para proteger as caravanas dos assaltos.


O investigador Domingos Cruz, no trabalho “A mutualidade em Portugal”, faz recuar, entre nós, esta “tradição de previdência” aos compromissos marítimos da época fernandina (1367 – 1383), assinalando a existência de “associações populares de índole de socorro mútuo”, espalhadas por todo o país, identificando-as com “as antigas irmandades e confrarias, nas quais os vizinhos se inscrevem, mediante uma pequena quota, para uma assistência mútua espiritual dos irmãos, dos consócios que acompanham o funeral do falecido e mandam rezar por sua alma umas tantas orações e missas”.


A acção estendia-se, desempenhando uma acção assistencial de auxílio mútuo entre os componentes que se encontrassem em circunstâncias difíceis. As Misericórdias, criadas na agonia do século XV pela iniciativa da Rainha D. Leonor, agigantaram-se na prática de apoio aos doentes e necessitados e terão sido, talvez, as únicas instituições a resistirem às consequências da instauração do regime constitucional, em 1834, já que a monarquia liberal pôs fim a todos aqueles movimentos - naturalmente porque quase exclusivamente ligados à Igreja, vítima, então de conhecidas perseguições - sem se preocupar com a criação de organismos que aproveitassem os ideais de generosidade das populações.


Contra tal estado de coisas, e pela mão de cidadãos inquietados pelas circunstâncias de miséria e abandono em que vivia grande parte da população portuguesa, naturalmente sob o impulso das correntes de ideais que agitavam a Europa, foram-se erguendo, a partir de meados do século XIX, aquelas que viriam a designar-se Associações de Socorros Mútuos, a quem coube um vasto leque de atribuições de carácter solidário, visando prioritariamente a melhoria da trágica situação das classes trabalhadoras.Um movimento que chegou também ao nosso concelho, surgindo, em 8 de Junho de 1884, a Associação de Socorros Mútuos de Santiago de Riba-Ul. Primeiramente em instalações provisórias, viria a dispor, a partir de 1939, de edifício construído de raiz para o efeito, de concepção e qualidade notáveis para a época. Tudo pelo esforço e generosidade de Camilo Pacheco da Costa Ferreira, popularmente conhecido por Camilo da Fábrica, porque proprietário de uma fábrica de curtumes no local a que, por isso mesmo, ainda hoje chamamos Alto da Fábrica, próximo da linha de fronteira entre a cidade e Santiago de Riba-Ul.


(Trata-se de um generoso benemérito, talvez injustamente esquecido, a quem não foi prestada ainda a devida homenagem. Para além de uma intensa actividade ao serviço da Câmara, a cujo Executivo presidiu, então sem qualquer outra recompensa para além do sentimento do dever cumprido, devem-lhe Santiago e o concelho a prática de bem-fazer de toda uma vida, agigantando-se o esforço em prol da Misericórdia, subsidiando-a para que pudesse iniciar a actividade, e a abnegação pelo antigo Asilo da Infância Desvalida, que serviu em tempos difíceis, oferecendo o terreno, na Rua de Manuel Alegria, onde foi construída a primeira sede própria).


A criação das primitivas Caixas de Previdência e de outros esquemas de apoio na doença vieram a determinar a cessação da actividade da Associação de Socorros Mútuos de Santiago, de que foram amigos e desprendidos servidores o Dr. António Joaquim de Freitas e seu filho Dr. Ilídio Cardoso de Freitas. As instalações estão ao serviço da Junta de Freguesia, no sector do apoio à infância, cumprindo-se assim, ainda que ajustados aos novos anseios das populações, os nobres propósitos de Camilo da Fábrica.


Volvidos duzentos anos sobre o momento em que se verificou um maior crescimento das organizações de voluntários – nascidas pela ineficácia do Estado na resposta aos graves problemas sociais – continua a encarar-se o trabalho voluntário como um dever dos cidadãos para com esse mesmo Estado, que ainda não encontrou soluções para enfrentar os crescentes dramas das novas sociedades.


Nas últimas décadas, multiplicaram-se por todo o país Instituições Particulares de Solidariedade Social, ocupando o nosso concelho lugar cimeiro na quantidade, na qualidade e na dinâmica. Contudo, e apesar de criado, já lá vão sete anos, o Conselho Nacional da Promoção do Voluntariado, continua a aguardar-se uma política nacional de salvaguarda dos ignorados direitos dos voluntários e de sensibilização da sociedade para a importância da sua acção.


Opinião do Prof. António Magalhães, Fundador e impulsionador, desde há dezasseis anos, da Associação de Solidariedade Social de Loureiro – com as valências de creche, jardim-de-infância, centro de dia e apoio domiciliário, e mais um lar na “rampa de lançamento” – António Pinho entendeu chegado o momento da retirada, decidindo não se recandidatar a novo mandato. O exemplo de dedicação e entrega será luzeiro a iluminar a rota daqueles a quem foram entregues os destinos da dinâmica Associação.


Opinião daqui.

Alunos do secundário integram equipa do centro de saúde no apoio a idosos isolados


A Escola Secundária Emídio Garcia assinou um protocolo de colaboração com a Sub-Região de Saúde de Bragança para a integração dos alunos do estabelecimento de ensino no Grupo de Voluntariado do Centro de Saúde de Bragança.


“Trata-se de uma nova experiência de apoio à comunidade, incidindo na área dos idosos, sobretudo os mais isolados e em situação de dependência, localizados em freguesias e aldeias anexas onde não existem ainda redes de apoio social, nomeadamente centros de dia ou serviço de apoio ao domicílio”, explicou Manuela Veloso, assistente social do centro de saúde.


O projecto, de acordo com Manuela Veloso, é importante, dado que nem sempre é fácil a angariação de voluntários na região, e caracteriza-se por um “apoio de proximidade, de visitação, que não se substitui ao apoio dos profissionais, mas que o vem complementar”.


Os alunos do 12º ano, do curso tecnológico de Acção Social, os primeiros a integrar a equipa de voluntariado, vão visitar pessoas idosas isoladas, sempre dentro de um plano de acompanhamento integrado numa equipa multidisciplinar e vão tentar responder às necessidades detectadas, fazer o acompanhamento do idoso, criar redes sociais de apoio e integrá-lo na sua comunidade.


Notícia daqui.