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Projecto VEM- Voluntariado em Matosinhos
SOS Voz Amiga: Ao telefone com a vida e a morte
O telefone tocou como sempre, mas do outro lado chegou uma história invulgar: um homem que perdera tudo queria suicidar-se e tinha como último desejo beber à memória da mãe. A voluntária da SOS Voz Amiga brindou com ele e o homem adiou a morte.
A história foi contada por um dos 40 voluntários da linha de atendimento telefónico de emergência SOS Voz Amiga, um serviço anónimo que se destina a apoiar pessoas com problemas conjugais, de solidão, com dependências ou em risco de cometer suicídio.
Quem liga não precisa de se identificar e quem atende não tem nome nem rosto. Apenas uma voz.
O que acontece depois da conversa entre quem ajuda e quem apela é sempre uma incógnita para os voluntários deste serviço que existe há trinta anos.
«Nunca sabemos se conseguimos minimizar a dor e demover a pessoa de cometer um suicídio. Raramente ou nunca voltam a ligar para o serviço a dizer: a conversa levou-me a desistir de morrer», contou à Lusa o coordenador da linha.
Dar o seu tempo para ouvir alguém incondicionalmente é algo que as voluntárias encaram como natural.
«Há outras maneiras de a pessoa sentir o retorno do que dá. Os silêncios, o tom de voz, um sorriso. Há tantos sinais que se vai aprendendo a conhecer», explicou à agência Lusa uma das voluntárias, a Maria.
Maria é professora de Matemática e há 10 anos que faz voluntariado nesta linha, mas toda a vida deu do seu tempo para estar com os outros.
Antes deste serviço esteve em oncologia. Penteava as senhoras que se submetiam a tratamentos de quimioterapia.
«Era uma forma de as mimar e chegar a elas. Depois, a conversa ia fluindo», explicou.
Na linha SOS Voz Amiga, Maria já lidou com muitas situações complicas de desespero absoluto ou de pura solidão. Acontece também por vezes sentir que não conseguiu estabelecer uma ligação com o apelante.
Uma das histórias positivas que ainda se lembra passou-se há algum tempo.
Inscrições abertas para o Banco de Voluntariado do Concelho de Mação
Entretanto, as inscrições para os voluntários que pretendam desenvolver acções nas várias entidades vão continuar abertas.
Refira-se que, depois de recebidas as candidaturas das entidades, serão criados lugares de voluntariado nas várias entidades e serão realizadas entrevistas de selecção a cada um dos voluntários para que se possam conhecer os seus interesses e aptidões para as áreas apresentadas.
O voluntário irá depois usufruir de uma formação de carácter geral, garantida pelo BLV e só depois será enquadrado na instituição. O Banco Local de Voluntariado prestará apoio à entidade, no acompanhamento e avaliação do trabalho voluntário na entidade.
As vantagens do voluntariado empresarial
Um estudo encomendado à “MORI” pela Comissão Europeia no ano 2000 dava conta do baixo nível de envolvimento dos portugueses em actividades regulares de voluntariado (3%, face à média de 16% nos 10 países analisados).
Em 2005, assisti em Londres à entrega dos prémios de excelência da “Business in the Community”, onde tive oportunidade de ficar a conhecer os melhores projectos de responsabilidade social daquele ano. Deparei-me com realidades que seriam estranhas no nosso País, tais como o facto de alguns dos prémios terem sido atribuídos a grandes clubes, conhecidos internacionalmente pelas suas equipas de futebol, pelos projectos de integração social que desenvolvem junto das comunidades locais.
Há, pois, já me esquecia: um grande evento nacional, com o “Royal Albert Hall” completamente cheio, aparentemente sem vozes dissonantes, divisões ou “bota abaixo”, com o patrocínio e a presença do Príncipe Carlos, que – para minha surpresa – até disse umas piadas engraçadas a propósito e uma actuaçãodo “Cirque du Soleil” a encerrar.
Em Portugal, a realidade é diferente e ainda são raras as empresas que têm programas de voluntariado. Muito mais do que noutros países, a vertente externa da responsabilidade social das empresas nacionais é feita através de donativos em dinheiro, quase sempre canalizados para as mesmas instituições, as que têm mais conhecimentos, mais fácil acesso e maior capacidade de influência sobre quem decide. Em alguns casos, trata-se mesmo de patrocínios comerciais disfarçados, concedidos para melhorar a imagem da organização ou do seu líder e para obter benefícios fiscais.
Dados de 2002 do Observatório Europeu das PMEs indicam que, em 80% dos casos, os apoios concedidos pelas nossas empresas são feitos casuisticamente, sem obedecer a uma estratégia, sem ligação com o negócio da empresa e sem contribuírem para que se estabeleçam laços duradouros e benéficos entre as partes.
Ora, isto não faz sentido, pois a maioria dos apoios concedidos deviam ter carácter de continuidade, ser destinados a instituições cuidadosamente seleccionadas de acordo com critérios de racionalidade, tais como ligação ao negócio da empresa, transparência, profissionalismo, capacidade de execução, resultados obtidos, proximidade geográfica ou outro.
Admitindo que a principal função de uma empresa não é distribuir riqueza mas sim criá-la, será que se justifica o seu envolvimento em acções de voluntariado?
Do ponto de vista da empresa, são múltiplas as vantagens destas acções, pois permitem a humanização do trabalho, o aumento da coesão interna, o reforço do sentimento de orgulho de pertença a uma organização socialmente responsável, o desenvolvimento de novas competências dos colaboradores, ou até o conhecimento de nichos de mercado e identificação de novas oportunidades comerciais.
Do lado das organizações que beneficiam do trabalho dos voluntários, vários aspectos devem ser, no entanto, acautelados. Desde logo deve preparar-se, cuidadosamente, o acolhimento dos voluntários, escolher bem o seu perfil perante as necessidades, dar-lhes uma formação mínima e condições dignas de actuação, etc.
Embora, como se disse, o voluntariado empresarial não esteja ainda muito desenvolvido em Portugal, a verdade é que existem já excelentes iniciativas por esse país fora, de grandes e pequenas empresas, umas mais conhecidas e outras totalmente anónimas.
A sua pode ser a próxima.
Valorizar e qualificar o Voluntariado
O Banco de Voluntariado da Fundação Eugénio de Almeida inicia um novo ciclo anual de formação em voluntariado. Os objectivos desta acção de formação são disponibilizar as bases necessárias para o exercício qualificado da prática do voluntariado e dotar formadores, técnicos e outros profissionais das áreas social, cultural e ambiental para o desempenho de funções ligadas ao voluntariado.
O curso tem início no próximo dia 25 de Fevereiro e decorre de 2.ª a 6.ª feira, entre as 18h30 e as 21h30, num total de 60 horas. As inscrições são recebidas na sede da Fundação Eugénio de Almeida, no Pátio de São Miguel, em Évora, até ao dia 18 de Fevereiro.
Inscrições para Banco de Voluntariado
Para ver aqui.
Apoiar o voluntariado
Jovens Sem Fronteiras preparam leigos para missão em Angola
Trata-se de um projecto de Pontes, da responsabilidade dos Jovens Sem Fronteiros, que em parceria com os Missionários Espiritanos no país africano, que visa o voluntariado missionário juvenil.
Beatriz Morgado, coordenadora nacional dos Jovens Sem Fronteiras, explica à Agência ECCLESIA que a formação é da responsabilidade da equipa coordenadora nacional, do Pe. Tony Neves, sacerdote espiritano assistente do JSF e também da Sol Sem Fronteiras, a ONGD criada pelo movimento juvenil.
Esta é uma formação que se divide ao longo de três encontros e visa perceber as motivações dos jovens para o voluntariado e, a partir dessa realidade, reflectir sobre a realidade missionária em Angola.
No primeiro encontro formativo para além da reflexão sobre o significado do voluntariado missionário, a formação incidiu sobre o contexto angolano no pós guerra, sobre a inculturação e o diálogo inter cultural, explica a coordenadora nacional.
Em Angola, à espera dos jovens, estão projectos individuais. “As propostas de trabalho podem surgir da nossa iniciativa, porque já conhecemos as missões”, explica Beatriz Morgado, mas “podem ser feitos pedidos também por parte dos missionários”.
A missão este ano será em Chinguar, em Quitobie.
Os 17 jovens que vão partir têm já uma participação efectiva das actividades dos JSF. A missão não é exclusivamente internacional, mas este movimento juvenil aposta numa constante missão de vida em território nacional.
Reflexão sobre voluntariado nos bombeiros
Do voluntariado nasce ferramenta turística
Na era da blogosfera, nem só as Câmaras ou agências de promoção detêm o exclusivo da divulgação turística. Os internautas descobriram isso e os roteiros alternativos de férias já mexem na região.
Se há algo a que se possa chamar hobby ou trabalho voluntário, o sítio que a seguir se propõe é um dos melhores exemplos do que se pode encontrar a esse nível na blogosfera algarvia.
Ver mais aqui.
Fórum Nacional do Voluntariado nos Bombeiros Portugueses
Forum Nacional do Voluntariado nos Bombeiros
Associando-se às comemorações do Ano Nacional do Voluntariado nos Bombeiros, Pinhel recebe, no dia 26 de Janeiro, o Fórum Nacional do Voluntariado nos Bombeiros Portugueses.
Ver mais aqui.