
28/04/08
25/04/08
Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome

14/04/08
Apresentado Programa 'Voluntariado Juvenil'
Voluntariado está de boa saúde no Algarve
Há experiências que acabam em coisas sérias e este será um desses exemplos: prestes a completar um ano de existência, o Banco Local de Voluntariado de Vila Real de Santo António já conseguiu reunir algumas centenas de participantes, na maioria estudantes das três freguesias do concelho.Tudo começou há um ano, quando o Mundialito de Futebol Infantil assentou pela primeira vez a base em Vila Real de Santo António. Desde aí, o grupo de jovens voluntários tem-se mantido coeso e participado em actividades como o programa «Praia Acessível» ou a «Festa dos Vizinhos», o que tem até merecido aplausos da parte dos pais. «São menos horas frente ao computador», dizem.
Jovens universitários despertam para o voluntariado
São estudantes do ensino superior e frequentam cursos na área das Ciências Sociais; Engenharias; Gestão, Contabilidade, Administração e Economia; Ensino-Educação e Ciências Naturais. Têm menos de 30 anos e estão inseridos num programa que pretende estimular o voluntariado.Por outro lado, proporciona, simultaneamente àqueles que têm uma situação económico-familiar mais débil a oportunidade de prosseguirem estudos superiores, explica a autarquia em comunicado, citada pelo Sol.
10/04/08
Viagem de finalistas de Voluntariado
| Finalistas do 12º ano de colégio em Aveiro, vão a Cabo Verde fazer experiência de voluntariado |
A viagem de finalistas para 10 alunos do Colégio Nossa Senhora da Apresentação, em Vagos, na diocese de Aveiro, vai ser diferente. O destino é Cabo Verde, com sol, praia, calor, mas em espírito de voluntariado e não de férias turísticas. O sonho foi surgindo na cabeça de Carla Santos, aluna do 12º ano da área de desporto, que o partilhava com um colega e com o professor de Educação Moral e Religiosa católica. Dia 23, Domingo de Páscoa, 10 alunos acompanhados de sete professores rumam à Ilha de Santiago, em Cabo Verde, para uma semana de voluntariado. À sua esperam vão estar os missionários espiritanos. Os alunos vão ficar alojados numa escola, pertencente aos missionários, para durante o dia se multiplicarem em actividades. Carla Santos descreve com entusiasmo os projectos que durante uma semana os vai envolver. Trabalhar com escuteiros, grupos de jovens, desenvolver actividades desportivas, também na área da saúde, de direitos humanos são tarefas em que os alunos se vão ocupar. “Com trabalho e empenho, uma semana dará para isto tudo”, afirma prontamente a estudante. O Pe. Nuno, responsável na ilha pelos missionários espiritanos e que vai receber os alunos, encaminhará os voluntários para as actividades que já desenvolvem, “dando primazia ao envolvimento em actividades com jovens da mesma idade” e privilegiando o contacto com crianças, explica Jorge Carvalhais. Os professores que vão acompanhar esta viagem leccionam biologia, educação física, português e EMRC. “Vamos tentar ter também alguma actividade de formação”, explica Jorge Carvalhais. Os missionários espiritanos têm uma escola secundária e “vamos privilegiar o contacto com docentes e líderes comunitários”. Uma semana “vai ser pouco tempo”, para fazer tudo que ambicionam. No entanto, o professor de EMRC salienta que sete dias é o tempo ideal para “suscitar neles os valores que podem promover no futuro o interesse pelo voluntariado mais expressivo”. No regresso, e apesar de pouco tempo de estadia em Cabo Verde, o docente está cerro que “o testemunho que depois passarão para os colegas, nas paróquias e na escola, será importante”. A preparação da viagem tem sido intensa. Angariação de fundos, contactos com os missionários têm preenchido a cabeça dos estudantes. Recentemente os alunos enviaram um contentor com material desportivo e escolar. “A necessidade deste material foi apontada pelos próprios missionários”, explica Carla Santos. Os estudantes apostam também no desenvolvimento de outro projecto em Cabo Verde – a construção de um centro social para mãe adolescentes e crianças órfãs e que ajude combater o analfabetismo. Para isso, no próximo dia 20 de Abril, o Colégio vai acolher a Festa das Famílias, cujo lucro reverte a favor deste projecto. Depois da viagem e a par da construção do Centro, os alunos almejam ainda concretizar o intercâmbio de alunos entre os dois países. A moda dita que uma viagem de finalistas deve ser passada no Sul de Espanha, “usufruindo de um tempo de lazer e de diversão”, explica Jorge Carvalhais. O grupo de 17 pessoas quis “remar contra a maré e mostrar que é possível fazer algo diferente”. |
08/04/08
Politécnico do Porto premeia estudantes com Bolsa de Voluntários
| | |
| O Politécnico do Porto aprovou duas bolsas que pretendem valorizar, incentivar e premiar a população estudantil, uma delas é a Bolsa de Voluntários. A Bolsa de Voluntários tem como principais objectivos promover a aproximação entre o Politécnico do Porto e a comunidade e ainda incentivar os estudantes a participarem em actividades de responsabilidade social fomentando assim o espírito de solidariedade e uma atitude de cidadania. Neste sentido foram criadas duas tipologias de voluntariado: Voluntário Pontual que poderá colaborar na organização de determinados eventos, participar no apoio a estudantes com necessidades especiais, entre outras coisas; e Voluntário Regular que poderá participar em actividades e projectos definidos por uma entidade promotora, sendo que o horário e funções a desempenhar serão definidos pelo plano de voluntariado. A Bolsa de Voluntário será de 3,5 €/hora, apenas para iniciativas organizadas e promovidas pelo Universo do Politécnico do Porto. Notícia daqui |
Voluntários missionários preparam-se para a partida
Nos passados dias 1 e 2 de Março, reuniram-se em Fátima, no Seminário Missionário do Verbo Divino, cerca de 45 participantes para a 3ª sessão de formação do Programa Anual do Voluntariado Missionário, abordando o tema Teologia Missionária e Diálogo Inter-Religioso. A chegada dos voluntários missionários a uma terra estrangeira, requer uma atitude de grande abertura no que respeita às práticas culturais aí vividas. O desafio coloca-se em dois níveis: na desconstrução de quadros culturais apreendidos na sociedade de origem e na aculturação/apropriação de novas formas de entendimento cultural, encontradas nos países de acolhimento. De forma a despertar os voluntários missionários para estas questões esta sessão contou com a colaboração do Pe. Paulin Mand’kalema, missionário da Congregação dos Sagrados Corações, Pe. José Antunes e Pe. José Augusto Leitão, missionários do Verbo Divino. Teologia da Missão, Aculturação, Inculturação e Diálogo inter-religioso foram as grandes temáticas tratadas. Foram igualmente importantes os testemunhos da Maria Augusta Estima, voluntária da ORBIS em Angola, durante um mês em 2006, Marisa Costa, Jovem Hospitaleira que acaba de regressar de um ano em missão em Moçambique e do Presidente da Associação de Moradores da Quinta do Mocho, crente muçulmano, que partilhou a sua vivência de trabalho e partilha inter-religiosa. Nesta sessão, estiveram presentes 17 entidades, confirmando a importância destas acções de formação conjunta promovidas pela Plataforma de Voluntariado Missionário. Foram elas: Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres; Congregação dos Sagrados Corações; Movimento Juvenil Salesiano; Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria; Guard’África; Juventude Hospitaleira; Leigos Missionários da Consolata; Leigos Missionários Carmelitas Descalços; Leigos Missionários Combonianos; Movimento Teresiano de Apostolado; Grupo Ondjoyetu; ORBIS; Voluntariado Missionário Cluny; Voluntariado Espiritano; Voluntariado Teresa de Saldanha; e Jovens Missionárias da Apresentação de Maria. A próxima sessão está marcada para os dias 19 e 20 de Abril, também em Fátima. Fundação Evangelização e Culturas |
Banco de Voluntariado - Viana do Castelo
A Câmara de Viana do Castelo, através do Gabinete Cidade Saudável, está a dinamizar uma Bolsa de Voluntariado que conta já com 231 inscritos. Objectivo: aproximar os interessados em trabalho voluntário das instituições que necessitam destes serviços em projectos nas áreas da acção social, saúde, educação, ciência e cultura, defesa do património e ambiente, reinserção e solidariedade social. Neste momento, a Câmara de Viana está a promover a quinta acção de formação geral para voluntários no sentido de preparar os voluntários para enfrentar as realidades sociais e reforçar ou habilitar novas competências. Esta formação realiza-se até dia 6 de Março e é composta por sete módulos de 17 horas. Nesta formação participam 12 pessoas. |
Guimarães - Museu abre a porta a voluntários
A directora do MAS, Isabel Fernandes, assegura que os programas de voluntariado propostos à sociedade civil não são motivados pela falta de pessoal.
Isabel Fernandes explica que há pessoas que gostam do Museu, têm disponibilidade de tempo e querem aprender mais e contribuir para a sociedade.
Para a directora do Museu, a abertura ao voluntariado é outra forma da instituição se ligar à comunidade. “Há actividades em que as pessoas nos podem ajudar” refere aquela responsável, que aponta, por exemplo, o serviço educativo.
Outra actividade em que o Museu está envolvido e em que os voluntários podem “dar uma mão” é a inventariação das colecções das Igrejas que exige a marcação e identificação de todas as peças.
As inscrições para o voluntariado no Museu estão a decorrer. Não há condições especiais para se ser voluntários no MAS. Basta “ter vontade” afirma a responsável.
É objectivo da directora iniciar os programas logo que haja pessoas disponíveis, antecipa.
Os voluntários serão afectos aos diferentes programas conforme o seu perfil.
Notícia daqui
Brasil - "Selo Escola Solidária 2007"
"Os Incomodados que mudem o mundo"
Notícia daqui
Voluntariado na cidade do Porto - O Coração da Cidade
Uma vez que o combate à pobreza não compete apenas ao Estado, mas deve envolver toda a sociedade.
"Parece-me relevante um regime mais favorável ao voluntariado, que tem que ser valorizado, dignificado e reconhecido", afirmou o responsável, defendendo que "sem voluntariado não é possível combater" a pobreza.
O Coração da Cidade é uma instituição de apoio social que funciona apenas com voluntários, que se tornou conhecida há sete anos na sequência de um diferendo com a Câmara do Porto.
O presidente do PSD/Porto, questionado pelos jornalistas, desvalorizou o facto de estar a visitar uma instituição que não tem boas relações com a Câmara do Porto, liderada pelo social-democrata Rui Rio.
O Coração da Cidade, de que o presidente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa, é um dos principais apoiantes, utiliza anualmente cerca de 100 toneladas de alimentos, distribuindo todos os dias mais de três centenas de refeições a pessoas desfavorecidas.
Por outro lado, o fundo alimentar que criou recentemente já recebeu 1.430 pedidos de registo de pessoas que estão dispostas a prestar serviços em troca de um cabaz de alimentos.
"Vivemos apenas com apoios da sociedade civil", afirmou Lassalete Fernandes, presidente desta instituição que gere mensalmente um orçamento de 20 mil euros.
As dificuldades que o Coração da Cidade afirma ter para reunir a quantidade de alimentos necessária para satisfazer todos os que ali acorrem serviu para o presidente do PSD/Porto lançar um apelo ao empenhamento da sociedade civil.
"Todos temos que ajudar, não chega o Estado. Não é só o Governo que pode resolver o problema, até porque há pessoas que fogem ao controlo da segurança social", salientou.
Para tentar alterar o actual quadro, Marco António Costa defendeu a necessidade de se lançar uma campanha de informação institucional dirigida aos contribuintes, alertando-os que "podem preencher uma cláusula na declaração de IRS para destinar uma verba de apoio a instituições de solidariedade social".
Notícia daqui
06/04/08
"Oito Locais na Moda Para Férias de Voluntariado"
Cada vez mais são os que procuram esta oportunidade para impulsionar a carreira, realização pessoal e aumentar conhecimentos culturais
Ainda não se faz a monitorização do número de executivos americanos que trocam umas férias num hotel de 5 estrelas na Europa, por algumas semanas de trabalho como voluntário no estrangeiro, mas a verdade é que a tendência ganhou forma, quando importantes homens de negócios, como Bill Gates e Warren Buffett, chamaram a atenção para o poder da filantropia em nações com escassos recursos.Os executivos e os profissionais da saúde olham cada vez mais para as viagens de voluntariado como uma oportunidade de impulsionarem a carreira, de atingirem a realização pessoal e de aumentarem os seus conhecimentos culturais.
"Trata-se da forma como a vida de um voluntário é tocada pelos outros," diz Glassanos acerca da sua experiência a transmitir conhecimentos de informática e de gestão a mulheres marroquinas. "Deu-me a oportunidade de explorar o mundo e de ver o que era importante para essas pessoas."
Tendências das viagens boas para a alma
As viagens como voluntário não são um fenómeno novo; a Cross-Cultural Solutions começou a organizar programas de voluntariado internacional em 1995 e, claro que programas como os Peace Corps e o U.K. Volunteer Service Overseas há décadas que promovem o voluntariado no estrangeiro.
No entanto, a indústria das viagens está a reconhecer a existência de um aumento no interesse por férias que combinem o trabalho de voluntariado com circuitos de fim-de-semana ou imersão cultural. No ano passado, a CheapTickets e a United Way estabeleceram uma parceria para criarem uma ferramenta de pesquisa online que combinasse as ofertas de voluntariado com as opções de viagem.
Um inquérito realizado no final de 2007 pela Travelocity, a 1017 pessoas, descobriu que 17.7% dos inquiridos já tinham feito férias que incluíssem uma componente de voluntariado ou filantropia. Entre essas viagens, as mais populares eram as que se centravam em temas como a preservação ambiental, a educação e a saúde.
Porquê e Como Ir
A maioria dos “volunturistas" prefere as viagens filantrópicas às férias tradicionais, sendo que os executivos não são diferentes. Frequentemente, têm esperança que a experiência vá definir ainda mais a sua carreira, segundo Dava Antoniotti, Director das inscrições no programa da CCS.
"Muitas pessoas estão habituadas à rotina diária e começam a questionar a direcção que o altruísmo está a tomar nas suas carreiras," diz Antoniotti. Ela refere que alguns executivos não raras vezes sentem-se mais realizados com estas viagens do que a doar dinheiro, sendo que muitos também levam as suas famílias.
Para onde é que iria fazer trabalho de voluntário e porquê?Pondere.Com diversas empresas a patrocinarem viagens de voluntariado, há inúmeras oportunidades para abarcar os interesses profissionais ou pessoais de cada um. A i-to-i, uma empresa de voluntariado internacional, oferece programas como dar treinos de futebol na Tanzânia ou ensinar Inglês na China. A uVolunteer envia os viajantes para o Equador para ajudar ao desenvolvimento comunitário da população indígena da floresta tropical da Amazónia, enquanto os profissionais dos meios de comunicação e do desenho gráfico trabalham em projectos editoriais na Bolívia.
Uma história de sucesso
John Wood, um antigo executivo da Microsoft, viajou até ao Nepal em 1998 sem intenções de desenvolver qualquer tipo de trabalho de filantropia. Mas um encontro com um Responsável de Recursos de um Distrito Escolar que lamentou a falta de recursos educacionais na região fez com que Wood mudasse de ideias. No ano seguinte, fundou a Room to Read, uma organização sem fins lucrativos que construiu escolas e bibliotecas no Sudeste Asiático e África do Sul.
"Actualmente, o cliché é prosperidade com um propósito," refere Wood, "e naquela altura eu não sabia qual era o propósito." Actualmente, a organização de Wood oferece viagens a voluntários, incluindo funcionários da Accenture e PepsiCo (dois grupos empresariais que prestam apoio financeiro à Room to Read) para fazerem visitas às escolas.
Antoniotti afirma que diversas empresas contactaram a CCS no sentido de alargarem as viagens de voluntariado aos seus funcionários. Entre os actuais parceiros da CCS incluem-se: a Salesforce, a The Cartoon Network e o AIO Group.
"Estes parceiros encorajam os seus funcionários a viajarem, porque vivemos numa comunidade global," diz Antoniotti. “É necessário que tenham um determinado nível de conhecimentos culturais, que saibam trabalhar em equipa ultrapassando as barreiras linguísticas. Isso também é uma óptima vantagem.”
Os preços variam bastante mediante o destino e os serviços prestados pela organização, que podem ser tão básicos como partilhar uma casa com uma família de acolhimento ou viver numa casa propriedade da empresa que tem pessoal local. Normalmente, os pacotes também não incluem o preço do bilhete de avião.
Antes de escolher qual o programa, Charlotte Hindle, autora do livro Volunteer: A Traveler's Guide to Making a Difference Around the World, refere que é importante ponderar acerca das implicações éticas da sua viagem de voluntariado.
"Certifique-se de que não está a roubar o trabalho a nenhuma pessoa local," afirma a autora. "As pessoas só vêem os aspectos positivos do voluntariado e pensam que vão realmente ajudar. Mas isso não é necessariamente o caso.”
Notícia daqui.
Novo Banco de Voluntariado na Guarda
Notícia daqui.
04/04/08
Quem somos?
Começo as minhas pisadas neste canto de forma simples:
"amo, logo vivo".
Abraço e até já,
Precisamos de uma lufada de ar fresco que só os jovens podem dar
Que tipo de serviços e actividades presta a Liga dos Amigos do Centro Hospitalar de Gaia? A Liga é uma Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS) que tem 19 anos e que desenvolve a sua actividade na assistência e no acompanhamento aos doentes e aos familiares dos doentes durante o seu percurso no hospital. Durante estes quase 20 anos tem havido uma actividade muito diversificada, que passa pelos serviços específicos de voluntariado bem conhecidos e pelos apoios com pequenos-almoços e lanches nos momentos das consultas. Os voluntários fazem a ponte entre os profissionais e as pessoas que esperam. Porque as vezes a demora é longa para quem espera. Essa é a actividade principal da Liga em termos de consulta. No internamento propriamente dito, ajudamos no acompanhamento das refeições, nos doentes que estão isolados, cujos familiares são de longe. Aí, eles fazem a ponte entre os técnicos de serviço social na comunidade propriamente dita. Outra das áreas que neste momento estamos a desenvolver em parceria com o hospital e que é uma solicitação do serviço social, é o acompanhamento no período-pós-alta. Contudo, como não temos hipótese de acompanhar as pessoas no domicílio, porque não temos nem o número de voluntários, nem as características suficientes, o que nós fazemos é pagar. As verbas da liga que são provenientes das taxas dos sócios (apenas um euro por sócio), dos peditórios a nível nacional e de algumas verbas que nos são dadas, servem-nos, por exemplo, para pagarmos a um acompanhante que fique em casa do doente.
A que tipo de pessoas é que a instituição presta assistência no domicílio? As situações mais frequentes são de pessoas que, tendo alta do hospital, têm pessoas idosas ou com incapacidade em casa, ou quando é o cuidador de alguém que fica doente. A equipa de gestão de altas (EGA) decide que a pessoa não necessita de estar hospitalizada, contudo não tem retaguarda. Então nós pedimos que seleccionem um acompanhante e nós pagamos a despesa. Outra das áreas a que prestamos assistência é no acompanhamento em termos de ajudas técnicas. Há pessoas que precisam, por exemplo, de cadeiras de rodas, próteses, apoio na parte alimentar (muito comum na área oncológica) e nós, até à verba disponível, pagamos essas despesas. Mas há sempre um estudo feito pelo serviço social antes de nós o prestarmos. Outra das nossas actividades é dotar os serviços com coisas que melhoram a qualidade da estadia das pessoas. Por exemplo, o ano passado investimos na área da cinesioterapia.
Um apoio para além das paredes do hospital
Embora os contributos não sejam tantos quanto os desejados, a Liga dos Amigos do Centro Hospitalar de Gaia não deixa de sonhar além-fronteiras. Porque, se o momento do internamento é doloroso e requer um cuidado especial do ponto de vista dos voluntários, o pósinternamento não deixa de se revelar igualmente importante. Acima de tudo quando, atrelados aos doentes, existem cuidadores ou subordinados que ficam sem apoio no momento do internamento.
Neste momento, a Liga dos Amigos está a apostar em novos projectos? Na última direcção, em que o director foi o Dr. Olímpio Ferreira, nós começamos a avançar para outro tipo de projectos. Nós achamos que o papel da Liga não se deve limitar aos doentes que estão internados, mas tem que se prolongar para a comunidade em geral, porque é ela quem apoia e suporta o funcionamento da Liga. Foi nessa altura que começamos a abrir a nossa actividade aos subsídios para os cuidadores. Nós temos dois grandes projectos: o “Regresso a Casa” e o “Família Segura”. No “Regresso a Casa” gostaríamos de conseguir um acompanhamento diferente num futuro mais próximo. Neste momento, não temos essa hipótese e o acompanhamento poderia passar por coisas tão simples como fazer um telefonema a um idoso com dificuldades de memória e perguntar-lhe se já tomou o comprimido que era suposto tomar àquela hora. Já fazemos actualmente um acompanhamento pontual para acabar com a solidão, principalmente dos idosos. Esse apoio consiste em fazer um voluntário visitar um idoso. Isso acontece apenas pontualmente porque não conseguimos alargar por não haver capacidade de resposta. Estamos a prever que as solicitações sejam mais do que muitas porque há muita gente nessa situação. Quando não o conseguimos fazer, remetemos esses casos para a Rede Social de Apoio, com a qual mantemos um bom relacionamento desde a anterior direcção da qual eu fui secretária. O projecto “Regresso a Casa” é um projecto muito aliciante para nós. Tínhamos feito na administração anterior uma candidatura para termos uma carrinha equipada para que pudéssemos prestar esse apoio. Entretanto, esse projecto não foi financiado e nós não temos capacidade para o suportar. O projecto “Família Segura” prende-se um pouco com a urgência e pretende ser a ligação entre a comunidade e a pessoa internada. Nós fomo-nos apercebendo que alguns doentes querem ir para casa porque deixaram sem apoio um idoso ou uma criança em casa. Então o projecto tem como objectivo responder a essas situações. Nós podemos fazer essa ligação, referenciando a pessoa e a acompanhando a situação. Numa fase inicial, de diagnóstico e depois acompanhando enquanto necessário.
De que forma são geridas as despesas e o apoio prestado pela instituição? Nós temos uma escrita formal, que é obrigatória. O dinheiro que é recebido dos peditórios é publicitado, até porque para se fazerem os peditórios é necessário que se peçam autorizações. É tudo muito claro. Há um pedido que é accionado e nós perguntamos qual é a situação. Recebemos então um pedido formal que esclarece as necessidades que solicitam. Nós temos um protocolo com a administração do Hospital e todos os anos fazemos um relatório completo das doações e contribuições.
Disse-me há pouco que a ajuda prestada pela Liga vai até à vossa disponibilidade financeira. A que tipo de instituições e apoios recorremparasuportarosvossos esforços? Aquilo que nos suporta a actividade são principalmente os peditórios que fazemos anualmente. Nós não temos grandes despesas a não serem as já referidas porque fazemos uma gestão muito equilibrada das coisas. Para mim, nós temos uma fragilidade por não termos pessoas efectivas na Liga. Somos praticamente só voluntários. Essa é uma fragilidade que, por um lado, me permite utilizar todo o dinheiro disponível para esta actividade, mas que por outro lado me limita o crescimento. Para o desenvolvimento pessoal dos voluntários começamos na direcção anterior uma formação específica. Essa formação foi muito desenvolvida por mim e por outros formadores com domínio na área hospitalar. Outra parte da formação foi desenvolvida num projecto financiado pelo Fundo Social Europeu. O objectivo dessa formação era fazer com que os serviços entendessem o que era o voluntariado, porque isso às vezes não é muito claro. Por outro lado, era suposto que os próprios profissionais dissessem aos voluntários o que é que queriam que eles fizessem naquele serviço específico. Aí participaram os directores de serviço e os enfermeiroschefes, pedindo um determinado perfil de voluntário, nomeadamente no apoio nas refeições, à família, nas situações de solidão, reduzir o stress e também facilitar um pouco a comunicação. Porque os profissionais estão sempre a correr e estão muito limitados pelas rotinas e pelo trabalho que têm que desenvolver. O voluntário pode estar lá, de uma forma mais contributiva e irromper um pouco com essa solidão.
“Precisamos de pessoas para dar um ar fresco, uma lufada de alegria”
Embora a Liga dos Amigos sobreviva com o valioso contributo de voluntários cuja média de idades ronda os 65 anos, Idalina Vilela não esconde a vontade de atrair os jovens. Porque, como afirma, só eles poderão trazer à instituição a frescura que a imaturidade e, por vezes, a pouca consciência dão. Características que, para a directora, poderão revelar-se preciosas no apoio aos doentes e no combate à solidão, mas que devem ser moldadas nesse sentido, evitando o risco de se reverterem negativamente em favor do desentusiasmo pela actividade.
O facto de a Liga ser maioritariamente formada por um corpo voluntário é, para si, uma maisvalia? O trabalho do voluntário no contacto directo com as pessoas tem que ser sempre um trabalho voluntário. A solidariedade e as relações que se criam entre as pessoas são muito importantes. Para mim, a grande fragilidade da Liga é a idade dos nossos voluntários. Nos já demos alguns passos numa grande campanha para estimular o voluntariado jovem, um voluntariado sazonal que poderá e deverá coincidir com os períodos de férias e com datas específicas como por exemplo o Dia Mundial da Criança, o Dia Internacional do Doente, o Dia da Mãe ou do Pai. Que venham pessoas da comunidade para dar um ar fresco, uma lufada de alegria que é muito importante quando se está doente.
A Liga dos Amigos do Hospital de Gaia está a precisar dessa “lufada de ar fresco”? Muito. Nós temos alguns jovens que entraram na última direcção e que são uma mais-valia porque têm essa alegria específica e dão um apoio grande na área da pediatria. Nós temos um grande cuidado no acompanhamento desses jovens, por um lado porque não queremos que eles corram riscos (e nós sabemos que alguns são muito voluntariosos e têm que ser acompanhados), por outro lado achamos que eles devem começar por áreas muito específicas, demonstrar que têm competências, que é um projecto para eles abraçarem. Nós não podemos dar-nos ao luxo de começarmos num projecto e depois deixá-lo cair. Precisamos que essas pessoas tenham o perfil necessário para agarrar os projectos. Apesar de muitos dos jovens que nos procuram quererem trabalhar no internamento, com idosos ou pessoas gravemente doentes, num primeiro momento nós não deixamos. Num primeiro momento, eles vão para as consultas de pediatria e acompanham as grávidas. Depois de um processo de integração gradual é que eles se vão confrontar com a doença, a morte... Se mostrarem que têm perfil, vão avançar para projectos gradualmente mais diferenciados. Uma das nossas propostas no próximo ano é ir ter com as escolas e Universidades e pedir que as pessoas venham dar generosamente aquilo que podem. Acreditamos que essa é uma forma de criar uma sociedade mais solidária porque os recursos são escassos e quando temos as pessoas e a vontade de mudar, as coisas conseguem-se. Realmente nós não precisamos de muito. Só precisamos de pessoas que queiram abraçar o projecto.
E esse sentido de profissionalismo voluntário que é preciso, já nasce com a pessoa ou é possível moldálo? Eu acho que nós somos naturalmente muito generosos. Nós somos é muito indisciplinados. Nós começamos muito bem. Na “explosão” somos magníficos. Mas depois vamos deixando cair o entusiasmo. E aquilo que é preciso fazer é regar aquela planta para ela não morrer. E os jovens podem fazer isso. Claro que eu prezo muito os nossos voluntários mais velhos, porque eles são a nossa estabilidade.
Os voluntários com mais idade são, na generalidade, pessoas que têm algo por preencher na vida que as leva a procurar o voluntariado? Algumas. Outras pessoas sentem necessidade de que a sua vida faça sentido de uma forma diferente. A maior parte das pessoas que entrevistamos para voluntários, a certa altura aposentam- se e começam a achar que têm muito tempo. E, como durante muitos anos, pensaram que poderiam ajudar os outros e foram habituados a isso, acabam por partir para o voluntariado como uma forma de se ajudarem a si mesmo e aos outros. Quando as pessoas não têm nenhum problema psicológico por trás, está tudo bem. Mas quando as pessoas procuram o voluntariado para dar resposta a outras situações específicas, as coisas não funcionam. E há pessoas que, se não fizerem aquele serviço específico, não têm mais nada a que se agarrar. E isso não será uma boa aposta para o voluntariado. Eu não posso ir para o voluntariado por egoísmo, para me realizar pessoalmente. Quando me dizem que os voluntários são todos muito generosos, eu digo: “são sim”. Mas não é só o altruísmo, mas uma necessidade de nos podermos sentir úteis. E isto é algo que nós negociamos com os voluntários. É preciso que as pessoas desçam à terra e tenham a noção de que não podemos fazer só as coisas que nos dão prazer.
De certo modo, o contacto com os doentes é um trabalho muito humano… É essencialmente isso. As pessoas têm que ter características muito específicas na área da relação. Nós trabalhamos muito com eles o silêncio, o estar lá sem dizer nada, a forma como eu abordo as pessoas, o pedir licença para entrar na sua privacidade, o respeito pela sua espiritualidade. A formação que fizemos no ano passado trabalhou muito essas competências: o luto, o crescimento pessoal, o que é o ser voluntário.
Não existe, portanto, ninguém efectivo na Liga? Não temos ninguém efectivo. Apenas uma senhora que faz as limpezas, mas que é um recibo verde.
Na sua opinião, por onde é que deverá passar o incentivo ao voluntariado jovem? Nós pensamos começar alguns contactos com as escolas e as universidades, mas também achamos que isto se passa um pouco de pessoa a pessoa. Durante muitos anos eles não entraram na Liga porque não eram bem recebidos. Agora eles sabem que são bem recebidos e vão passando uns aos outros. E quando eles passam a palavra, já sabem para o que vêm, têm um perfil específico. De qualquer forma, nós mantivemos algum contacto com as associações de pais. Normalmente os pais têm aceite que os seus filhos vão para o hospital e tenham contacto com as pessoas doentes. Nós temos sempre um grande cuidado em protegê-los e em nos protegermos a nós. Quando os jovens vêm, nós pedimos sempre que os pais assinem um termo de autorização, por uma questão de princípio. Aquilo que gostaríamos de dizer aos pais e aos jovens é que nós não lhes tiraremos o tempo que eles necessitam para estudar. Mas poderemos fazer com eles uma gestão do seu tempo livre, para que possam fazer uma actividade que, com certeza, vai ser muito gratificante para eles. Eles vão conseguir crescer e desenvolver-se muito mais do ponto de vista humano e racional e vão ter sentido de utilidade que nos faz falta quando estamos em crise. E os jovens têm muito essas oscilações e isso poderá ser uma forma de lhes dizer que eles são necessários e úteis. Claro que nós também precisamos de voluntários de outras idades, para que se mantenha a maturidade, mas gostaríamos muito de avançar para a área dos jovens que é muito importante.
Tem esperança de que, a curto prazo, a Liga receba essa lufada de ar fresco de que está a precisar? Tenho essa esperança, até porque os jovens que nós temos são belíssimos e têm desenvolvido um trabalho que faz com que outros jovens venham. Nós temos jovens que se vestem de palhaços para trabalharem com a comunidade. Eles assumem papéis específicos que os mais velhos não assumem. Essa é uma área que nós gostaríamos muito de desenvolver. Eu também acho que os jovens podem fazer outro tipo de actividades, mesmo com idosos, como por exemplo, ler um jornal desportivo para quem já não pode ler, estimular num idoso as memórias, contar uma história, desenvolver actividades de música… É muito difícil romper a solidão. E só quem tem uma perspectiva diferente da vida e quem quer ver as coisas do ponto de vista do outro é que consegue romper essa solidão. E os jovens têm essa vantagem de ser uma lufada de ar fresco e de verem as coisas de outra forma, por não terem tido uma vida tão dura.
Falou-me várias vezes nos idosos e nas crianças. São essas as faixas etárias mais frágeis dos hospitais? Sim. As crianças estão acompanhadas pelos pais, habitualmente. O que é certo é que nós temos muitas famílias desestruturadas. E a hospitalização só contribui para agravar ainda mais essa situação. Os hospitais não estão preparados para desenvolver estas actividades de acompanhamento. Os profissionais preocupam-se mais com o doente. E o voluntário poderá desenvolver um tipo de actividade que seja capaz de fazer a ponte e dar “normalidade” à situação hospitalar. Nos idosos, a situação é um pouco mais complexa. Cada vez temos mais idosos. E temos mais idosos que, muitas vezes, são internados porque não têm acompanhamento familiar. Eu não acho que as famílias tenham culpa! O que eu acho é que é muito difícil qualquer família que tenha o rendimento mínimo deixar de trabalhar para ficar a cuidar do seu idoso. Portanto, quando não têm condições para o cuidar, depositam-no no hospital. E não é por ser egoísta, mas porque não se tem outras respostas. O voluntário pode identificar essas situações e trabalhá-las um pouco. O voluntário, não sendo profissional, pode estar mais atento e pode inclusivamente, dentro da Liga, tentar encontrar uma situação pontual, dentro dos nossos condicionalismos. Mas, até ao momento não houve nenhuma situação a que nós não conseguíssemos responder. Nós precisamos crescer. Nomeadamente temos muitas ofertas de roupas e móveis, mas não temos onde os guardar. Quando nos dão as coisas, nós damos a outras instituições porque não conseguimos guardá-las, não temos um espaço. Foi-nos prometido pelo hospital que teríamos um parque de camas e de cadeiras e estamos interessados nisso. Mas até ao momento ainda não existe.
