10/10/12

"Dar o que somos é ainda melhor do que dar o que temos


Outubro é o mês missionário. Excelente ocasião para partilharmos uma entrevista com Ana Sofia, jovem missionária do grupo Ondjoyetu, da diocese de Leiria-Fátima, acabada de chegar do Gungo (Angola).




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28/07/12

PROCURA-SE VOLUNTÁRIOS PARA A JMJ 2013

Com menos de um ano para o início da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio, os organizadores ainda estão recebendo solicitações de jovens e adultos que desejam dedicar o seu tempo como voluntários do grande evento na cidade carioca. 

Para ser voluntário é preciso ter pelo menos 18 anos e não há limite para os adultos. Os organizadores também estão considerando a possibilidade de aceitar jovens de 16 anos que tenham autorização dos pais. 

Os voluntários ficam à disposição do comitê organizador oferecendo a sua colaboração gratuita para a preparação e realização do evento nas suas diversas fases. Já têm muitos voluntários trabalhando, ainda que a maioria deles começará a sua colaboração algumas semanas antes da cerimônia de abertura, ou seja, deverão chegar ao Rio, pelo menos, uns 15 dias antes. 

Feira Vocacional 
As inscrições estão abertas também para as congregações, movimentos e comunidades religiosas que queiram participar da Feira das Vocações, que será no bairro da Urca, na praça General Tiburcio, de onde parte o teleférico que leva até o Pão de Açúcar, uma das principais atrações turísticas da cidade. "Quando os jovens chegarem à JMJ, verão as insígnias da Feira das Vocações, com as mensagens dos santos que irá levá-los a questionar-se sobre a sua vocação", disse o diácono Arnaldo Rodriguez, um dos responsáveis ​​pela preparação pastoral do evento. "Haverá um palco para concertos, pregações, momentos de oração e um lugar para reflexões". E também serão preparadas grandes tendas para a adoração do Santíssimo Sacramento, para as missas e para o sacramento da confissão. O objetivo da Feira - continuou Rodriguez – não é "para satisfazer a curiosidade dos jovens", mas "um evento chave" da JMJ, para que cada um possa discernir a própria vocação. "As congregações, seminários diocesanos e comunidades rezarão com os jovens. Mostrarão não só o seu carisma particular, mas também a oportunidade de encontrar o Senhor", disse. 

Os critérios para participar são: presença ativa do movimento candidato no Brasil; presença em outros países e estar classificado pelo Código de Direito Canônico. Também os movimentos qeu não têm reconhecimento diocesano ou pontifício podem inscrever-se, ainda que os que tiverem reconhecimento canônico terão a preferência. Para mais informações escreva para: feiravocacional@rio2013.com 

E os interessados ​​em inscrever-se como voluntários pode fazê-lo em: http://www.rio2013.com/pt/voluntarios

19/07/12

Ao encontro dos idosos: projetos que contrariam a solidão

Ação social e proximidade: a paróquia como referência

Voluntariado e nova Consciência Social


Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa


1. Um dos sinais mais promissores de esperança na construção de uma humanidade fraterna e feliz está patente na experiência alargada e crescente do voluntariado. Por isso, acolhemos de bom grado o ano 2011 como Ano Europeu das actividades voluntárias que promovam uma cidadania activa, declarado pelo Conselho de Ministros da União Europeia. Já há dez anos (15 de Novembro de 2001) nos associámos a semelhante evento, abordando a temática do voluntariado como «porta aberta para a humanização social».
Segundo a nossa proposta, o voluntariado ilumina-se com os princípios da Doutrina Social da Igreja, como são a dignidade da pessoa humana, o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade, e segue os valores da verdade, liberdade, justiça e paz, trabalhando para o desenvolvimento integral da pessoa humana.

2. Dirigimo-nos especialmente aos católicos para que se sintam particularmente motivados pela sua consciência a oferecer à comunidade um tempo de gratuidade ao serviço dos outros.
A vivência espiritual cristã, marcada pela cultura da gratuidade, cria uma disponibilidade interior para os outros, até à radicalidade da entrega, para servir as necessidades reais das pessoas que interpelam a consciência. A participação na sociedade actual, tão competitiva e cruelmente pautada por interesses, é verdadeiro antídoto do individualismo voraz, anunciador de um futuro de esperança.
Para o cristão, em diálogo com todas as pessoas de boa vontade, a comunhão com a Pessoa de Jesus implica chegar às causas ou raízes das difíceis questões que geram pobreza, exclusão, abandono ou indiferença. Quem é coerente com a fé cristã transforma a vida e adopta gestos de fraternidade, busca o conhecimento das situações a socorrer e sonha vias criativas de solução para os problemas.

3. Congratulamo-nos vivamente com o crescimento de uma nova consciência social, que está na base do voluntariado. É um grito de esperança, que vence pesos de ideologização e revela caminhos de um novo humanismo, que seja criativo, realista, dinâmico e pleno.
A atenção generosa e gratuita de muitos cidadãos ao bem do próximo revela uma cultura de solidariedade e abertura ao outro, capaz de indicar uma nova política nacional e internacional; a verdadeira concepção de vida solidária é chamada a superar os riscos de novas e velhas injustiças. O contributo de um autêntico voluntariado não se restringirá somente a acções primárias, mas lutará também pela transformação da sociedade.

4. As iniciativas de voluntariado situam-se no espírito do princípio da subsidiariedade e não se substituem aos serviços sociais dos poderes públicos. Pelo contrário, a intervenção dos voluntários possibilita e eleva a exigência das respostas públicas, permitindo contudo aos cidadãos, em virtude da espontaneidade do voluntariado, esbater muralhas burocráticas.
Dar vida à subsidiariedade é mobilizar para a responsabilidade de uma cidadania activa. Assim se pretende provocar a alteração da mentalidade centralista e estatizante, presente em diversos organismos públicos, que bloqueiam, tantas vezes, as energias da comunidade local e das redes de proximidade.
compromisso com a justiça social e o incentivo a alterações estruturais positivas serão factores determinantes de credibilidade das pessoas e instituições dedicadas ao voluntariado.
Pelo mérito da sua dádiva gratuita, o trabalho voluntário é uma mais-valia ética em relação ao trabalho remunerado; ambos dignificam o ser humano e caracterizam-se pela competência e organização.

5. Chamado a uma abrangência universal de todas as pessoas e situações, verdadeira rede de fraternidade, o voluntariado assume uma pluralidade de rostos e formas, junto dos que a sociedade esquece, rejeita, maltrata, empobrece, bem como na ajuda a uma educação para o serviço e para o desenvolvimento cultural.
Apontamos, brevemente, algumas das vertentes do multiforme voluntariado:
5.1 O voluntariado agregado a movimentos e obras sociais, já com larga tradição. Dentro deste tipo se situa o trabalho específico em hospitais, em prisões e em instituições de solidariedade social, para o qual se exige uma preparação adequada e uma integração nas normas das instituições onde actuam.
5.2 O voluntariado na resposta a situações de pessoas sós que necessitam de visita e companhia, de ajuda em diversos serviços. Muitos voluntários, integrados ou não em associações, exercem um serviço carregado de humanidade e paciente cuidado dos mais abandonados e esquecidos.
5.3 O voluntariado na educação, com bastante relevância, seja através dos alunos na resolução dos problemas da vida real, seja na participação das famílias e das comunidades nas actividades da escola: ajudar a fazer os trabalhos de casa, acompanhar visitas de estudo, colaborar na orientação vocacional, apoiar a construção ou reparação de uma determinada estrutura ou equipamento escolar.
5.4 O voluntariado ao serviço da evangelização, especialmente nas paróquias e movimentos, exercido em fecunda e apreciada dedicação na transmissão do Evangelho. Conta com milhares de voluntários, gratuitamente empenhados nas diversas acções eclesiais, nomeadamente a catequese, a animação litúrgica, a pastoral familiar, a participação nos órgãos de administração e corresponsabilidade pastoral.
5.5 O voluntariado missionário, próximo do Voluntariado Internacional para a Cooperação, sobretudo destinado para acções fora do país, inserido em projectos de promoção humana e social, em áreas como a educação e formação, a saúde, o associativismo, o apoio comunitário e social, a capacitação técnica de agentes locais. Procura ser sinal de fraternidade global, despertando a opinião pública para as questões do desenvolvimento. Lembramos, em atitude de reconhecimento e gratidão, os vários milhares de voluntários que, nas últimas décadas, partiram de Portugal em missão, na sua maioria ligados a institutos missionários «ad gentes».
5.6 O voluntariado na dimensão cultural, que ganha cada vez mais adeptos. Dedicar os tempos livres ao cultivo da música, seja em filarmónicas ou grupos corais, à conservação e promoção do património, arquivos, bibliotecas, museus e outros centros culturais valoriza quem se dedica e permite disponibilizar os bens culturais à comunidade, de modo mais rápido e económico.
5.7 O voluntariado de socorro de emergência, sobretudo através de instituições como os Bombeiros, a Cruz Vermelha e a Cáritas, tão atraente para muitos jovens dispostos a aventuras e riscos da própria vida na ajuda imediata em situações de particular aflição.
5.8 O voluntariado no campo ecológico, que conquistou espaço na vida contemporânea, tão necessitada da defesa do ambiente.
5.9 O voluntariado dos direitos humanos, com especial significado na defesa da vida, na promoção da justiça e da paz entre as pessoas e entre os povos.

6. Verifica-se que o voluntariado tem constituído para muitos um lugar de enriquecimento humanizante que faz repensar projectos de vida, valorizar e desfrutar de modo novo o que se tem, preparar para embates, aliviar as tensões e relativizar os próprios problemas.
Por isso, entre as muitas vantagens do voluntariado, que aqui não podemos desenvolver, queremos salientar, no actual contexto, o facto de ser escola de realismo duro da vida e promover uma educação capaz de olhar de frente os problemas concretos, as dificuldades e os sofrimentos, e uma ocasião para o anúncio da mensagem cristã.

7. O entusiasmo e o crescente número de pessoas que aderem ao serviço voluntário não podem fazer-nos esquecer asabedoria do saber dar-se. Lançar-se no trabalho voluntário requer conhecimento da realidade e qualificação das organizações. Quando se aposta na preparação, no estudo dos âmbitos de actuação, na formação ao longo do desenvolvimento da actividade, consegue atingir-se uma resposta mais profunda e realizadora.
Deve igualmente ser dada particular atenção às condições de maturidade humana por parte de quem oferece o seu tempo e competência ao bem comum, sob perigo de causar dano em vez de benefício.

8. Manifestamos o nosso profundo reconhecimento e apreço pela multidão de voluntários que dão firmeza à esperança neste tempo exigente de novo humanismo. Auguramos que o ano 2011 constitua uma oportunidade para os cidadãos, nomeadamente os cristãos, com especial referência aos mais novos, a serem expressão do amor gratuito de Deus pelos últimos. Entrevemos na experiência do voluntariado o paradigma de uma nova visão da sociedade para a qual nos impele o anúncio do Reino novo de Jesus.

Fátima, 15 de Fevereiro de 2011
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25/11/11

Voluntariado e Direito

A Universidade Católica Portuguesa, de Lisboa, criou uma cadeira opcional no Curso de Direito, com a designação de “Direito e Voluntariado”, composta por uma parte teórica e outra prática, desenvolvida através de voluntariado exercido em instituições.


A aula de enquadramento, sob o tema “Voluntariado e Direito”, foi ministrada por Maria Elisa Borges, conselheira e coordenadora do Apoio Técnico ao CNPV.


Também a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra promoveu, no âmbito da licenciatura em serviço social, o II Curso de preparação para o Voluntariado Universitário, que decorreu no anfiteatro daquela Faculdade.


A abertura deste Curso foi assegurada por Maria Elisa Borges, com uma sessão de formação sobre “Questões regulamentares no trabalho de voluntariado”, com a duração de cerca de 3 horas.


Voluntariado: Recolha do Banco Alimentar contra a Fome este fim de semana



16/07/11

Acções LoCAES



LeiriaCAES - Centro de Apoio ao Ensino Superior
Acções LoCAES - Grupo de Voluntariado do CAES



Leiria

24/04/11

Valor do voluntariado em Portugal equivale a 1% da riqueza nacional



Estudo do Observatório do Emprego estima em 1045 milhões de euros o VAB do voluntariado. Coordenadora do estudo admite que o valor chegue aos 1600 milhões.


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02/02/11

Ligar à realidade

Começa esta semana o Ano Europeu do Voluntariado. É uma iniciativa que, como acontece a maioria das vezes, serve para descansar a consciência de uma Europa à procura de valores que premeditadamente deixou cair, como a sua herança cultural e religiosa. É, no entanto, uma ocasião para iniciar um caminho que devia fazer parte da educação de todos.
Dedicar livremente uma parte do nosso tempo a prestar um serviço, seja ele qual for, à comunidade é uma experiência fundamental para qualquer homem ou mulher. O desafio que este ano propõe é para todos e devia ser mais do que um discurso para a classe política.
O problema da maior parte dos nossos políticos que enchem a boca com o discurso do "estado social" é que não sabem o que é prestar um serviço gratuitamente a quem está ao seu lado. Esta é talvez a maior diferença entre os políticos de agora, com grande dificuldade em aderir à realidade, e a primeira geração de políticos do pós 25 de Abril, como Ernâni Lopes, Sá Carneiro, Amaro da Costa ou António Guterres, com uma enorme sensibilidade social.
O voluntariado que fizeram, tal como o que fez Obama, dá aos homens políticos um outro olhar sobre a realidade, permite-lhes falar de coisas que as pessoas reconhecem e tomar medidas mais adequadas. Não é por acaso que nas sociedades mais evoluídas o voluntariado é uma parte integrante do curriculum.
Seria uma aposta ganha se, este ano, em vez de discursos, a nossa classe política decidisse arregaçar as mangas e dedicar algum do seu tempo, gratuitamente, a ajudar quem mais precisa. Quem sabe não encontrariam mais facilmente resposta para a crise.
Raquel Abecasis
RR on-line
31-01-2011

06/01/11