12/07/14

Mais de 80 voluntários dão corpo e alma à EB 2,3 Frei Caetano Brandão


Mais de 80 voluntários participaram ontem no Dia do Voluntariado da EB 2,3 Frei Caetano Brandão. Pais, alunos, funcionários e docentes deram corpo a esta segunda edição que tem como objectivo proceder a intervenções na escola com recurso a ajuda de elementos da comunidade educativa nas férias escolares


Pintura de interiores e exteriores, construção de sofás, trabalhos na horta e decoração de cacifos foram alguns dos trabalhos executados por estes voluntários de várias idades.
Jael participou nesta acção pelo segundo ano consecutivo. Ontem dedicou-se à pintura exterior, nomeadamente das grades que já estavam a pedir uma intervenção. “O ano passado também pintei alguns postes, sofás. Isto de ser voluntário é divertido!”, diz-nos a aluna da Frei Caetano Brandão.



O seu pai, vestiu também a camisola de voluntário pela segunda vez consecutiva. “As escolas precisam do apoio de toda a gente e uma das melhores formas de as ajudarmos é esta. É também uma maneira de envolver quem usufrui com este trabalho, que são os alunos”, diz Paulo Coen.
Já na horta da escola, Catarina, engenheira que colabora no projecto Eco-Escolas da Frei Caetano Brandão, arrancava ervas daninhas junto da plantação de tomates que em breve dará os seus
 frutos. Consigo vários voluntários trabalhavam a terra que exige muita mão de obra nesta altura do ano.



Por sua vez, Fábio e Diogo dedicaram-se à pintura da estrutura externa da escola. Os dois amigos, que transitaram para o 9.º ano de escolaridade optaram pela pintura.

“Esta é uma forma de ajudarmos a que a escola fique como nova. Ajuda-nos também a passar o tempo. Sempre é melhor do que ficar em casa”, diz-nos Fábio Vilaça.



O seu companheiro, Diogo Marques, já não é novo nestas andanças: “o ano passado ajudei a pintar salas e grades. Este ano também optei pela pintura, mas faço o que for necessário”, diz o jovem estudante que desejava a participação de mais alunos neste dia. “Esta escola tem muitos alunos. Se todos contribuíssem um pouco poderíamos fazer as tarefas em muito menos tempo”. prossegue.



Cristina Fertuzinhos, coordenadora deste projecto, que está inserido também no programa ‘Eco-Escolas’ mostrava-se satisfeita com a adesão de tantos voluntários e a forma como estavam a decorre os trabalhos. “Temos alunos com idades bem diferentes, desde os mais pequenos - com 3, 4 anos - até aos mais jovens. Os professores também aderiram, assim como os pais”, diz a docente.

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Projeto de voluntariado jovem em Salvaterra de Magos

O banco local de voluntariado de Salvaterra de Magos criou um novo projeto de voluntariado jovem com o objetivo de ocupar os tempos livres dos estudantes durante os meses de Verão, proporcionando-lhes a oportunidade de ajudar várias graciosamente instituições do concelho.
O programa vai decorrer nos meses de julho, agosto e na primeira semana de setembro, contemplando áreas como o apoio a idosos e à infância, o combate à exclusão social e a cidadania, entre outras áreas de intervenção.
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PAMPILHOSA DA SERRA – Solidariedade “Amor à camisola”

Está a decorrer em Pampilhosa da Serra a iniciativa “Amor à camisola”, uma ação desenvolvida pelo Projeto TrilhosRur@l_idades-E5G promovido pelo Município pampilhosense e financiado e avaliado pelo Programa Escolhas, que consiste na promoção do voluntariado jovem naquele concelho, e vai ter lugar nos meses de julho e de agosto.

Esta atividade visa essencialmente fomentar a prática de voluntariado junto dos jovens, promovendo uma participação ativa e uma cidadania responsável, solidária e participativa.


Esta é também uma forma dos jovens ocuparem o seu tempo livre de uma forma saudável, de adquirirem rotinas e hábitos de trabalho em equipa.


Atualmente estão inscritos 11 jovens para realizar voluntariado nas várias atividades do projeto, encontrando-se ainda abertas as inscrições para a realização de mais ações de voluntariado.

Abertas Candidaturas para a 6.ª edição do Troféu Português do Voluntariado


26/06/14

VOLUNTARIADO PORTA A PORTA PARA SENSIBILIZAR SENIORES

Com o objetivo de sensibilizar os seniores residentes na Amadora, para os projetos de apoio que a Câmara Municipal disponibiliza a esta camada da população, realiza-se, nos próximos dias 25 e 26 de junho, uma ação de sensibilização de proximidade, com recurso a voluntários inscritos no Banco Local de Voluntariado da Amadora.

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Voluntariado de proximidade em Câmara de Lobos




Duas entidades, uma pública e outra com fins privados, mas de âmbito social, vão organizar um programa que incentiva ao voluntariado de proximidade, dedicado aos mais idosos, intitulado 'Mais Laços'.
"No âmbito do Programa Voluntariado de Proximidade que visa auxiliar a população no combate à solidão e isolamento social, proporcionando maior segurança, bem-estar, companhia e maior qualidade de vida, a Junta de Freguesia de Câmara de Lobos em parceria com a Casa do Voluntário irá desenvolver este programa de voluntariado de proximidade no concelho de Câmara de Lobos que será designado por 'Mais Laços'", informa uma nota de imprensa.
O projecto será apresentado amanhã, 24 de Junho, pelas 18 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos.
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Câmara do Nordeste celebra protocolo com grupo de voluntariado do concelho

A Câmara do Nordeste pretende promover uma maior participação das instituições da sociedade civil em programas e projetos de cariz social, nomeadamente ao nível do apoio aos mais desprotegidos, num desafio à qualidade de vida dos cidadãos e ao exercício de uma participação plena de cidadania ativa. Seguindo este pressuposto, a autarquia assinou um protocolo de colaboração com a Associação Grupo de Voluntariado e Amigos do Nordeste.

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23/06/14

Abertas inscrições para o Programa de Voluntariado Jovem - Vigilância Florestal em Loulé

Estão abertas desde 9 de junho, as inscrições para o “Programa de Voluntariado Jovem – Vigilância Florestal”. Pelo sétimo ano consecutivo, o Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Loulé, com o apoio das Juntas de Freguesia do Ameixial, Alte, Salir e União de Freguesias Querença, Tôr e Benafim, irá realizar esta iniciativa dirigida aos mais novos.

A atividade destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, organizados em grupos de sete, sempre acompanhados por um monitor credenciado. Cada brigada tem a durabilidade de uma quinzena, funcionando em dias alternados.

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«Atitude Positiva – Desperta a tua Vocação»

O “Atitude Positiva – Desperta a tua Vocação”, projeto da Câmara Municipal de Setúbal promovido no espírito do voluntariado, está a aceitar participantes para integrarem iniciativas camarárias e atividades no concelho.

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Joaquim Góis - Presidente da Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira

Qual é o maior desafio para uma colectividade nos nossos dias?

Conseguir conciliar o voluntariado com todos os valores que este representa e com as exigências técnicas e de disponibilidade de tempo que a gestão duma colectividade obriga. O voluntariado valioso dos dirigentes associativos deveria ter um melhor enquadramento legal/fiscal, que reconhecesse o importante trabalho social realizado por estes. Seria uma boa medida para permitir que esta “galinha dos ovos de oiro” continuasse pujante e disposta a enfrentar novos desafios.

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16/06/14

Voluntariado - EAPN

Desde a sua fundação que o apoio ao movimento de participação social e ao voluntariado é uma constante na vida da EAPN Portugal.
A Direção Nacional e a Coordenação dos Núcleos Distritais da EAPN Portugal, por exemplo, são levadas a cabo por voluntários que asseguram o seu funcionamento e dinamização.
Áreas de actividade da EAPN Portugal, como a sensibilização, a informação, a investigação e alguns projectos específicos, são exercidas por voluntários.
No entanto, outras áreas funcionais como Marketing, Tradução, Design, entre outras, são também motivo de candidatura por parte de quem tem estas habilitações e nos possa ajudar a passar a nossa mensagem.
Em breve a EAPN Portugal terá em vigor o seu novo Programa de Gestão de Voluntariado.

Candidatura

Caso se identifique com a nossa Missão e esteja interessado em trabalhar connosco pode enviar-nos o seu Curriculum Vitae, acompanhado de uma carta de apresentação e motivação para voluntariado@eapn.pt.
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13/06/14

O voluntariado escravo recrutado pela Fifa

Caro  leitor, você de bom grado que é, altruísta, caridoso, amigo; toparia trabalhar de graça para uma empresa bilionária? Suponhamos que Bill Gates ou Eike Batista, nosso ainda bilionário brasileiro, o convocasse para ser voluntário em suas empresas. Você aceitaria numa boa? Bem definido que seria um trabalho gracioso, sem vínculo empregatício, sem nenhuma chance de um dia ser contratado por uma dessas empresas privadas. O conceito de voluntariado ou trabalho voluntário é a dedicação de uma pessoa ou grupo em prol de outras pessoas ou entidade com fins estritamente humanitários, que não visa lucros. São bons exemplos a cruz vermelha, os médicos sem fronteiras, os anjos (médicos e para médicos) do asfalto entre outros.
Embutido, portanto, neste sentido está o livre-arbítrio ou espontânea vontade de quem se dispõe a expender os seus esforços em prol de outros. A legislação brasileira disciplina as relações de trabalho. Qualquer trabalho escravo ou análogo a este é vedado pela constituição. Mas, deixemos este tema numa memória de espera, e retomemo-lo ao fim desta matéria.
Falemos de algo que está em proeminência  no momento. Em tempos de copa do mundo a Fifa é um órgão tão repetido como mandatária maior do futebol que todos sabem do seu papel neste esporte. No mundo todo ela é a dona da bola e ninguém tasca. Ela se enquadra naquele batido princípio, se precisar ela prende, ela solta e não tem conversa. Ou faz-se o que ela dita ou nada feito.
Prova maior de sua tirania e intransigência na realização de torneios de futebol  foram suas exigências na construção das chamadas arenas para a Copa Brasil Fifa 2014. Fora a modernização dos aeroportos, vias de acesso para os estádios e outras infraestruturas no chamado padrão Fifa. Ou o país cumpria estas metas ou perdia o direito de sediar o tão cobiçado torneio quadrienal de futebol.
Como tudo exagerado tem efeitos colaterais, no caso da construção dos nababescos estádios (arenas) por imposição da poderosa Fifa, a regra seguiu a risca. Diante de vultosos gastos pelo governo o que se viu foram protestos e mais protestos das pessoas Brasil a fora. Ora bolas , se o país tem bilhões para sediar um torneio de futebol que dura 30 dias, num total de 64 jogos, por que serviços permanentes  tão vitais como saúde, educação, segurança e transporte coletivo estão sucateados e com padrão de terceiro mundo? Boa pergunta e oportuna provocação do povo brasileiro. Afinal nem  só de futebol vive o brasileiro, mas sim de saúde de bom padrão, alimentos à mesa, transporte, educação, segurança etc.
A reivindicação é simples e objetiva: queremos escolas, hospitais e transporte padrão Fifa. Nada mais conseqüente e natural. Se a Fifa impõe e o governo petista de Lula e Dilma faz por que não podemos exigir os mesmos serviços públicos da mesma qualidade? É natural tal exigência da sociedade.
Bem além desta polêmica e contestada questão de tantos gastos na realização da copa Fifa 2014 no Brasil, uma outra questão que a imprensa e autoridades não têm trazido à discussão refere-se ao trabalho dos voluntários para a tão poderosa e bilionária gestora do futebol no planeta. E então eu torno à questão. Se existe alguém ou autoridade que ainda não se pronunciou eu dou o pontapé inicial. Se alguma pessoa já o fez eu me alio a ela e façamos então um protesto sobre esse trabalho que a Fifa recruta, graciosamente, junto a milhares de pessoas que se dispõem a trabalhar sem remuneração  para um órgão privado que fatura bilhões de dólares por ano! Só em 2014, os lucros estimados da Fifa serão de 10 bilhões de reais .
O que é um voluntariado? Como definido pela própria ONU, é um trabalho de altruísmo, de filantropia ou solidariedade, voltado a atender às necessidade de pessoas carentes, doentes, ou sob qualquer risco; trabalho este sem remuneração ou vínculo empregatício, por puro espírito cívico e vocação voltada ao bem de nosso próximo e semelhante.
Pergunto eu; que necessidade tem a Fifa de recrutar  filantropia e solidariedade de outras pessoas? Aliás, é oportuna uma segunda pergunta: a nossa poderosa e intransigente gestora e legisladora do futebol tem algum trabalho de filantropia e benefício social no mundo? Se o tem que nos mostre, porque já seria um lado virtuoso de seus dirigentes. A mim me parece que, os milhares de voluntários que a entidade “alicia” para um trabalho não pago, são atraídos como um engodo e como exploração análoga a serviço escravo. Com que justificativa a entidade recruta tanta gente para um trabalho não remunerado? Nesta copa 2014, são 15 mil voluntários , entre brasileiros e estrangeiros.
Todo esse pessoal do voluntariado Fifa deveria ser nos moldes de um trabalho temporário, como ocorre por exemplo em outras empresas, em passagem de natal e ano novo. Para esses trabalhos temporários, nossas autoridades e leis não são nada brandas. Que seja um emprego por 15 ou 30 dias, exige-se legalização, remuneração justo e recolhimento de impostos .
Por que as leis e a justiça têm que ser lenientes e tolerantes com um órgão privado como a Fifa que fatura bilhões com o futebol? Com a palavra o governo de Lula/Dilma e as autoridades trabalhistas do Brasil. O que pensam nossos ministros do TST e OIT ( organização internacional do trabalho ) ?        
(João Joaquim, médico, cronista do DM - joaomedicina.ufg@gmail.com)
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09/06/14

Vale d'Acor - Colónia de Férias


Associação Vale de Acór realiza todos os verões uma colónia de férias durante nove dias, com cerca de 100 crianças entre os 3 e os 11 anos de idade.
Nela participam os filhos dos nossos utentes, filhos de reclusos de diversos estabelecimentos prisionais e ainda crianças institucionalizadas, com ou sem deficiência física e mental. Trata-se de uma iniciativa sem qualquer fim lucrativo, cuja principal finalidade é apoiar crianças desfavorecidas, vítimas de situações de pobreza e exclusão social. A equipa de monitores, é formada por vários utentes da Comunidade Terapêutica e por voluntários, que desta forma dão o seu contributo a esta causa.
Para além das idas à praia, há ainda tempo para jogos, pinturas, catequese, ateliers e workshops de diversas áreas, desporto, música, e muita, muita brincadeira! Desta forma crianças e utentes da nossa Comunidade passam uma semana de convívio e lazer, em que por um lado os mais novos têm um espaço educativo, subordinado a um determinado tema e a par de uma promoção de um estilo de vida saudável, enquanto que os mais velhos vivem uma experiência de serviço e ajuda ao próximo, num processo de empowerment que aumenta a sua auto-estima. Alem disso reforçam-se os laços familiares entre pais e filhos, e entre utentes e profissionais da Comunidade.
Para mais informações, ver aqui.

08/06/14

Férias Solidárias



Santuário de Fátima oferece férias a pais de filhos com deficiência


Como tem sido hábito dos últimos anos, o Santuário de Fátima está a organizar um programa que visa oferecer uma semana de repouso aos pais que tenham ao seu cuidado filhos com deficiência, sobretudo os que têm limitações profundas.
Estes ficarão alojados no Santuário, onde serão acompanhados por uma equipa devidamente preparada para lhes proporcionar todos os cuidados e algumas iniciativas de ocupação cultural e espiritual.
Os interessado em beneficiar desta oferta poderão escolher um de quatro turnos possíveis: 30 de julho a 5 de agosto, 8 a 14 de agosto, 18 a 24 de agosto ou 28 de agosto a 3 de setembro.
O padre Antunes, responsável do Serviço de Doentes do Santuário de Fátima, adianta que “serão atendidos em primeiro lugar os pais que se encontrem em situações mais graves e que nunca tenham participado nestes encontros”, referindo ainda que “os pais podem optar por acompanhar os filhos e ficar ou, então, por deixá-los e virem buscá-los no fim do turno”.
As inscrições deverão ser efetuadas até ao dia 15 de junho e remetidas para o Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima (Apartado 31, 2496-908 Fátima ou mmf@fatima.pt).
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Celebridades pedem apoio para refugiados

Os participantes gravaram mensagens de 30 segundos a pedir apoio às famílias de refugiados e do público para partilhar as histórias


Mais de 20 celebridades gravaram mensagens em vídeo para contar as histórias de «sofrimento» e «coragem» dos refugiados e pedir apoio para os cidadãos que vivem este drama

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) lançou esta segunda-feira, 2 de junho, uma campanha em vídeo de apoio aos refugiados. A iniciativa antecipa o Dia Mundial dos Refugiados, assinalado a 20 de junho, e reúne os testemunhos de mais de duas dezenas de celebridades e embaixadores da Boa Vontade do ACNUR. Os participantes gravaram mensagens de 30 segundos a pedir apoio às famílias de refugiados e do público para partilhar as histórias.


Segundo António Guterres, alto comissário da ONU para os Refugiados, os participantes estão a ajudar a contar «uma história de sofrimento mas de extrema coragem e resistência» face às adversidades dos refugiados. Entre os convidados estão o prémio Nobel da Literatura em 2010, Mário Vargas Llosa, o cantor colombiano Juanes, o embaixador da Boa Vontade e escritor afegão-americano Khaled Hosseini, e Barbara Hendricks, também embaixadora da Boa Vontade do ACNUR e cantora.


«Com a violência a desalojar cada vez mais pessoas, o mundo enfrenta desafios sem precedentes para proteger e ajudá-las», frisa António Guterres, citado pela Rádio das Nações Unidas. Para este responsável, o mundo está a assistir a uma «destruição de famílias e de comunidades» a uma escala que é «verdadeiramente terrível». O alto comissário da ONU para os Refugiados considera que é necessário fazer mais para «solucionar estes conflitos».

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Cruz Vermelha recebe Prémio Quatro Liberdades

Peter Maurer, presidente do CICV, dedica este prémio aos 17 milhões de voluntários e 80 milhões de membros espalhados pelo mundo
A Fundação Roosevelt atribuiu o Prémio Internacional Quatro Liberdades 2014 à Cruz Vermelha, devido à «enorme dedicação» dos seus voluntários «em proteger as vidas e a dignidade das vítimas de guerras e desastres»

A Cruz Vermelha recebeu o Prémio Internacional Quatro Liberdades 2014, anunciou esta semana a organização, em comunicado. O galardão foi atribuído na Holanda, pela Fundação Roosevelt, como reconhecimento pela «enorme e incessante dedicação» do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), dos seus membros, voluntários e simpatizantes «em proteger as vidas e a dignidade das vítimas de guerras e desastres».

Para a Fundação Roosevelt, durante as operações humanitárias em todo o mundo e em áreas de conflito como a Síria, os voluntários e pessoal ligado àquele movimento internacional, «estão muitas vezes em condições e circunstâncias muito difíceis, para prevenir e aliviar o sofrimento» humano. «Este prémio é um grande incentivo para o Movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho como um todo», afirmou Peter Maurer, presidente do CICV.

«Gostaria de o dedicar aos nossos 17 milhões de voluntários ativos e 80 milhões de membros espalhados pelo mundo, e a todos aqueles que arriscam as suas vidas diariamente para prevenir e aliviar o sofrimento humano. Estes incluem os 34 funcionários e voluntários do Crescente Vermelho Sírio Árabe e os cinco da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino que foram mortos no cumprimento do seu dever na Síria desde o início do conflito. Bem como, mais especificamente, aos três funcionários do CICV que estão capturados no país há 224 dias», acrescentou o responsável.

De acordo com Francesco Rocca, vice-presidente da FICV, o mundo em que a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho operam hoje é «profundamente marcado pela vulnerabilidade, pobreza e conflito», e, por isso, necessita do trabalho do movimento. O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho é a maior rede humanitária no mundo baseada no voluntariado.

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Voluntariado em África: Eles receberam mais do que tinham para dar

Por dois ou seis meses, eles trocaram de língua, alimentação e temperatura. Escolheram fazer a diferença em Moçambique e São Tomé e a experiência deu-lhes mais do que contavam. Mafalda e Manuel foram voluntários em África em 2013.

Para Mafalda Lencastre, o bichinho de fazer voluntariado em África cresceu desde há vários anos: "perguntavam porquê mas eu não sabia". No verão do ano passado, entre julho e setembro de 2013, participou em Moçambique numa missão do projeto Grão, uma organização religiosa que coopera com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Um semestre. Foi este o espaço de tempo entre o final da licenciatura e o início do mestrado, mas também o necessário para levarem Manuel Trigueiros a decidir concorrer ao programaMOVE. A organização deu-lhe a possibilidade de se deslocar até São Tomé, num projeto que pretende desenvolver o microcrédito, o empreendedorismo e pequenos negócios.
Mafalda acompanhou crianças órfãs com SIDA. Todos os dias acordava por volta das cinco da manhã, rezava com a comunidade e partia de bicicleta para uma nova missão. Com o objetivo de "estimular a língua portuguesa, mas também capacitar as pessoas que estão responsáveis pelas casas para darem continuidade ao projeto", Mafalda garante que o mais importante foi mesmo "começar pelo básico". As frases ficam para uma fase posterior. Ensinou as cores, o vestuário, a família e as divisões da casa - todas as "coisas que servem para comunicar com alguém que só fale português", diz.
O ambiente, que leva muitas vezes a que "as pessoas queiram desistir facilmente quando um negócio não corre bem", tornou-se num dos aspetos mais importantes na missão dos participantes do MOVE. Manuel recorda o espírito "leve-leve, o deixa andar, tranquilo" e garante que a "componente cultural" foi a principal dificuldade para os negócios e o empreendedorismo.
Com missões distintas, Mafalda e Manuel passaram por obstáculos semelhantes. A jovem garante que se pudesse voltaria para lá pela experiência pessoal e pela mais valia que pôde proporcionar à comunidade que a acolheu. Ambos reconhecem que quem parte leva objetivos muito ambiciosos mas, mais do que a vontade em criar novos projetos, é preciso dar continuidade ao trabalho que já foi realizado.
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Voluntários de Leitura



http://www.voluntariosdaleitura.org/