19/03/15

CONFIAR - Associação de Fraternidade Prisional




http://www.confiar-pf.pt/

CONFIAR – Associação de Fraternidade Prisional – P.F./Portugal, de orientação cristã decorrente da doutrina da Igreja Católica e associada da PFI, é uma IPSS reconhecida como instituição de utilidade pública, constituída por voluntários e associações de voluntários, que se propõem:

a)  ajudar os reclusos, ex-reclusos e respetivas famílias, nomeadamente os filhos menores enquanto vítimas da situação de reclusão dos pais;

b) prestar aos reclusos assistência social, profissional, cultural, material e espiritual contribuindo assim para a sua dignificação pessoal e inclusão social, com vista a contribuir para o encontro de soluções capazes de ajudar a pessoa do recluso a reconciliar- se consigo própria e com as vítimas dos seus atos, com a família e com a comunidade a que pertence e, deste modo, ressurgir para uma «nova vida» em sociedade;

c) estabelecer laços de interajuda entre os voluntários das prisões e valorizar as suas atividades e aspirações junto das entidades oficiais competentes e outras.

11/02/15

Cadeia de Custóias: os "conversadores" da solidão



Ver reportagem aqui.

 | Norte
Porto Canal


A cadeia de Custóias em Matosinhos está sobrelotada. Tem 500 reclusos a mais e grande parte não recebe qualquer visita familiar. Há um projecto que vai onde ninguém quer estar. São visitadores, isto é, voluntários que levam conversa a quem está à espera da liberdade.

Ver mais aqui.

Associação de Visitadores de Reclusos: FOSTE VISITAR-ME




www.fostevisitarme.pt

Formação: Saúde e Espiritualidade


09/02/15

Férias para pais com filhos com deficiência: período de inscrição aberto

Férias para pais com filhos com deficiência 
Período de inscrições para este verão está aberto

O Santuário de Fátima continua a oferecer aos pais que têm consigo filhos deficientes uma semana de férias em Fátima. Em 2015, os quatro turnos realizar-se-ão nas seguintes datas:
-         de 30 de julho a 05 de agosto
-         de 08 ­a 14 de agosto
-         de 19 a 25 de agosto
-         de 28 de agosto a 03 de 

Os pais podem optar por ficar com os filhos ou por virem buscá-los no último dia.

O Santuário assume as despesas da alimentação e da dormida com os filhos e com os pais que ficarem e, também, com a respetiva equipa de voluntários.

Os pais que desejarem proceder à inscrição deverão enviar, o quanto antes, o seu nome, o nome do seu filho ou filha e o endereço completo para: 

Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima
Santuário de Fátima
Apartado 31
2496-908 Fátima
Posteriormente ser-lhes-ão enviados os impressos para preencherem.

Padre Antunes
Serviço de Doentes do Santuário de Fátima
    mmf@fatima.pt  


  





03/12/14

Samaritanos - Associação de Visitadores de Estabelecimentos Prisionais

Entrevista a Joaquim Carrasqueiro, presidente dos Samaritanos

"Vale sempre a pena"

Há mais de vinte anos, começou a frequentar a Prisão Escola de Leiria como voluntário no grupo de acompanhamento religioso. Joaquim Carrasqueiro de Sousa, antigo profissional de seguros, com 65 anos de idade, é natural da Calvaria de Cima e residente na Batalha. Fez licenciatura em Ciências Religiosas na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, onde frequenta atualmente o mestrado em Estudos da Religião. Quando se formaram “Os Samaritanos”, em 1996, foi eleito presidente, cargo que tem desempenhado até hoje.

A prisão é, por norma, um ambiente “pesado”... é fácil trabalhar com os reclusos?
O recluso vê em cada visitador o amigo, o pai, o irmão, a mãe que por vezes não teve. Sabe da nossa proximidade e connosco se abre mais facilmente, na certeza de que o nosso lado não é o do poder instituído. Mas sabe também que somos portadores de uma mensagem de paz, tranquilidade, afetividade, na tentativa de ajuda à reconstrução de uma vida tantas vezes dramaticamente desconstruída. Para quem vai com esta predisposição, torna-se fácil.
Mas há dificuldades...
Por vezes, encontramos alguma dificuldade em chegar até ao recluso, face às situações imprevistas e que as contingências do momento nos apresentam. No entanto, de um modo geral, o acesso é-nos facilitado, existindo da parte da direção do Estabelecimento Prisional a máxima compreensão, apreço e ajuda ao nosso trabalho.
Como está a correr atualmente esse trabalho?
No momento presente, a nossa ação no Estabelecimento Prisional decorre com alguma normalidade, embora um pouco constrangida e até restringida pela inexistência de um espaço onde possamos celebrar a Eucaristia ou outras celebrações com aqueles que o desejem.
Não há uma igreja?
Dadas as reestruturações dos serviços e do espaço, não é viável a utilização da igreja ali existente. Mas tivemos autorização da direção para adaptar uma antiga oficina em capela, cujas obras estão a decorrer e para as quais estamos a angariar algumas ajudas. Quando estiver pronta esta capela, teremos mais condições para em cada semana ou em qualquer outro dia nos reunirmos e celebrarmos a nossa fé em comunidade.
Vale a pena este serviço? Há resultados na mudança de vida dos reclusos?
Cada caso é um caso, mas vale sempre a pena. Muitos jovens ainda hoje fazem eco da ação dos Samaritanos junto deles, nos mais recônditos locais onde se encontram. E temos o conhecimento direto de alguns dos que ficaram por esta região, para não regressarem às mesmas origens e ao ambiente que os levou à prisão, e que são hoje pessoas responsáveis e até algumas comprometidas na Igreja.

Lugar de conversão

Uma das atitudes primordiais e fundamentais da fé é a regeneração, o mesmo é dizer, a conversão. Toda a atitude de perdão e misericórdia que Jesus demonstrou teve como alicerce o desejo de conversão. A expressão "vai e não tornes a pecar" é representativa desta “metanoia” ou conversão que está na base da fé.
Esta premissa é fundamental para percebermos a presença da Igreja nas prisões. O recluso não pode ser visto como um criminoso condenado e definitivamente perdido. A prisão não é apenas local de castigo. Sendo lugar de penitência, é automaticamente lugar de conversão, lugar de regeneração e lugar de mudança.
Acreditar que podemos sempre ser melhores do que fomos é o desafio que me anima neste trabalho. Por isso entendo a fé como uma "nova visão ou novo olhar sobre o mundo e sobre os outros". É essa nova visão que quero ter sobre os reclusos e gostaria de lhes transmitir sobre si próprios e sobre o mundo e os outros.
Este desafio ultrapassa a presença ritualista, sacramental e espiritual. Sinto que o desafio que Deus e a Igreja me pedem é, por isso, mais humano, mais básico, mas não menos exigente.  Estou preparado para o embate de querer as estrelas, mas na realidade não conseguir descolar da terra.
A presença da Igreja, no grupo de “Os Samaritanos”, será sempre momento de alento, esperança e confiança. Sem pretensões proselitistas, daremos o nosso trabalho como bem sucedido sempre que um recluso conseguir vislumbrar o sol que brilha para lá da sua cela escura.
Sinto o peso da grande obra dos meus antecessores, que me habituei a ouvir e a admirar, e sei que será com a sua ajuda e intercessão que poderei fazer alguma coisa. Assim Deus me ajude.
P. Rui Ribeiro, Capelão dos Estabelecimentos Prisionais de Leiria

“Missão entre grades”

Lançaram-me um desafio! Falar-vos do momento mais importante que vivi como voluntária na Prisão Escola de Leiria. Antes de mais, posso dizer-vos que esta missão é um constante desafio, pela sua complexidade e, ao mesmo tempo, simplicidade de sentimentos. Há alguns anos,  convidaram-me para fazer parte da Associação de Visitadores dos Estabelecimentos Prisionais de Leiria. Um pouco receosa, sem saber se tinha perfil e vocação para conseguir ajudar aqueles rapazes, decidi aceitar e, hoje, agradeço por ter dito sim a esse apelo. São tantos os momentos especiais que tenho vivido nesta missão, histórias de vida partilhadas, sorrisos e desabafos...
Já tantas vezes os reclusos me perguntaram: “Porquê? Porque vens cá?”. Confesso-vos que nunca procurei encontrar a “resposta certa”, porque a verdade é que todos precisamos de sentir que alguém está do nosso lado. Cada um tem a sua missão, sinto que a minha também é estar ali. Como tal, nos últimos anos, tenho celebrado parte do dia do meu aniversário na Prisão Escola, junto destes rapazes que me chamam “mana”, porque eles também se tornaram a minha família.
Recordo um dos momentos marcantes, ocorrido há cerca de 4 anos, quando um dos rapazes desprovido de liberdade me disse algo que nunca irei esquecer: “Eu não sei rezar, nunca fui destas coisas, nem sei se acredito, mas vou pedir a Deus por ti. Vais estar um tempo longe de nós e isso vai custar-nos, mas sei que, se rezar, tudo vai correr bem e vou pedir-lhe que depois voltes para junto de nós outra vez”. Sei que ele, como tantos outros, rezaram e rezaram mesmo de coração.
Ouvir palavras simples como “obrigada”, “sem vocês isto era muito mais difícil”, “voltem sempre”... faz-me ter a certeza de que vale a pena sermos do outro, em qualquer lugar do mundo, mesmo que seja uma “missão entre grades”.
Elsa Pedro, voluntária dos Samaritanos
Daqui.

26/10/14

Não ter medo de servir os outros



Numa altura em que a maior parte dos adolescentes e jovens já se encontra de férias e procura as mais variadas formas de ocupar o tempo livre, por vezes parecem faltar alternativas para essa ocupação... ou pelo menos vontade de as arranjar.

A tendência geral parece apontar mais para o permanecer em casa, para dar um uso mais intenso aos equipamentos tecnológicos, substituindo o contacto e as relações pessoais, com o que isso implica em termos de desumanização da sociedade, para uma utilização do tempo sem grande preocupação de desenvolver uma actividade concreta.

É verdade que os tempos de pausa fazem falta, que a quebra das rotinas e dos ritmos acelerados dos outros meses do ano deve acontecer e fazer-se sentir na vida de cada um. Mas, porque não sair desta situação de conforto e comodismo pessoal e tentar conciliar esta vertente com a ocupação de parte do tempo de cada um em prol dos outros? Para os adolescentes e jovens, em altura de férias escolares, esta é uma boa opção.

E alternativas não faltam... é uma questão de ter vontade de as procurar.

Porque não aproveitar uns dias ou semanas de férias para fazer um pouco de voluntariado, preparando-se devidamente para essa tarefa? Passar um tempo numa instituição que acolhe deficientes, crianças ou idosos, acompanhar crianças numa colónia de férias, deixar o aconchego e conforto do lar preferindo o desconforto de quem passa mais dificuldades, seja no território nacional, seja noutro país. Estas são apenas algumas alternativas possíveis.

Talvez este tipo de vivência acabe por "criar raízes" e leve a pessoa a dedicar algum do seu tempo, durante o resto do ano, àqueles para quem uma palavra amiga ou uns momentos de companhia são algo muito especial e têm um valor incalculável.

Os testemunhos que se vão ouvindo de quem costuma participar neste tipo de actividades revelam normalmente que na vivência destas experiências se recebe muito mais do que aquilo que se dá (e não falámos aqui da questão monetária, até porque essas experiências muitas vezes acabam por comportar uma ou outra despesa...). No final desse período, a pessoa sente-se muito mais rica... enquanto pessoa... do que quando começou essa experiência.

Será que a partilha deste tipo de experiências é suficiente para convencer os mais cépticos? Um primeiro passo, uma primeira experiência, mesmo com alguma renitência inicial, é muito importante.

Neste campo, os pais ou encarregados de educação têm um papel importante, em termos de exemplo e de incentivo, nomeadamente se eles, enquanto adolescentes e jovens, tiverem participado em experiências semelhantes e transmitirem essa experiência aos seus educandos.

Além da questão de ocupar de forma saudável este período em que não existem preocupações escolares, estar ao serviço dos outros é uma oportunidade única e invejável de partilha de valores e ensinamentos e de troca de experiências.

Por isso, é importante não desperdiçar uma oportunidade destas. É importante perder a vergonha e não ter medo de ser diferente de uma maioria comodamente instalada (quem sabe se essa diferença acaba por contagiar mais alguém...).

Trata-se, tão simplesmente, de estar ao serviço dos outros, seguindo o exemplo de Jesus, quando, antes da crucificação, lavou os pés aos discípulos. Trata-se, tão simplesmente, de dizer "sim" ao seu apelo: "Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também" (João 13, 15).

Cláudia Pereira

Daqui. (Sublinhados nossos.)

20/10/14

Missão em outubro


Campanha


O Centro Humanitário Foz do Tejo (margem sul) da Cruz Vermelha Portuguesa, irá participar nos próximos dias 24,25 e 26 de Outubro  na “Acção Nacional de Recolha de Bens Alimentares”  ( MISSÃO SORRISO) nas lojas do Continente, Continente Bom dia e Modelo Continente, temos a nosso cargo 9 lojas.


Os bens recolhidos serão posteriormente distribuídos pelas famílias mais carenciadas dos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra, famílias estas que
são regularmente acompanhadas pelo departamento de acção social do nosso centro.



Toda a logística da acção assenta no trabalho de muitos voluntários que nestes dias se juntam para levar a cabo este projecto. É neste sentido que venho solicitar a colaboração para estarem nas lojas a receber os bens que, ao longo dos dois dias, nos vão sendo doados.




Dependendo da vossa disponibilidade, juntos marcaremos a diferença.

12/10/14

Voluntariado do Hospital de Famalicão sensibiliza para o cancro da mama

A Associação de Voluntariado do Hospital de Famalicão promoveu, no domingo, 5 de outubro, a Caminhada Rosa, numa ação de sensibilização ao cancro da mama. A inscrição de participação teve um custo de três euros, um valor simbólico, que deu direito a uma T-Shirt e água.


Daqui.

ESPOSENDE RECEBEU MAIOR INICIATIVA DE VOLUNTARIADO CORPORATIVO DO PAÍS

Esposende acolheu, no passado dia 3 de outubro, a nona edição do GIRO, a maior iniciativa de voluntariado corporativo do país, promovida pelo GRACE – Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial.
O concelho voltou a ser palco desta iniciativa, com o envolvimento ativo da empresa municipal Esposende Ambiente e do Parque Natural Litoral Norte, que receberam cerca de 140 voluntários das empresas Ana Aeroportos, Groundforce, Banco Popular, LH, DHL, Euronext, Banco Santander, Eurest, Siemens, Fundação PT, Unicer, Morais Leitão, Galvão Teles e Soares da Silva, Comunidade de Inserção Social de Esposende e, naturalmente, da Esposende Ambiente.
Os voluntários procederam à recolha de resíduos e ao arranque de plantas invasoras no Pinhal e na Praia da Carruagem, em Belinho, numa área de 1 hectare, e participaram ainda num Ambipaper, promovido no Centro de Educação Ambiental. Deste modo, esta ação de sensibilização ambiental permitiu aos voluntários conhecer e explorar os diversos equipamentos e recursos educativos disponíveis no Centro de Educação Ambiental, testando os seus conhecimentos sobre diversos temas ambientais, nomeadamente a gestão de resíduos, gestão de recursos hídricos, biodiversidade e recursos florestais.
O GRACE realiza todos os anos o GIRO, um dia solidário que junta as empresas associadas em torno de uma causa. Ao contrário das edições anteriores, em que grande parte das iniciativas incidiu sobre a área social, o ambiente foi o mote desta edição que, além de 45 empresas associadas, reuniu também, e pela primeira vez, duas entidades académicas e oito instituições de solidariedade social convidadas, registando ainda um aumento recorde de voluntários em relação à edição anterior, num total de 900 voluntários a nível nacional e numa só edição.
A Esposende Ambiente aderiu ao GRACE em 2013 e desde então tem reforçado o seu papel na promoção da cidadania, sustentabilidade e responsabilidade social, tendo sido coorganizadora das duas últimas edições do GIRO e tendo participado recentemente na elaboração do Guia “Responsabilidade Social nas PME” publicado pelo GRACE.
Daqui.

Paróquia em festa com envio missionário


Os paroquianos de Vilamar, concelho de Cantanhede, uniram-se aos missionários da Consolata para celebrar o envio de Filipa Santos e Tânia Paiva, em missão de voluntariado, para a Costa do Marfim


A paróquia de Vilamar, no concelho de Cantanhede, uniu-se o fim de semana passado para celebrar o envio missionário de Filipa Santos e Tânia Paiva, que partem para a Costa do Marfim no próximo domingo, 12 de outubro, para uma missão de voluntariado em Marandalla.

O programa iniciou-se com um testemunho do padre João Nascimento, missionário da Consolata, que trabalha há vários anos na Costa do Marfim. No domingo, 5 de outubro, realizou-se a missa de envio, presidida pelo missionário Álvaro Pacheco, recém-chegado da Coreia do Sul. A celebração foi animada por um grupo de jovens do Porto.

Filipa e Tânia são primas e interessaram-se pela missão depois de lerem o testemunho de uma voluntária na revista FÁTIMA MISSIONÁRIA. Ambas sentiram vontade de também experimentar o voluntariado em terras africanas, contactaram os Missionários da Consolata em Portugal, e depois de um período de preparação, estão a postos para abraçar esta nova aventura missionária.

«Sempre sonhei ir como voluntária para um país distante, ajudar quem mais precisa e ser útil aos demais e graças a Deus através dos Missionários da Consolata posso realizar esse sonho» , relatou emocionada Filipa Santos, que sempre esteve ligada à catequese na sua paróquia.

Tânia Paiva pediu a rescisão de contrato no estabelecimento comercial do Porto onde trabalhava para poder ir como voluntária para a Costa do Marfim. «Vou com o coração aberto para aprender a conviver com uma cultura diferente e ajudar naquilo que puder», disse a jovem.


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Cáritas precisa de voluntários para “vestir novo espaço”


CARITAS DIOCESANA DE BEJA

A Cáritas Diocesana de Beja está a remodelar a boutique onde tem disponível roupa, calçado, entre outros artigos, para as famílias carenciadas.  
A intervenção decorre esta semana naquele espaço instalado na sede da Cáritas. O trabalho de beneficiação é feito por voluntariado. Neste momento faltam voluntários para “vestir” a boutique.
Ana Soeiro, coordenadora do Voluntariado na Cáritas de Beja, apela à população que se voluntarie para este projecto.
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AÇÃO DE VOLUNTARIADO - LIMPEZA DE RESÍDUOS E INVASORAS

O Biodiscoveries, financiado pelo programa LIFE+, é um projeto a cinco anos que está a ser desenvolvido pela Câmara Municipal do Barreiro, através do CEA – Centro de Educação Ambiental, e que tem como objetivo o combate às espécies invasoras da Reserva Natural Local do Sapal do Rio Coina e Mata da Machada. A característica distintiva deste projeto é a integração do voluntariado, e dela depende o seu sucesso.

Desta forma, e para além da ‘Subida do Rio Coina’ agendada para este sábado, que já regista um alargado número de participações, e que está integrada no âmbito do BIODISCOVERIES, o CEA dinamiza sábado, 11 de outubro, entre as 9h00 e as 13h00, uma ‘Ação de Voluntariado’ destinada ao arranque de chorões (uma das espécies de infestantes identificada) na Mata Nacional da Machada. Os resíduos que possam existir neste espaço da Reserva Natural Local serão, também, objeto de limpeza.

Inscreva-se através dos números 800 205 681 (Linha Verde) ou 212 068 041.

Fonte - CMB

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Trabalhadores trocam escritórios por voluntariado


Esta sexta-feira, mais de 900 trabalhadores vão deixar os escritórios e juntar-se para limpar e replantar sete zonas de paisagem protegida no âmbito do GIRO, a maior iniciativa de voluntariado corporativo promovida anualmente em Portugal pelo Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial (GRACE).

Ao contrário do que aconteceu nas edições anteriores, que se focaram particularmente em questões sociais, este dia solidário terá como mote o ambiente. Além de 45 empresas, a iniciativa - que terá um número recorde de participantes - contará também, e pela primeira vez, com o apoio de duas entidades académicas e oito instituições de solidariedade social.

Em comunicado enviado ao Boas Notícias, o GRACE explica que os profissionais destas organizações vão trocar o local de trabalho por sete zonas protegidas no Continente, Madeira e Açores para pôr mãos à obra e "preservar um património natural e genético que é de todos". 

No total, vão realizar-se sete ações ambientais na Costa da Caparica, Esposende, Penela, Sintra, Monchique, Santana na Madeira e S. Miguel, nos Açores, sendo que nas ilhas a iniciativa decorre em datas diferentes: 10 e 17 de outubro, respetivamente.



Em cada zona protegida, o GRACE será apoiado por  instituições locais dedicadas ao ambiente, natureza ou património – Esposende Ambiente em Esposende, FLOPEN - Associação de Produtores e Proprietários Florestais do Concelho de Penela, Parques de Sintra – Monte da Lua, Grupo Flamingo na Caparica e em Monchique, e Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) na Madeira e Açores.

Esta é a 9.ª edição do GIRO que já contou, nas suas oito edições anteriores, com mais de 4.500 voluntários envolvidos em intervenções com o objetivo de trabalhar, entre outros, a inclusão social, a defesa dos animais ou a recuperação de espaços naturais.

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Dia do Idoso Voluntariado ajuda reformada a combater solidão na Lousã

Após uma vida de trabalho em Lisboa, a reformada Sara Santos, de 73 anos, acabou por radicar-se na Lousã, onde desenvolve serviço voluntário com idosos e crianças para combater a solidão.

Há 15 anos, quando ela e o marido decidiram aposentar-se, escolheram a Lousã para viver, deixando para trás décadas de labor na capital, onde permanecem os três filhos, quatro netos e um bisneto.

Natural de Boticas, Sara Santos era segunda ajudante no 5º Cartório Notarial de Lisboa, enquanto José Ventura, já falecido, oriundo da Pampilhosa da Serra, trabalhava no hotel Altis.

"Para os idosos, Lisboa é uma terra triste. As pessoas não têm com quem falar", afirmou a ex-funcionária pública à agência Lusa.

Na Lousã, onde fez muitos amigos, Sara Santos, muito ativa na comunidade, colabora com a paróquia local.

"Não sou catequista, mas conto às crianças histórias que ligam essa aprendizagem à vida real", explicou.

Na Arte-Via -- Cooperativa Artística e Editorial, a cuja assembleia-geral preside, integra as atividades educativas e de solidariedade sociocultural da Universidade do Autodidata e da Terceira e Idade da Lousã, uma das valências da instituição, acompanhando quase 100 utentes, entre adultos e crianças.
"Quando aqui cheguei, quis logo encontrar um caminho e a cooperativa é que me valeu. Não troco esta terra por outra", revelou.

Também José Ventura, que "sonhava regressar à aldeia onde nasceu" (Pescanseco Fundeiro, no concelho da Pampilhosa da Serra), acabou por mudar de ideias.

O casal optou por comprar um apartamento novo, quando o comboio ainda circulava no Ramal da Lousã, ligando a vila a Coimbra.

"Queríamos um sítio onde não estivéssemos longe de tudo. Na Arte-Via, contacto com muitas pessoas, estou a ajudar-me a mim própria e não sinto a solidão", salientou.

Por graça, uma pessoa amiga com quem se escreve, costuma identificar Sara Santos nas cartas como ‘Embaixadora de Trás-os-Montes na Lousã’, o que a faz sorrir.

"A minha alma é transmontana, a Lousã foi o meu abrigo e de coração sou serrana, por amor ao meu marido", resumiu.

Passa temporadas na modesta casa serrana da família, em Pescanseco, onde regressam no verão pampilhosenses de várias gerações radicados em Lisboa.

"Gosto muito de estar lá e falar com os mais novos, para saber o que eles fazem", congratulou-se.
Sara Santos anda a reler o livro ‘Padre Fontes -- O romance de uma vida’, de Eugénio Mendes Pinto, uma biografia do fundador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes: António Fontes, transmontano que, como ela, nasceu em 1940.

"Mas amo a terra que me acolheu", enfatizou. Em Lisboa, "os idosos não têm o apoio domiciliário que têm aqui", beneficiando de "duas visitas diárias", exemplificou.

Desde a juventude, aprecia músicos que se destacaram na oposição à ditadura, como Luís Cília e José Afonso, entre outros.
"Muitas das suas canções ajudaram-me a sentir que era alguém", acentuou.

Também ela escreve poemas com preocupações político-sociais. No último 25 de Abril, numa comemoração local dos 40 anos da Revolução dos Cravos, Sara Santos empolgou o público ao declamar um desses textos.

Daqui.