10/07/15

Voluntariado na unidade hospitalar de Portimão

Nestes tempos de mudanças, tão difíceis para todos, assiste-se a uma maior participação das pessoas para que, com a sua disponibilidade e dedicação, possam contribuir para o bem-estar daqueles para quem as dificuldades já são parte da sua vida há muito tempo.
Receber e transmitir amor é fundamental para o equilíbrio de cada voluntário e nada melhor que vivê-lo nas mais diversas formas.

Chegada a uma fase da vida livre das responsabilidades laborais e com maior disponibilidade de tempo, sentimos necessidade de abraçar novas tarefas. 

Tento impor a mim própria uma filosofia de vida onde continuar a ser útil aos outros é também um dos caminhos de realização pessoal.

Sou uma privilegiada por estar ao serviço do voluntariado hospitalar – Associação Elos de Esperança no CHA- Unidade de Portimão -, porque me enriquece humanamente dando-me aos outros. 

Faz-me crescer a necessidade de aparecer na vida dos outros com um sorriso de esperança, sorriso que valorizo bastante. 


Respeito muito, e cada vez mais, a dor alheia. E são tão complexos os caminhos e contornos da dor! 

Como dizia Saint-Exupéry, «aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós».

Comemora-se no dia 5 de dezembro o Dia Internacional do Voluntariado. Os dias internacionais servem para trazer temas para a ordem do dia.

Servem para fazer balanços, para valorizar o trabalho de muitos voluntários que constroem o país e a coesão social sem se fazerem notar. Hoje celebra-se esta dádiva: a da entrega gratuita ao outro.

Por curiosidade, na nossa associação, Elos de Esperança, de janeiro a outubro do corrente ano, na Unidade Hospitalar de Portimão, nos diversos serviços hospitalares, os nossos voluntários, totalizaram 21761 horas de trabalho ativo. Em outubro, os 123 voluntários ativos, totalizaram 2178 horas de serviço. Sem dúvida que somos uma gota no oceano.
Mas, como dizia Madre Teresa de Calcutá, sem essa gota o oceano seria bem diferente.

O voluntário é um cidadão com mestrado. Mestrado em generosidade, em paciência, em desprendimento. 

Como diz Agustina Bessa Luís, «o voluntariado não é uma ocupação é uma travessia na noite onde se inventa o dia seguinte».

De uma coisa estamos certos, «desta vida nada se leva… a não ser a vida que se leva…só se deixa…; então, deixamos o nosso melhor.…O nosso melhor sorriso…, o nosso maior abraço…, a nossa melhor história…, a nossa melhor intenção…, toda a nossa compreensão e, do nosso amor, a maior porção. 

Só queremos ficar na memória de alguém como outro alguém que era do Bem».

7 de Dezembro de 2014 | 10:10

Serviço Jesuíta aos Refugiados galardoado com Medalha de Ouro

A Medalha de Ouro comemorativa dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, vai ser entregue ao Serviço Jesuíta aos Refugiados no Dia Internacional dos Direitos Humanos

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (SJR) - Portugal foi distinguido pela Assembleia da República com a atribuição de uma Medalha de Ouro, comemorativa do 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem. A distinção será atribuída a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, no Salão Nobre do Palácio de São Bento, em Lisboa. O júri defendeu a decisão pela «forte ação do SJR no terreno, na defesa dos direitos e na integração da população imigrante em situação de grande vulnerabilidade».

Em comunicado, o SJR agradece a todos os colaboradores, voluntários, amigos, parceiros e doadores que, durante últimos 22 anos, tornaram possível a missão de «Acompanhar, Servir e Defender» os refugiados, deslocados à força e migrantes em situação de vulnerabilidade. «Queremos agradecer especialmente a todos os nossos utentes pela confiança que depositam em nós, lembrando-nos todos os dias que é possível fazer melhor e continuar a lutar pelos direitos humanos», referem.

Daqui.

Voluntariado Digital




Mitos derrubados

1 – O voluntariado online é para quem não tem tempo para um trabalho voluntário “real”.Falso. O Voluntariado on-line economiza tempo de deslocamento, mas usa tempo real, e não tempo “virtual”.

2 – Os voluntários online e voluntários presenciais são de tribos diferentes.Falso. Voluntários engajados podem realizar ambas as modalidades de acordo com a necessidade.

3- Os voluntários online são apenas os jovens com muitos recursos, de países desenvolvidos.Falso. Segundo as Nações Unidas, 40% dos voluntários moram em países em desenvolvimento. Os países mais adiantados, segundo Gabriella, são Estados Unidos e alguns asiáticos. O ativismo digital também é muito forte na África. “Mas ninguém está muito maduro. Estamos em um momento de explosão, com muitos projetos surgindo. E o Brasil não fica atrás”, afirma ela.

4 – O voluntariado on-line é impessoal.Falso. Em geral, a maioria das pessoas se mostra mais disposta a compartilhar informações e sentimentos online do que pessoalmente.

5 – A internet é perigosa e por isso expõe a organização e seus colaboradores a muitos riscos.Falso. Pode-se garantir a segurança nos programas de voluntariado online e oferecer segurança às organizações, seus colaboradores e os voluntários.

6 – O voluntariado online requer a construção de uma plataforma online própria ou a utilização de uma ferramenta tecnológica específica.Falso. Basta ter um e-mail para poder envolver voluntários online. Todas as plataformas de interação digital existentes permitem uma comunicação fluida.


Daqui.

Município de Vila Verde aprova a criação do Banco Local de Voluntariado

A Câmara Municipal de Vila Verde aprovou a criação do Banco Local de Voluntariado. O presidente da autarquia, António Vilela, congratula-se com “o consenso gerado em torno deste projecto de grande alcance social que visa fomentar a intensificação do espírito de solidariedade no território concelhio, aproximando pessoas disponíveis e motivadas para desenvolver actividades de voluntariado das instituições com forte vocação social e com um importante conhecimento e experiência nesta área de grande relevância para o reforço da coesão social em Vila Verde”.

Ver mais aqui.

Milhares oferecem-se para fazer voluntariado

Trinta mil pessoas ofereceram-se para serem voluntárias, registando-se na plataforma online «Dar e Receber». A iniciativa resulta de uma parceria entre a Entrajuda e a Cáritas

Depois de seis meses de atividade, os promotores da plataforma online «Dar e Receber» fazem um balanço positivo do projeto, que soma 75 mil utilizadores, 30 mil voluntários, 4 mil instituições inscritas, 2300 registos de produtos para oferecer e 800 bens doados a quem mais precisa.


O portal é o resultado de uma parceria entre a Entrajuda e a Cáritas e cria uma ligação entre quem tem alguma coisa para doar e quem precisa de a receber. Desta forma, pessoas e empresas podem dar bens ou tempo a instituições sociais, enquanto as organizações de solidariedade divulgam na página as suas carências. A plataforma possibilita ainda pesquisar respostas sociais por freguesia, ajudando o acesso a este tipo de serviços, em caso de carência.


«A ideia foi criar uma rede de apoio social recorrendo às novas tecnologias para aproximar as pessoas, apoiando os mais necessitados e incentivando a participação da sociedade civil num projeto de solidariedade social», explica em comunicado Diogo Travassos, responsável pelo projeto. O portal procura evitar a duplicação de iniciativas e agrupa a Bolsa de Voluntariado, o Banco de Bens Doados online e o motor de busca Ajuda Social.

Daqui.

Cumpre a tua missão, faz voluntariado


Os Leigos (LMC), os Missionários (IMC) e as Missionárias da Consolata (MC), promovem através da adGENTES (ONGD) projetos de voluntariado para jovens e adultos, em Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau, Brasil, Quénia, Tanzânia e Costa do Marfim. 

Os projetos de curta duração (1 mês) são propostos a jovens entre os 18 e os 25 anos e dão preferência a missões em Portugal e em países de língua oficial portuguesa. 

Os projetos de longa duração (1 ano) estão orientados para jovens e adultos entre os 21 e os 40 anos, exigindo-se habilitações académicas e/ou profissionais. Neste caso, o leque de países é mais alargado, consoante as necessidades das missões e o conhecimento da língua por parte dos voluntários. 

O processo formativo de preparação para a partida tem a duração de um ano, durante o qual se tratam temas relacionados com a missão e com os projetos missionários em causa. Esta formação inclui encontros de formação humana e pessoal e formação específica para envio de voluntários, em parceria com o IMC e com as MC. 

Para mais informações, contactar:

adGENTES - Associação dos Leigos Missionários da Consolata 
Av. Cidade de Lisboa - Quinta do Castelo 
Cacém 2735 - 206 Cacém Portugal 

geral@adgentes.org.pt 

Telf 214260510 

Tm 960143023 


Ser voluntário

Hoje escrevemos sobre dois assuntos que andam de mão dada na sociedade atual. É verdade que são dois conceitos existentes na vida de milhares de pessoas, mas é igualmente justo acreditar que ainda têm muito para crescer e muito para dar. Afinal, quando falamos de Associativismo e de Voluntariado acreditamos que podemos sempre fazer melhor. 

Associativismo é um termo que utilizamos para designar a apologia na prática de uma associação que tem como objetivo um bem comum a duas ou mais pessoas. É uma forma de encontrarmos pessoas com os mesmos ideais e de juntos defendermos aquilo em que acreditamos. Nos dias que correm existem inúmeras associações, umas mais dinâmicas que outras, sobre os mais diversos temas. Mas existe algo que é comum a todas as associações, algo que lhes dá vida, uma grande palavra que define uma grande missão à qual chamamos voluntariado. 

É do voluntariado que vive uma grande parte do associativismo. É o voluntariado que faz as causas maiores continuarem a existir, mas desengane-se quem pensa que o voluntariado é apenas sinónimo de ação social. Qualquer pessoa pode tornar-se voluntário, desde que faça aquilo a que se propõe de coração aberto e sem receber compensação financeira, com intuito de um lucro. No âmago do voluntariado está a filosofia do dar sem esperar receber, mas ao receber, que seja uma aprendizagem vocacional de auxílio às pessoas ou a obtenção de competências não formais.

Hoje em dia abundam os programas de voluntariado existentes por todas as cidades.

Temosprojetos apresentados a nível internacional, no âmbito da Agência Nacional da Juventude, com o agora reformulado programa ERASMUS+; de âmbito nacional, no portal da juventude.pt, existem os programas como o “Jovem para as florestas” ou o “OTL”.

Existem também projetos locais, mais concretamente em Braga, como a JovemCoop, a ABRA, o Banco Alimentar, as Juntas de Freguesia, entre muitos outros. É, para nós, um grande motivo de felicidade saber que por todo o mundo existem pessoas que dão o seu melhor
por uma causa, mas é com mais orgulho que nos vemos cercados por pessoas assim, pessoas determinadas que lutam por boas causas sem esperar nada de volta. Afinal todos nós temos essa filosofia na JovemCoop. E é por esse motivo que aJovemCoop aproveita esta crónica para agradecer publicamente a todos os seus membros. A todos aqueles que dedicaram alguns minutos da sua vida à nossa causa, o nosso grande OBRIGADO! Afinal uma ajuda extra faz sempre falta e associações como a nossa só ganham voz quando outros se dedicam à sua causa. 


Aqui cabe um agradecimento a um Homem que personificava o voluntariado, por paixão às tarefas de ajudar. Alberto Moreira dava de si, generosamente, para estar no apoio dos mais necessitados. Faleceu na semana passada, numa injusta luta com a doença prolongada. Deixou-nos algo que não tem preço. Além do seu sorriso e boa disposição, deixa-nos a tarefa de nos entregarmos às causas, com energia, para que o nosso tempo seja também o tempo de ajudar os outros.

Frequentemente, comentamos que vivemos numa sociedade pouco altruísta, em que o individualismo se preza mais que o coletivo. É por esse motivo, amigo leitor, que não podemos deixar de o convidar a ganhar alguns minutos do seu tempo dedicando-os a algo maior. Associe-se a uma causa, social ou não, e contribua para a mudança. Podemos dizer-lhe, por experiência própria, que a sensação de missão cumprida é uma das melhores que podemos guardar. Não espere que os outros mudem aquilo com que discorda; não espere que o mundo, a sua cidade ou a sua rua se tornem melhores se não fizer nada por isso. 

A JovemCoop, tal como muitas outras associações, estão de portas abertas a todos os Bracarenses, por isso, e com o devido respeito, deixe-se de desculpas e dedique-se a algo maior. A maior recompensa é o bem de poder ajudar. E se, no final de tudo, já dedica o seu tempo livre a uma associação e já dedica o seu tempo aos outros, ou a uma missão, então sabe que contribui para mudar o mundo. Podem ser passos pequeninos, mas o mundo gira e avança. Parabéns por ser um voluntário!

Daqui.

Estudante de Itaúna é selecionado para programa Jovens Embaixadores

Um estudante de Itaúna foi selecionado para o programa Jovens Embaixadores. Lucas Rodrigues Fonseca, de 17 anos, concorreu com mais de 13 mil candidatos de todo o Brasil. Para conquistar a vaga, além de estudar muito, ele faz um trabalho voluntário com crianças como catequista em uma igreja católica da cidade. O estudante foi um dos 50 selecionados para integrar a comitiva que vai viajar para os Estados Unidos em janeiro de 2015.


Ver mais aqui.

10/06/15

Férias solidárias 2015

Ao serviço nas férias



75€ adultos (o preço nunca é impedimento de participação)

Informações/inscrições:
fcm2015boliqueime@gmail.com
carla maria | 964 675 474

27/05/15

Projeto de Voluntariado Internacional – Missão Timor


Na sequência de uma nova fundação em Timor – Zumalai, o Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, em Portugal, está a organizar este ano um Projeto de Voluntariado Internacional - Missão Timor.
Na sua base está o ideário de desenvolver “a consciência da interligação e interdependência da humanidade e de toda a criação, potenciando o trabalho em rede na promoção da solidariedade e da esperança como formas alternativas de globalização”, tal como as recomendações dos capítulos geral e provincial de 2013: “alargar a compreensão e apreço pelo mundo plural, partilhar a experiência cultural e religiosa de outros, abrir a mente e o coração a uma nova consciência global” e promover “atitudes de proximidade, inclusão, mutualidade, (…) parcerias dinâmicas de colaboração”.
Em fidelidade ao carisma e espírito de fé e de zelo do Instituto, a Missão Timor terá como lema “Para que todos tenham Vida”, decorrendo entre os dias 26 de julho a 21 de agosto, em três focos apostólicos: na Escola de Ossu e no Orfanato Óscar Ruas, ambos na diocese de Baucau, e na Comunidade das Irmãs IRSCM em Zumalai, na diocese de Maliana.
Contará com a participação de professores e alunos dos Colégios de Lisboa e do Porto e de um grupo de voluntários da paróquia da Boavista, no Porto, bem como a presença de Helena Anacleto, professora de Ciências Naturais do Colégio do Sagrado Coração de Maria de Fátima, cuja comunidade educativa se tem mobilizado na concretização das iniciativas dinamizadas neste âmbito. Foi o caso de uma campanha que juntou cerca de 330 livros infantis usados, de 4 a 12 de maio, de uma outra campanha de venda de “t-shirts”, ainda a decorrer, e na festa de final de ano, que refletiu o tema “Ao Encontro de Ti e do Mundo”, com referência à presença do IRSCM no mundo e, em particular, nesta comunidade fundada em Timor, em 2012.
Nas palavras de Helena Anacleto, “colaborar nesta missão é a concretização de um sonho que trago no coração desde pequenina; é poder testemunhar, com alegria e motivação, a dimensão de serviço e de fé cristã”. Numa nota enviada ao PRESENTE, a professora conclui: “Com este gesto de amor ao próximo, quero deixar o meu contributo, ainda que modesto, para a transformação deste mundo, num mundo mais generoso e solidário”.
Daqui.

19/03/15

CONFIAR - Associação de Fraternidade Prisional




http://www.confiar-pf.pt/

CONFIAR – Associação de Fraternidade Prisional – P.F./Portugal, de orientação cristã decorrente da doutrina da Igreja Católica e associada da PFI, é uma IPSS reconhecida como instituição de utilidade pública, constituída por voluntários e associações de voluntários, que se propõem:

a)  ajudar os reclusos, ex-reclusos e respetivas famílias, nomeadamente os filhos menores enquanto vítimas da situação de reclusão dos pais;

b) prestar aos reclusos assistência social, profissional, cultural, material e espiritual contribuindo assim para a sua dignificação pessoal e inclusão social, com vista a contribuir para o encontro de soluções capazes de ajudar a pessoa do recluso a reconciliar- se consigo própria e com as vítimas dos seus atos, com a família e com a comunidade a que pertence e, deste modo, ressurgir para uma «nova vida» em sociedade;

c) estabelecer laços de interajuda entre os voluntários das prisões e valorizar as suas atividades e aspirações junto das entidades oficiais competentes e outras.

11/02/15

Cadeia de Custóias: os "conversadores" da solidão



Ver reportagem aqui.

 | Norte
Porto Canal


A cadeia de Custóias em Matosinhos está sobrelotada. Tem 500 reclusos a mais e grande parte não recebe qualquer visita familiar. Há um projecto que vai onde ninguém quer estar. São visitadores, isto é, voluntários que levam conversa a quem está à espera da liberdade.

Ver mais aqui.

Associação de Visitadores de Reclusos: FOSTE VISITAR-ME




www.fostevisitarme.pt

Formação: Saúde e Espiritualidade


09/02/15

Férias para pais com filhos com deficiência: período de inscrição aberto

Férias para pais com filhos com deficiência 
Período de inscrições para este verão está aberto

O Santuário de Fátima continua a oferecer aos pais que têm consigo filhos deficientes uma semana de férias em Fátima. Em 2015, os quatro turnos realizar-se-ão nas seguintes datas:
-         de 30 de julho a 05 de agosto
-         de 08 ­a 14 de agosto
-         de 19 a 25 de agosto
-         de 28 de agosto a 03 de 

Os pais podem optar por ficar com os filhos ou por virem buscá-los no último dia.

O Santuário assume as despesas da alimentação e da dormida com os filhos e com os pais que ficarem e, também, com a respetiva equipa de voluntários.

Os pais que desejarem proceder à inscrição deverão enviar, o quanto antes, o seu nome, o nome do seu filho ou filha e o endereço completo para: 

Secretariado Nacional do Movimento da Mensagem de Fátima
Santuário de Fátima
Apartado 31
2496-908 Fátima
Posteriormente ser-lhes-ão enviados os impressos para preencherem.

Padre Antunes
Serviço de Doentes do Santuário de Fátima
    mmf@fatima.pt  


  





03/12/14

Samaritanos - Associação de Visitadores de Estabelecimentos Prisionais

Entrevista a Joaquim Carrasqueiro, presidente dos Samaritanos

"Vale sempre a pena"

Há mais de vinte anos, começou a frequentar a Prisão Escola de Leiria como voluntário no grupo de acompanhamento religioso. Joaquim Carrasqueiro de Sousa, antigo profissional de seguros, com 65 anos de idade, é natural da Calvaria de Cima e residente na Batalha. Fez licenciatura em Ciências Religiosas na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, onde frequenta atualmente o mestrado em Estudos da Religião. Quando se formaram “Os Samaritanos”, em 1996, foi eleito presidente, cargo que tem desempenhado até hoje.

A prisão é, por norma, um ambiente “pesado”... é fácil trabalhar com os reclusos?
O recluso vê em cada visitador o amigo, o pai, o irmão, a mãe que por vezes não teve. Sabe da nossa proximidade e connosco se abre mais facilmente, na certeza de que o nosso lado não é o do poder instituído. Mas sabe também que somos portadores de uma mensagem de paz, tranquilidade, afetividade, na tentativa de ajuda à reconstrução de uma vida tantas vezes dramaticamente desconstruída. Para quem vai com esta predisposição, torna-se fácil.
Mas há dificuldades...
Por vezes, encontramos alguma dificuldade em chegar até ao recluso, face às situações imprevistas e que as contingências do momento nos apresentam. No entanto, de um modo geral, o acesso é-nos facilitado, existindo da parte da direção do Estabelecimento Prisional a máxima compreensão, apreço e ajuda ao nosso trabalho.
Como está a correr atualmente esse trabalho?
No momento presente, a nossa ação no Estabelecimento Prisional decorre com alguma normalidade, embora um pouco constrangida e até restringida pela inexistência de um espaço onde possamos celebrar a Eucaristia ou outras celebrações com aqueles que o desejem.
Não há uma igreja?
Dadas as reestruturações dos serviços e do espaço, não é viável a utilização da igreja ali existente. Mas tivemos autorização da direção para adaptar uma antiga oficina em capela, cujas obras estão a decorrer e para as quais estamos a angariar algumas ajudas. Quando estiver pronta esta capela, teremos mais condições para em cada semana ou em qualquer outro dia nos reunirmos e celebrarmos a nossa fé em comunidade.
Vale a pena este serviço? Há resultados na mudança de vida dos reclusos?
Cada caso é um caso, mas vale sempre a pena. Muitos jovens ainda hoje fazem eco da ação dos Samaritanos junto deles, nos mais recônditos locais onde se encontram. E temos o conhecimento direto de alguns dos que ficaram por esta região, para não regressarem às mesmas origens e ao ambiente que os levou à prisão, e que são hoje pessoas responsáveis e até algumas comprometidas na Igreja.

Lugar de conversão

Uma das atitudes primordiais e fundamentais da fé é a regeneração, o mesmo é dizer, a conversão. Toda a atitude de perdão e misericórdia que Jesus demonstrou teve como alicerce o desejo de conversão. A expressão "vai e não tornes a pecar" é representativa desta “metanoia” ou conversão que está na base da fé.
Esta premissa é fundamental para percebermos a presença da Igreja nas prisões. O recluso não pode ser visto como um criminoso condenado e definitivamente perdido. A prisão não é apenas local de castigo. Sendo lugar de penitência, é automaticamente lugar de conversão, lugar de regeneração e lugar de mudança.
Acreditar que podemos sempre ser melhores do que fomos é o desafio que me anima neste trabalho. Por isso entendo a fé como uma "nova visão ou novo olhar sobre o mundo e sobre os outros". É essa nova visão que quero ter sobre os reclusos e gostaria de lhes transmitir sobre si próprios e sobre o mundo e os outros.
Este desafio ultrapassa a presença ritualista, sacramental e espiritual. Sinto que o desafio que Deus e a Igreja me pedem é, por isso, mais humano, mais básico, mas não menos exigente.  Estou preparado para o embate de querer as estrelas, mas na realidade não conseguir descolar da terra.
A presença da Igreja, no grupo de “Os Samaritanos”, será sempre momento de alento, esperança e confiança. Sem pretensões proselitistas, daremos o nosso trabalho como bem sucedido sempre que um recluso conseguir vislumbrar o sol que brilha para lá da sua cela escura.
Sinto o peso da grande obra dos meus antecessores, que me habituei a ouvir e a admirar, e sei que será com a sua ajuda e intercessão que poderei fazer alguma coisa. Assim Deus me ajude.
P. Rui Ribeiro, Capelão dos Estabelecimentos Prisionais de Leiria

“Missão entre grades”

Lançaram-me um desafio! Falar-vos do momento mais importante que vivi como voluntária na Prisão Escola de Leiria. Antes de mais, posso dizer-vos que esta missão é um constante desafio, pela sua complexidade e, ao mesmo tempo, simplicidade de sentimentos. Há alguns anos,  convidaram-me para fazer parte da Associação de Visitadores dos Estabelecimentos Prisionais de Leiria. Um pouco receosa, sem saber se tinha perfil e vocação para conseguir ajudar aqueles rapazes, decidi aceitar e, hoje, agradeço por ter dito sim a esse apelo. São tantos os momentos especiais que tenho vivido nesta missão, histórias de vida partilhadas, sorrisos e desabafos...
Já tantas vezes os reclusos me perguntaram: “Porquê? Porque vens cá?”. Confesso-vos que nunca procurei encontrar a “resposta certa”, porque a verdade é que todos precisamos de sentir que alguém está do nosso lado. Cada um tem a sua missão, sinto que a minha também é estar ali. Como tal, nos últimos anos, tenho celebrado parte do dia do meu aniversário na Prisão Escola, junto destes rapazes que me chamam “mana”, porque eles também se tornaram a minha família.
Recordo um dos momentos marcantes, ocorrido há cerca de 4 anos, quando um dos rapazes desprovido de liberdade me disse algo que nunca irei esquecer: “Eu não sei rezar, nunca fui destas coisas, nem sei se acredito, mas vou pedir a Deus por ti. Vais estar um tempo longe de nós e isso vai custar-nos, mas sei que, se rezar, tudo vai correr bem e vou pedir-lhe que depois voltes para junto de nós outra vez”. Sei que ele, como tantos outros, rezaram e rezaram mesmo de coração.
Ouvir palavras simples como “obrigada”, “sem vocês isto era muito mais difícil”, “voltem sempre”... faz-me ter a certeza de que vale a pena sermos do outro, em qualquer lugar do mundo, mesmo que seja uma “missão entre grades”.
Elsa Pedro, voluntária dos Samaritanos
Daqui.