27/09/15

ADAV-Leiria precisa de voluntários


A ADAV-Leiria, instituição que ajuda mulheres grávidas, puérperas e suas famílias, precisa de voluntários.

Contactos:
adav.leiria@gmail.com
963 051 000

Para se fazer voluntário da ADAV-Leiria, preencha este questionário de candidatura.

08/09/15

Morreu a 'senhora solidariedade' aquela que mais promoveu o voluntariado em Portugal


Elza Chambel foi uma das mais ativas voluntárias portuguesas. A Presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado morreu aos 78 anos



Perdeu hoje a batalha contra o cancro. Tinha 78 anos. 



A figura frágil camuflava a energia inesgotável de uma mulher que afirmava não ter a palavra "reforma" no seu dicionário pessoal. Elza Chambel foi uma das principais impulsionadoras do voluntariado em Portugal.

Presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado desde a sua fundação, em 2006, foi também a Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Voluntariado, em 2011. No ano seguinte, o Presidente da República, Cavaco Silva, nomeou-a Comendadora. Informalmente, tinha outro título, o de "senhora solidariedade". 

"Voluntariado é trabalhar para e com o outros", dizia.

Nascida no Rio de Janeiro, passou a infância e a juventude em Trás-os-Montes, o que lhe moldaria o carácter aguerrido. Acabou por se fixar em Santarém para onde foi trabalhar como notária.

Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1960, afirmava-se como "feminista entre aspas" e envolveu-se na luta pela afirmação das mulheres na função pública.

"Na altura, havia um regulamento que dizia que as mulheres não podiam ir além de chefe de secção. Eu aceitaria isso se não me sentisse capaz de exercer o cargo, mas nunca por ser mulher", costumava contar. Elza Chambel acabou por conseguir fazer do estatuto do pessoal da Caixa de Previdência de Santarém um exemplo a nível nacional.

Foi a primeira chefe de divisão em Portugal e chegou a lugares de topo na estrutura da Segurança Social, como diretora distrital de Santarém e da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Em paralelo, sempre se dedicou à promoção do voluntariado. Procurava agitar consciências e dar visibilidade à causa. Ainda no passado dizia numa entrevista que "o voluntariado não pode substituir postos de trabalho".
Considerava-se uma otimista e quem com ela convivia também partilhava da mesma opinião.

Elza Chambel deixa uma filha, duas netas, de 14 e 18 anos, e mais de meio milhão de voluntários em Portugal.

Daqui.

04/09/15

O que posso fazer para ajudar os refugiados? - FAZER VOLUNTARIADO


Muitos portugueses questionam-se sobre o que podem fazer para ajudar. A Renascença preparou um guia prático.


Há várias maneiras de agir, desde abrir a casa ao acolhimento de famílias, fazer uma doação em dinheiro ou bens ou até dar aulas de português para ajudar à integração dos refugiados. A Renascença elaborou um pequeno guia com alguns exemplos do que se pode fazer.


A UNICEF Portugal aceita donativos em dinheiro, tal como a maioria das organizações que já têm larga experiência em trabalhar nestas situações de crise humanitária, como os Médicos Sem Fronteiras, o Serviço Jesuíta aos Refugiados, a Cáritas ou a Cruz Vermelha. 



Faça uma doação

Para a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) pode aceder a este site para fazer um donativo em dinheiro, que a organização explica para onde vai ser canalizado.



Os Médicos Sem Fronteiras têm um site próprio só para donativos. Se quiser especificar para onde quer enviar o seu dinheiro – por exemplo, para o alívio das condições humanitárias nos campos de refugiados em Calais, em França, ou na fronteira da Hungria com a Áustria, pode telefonar para (212) 763-5779 ou enviar um email paradonations@newyork.msf.org.



O Serviço Jesuíta aos Refugiados opera em todo o mundo e dedica-se em Portugal ao acolhimento de refugiados de diversas proveniências. Aceita transferências bancárias para o NIB 0036.0071.99100093831.32 (Montepio). Pode enviar também cheque/vale postal dirigido a JRS-Portugal Serviço Jesuíta aos Refugiados, Rua Rogério de Moura, Lote 59, Alto do Lumiar, 1750-342 Lisboa.



A Cáritas está a trabalhar activamente no terreno com as centenas de migrantes que afluem todos os dias à Europa. Pode enviar o seu donativo aqui.



A Cruz Vermelha Internacional também recebe donativos no site



Faça voluntariado e/ou doação de bens

Alternativamente, pode dedicar algum do seu tempo a ajudar na prática. Pode envolver-se com as associações no terreno, como as acima referidas, ou, em Portugal, pode falar para o Conselho Português para os Refugiados (CPR), cujo objectivo principal é promover uma política de asilo mais humana e liberal, a nível nacional e internacional. É o "parceiro operacional" do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para Portugal. 



O CPR tem dois centros de acolhimento em Portugal e precisa sempre de alimentos não perecíveis. Estão também à procura de voluntários, e neste momento a prioridade vai para professores que ensinem os refugiados a falar em português. 



Além disso, o CPR já recebeu ofertas de mais de 100 famílias portuguesas que se dispuseram a receber refugiados em suas casas. Se quiser inscrever-se para acolher cidadãos sírios, iraquianos, afegãos e por aí fora, pode enviar a sua proposta para geral@cpr.pt.



Um grupo de amigos alemães criou espontaneamente a associação "Refugees Welcome", que se está a tornar numa espécie de "AirBnB para refugiados". Uma rede similar pode chegar a Portugal.



Compre bens específicos para os mais necessitados

A Amazon disponibilizou uma "wishlist" para as pessoas comprarem bens como sapatos e sacos-cama para serem enviados para Calais, onde milhares de pessoas se encontram bloqueadas num campo de refugiados que já recebeu a alcunha de "a Selva" por parte das autoridades francesas e britânicas. 



Pode organizar uma recolha de roupa e alimentos no seu bairro ou local de trabalho e entrar em contacto com organizações como a Cáritas para fazer uma doação em género. 



Assine uma petição

Existem várias petições que querem chamar a atenção dos legisladores para esta crise humanitária sem precedentes. Entre elas, um par de exemplos:



Pode sempre criar a sua própria petição, inscrever-se como voluntário ou simplesmente ajudar a partilhar as notícias que chegam das fronteiras europeias. 



Quase 300 mil migrantes e refugiados chegaram este ano à Europa pelo mar Mediterrâneo, anunciou esta semana a agência da ONU para os refugiados. Estima-se que as chegadas vão continuar a um ritmo de três mil pessoas por dia.
Daqui.
Ver mais aqui.

03/09/15

CONFIAR realiza 2.º painel de impacto de Justiça Restaurativa


Confiar-PF/Portugal iniciará em Setembro, no Estabelecimento Prisional do Linhó, o segundo painel de impacto de Justiça Restaurativa, juntando vítimas e ofensores de crimes idênticos aos sofridos pelas vítimas. A Associação refere que, ao fim de oito sessões, moderadas por dois facilitadores qualificados, o Perdão, a Verdade, a Reconciliação e a consciência  do impacto dos atos cometidos trarão uma redução da reincidência no crime e uma desvitimização progressiva. Mais informações, aqui.

FNVS organiza 7.º Encontro Nacional de Voluntariado em Saúde


A Federação Nacional de Voluntariado em Saúde (FNVS) realiza, no próximo dia 10 de Outubro, a partir das 9 horas, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, o 7.º Encontro Nacional de Voluntariado em Saúde, dedicado ao tema "O Voluntariado promotor de desenvolvimento". Mais informações e inscrições, até 25 de Setembro, aqui.

Congresso Nacional das Coletividades 2015 discute Associativismo e Voluntariado


O Congresso Nacional das Coletividades, Associações e Clubes, que iniciou os seus trabalhos em Abril, encerrará 7 de Novembro no Fórum Lisboa, promovendo a reflexão em torno de quatro áreas temáticas centrais: i) Legislação, Representação Institucional, Poder Local, Associativismo e Sociedade Civil; ii) Dirigentes Associativos, Voluntários e Benévolos; iii) Cultura, Recreio e Desporto; iv) Associativismo na Europa e no Mundo. O resultado dos trabalhos será apresentado sob a forma de recomendações para o movimento associativo e entidades públicas com responsabilidades nestas áreasA temática “Dirigentes Associativos, Voluntários e Benévolos”, que corresponde ao segundo painel de reflexão no Congresso, representa uma realidade de cerca de 425.000 dirigentes voluntários, na sua maioria pertencentes às 9 organizações da Comissão Organizadora. Mais informações, aqui.

Organizações apresentam oportunidades de voluntariado no Mercado do Voluntariado


Encontram-se abertas inscrições para organizações promotoras de voluntariado que pretendam apresentar as suas oportunidades de voluntariado nMercado do Voluntariado assim como workshops sobre temáticas relacionadas com o Voluntariado, que decorrerá nos dias 18 e 19 de Setembro, no mercado de Alcântara, em Lisboa. As inscrições podem ser feitas até 7 de Setembro, preenchendo a ficha de candidatura. Esta é uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Lisboa, Confederação Portuguesa do Voluntariado e Comunidade Vida e Paz, inserida nas comemorações de Lisboa Capital Europeia do Voluntariado 2015. Mais informações, aqui.

Candidaturas abertas para a Capital Europeia do Voluntariado 2016 e 2017

Encontram-se abertas, até dia 21 de Setembro, as candidaturas para as terceira e quarta edições da competição "Capital Europeia do Voluntariado", promovida pelo Centro Europeu do Voluntariado (CEV). As candidaturas podem ser apresentadas por municípios de qualquer dimensão que apoiem a implementação da Agenda Política Europeia para o Voluntariado (PAVE). Esta competição pretende promover o voluntariado ao nível local, reconhecendo os municípios que apoiam e fortalecem parcerias com centros de voluntariado e organizações de voluntariado, e promover o voluntariado e o impacto gerado por voluntários. Mais informações e candidaturas,aqui.

Workshop sobre legislação do Voluntariado

Últimas inscrições para workshop sobre legislação do Voluntariado

Encontram-se abertas inscrições para o segundo workshop dedicado à reflexão "Voluntariado: definição ou definições - um contributo para a afirmação da identidade da CPV", que a CPV se encontra a realizar. Este workshop, denominado "O Voluntariado na Lei: que revisão?”, realiza-se no próximo dia 16 de Setembro, entre as 9h30 e as 13h, no Centro Ismaili de Lisboa. Este segundo momento de reflexão consiste numa análise sobre a legislação portuguesa relativa ao Voluntariado, para a eventual produção de recomendações de revisão a apresentar posteriormente ao ministério de tutela. Mais informações e inscrições através de geral@convoluntariado.pt.

Troféu Português do Voluntariado 2015 com candidaturas abertas


A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) está a promover a 7.ª edição do Troféu Português do Voluntariado. As candidaturas decorrem até 25 de Setembro de 2015 e devem ser apresentadas via e-mail (para geral@convoluntariado.pt), através do envio do formulário de candidatura disponível no site da CPV. Esta iniciativa anual da CPV tem como finalidades homenagear o trabalho dos voluntários e incentivar a prática do voluntariado. Podem candidatar-se voluntários e respetivos projetos de voluntariado apresentados por organizações de voluntariado ou promotoras de voluntariado, legalmente constituídas e sediadas em território nacional. Mais informações, aqui.

26/08/15

Save the Children



Save the Children


Save the Children has led global action on children’s rights for more than 90 years.
  • 1919 Eglantyne Jebb established the Save the Children Fund to feed children facing starvation after the First World War
  • 1924 the League of Nations adopted Eglantyne’s charter on children’s rights
  • 1939–1945 During the Second World War, we worked to safeguard children directly affected by the war. We continue to do this in conflict-affected regions
  • 1977 A number of Save the Children organisations formed an alliance to coordinate campaigning work to improve outcomes for the world’s children, sowing the seeds for Save the Children as a single global movement for children
  • 1989 The United Nations General Assembly adopted the Convention on the Rights of the Child. 194 countries have signed up to this legally binding convention
  • 2004–2009 Save the Children’s largest humanitarian operation, in response to the Indian Ocean tsunami. Our tsunami response programme received funding of US$272 million, largely through generous donations
  • 2009 Save the Children launched EVERY ONE, our largest ever global campaign, to prevent millions of mothers and young children from dying
  • 2012 Our work once again touched the lives of over 125 million children worldwide and directly reached 45 million children.
By 2015 we aim to dramatically reduce child deaths and improve children’s futures. But we need your help.
Join our EVERY ONE campaign, donate to our current appeal or visit your local Save the Children siteto find out how to get involved.

OUR VISION, MISSION AND VALUES

Our vision

A world in which every child attains the right to survival, protection, development and participation.

Our mission

To inspire breakthroughs in the way the world treats children and to achieve immediate and lasting change in their lives.

Our values

Accountability
We take personal responsibility for using our resources efficiently, achieving measurable results, and being accountable to supporters, partners and, most of all, children.

Ambition
We are demanding of ourselves and our colleagues, set high goals and are committed to improving the quality of everything we do for children.

Collaboration
We respect and value each other, thrive on our diversity, and work with partners to leverage our global strength in making a difference for children.

Creativity
We are open to new ideas, embrace change, and take disciplined risks to develop sustainable solutions for and with children.

Integrity
We aspire to live to the highest standards of personal honesty and behaviour; we never compromise our reputation and always act in the best interests of children.




https://www.savethechildren.net/

Daqui.

Tráfico humano na Itália: de 2012 a 2015, cerca de 1.700 vítimas, entre as quais muitos menores e jovens forçadas à prostituição

Chocante também a exploração de crianças em trabalho escravo: egípcios são os mais afetados, segundo o dossiê "Pequenos escravos invisíveis", da Save the Children.

O tráfico e a exploração de crianças e adolescentes na Itália é um fenômeno persistente que afeta principalmente os migrantes. Desde 2012, são 1.679 as vítimas confirmadas do tráfico humano naquele país, e uma proporção significativa delas é composta por menores. De 2013 até 22 de junho de 2015, 130 crianças vítimas do tráfico entraram em programas de proteção. Os principais países de origem são a Nigéria, a Romênia, Marrocos, Gana, Senegal e a Albânia.


Estas são algumas das principais informações do dossiê "Pequenos escravos invisíveis - As crianças vítimas de tráfico e exploração", edição 2015, divulgado pela Save the Children, organização dedicada desde 1919 a salvar crianças e proteger os seus direitos.

"O tráfico e a exploração de crianças e adolescentes é um dos aspectos mais dramáticos da migração. A Itália e a Europa são chamadas a tomar decisões importantes sobre o destino dos muitos migrantes que estão chegando", declara Raffaella Milano, diretora dos programas da Save the Children para a Itália. "Entre eles, centenas de crianças são colocadas em circuitos de exploração feroz. Temos que interceptar, acolher e proteger adequadamente essas crianças, garantindo também a sua escolarização e integração".

O relatório mostra que 300 menores nigerianos chegaram sozinhos à Itália, por mar, só no primeiro semestre de 2015. Grande número deles são meninas e "assumimos que a maioria é vítima de tráfico", diz Raffaela. Elas chegam à Itália passando pelo Níger e Líbia e depois atravessando o Mediterrâneo. Quem lhes promete grandes ganhos, ou sonhos como o de se tornarem modelos, são os chamados “trolleys”, que as acompanham até o país de destino ou organizam a sua passagem de país para país. A exploração começa cedo, já no Níger, onde elas são forçadas à prostituição.

Na Líbia, elas ficam trancadas em casas onde também são forçadas a se prostituir durante meses, antes de partirem para a Itália. Ao chegarem, por via marítima, seu próximo passo é geralmente Nápoles, onde as meninas que ainda não têm destino fixo são “negociadas”. Para as que chegam de avião, o destino é geralmente Turim, onde são entregues a uma exploradora nigeriana local, a “maman”, que a partir de então vai gerir as suas vidas e estabelecer quando e onde elas devem se prostituir para pagar a dívida contraída por sua família para bancar a sua viagem e o seu "trabalho": a dívida em geral varia de 30 mil a 60 mil euros, acorrentando as meninas à prostituição durante 3 a 7 anos em ritmo intenso. As meninas também são obrigadas a pagar o "aluguel" da calçada em que se prostituem: de 100 a 250 euros. Para reforçar o controle psicológico, são usados rituais de vodu que amedrontam e ameaçam as jovens nigerianas. Caso as meninas se rebelem, a “maman” apela ainda para a violência física e psicológica contra elas ou contra o seu namorado e familiares.

"As estratégias aplicadas tornam dificílima a saída dessas jovens do circuito do tráfico", explica Carlotta Bellini, também da Save the Children Itália. "É necessário reforçar a rede de casas seguras, uma das principais ferramentas do nosso sistema de proteção e de assistência às vítimas de tráfico. Temos que garantir lugares sempre disponíveis para responder imediatamente aos pedidos de socorro. Também temos que cortar o tráfico nos países de origem, e, na Itália, combater todo o sistema de exploração, incluindo os clientes. É absolutamente necessária a adoção do Plano Nacional de Ação contra o tráfico de seres humanos para coordenar e planejar todas as intervenções, incluindo fundos específicos para o apoio aos menores que são vítimas do tráfico".

Além das menores nigerianas, são vítimas de exploração sexual na Itália muitas meninas do Leste Europeu, em especial adolescentes de 16 e 17 anos provenientes da Romênia, Albânia, Bulgária e Moldávia. Daquela região, principalmente da Romênia, também são traficadas adolescentes para ser exploradas em furtos e roubos na Itália.

Entre as vítimas de exploração em trabalho semelhante à escravidão há também outros grupos de migrantes, como os egípcios, cujo número vem crescendo. Ao menos 400 chegaram por mar entre junho e agosto deste ano. A pobreza e a falta de oportunidades de emprego são os principais fatores que levam os menores egípcios à Itália. Suas famílias contraem com os traficantes uma dívida de 2 mil a 5 mil euros relativa à viagem: os menores terão de pagá-la com o seu trabalho.

Situações de exploração também são registradas entre menores afegãos desacompanhados: 850 foram identificados na Itália em junho de 2015. Eles cruzam Paquistão, Irã, Turquia, Grécia, países dos Bálcãs e Itália, de onde seguem ou tentam seguir para o norte da Europa. A viagem pode custar de 3 mil a 4 mil euros: para começar a pagar, muitos passam meses trabalhando na Turquia ou na Grécia, sofrendo violência e abusos. Alguns são usados ​pelos traficantes para operar os barcos que os levam da Turquia para a Grécia.

Carlotta Bellini finaliza: "Pedimos que o parlamento aprove rapidamente o projeto de lei 1658, que regulamenta a proteção e o acolhimento dos menores estrangeiros não acompanhados e que prevê medidas especiais de proteção, assistência e abrigo para os menores que são vítimas do tráfico humano".



As jovens vítimas, observa o relatório, são forçadas a se prostituir, mas também exploradas em casamentos precoces e em trabalho semelhante à escravidão, por exemplo.

Alto risco de exploração atinge também os numerosos eritreus menores de idade: 1.600 chegaram à Itália por mar entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2015. Sozinhos, eles tentam chegar principalmente à Suíça, Alemanha, Noruega e Suécia. Em sua maioria, são meninos de 16 ou 17 anos, mas o número de meninas também vem crescendo. Eles fogem da ditadura e do alistamento obrigatório, empreendendo uma viagem longa e cada vez mais arriscada, que custa em média 6 mil euros. No trajeto, que cruza o Sudão e a Líbia ou o Egito, eles são vítimas frequentes de tráfico, exploração e violência. Alguns, entrevistados pela Save the Children, relataram ter ficado presos na Líbia. Em seu trânsito pela Itália, as condições de vida são precárias e marcadas por um forte controle dos traficantes. As meninas sofrem recorrentes abusos sexuais.
Daqui.

22/08/15

Serviço Jesuíta aos Refugiados pede ao Governo que receba mais sírios

Portugal recebeu 165 pedidos de refugiados sírios, ofereceu-se para acolher 23 pessoas e atribuiu 70 bolsas a estudantes sírios.

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) pediu ao Governo que receba mais refugiados sírios em Portugal e emita mais vistos humanitários, lembrando que os países vizinhos da Síria estão a ficar sem capacidade de resposta. 

O presidente do JRS lembra que Portugal já recebeu outros refugiados, como o grupo de estudantes sírios que chegou a Portugal em Março para prosseguir os estudos em universidades portuguesas e politécnicos, no âmbito da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência, iniciativa do ex-Presidente da República Jorge Sampaio. 

“Estas iniciativas são óptimas, mas não chegam perante este drama humanitário”, lembrou André Costa Jorge em declarações à Renascença
Segundo o JRS, o apelo vem na sequência de uma carta aberta endereçada aos altos representantes das instituições da União Europeia, enviada por várias organizações não-governamentais, pedindo que a Europa tenha uma resposta mais eficaz em relação à reinstalação dos refugiados sírios. 
O organismo lembra que está marcada para dia 9 de Dezembro, véspera do Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma reunião em Genebra, na Suíça, onde várias ONG e representantes dos Estados-membros da UE vão discutir a reinstalação e outras formas de admissão dos refugiados sírios. 
O JRS pede ao Governo português que faça compromissos significativos nesta conferência, com o objectivo de admitir e reinstalar mais refugiados no seu território, através da oferta de vagas para reinstalação, de um sistema de quotas ou de acordos "ad hoc". Como argumento, lembra que os países vizinhos da Síria, como a Jordânia ou a Turquia, estão a ficar sem capacidade de resposta e que a guerra naquele país já obrigou à fuga de mais de três milhões de pessoas. Para o Serviço Jesuíta aos Refugiados, as 100 mil vagas pedidas pelo Alto Comissariados das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) como compromisso entre 2015 e 2016 ficam “aquém do expectável”. Portugal recebeu 165 pedidos de refugiados sírios, ofereceu-se para acolher 23 pessoas e atribuiu 70 bolsas a estudantes sírios, mas não fez qualquer contribuição financeira na sequência do apelo das Nações Unidas para ajudar os refugiados deste país.

Daqui.

Sociedade de S. Vicente de Paulo

Desde a simples oferta de «umas achas de lenha» - oferta inicial de Ozanam às famílias que primeiro visitou rm Paris - às ofertas de roupa, livros, medicamentos, ajuda na procura de empregos e internamentos, visitas a lares, hospitais, cadeias, ou à fundação das chamadas «obras especiais» (obras de acção especializada e individualizada, lares de 3ª idade, centros de dia, casas de trabalho, salas de estudo, cantinas, lares para jovens, creches, infantários, jardins de infância, colónias de férias, etc.), a acção vicentina procura ser a resposta oportuna para cada situação de sofrimento ou pobreza que se detecta - resposta mais ou menos imediata, ou de simples encaminhamento das situações mais difíceis para as vias possíveis de resolução, inquietando consciências indiferentes, apesar de responsáveis, mas com possiblidade de resposta às situações de pobreza e sofrimento.
A acção vicentina preocupa-se com a promoção do homem na sociedade através de um sentimento de afecto e respeito pela dignidade de cada pessoa, da oferta de amor, a que todos têm direito, da compreensão e receptividade a uma confidência ou a um desabafo, um conselho com uma palavra amiga, um olhar carinhoso, motivos de fé e de esperança.
Daqui.

http://www.ssvp.pt/

Voluntariado arrecada 166 quilos de alimentos


A equipa do voluntariado de S. Vicente conseguiu arrecadar mais de 160 quilos de produtos alimentares no decorrer do Festival Solidário da Primavera, que teve lugar no passado dia 18 de abril de 2015, no auditório Vita.
A equipa do voluntariado agradece publicamente o esforço e dedicação da Junta de Freguesia de S. Vicente na realização desta importante iniciativa solidária e festiva.
De acordo com fonte da direcção do voluntariado, os bens alimentares doados serão criteriosamente distribuídos pelas famílias carenciadas da freguesia de S. Vicente.
Para Manuela Gonçalves, coordenadora da equipa de voluntariado de S. Vicente, “este gesto de partilha demonstra que as pessoas estão sensíveis com aquelas famílias que passam mais necessidades. Estamos gratos a essas pessoas, à maravilhosa equipa de voluntários e a todo o executivo da Junta de Freguesia de S. Vicente que apostou fortemente nesta vertente social, muito importante nos nossos dias”, salientou.
Daqui.

A arte de ser voluntário… Trabalhar a ajudar!


Trabalham sem receber qualquer tipo de remuneração monetária. Ajudam crianças e famílias a troco de alegrias, carinho, amor… Chamam-lhes voluntárias e fazem do voluntariado a sua arte…  três jovens contam-nos um pouco da sua experiência enquanto voluntárias da ATACA (Associação de Amigos e Tutores da Criança Africana). Foram seis meses e uma missão  em Moçambique que agora partilham connosco e dão-nos a conhecer um pouco daquele “mundo” perdido em África e de quem lá vive…

Ler mais aqui.

2015 State of the World's Volunteerism Report – Transforming Governance

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The State of the World’s Volunteerism Report 2015 is the first global review of the power of volunteer voices to help improve the way people are governed. Drawing on evidence from countries as diverse as Brazil, Kenya, Lebanon and Bangladesh, the UN report shows how ordinary people are volunteering their time, energies and skills to improve the way they are governed and engaged at local, national and global levels. Better governance at every level is a pre-requisite for the success of the new set of targets for future international development, the Sustainable Development Goals, which are due to be agreed at the United Nations in September 2015.

Ver Relatório de Voluntariado 2015 aqui.

Voluntariado nas Nações Unidas


The United Nations Volunteers (UNV) programme is the UN organization that contributes to peace and development through volunteerism worldwide.

Volunteerism is a powerful means of engaging people in tackling development challenges, and it can transform the pace and nature of development. Volunteerism benefits both society at large and the individual volunteer by strengthening trust, solidarity and reciprocity among citizens, and by purposefully creating opportunities for participation.

UNV contributes to peace and development by advocating for recognition of volunteers, working with partners to integrate volunteerism into development programming, and mobilizing an increasing number and diversity of volunteers, including experienced UN Volunteers, throughout the world. UNV embraces volunteerism as universal and inclusive, and recognizes volunteerism in its diversity as well as the values that sustain it: free will, commitment, engagement and solidarity.

Based in Bonn, Germany, UNV is active in around 130 countries every year. UNV, with Field Units in 86 countries, is represented worldwide through the offices of the United Nations Development Programme (UNDP) and reports to the UNDP Executive Board.

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