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11/08/16

Cáritas Diocesana apela a voluntários para “regresso às aulas”


A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima vai associar-se, pelo terceiro ano consecutivo, à Cáritas Portuguesa e à Associação Karingana Wa Karingana para recolher material escolar novo.
Trata-se de uma campanha que visa oferecer conjuntos escolares a crianças de famílias carenciadas da Diocese, no próximo início de ano letivo. Para tal, a ação vai decorrer no fim de semana de 3 e 4 de Setembro e a Cáritas aceita a participação de voluntários que queiram colaborar.
No ano passado, “participaram cerca de 65 voluntários, tendo sido angariadas mais de 20 mil unidades de material escolar, nos dois dias em que decorreu a campanha”, informa a instituição, acrescentando que “este ano queremos voltar proporcionar às nossas crianças um início de ano escolar mais feliz”.
Os interessados poderão contactar os telefones 961483691 e 244823692 ou o email social.caritas.leiria@gmail.com.

Daqui.

16/08/15

Alunos fazem voluntariado nas bibliotecas escolares e dão explicações a colegas


Nas bibliotecas escolares há alunos que fazem voluntariado, ajudam os colegas que têm mais dificuldades nas disciplinas e até conseguem impor silêncio mesmo quando estão perante estudantes mais velhos.

Sentadas atrás da secretária à entrada da biblioteca da Escola Básica Galopim de Carvalho, Raquel e Yara, alunas do 6.º ano, vão registando as requisições de livros e computadores dos colegas e assegurando que as regras da sala são cumpridas.

No ano passado, candidataram-se ao cargo de monitoras, fizeram um curso de formação, estagiaram e foram selecionadas. Agora fazem parte do grupo de 90 alunos monitores (35 são este ano estagiários) que vão garantindo o normal funcionamento do espaço.

“Faço requisições, dou chaves de cacifos para os pertences e faço rondas para saber se está toda a gente a portar-se bem”, resumiu Raquel, que garante querer continuar a fazer estas tarefas.

Quando há distúrbios, os voluntários avançam: “Alguns entram e eu já sei que se vão portar ligeiramente mais mal. Quando se portam mal eu mando calar e, se não me obedecerem, chamo a Dona Teresa ou a professora Fátima”, contou Yara, desdramatizando os casos pontuais de mau comportamento.

Numa escola com 727 alunos, a biblioteca regista mais de três mil entradas por mês, segundo a professora bibliotecária, Fátima Rocha, que mostra orgulhosa a tabuleta de “Lotação Esgotada” que, por vezes, têm de pôr à entrada.

Uma das razões para a elevada afluência prende-se com as mudanças registadas nos últimos anos: as gigantescas estantes de livros trancadas à chave a que só as bibliotecárias tinham acesso deram lugar a móveis de prateleiras baixinhas, acessíveis a todos; agora há também revistas, computadores e tablets, além dos tradicionais livros, e o silêncio deu lugar ao burburinho dos alunos que podem trocar ideias, conversar, ouvir música ou ver um filme.

Esta transformação é o resultado do trabalho desenvolvido pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e pelas obras do programa "Parque Escolar". Agora, muitos destes espaços enchem-se de alunos, como o Francisco que gosta de ler revistas e jogar: "No recreio brinco e nos tempos livres, quando acabam as aulas, venho para aqui", contou à Lusa.
“Acredito que ainda há muita gente que tem a ideia daquele espaço antigo, mas os tempos mudaram e as bibliotecas também”, lembrou Isabel Mendinhos, coordenadora interconcelhia das Bibliotecas Escolares, sublinhando que “já não reina um silêncio absoluto”, porque agora é “um local de aprendizagem onde os alunos colaboram entre si e com os professores”.

Uma das tarefas de alguns voluntários é precisamente ajudar os alunos com mais dificuldades nas aulas, como é o caso de João Natário, do 8.º ano, que aderiu a esse programa da RBE que foi este ano aplicado na sua escola.

“Normalmente costumo ajudar os alunos com mais dificuldades nos TPC e a fazer pesquisas nos computadores”, contou à Lusa o aluno, garantindo que alguns colegas já subiram as notas. “Os outros… já se sabe como é que é”, desabafou.

Isabel Mendinhos falou no sucesso do projeto de explicações interpares que começou no agrupamento de escolas de Mem Martins, onde já se registaram “melhorias nas aprendizagens e nos resultados escolares”.

A escola do Cacém é apenas uma das muitas onde os alunos são monitores, graças ao projeto da RBE, um organismo criado há 19 anos com o objetivo de instalar e desenvolver as bibliotecas nos estabelecimentos de ensino.

Com um orçamento anual de cerca de 400 mil euros, a coordenadora Nacional da RBE, Manuela Pargana da Silva, diz que existem atualmente 2420 bibliotecas ligadas em rede, o que permite trocar experiências e replicar as melhores práticas, como a dos voluntários e das explicações interpares.

João Natário passa as tardes entre os livros e computadores, na biblioteca, e garante estar sempre disponível para os colegas. “Se alguém precisar, pode vir cá pedir ajuda”.

Há crianças a lerem para colegas como gente grande 

Bruna descobriu o prazer da leitura aos 8 anos, quando começou a contar histórias aos meninos do jardim de infância pela mão da professora que decidiu que os seus alunos iriam ler para os mais novos, aderindo a um programa da Rede de Bibliotecas Escolares.

Todas as quartas-feiras, à hora do almoço, os mais pequenos dirigem-se à biblioteca da Escola Básica Gomes Ferreira de Andrade, em Oeiras, para ouvir mais uma história contada pelos “meninos crescidos”.

Os “meninos crescidos” são alunos do 3.º B e têm apenas 8 anos, mas encaram esta missão como gente grande: são eles que escolhem os livros, que distribuem as personagens entre si e que ensaiam a leitura, garante a professora Carla Fernandes.

O que se passa nesta escola de Oeiras repete-se em muitas outras, onde alunos do 3.º e 4.º anos de escolaridade leem em voz alta para os mais novos, que podem ser meninos do jardim de infância ou alunos do 1.º e 2.º anos, graças a um projeto da biblioteca escolar destinado a conquistar os mais pequeninos para a leitura, desenvolver a expressão oral e partilhar palavras e histórias.
É entre os livros que têm em casa, na sala de aula ou na biblioteca escolar que os mais velhos decidem o que querem dar a conhecer aos colegas. “Depois, no recreio ou na sala preparamos as personagens”, contou à Lusa Afonso Lourenço, aluno da sala de Carla Fernandes.
A professora garante que muitos alunos levam os livros para o intervalo, onde “livremente treinam a leitura” para depois terem sucesso na apresentação aos mais pequenos.

“Eu gosto de ouvir os meninos crescidos, porque eles contam bem e nunca têm vergonha”, diz Lara, que esteve atenta durante as três leituras feitas esta quarta-feira na biblioteca da escola.
Com 6 anos, Lara ainda não domina a leitura, mas diz que o pai já a está a ensinar e que consegue “ler” um livro inteiro: “Sei `Os cães não dançam ballet´ mas só com o livro, sem o livro não consigo”, explica.

Matilde Coimbra, aluna do 3.º B, selecionou uma das histórias da semana: “Eu escolhi o Coelhinho Branco porque no 1.º ano já tínhamos lido e gostei.”

A professora, que decidiu avançar com este projeto no âmbito da Rede de Bibliotecas Escolares, garante que os seus alunos “estão praticamente autónomos a fazer este tipo de atividades” e que agora “dão menos erros, fazem melhor os diálogos e são mais imaginativos”.

Porque os livros têm um número limite de personagens, os alunos organizam-se em pequenos grupos e registam-se para conseguir ir ler. “Já tenho inscrições quase até ao fim do ano letivo”, garantiu orgulhosa Carla Fernandes.

Este é um dos muitos projetos da Rede de Bibliotecas Escolares, que pretende estimular o gosto pelos livros e parece estar a resultar. “Antes eu não gostava muito de ler, era um bocado chato, mas agora já comecei a gostar”, desabafou Bruna Roque, que esta semana fez parte do grupo que leu o Coelhinho Branco.

A coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, Manuela Pargana Silva, diz que é nestas idades que “os alunos começam a criar hábitos de procura de biblioteca que vão continuando nos outros níveis etários” e sabe que, por volta do 7.º ano, muitos alunos abandonam essa rotina “porque aparecem outros interesses”.

“Mas depois há um retorno”, garante Manuela Pargana Silva, que não tem dúvidas que esse regresso se consegue cultivando o gosto pela leitura desde cedo.

Daqui.

25/07/14

Escola Voluntária


O Programa Escola Voluntária é um instrumento de atuação no âmbito do voluntariado que visa promover os valores de cidadania e da solidariedade em meio escolar.



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12/07/14

Mais de 80 voluntários dão corpo e alma à EB 2,3 Frei Caetano Brandão


Mais de 80 voluntários participaram ontem no Dia do Voluntariado da EB 2,3 Frei Caetano Brandão. Pais, alunos, funcionários e docentes deram corpo a esta segunda edição que tem como objectivo proceder a intervenções na escola com recurso a ajuda de elementos da comunidade educativa nas férias escolares


Pintura de interiores e exteriores, construção de sofás, trabalhos na horta e decoração de cacifos foram alguns dos trabalhos executados por estes voluntários de várias idades.
Jael participou nesta acção pelo segundo ano consecutivo. Ontem dedicou-se à pintura exterior, nomeadamente das grades que já estavam a pedir uma intervenção. “O ano passado também pintei alguns postes, sofás. Isto de ser voluntário é divertido!”, diz-nos a aluna da Frei Caetano Brandão.



O seu pai, vestiu também a camisola de voluntário pela segunda vez consecutiva. “As escolas precisam do apoio de toda a gente e uma das melhores formas de as ajudarmos é esta. É também uma maneira de envolver quem usufrui com este trabalho, que são os alunos”, diz Paulo Coen.
Já na horta da escola, Catarina, engenheira que colabora no projecto Eco-Escolas da Frei Caetano Brandão, arrancava ervas daninhas junto da plantação de tomates que em breve dará os seus
 frutos. Consigo vários voluntários trabalhavam a terra que exige muita mão de obra nesta altura do ano.



Por sua vez, Fábio e Diogo dedicaram-se à pintura da estrutura externa da escola. Os dois amigos, que transitaram para o 9.º ano de escolaridade optaram pela pintura.

“Esta é uma forma de ajudarmos a que a escola fique como nova. Ajuda-nos também a passar o tempo. Sempre é melhor do que ficar em casa”, diz-nos Fábio Vilaça.



O seu companheiro, Diogo Marques, já não é novo nestas andanças: “o ano passado ajudei a pintar salas e grades. Este ano também optei pela pintura, mas faço o que for necessário”, diz o jovem estudante que desejava a participação de mais alunos neste dia. “Esta escola tem muitos alunos. Se todos contribuíssem um pouco poderíamos fazer as tarefas em muito menos tempo”. prossegue.



Cristina Fertuzinhos, coordenadora deste projecto, que está inserido também no programa ‘Eco-Escolas’ mostrava-se satisfeita com a adesão de tantos voluntários e a forma como estavam a decorre os trabalhos. “Temos alunos com idades bem diferentes, desde os mais pequenos - com 3, 4 anos - até aos mais jovens. Os professores também aderiram, assim como os pais”, diz a docente.

Daqui.

08/06/14

Três agrupamentos de Guimarães ganham ‘Selo Escola Voluntária’


O Agrupamento de Escolas de Abação, de Briteiros e de Virgínia Moura, em Moreira de Cónegos, foram distinguidos com o ‘Selo Escola Voluntária’, um prémio atribuído pelo Ministério da Educação que promove os valores de cidadania e da solidariedade no meio escolar e cuja cerimónia de entrega decorre hoje, numa sessão solene às 15 horas, em Lisboa.

A distinção destina-se a reconhecer o contributo dado pelos estabelecimentos de educação e ensino que, através de projectos educativos, valorizam as actividades de voluntariado, fortalecem o envolvimento da comunidade educativa no projecto da escola e da escola na comunidade, contribuindo para o desenvolvimento de laços sociais dentro e fora dela.

Ver mais aqui.

19/03/14

Escola + VOLUNTÁRIA



Com o objetivo de incentivar o voluntariado em contexto escolar, a Direção Regional da Solidariedade Social, em parceria com a Direção Regional da Educação e com a Direção Regional da Juventude, promove a iniciativa, de caráter anual, “Escola + Voluntária”.

O programa pretende reconhecer e valorizar os projetos que promovam ações de voluntariado em ambiente escolar.

A promoção do voluntariado nos estabelecimentos de ensino da região constitui o caminho para reforçar o papel da escola enquanto espaço para o exercício de uma cidadania ativa e participativa valorizando a construção de relações humanas e de modelos de consolidação de valores.

Podem candidatar-se a este programa todos os estabelecimentos de ensino público e privado com lecionação no 2º Ciclo, 3º ciclo e /ou secundário e escolas profissionais, com projetos já implementados (no máximo há 1 ano letivo), em execução ou em proposta suscetível de implementação (para informação mais detalhada consulte o regulamento​​​ respetivo).
 
Para distinguir o projeto vencedor será atribuído um galardão (bandeira), podendo ainda ser-atribuídas menções Honrosas.
Todas as escolas e jovens participantes serão reconhecidos com um certificado de participação atribuído pela Direção Regional da Solidariedade Social.
                                                                     
Caso os jovens intervenientes nos projetos, dos 15 aos 30 anos, estejam interessados em proceder à certificação de competências em contexto de educação não formal, poderão fazê-lo no âmbito do programa Voluntariado Jovem. Para tal deverão inscrever-se em 
 
As candidaturas ao Programa “Escola +Voluntária” podem ser apresentadas pelas unidades orgânicas, associações de pais e associações de alunos, de 1 de outubro a 25 de novembro de 2013, não existindo limite de candidaturas a submeter por cada estabelecimento de ensino.
Para apoio ou esclarecimento de qualquer dúvida podem contatar a Direção Regional da Solidariedade Social, através do e-mail: escolamaisvoluntaria@azores.gov.pt ou através do telefone nº 295 204 200.

A formalização da candidatura ao Programa é realizada através do preenchimento de formulário próprio disponível no endereço https://docs.google.com/forms/d/1PKTk8owr6Dmaw5EZV-rxKj4wVpI8Dx6sOG2PayEnpfk/viewform ​

NOTA: Caso surjam dificuldades no preenchimento online da ficha de inscrição, pode(m), em alternativa, preenchê-la manualmente e remetê-la via email para escolamaisvoluntaria@azores.gov.pt

Daqui.


25/01/09

Voluntários na Educação (Declaração de Salamanca)

Papel das organizações de voluntários

66. Uma vez que as associações de vo l u n t á rios e as orga n i z a ç õ e s nacionais não gove rnamentais têm mais liberdade de acção e são mais cap a zes de responder de fo rma mais rápida às necessidades detectadas, devem ser apoiadas no desenvolvimento de novas ideias e na div u l gação de respostas inova d o ras, podendo assim rep re s e n t a r um papel criativo e catalizar e ampliar os programas disponíveis na comunidade.

67. As organizações de pessoas com deficiência – isto é, aquelas em que têm o poder de decisão – devem ser convidadas a part i c i p a r a c t ivamente na identificação das necessidades, na determinação de casos pri o ri t á rios, na administração de serviços, na avaliação de resultados e na promoção da mudança.

28/01/08

Service-Learning


What is Service-Learning?


* Service learning is a practice where faculty integrate service into the “text” of the class curriculum.


* It works to bring abstract academia into the real world and students gain hands-on experience and practice being active members of their community.


* Service learning is an opportunity for the university to become a more integrated resource within the community, and to produce graduates with high standards of civic responsibility.


* Through the use of service learning, community based organizations find themselves better able meet the needs of their constituents, as they have access to human and organizational resources through these unique partnerships with the university.


Ver mais aqui.
Ver também aqui (página principal).

23/12/07

Alunos do secundário integram equipa do centro de saúde no apoio a idosos isolados


A Escola Secundária Emídio Garcia assinou um protocolo de colaboração com a Sub-Região de Saúde de Bragança para a integração dos alunos do estabelecimento de ensino no Grupo de Voluntariado do Centro de Saúde de Bragança.


“Trata-se de uma nova experiência de apoio à comunidade, incidindo na área dos idosos, sobretudo os mais isolados e em situação de dependência, localizados em freguesias e aldeias anexas onde não existem ainda redes de apoio social, nomeadamente centros de dia ou serviço de apoio ao domicílio”, explicou Manuela Veloso, assistente social do centro de saúde.


O projecto, de acordo com Manuela Veloso, é importante, dado que nem sempre é fácil a angariação de voluntários na região, e caracteriza-se por um “apoio de proximidade, de visitação, que não se substitui ao apoio dos profissionais, mas que o vem complementar”.


Os alunos do 12º ano, do curso tecnológico de Acção Social, os primeiros a integrar a equipa de voluntariado, vão visitar pessoas idosas isoladas, sempre dentro de um plano de acompanhamento integrado numa equipa multidisciplinar e vão tentar responder às necessidades detectadas, fazer o acompanhamento do idoso, criar redes sociais de apoio e integrá-lo na sua comunidade.


Notícia daqui.

04/10/07

Tribos da Cidadania reúne participantes em Sta. Cruz

O maior movimento de voluntariado jovem do Brasil mostra sua força em Santa Cruz do Sul.

O projeto Tribos nas Trilhas da Cidadania, promovido pela ONG Parceiros Voluntários, reuniu participantes na tarde de ontem no ginásio da Escola Harmonia, no Bairro Harmonia. Promovido em todas as regiões do Rio Grande do Sul, o projeto reúne cerca de 90 mil jovens em 200 escolas. Em Santa Cruz são aproximadamente 1 mil, divididos em 12 tribos. Cada grupo, formado nas escolas, desenvolve ações de voluntariado organizado dentro do colégio, entre três trilhas pré-definidas: meio ambiente, cultura ou educação para a paz. A iniciativa começou em 2003 e, desde lá, consegue o envolvimento de cada vez mais municípios a cada ano. Na região de cobertura da Parceiros Voluntários de Santa Cruz, além da sede, participam Vera Cruz, Herveiras, Vale Verde e Sinimbu. O encontro de ontem, explica a coordenadora da PV, Sheila Boesel, serviu como integração, troca de experiências e apresentação dos trabalhos desenvolvidos por cada tribo. No dia 24, esses e outros grupos das regiões dos vales do Rio Pardo e Taquari se reúnem para um evento maior, em Encruzilhada do Sul. A expectativa é receber 800 jovens.

MULTIPLICADORES

Além de trabalhar com a juventude, a Parceiros realiza a capacitação de professores, que se tornam multiplicadores das ações. Por meio de uma pesquisa que determinou o perfil do jovem, os professores são estimulados a trabalhar em seus grupos temas como liderança, protagonismo juvenil, empreendedorismo e voluntariado organizado. O resultado se mostra em ações que vão além do Tribos nas Trilhas da Cidadania. A professora Loreci Pereira, da Escola Santuário, participa do projeto há cinco anos. Desde lá, percebe uma mudança na maneira como os estudantes passaram a encarar suas responsabilidades, sobretudo em relação ao voluntariado. “Notamos que os alunos desenvolveram liderança e passaram a criar novas iniciativas dentro do colégio.” A estudante Lucília dos Santos, 12 anos, foi uma das sementes do Tribos que já rende frutos. Ela e os colegas, hoje na 5ª série, participam da ação pelo terceiro ano. “Fazemos visitas aos idosos no asilo e na escola conscientizamos os outros alunos de que não pode haver violência. Aproveitamos o recreio para unir todo mundo em brincadeiras que despertam o sentimento de paz.”

Notícia daqui.

12/08/07

Alunos da Unicamp vencem o Prêmio Trote da Cidadania 2007

O projeto "Trote da Cidadania pelo Consumo Consciente", desenvolvido por alunos da Unicamp em parceria com o Instituto Akatu, foi o grande vencedor do Prêmio Trote da Cidadania 2007, campanha da Fundação Educar DPaschoal patrocinada pelos grupos DPaschoal, Banco Real e Pão de Açúcar. A edição de 2007 do prêmio teve mais de 30 trabalhos inscritos, cujas ações foram implantadas no início do ano por universitários de todas as regiões do Brasil. Esses projetos substituíram os trotes humilhantes aplicados nos calouros por ações voluntárias e cidadãs, que beneficiaram as comunidades onde estão localizadas essas instituições de ensino. A cerimônia de premiação foi ontem (08/08), no Sesc Pompéia, em São Paulo, onde foram reconhecidos também os projetos dos alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói (RJ), e da Universidade Salvador, na Bahia. Os estudantes ligados aos três projetos receberam como prêmio o curso “Voluntariado no Espaço Universitário”, que será ministrado entre hoje e amanhã, também em São Paulo. Já o grupo da Unicamp ganhou ainda um notebook, que será usado para equipar o departamento de coordenação do trote cidadão na universidade.
Resumo dos projetos vencedores:Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) O projeto "Trote da Cidadania pelo Consumo Consciente", desenvolvido por alunos da Unicamp em parceria com o Instituto Akatu, ficou em primeiro lugar no Prêmio Trote da Cidadania 2007. "Disputar esse prêmio trouxe uma expectativa muito grande para nós, organizadores do trote. Essa iniciativa da Fundação Educar DPaschoal nos incentiva a melhorar ainda mais o projeto e, agora que ganhamos, acredito que ampliará a adesão de alunos e de parceiros, beneficiando ainda mais a comunidade que ajudamos", diz Andréa Akemi Matsui, aluna do quarto ano de Engenharia Elétrica da Unicamp e coordenadora do projeto Consumo Consciente. Em sua quinta edição, o trote cidadão na universidade inicialmente limitava-se aos calouros recolherem material seletivo e doá-lo a uma cooperativa de reciclagem da cidade. Agora, o projeto cresceu. Durante os quatro dias de trotes, os calouros, monitorados pelos veteranos voluntários, participam de várias atividades. No início deste ano, por exemplo, eles visitaram cooperativas de reciclagem, fizeram campanha nas ruas pela coleta seletiva de lixo, realizaram brincadeiras educativas em instituições infantis e aprenderam a evitar o desperdício de alimentos e materiais nos refeitórios da Unicamp. Também doaram canecas plásticas visando à substituição dos copos descartáveis usados nos refeitórios da Unicamp para incentivar o consumo consciente. As ações aplicadas no início do ano na universidade tiveram uma grande adesão de estudantes. Somente no campus de Campinas (SP), participaram quase 100% dos 39 cursos. Assim, o projeto promoveu, além da integração entre os veteranos e os calouros que chegam à universidade, uma nova visão social aos estudantes, ampliando a consciência ambiental e de voluntariado, que, futuramente, poderá ser multiplicada no mercado de trabalho e junto à comunidade. Universidade Federal Fluminense (UFF) O segundo lugar no Prêmio Trote da Cidadania 2007 ficou para o projeto "Trote Cultural", desenvolvido pelos estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Criado institucionalmente em 2001, o trote cidadão tem como objetivo estimular veteranos a praticar atividades socioculturais para recepcionar os calouros. Entre as ações implantadas em 2007, estavam desde a doação de sangue e arrecadação de alimentos até a limpeza da Praia de Icaraí. A cada ano aumenta o número de adeptos voluntários, entre veteranos e calouros. No primeiro semestre deste ano, a adesão chegou a 50% dos cursos da UFF, englobando um total de 23 faculdades. Os projetos são semestrais, contemplando os alunos que ingressam na universidade também no segundo semestre, e aplicados em março e agosto. No final do ano, em retribuição às ações, a UFF realiza um grande show, que reúne cerca de oito mil estudantes. "Acho essa iniciativa da Fundação Educar DPaschoal ótima, pois o Prêmio Trote da Cidadania cria uma expectativa positiva e incentiva novos alunos a participarem dos projetos", observa Nelma Cezario, coordenadora do Trote Cultural e chefe do setor de marketing da Universidade Federal Fluminense. Universidade Salvador (Unifacs) O terceiro lugar do Prêmio Trote da Cidadania 2007 ficou para o projeto "Educação - Eu Abracei Essa Idéia", desenvolvido pelos alunos da Universidade Salvador (Unifacs), na Bahia. Atrelada a uma das metas do milênio estabelecida pela ONU - Educação básica de qualidade para todos -, a iniciativa quis contribuir para a melhoria do ensino nas comunidades carentes da grande Salvador, arrecadando 1,5 mil cadernos e 2 mil lápis, que foram doados a quatro instituições da cidade. O projeto da Unifacs consiste também em receber bem o novo aluno, para que este não passe por nenhuma situação vexatória ou por trotes agressivos. E todo veterano que integra o trote cidadão é reconhecido pela universidade, que lhe concede um certificado de participação para incrementar seu currículo estudantil. "O concurso da Fundação Educar DPaschoal é uma iniciativa que devia ser seguida por outras lideranças no país, pois incentivaria várias universidades a serem cidadãs. E ser um dos vencedores do prêmio celebra a nossa cidadania na universidade", afirma Genilson Coutinho Pereira, presidente do DCE da Universidade de Salvador e coordenador do projeto "Educação - Eu Abracei Essa Idéia".
Sobre o Trote da Cidadania São muitas as histórias trágicas ligadas a trotes violentos cometidos nas universidades brasileiras. Em 1980, o estudante Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes, morreu vítima de espancamento por resistir ao corte de cabelo dentro do “trem dos estudantes”, que ia da capital ao interior. Em 1999, outro caso ficou marcado na história do trote no Brasil. Edson Tsung Chi Hsueh, calouro do curso de medicina da USP, foi encontrado morto na piscina da Atlética após churrasco de “confraternização” com os veteranos. As causas da morte de Edson não foram apuradas até hoje. Histórias como estas acontecem em universidades de todo o mundo. Por outro lado, ao mesmo tempo em que a barbárie continua acontecendo, cresce o número de trotes sociais, solidários e culturais. E foi a partir de 1999 que a Fundação Educar DPaschoal desenvolveu o 1º Concurso Trote da Cidadania, com o objetivo de premiar a melhor recepção de calouros com ações sociais. Foram inscritos 15 projetos, sendo oito da PUC-Campinas e sete da Unicamp, com a escolha dos melhores projetos baseada nos critérios de articulação de parceiros, visibilidade e mensagem. A Faculdade de Educação Física da PUC-Campinas e a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp foram premiadas com um microcomputador. Desde então, a adesão de universitários a essa campanha não pára de crescer e, ao longo desses anos, a Fundação Educar DPaschoal reconhece os melhores projetos de trote cidadão implantados no Brasil com vários tipos de premiação.
Notícia daqui.

30/06/07

Voluntariado faz Escola Cidadã na Zona Norte (Brasil)

Alunos do curso de Turismo da UnP em parceria com ONG Natal Voluntários promoveram ontem o evento Escola Cidadã, realizado na Escola Municipal Professora Francisca de Oliveira, no bairro Pajuçara. Um dos objetivos dessa iniciativa é inserir o voluntariado na escola, desenvolvendo ações de combate à fome e à miséria. O projeto teve o apoio da Secretaria de Educação e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Essa parceria surgiu também para integrar o objetivo de uma disciplina do curso de Turismo com o programa Universitários do Milênio, coordenado pela ONG Natal Voluntários. Para serem avaliados, os estudantes precisaram realizar uma atividade de conclusão da disciplina Planejamento e organização de eventos e, unindo o útil ao agradável, planejaram a Escola Cidadã.. O diretor do curso de Turismo, Maurício Formiga afirmou que eventos dessa natureza trazem suporte para as disciplinas e fazem com que os alunos participem de ações de inclusão.

A organização do evento acrescentou que não só alunos de Turismo estão envolvidos nesse projeto. Alguns alunos do curso de Música da UFRN e do curso de pedagogia da UnP também fizeram parte do projeto. ‘‘O importante é unir universitários, independentes dos cursos e das entidades de ensino’’, afirmou Kamilla de Medeiros, estudante da UnP.

Entre as atividades desenvolvidas estão oficinas, palestras, apresentações culturais e programação de lazer com quadrilha improvisada e forró pé de serra. Cerca de 300 pessoas passaram pela escola durante as atividades.

Observando o índice de capacitação profissional da comunidade, os organizadores do evento trouxeram o professor Umbelino Junior, que é também supervisor do programa de voluntariado para ministrarr uma palestra sobre como se preparar para entrar no mercado de trabalho. Segundo o professor, o evento Escola Cidadã passou por várias etapas, tendo início com a formação da equipe, conhecimento da comunidade até chegar a essa ação. O diretor da escola do bairro Pajuçara, José Carlos Alves, acredita que essa ação irá aproximar a comunidade, e facilitará parcerias com as entidades apoiadoras. ‘‘Essa integração é fundamental para que os alunos valorizem mais o ambiente de estudo e sintam-se participantes ativos dos projetos’’, concluiu.

Ver notícia aqui.

13/06/07

Trabalho de Área de Projecto sobre Voluntariado

Turma de 12.º ano realiza trabalho de Área de Projecto sobre Voluntariado e Socorrismo.

Ver aqui.

02/06/07

Educar "no" e "para" o Voluntariado

Educar "no" e "para" o Voluntariado devia ser uma das prioridades das Escolas. Algumas já optam por incorporar, nas suas actividades extra-curriculares, actividades de Solidariedade e de Voluntariado:

24/05/07

Selo Escola Solidária 2007

Instituto Faça Parte

O Instituto Faça Parte é uma organização social que tem como missão consolidar a cultura do voluntariado no Brasil, estimulando a participação da juventude como parte ativa da construção de uma nação socialmente mais justa.

O Selo Escola Solidária é o símbolo de um processo de reconhecimento e identificação das escolas de educação básica que priorizam sua articulação com a comunidade por meio de atividades e projetos de voluntariado educativo.


O voluntariado educativo é uma proposta formativa eficaz para dar significado aos conteúdos curriculares e à vivência de valores na prática de atividades sociais planejadas.


Tudo isto sem deslocar a escola de sua principal função - a de promover a aprendizagem curricular formal, preparando o aluno para a vida e para o mundo do trabalho.


O Selo é concedido de dois em dois anos. Em 2003 e 2005, foram certificadas em todos os estados brasileiros mais de 18 mil escolas grandes e pequenas, de educação infantil, ensino fundamental, médio e técnico, das redes municipal, estadual, federal e particular. No Rio Grande do Sul, 824 escolas foram certificadas.


Veja mais aqui.

Educação estimula escolas estaduais a participarem do Selo Escola Solidária

Ações pedagógicas da Secretaria da Educação estiveram na pauta do segundo dia de reunião da direção da secretaria com os coordenadores regionais de Educação.

A fim de estimular a participação das escolas gaúchas no Programa Selo Escola Solidária, a assessora técnica do gabinete da secretaria, Marisa Sari, explicou todos os passos para o processo de inscrição no prêmio, aos representantes das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) O encontro ocorreu nesta quarta-feira (23), no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre.
O Selo Escola Solidária está com as inscrições abertas até quinta-feira (31). Podem participar escolas de educação básica municipais, estaduais e particulares de todo o Brasil, que desenvolvam ações comunitárias por meio de atividades e projetos de voluntariado educativo. Até o final desta semana, todas as CREs recebem um DVD com um vídeo motivando e ensinando como se elabora um projeto de voluntariado, que deve ser repassado aos diretores das escolas.
Em 2005, o Selo, que é concedido a cada dois anos, destacou 824 escolas gaúchas de educação infantil, ensinos fundamental, médio e técnico, das redes pública e privada. Para este ano, além do reconhecimento, que pode ser usado como diferencial junto à comunidade, os relatos selecionados serão divulgados pelo Instituto Faça Parte em todo o Brasil. O Selo Escola Solidária é uma parceria entre Instituto Faça Parte, o Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Unesco.
Para se inscrever basta clicar no banner "Selo Escola Solidária", no site da educação e seguir as orientações. Os dados podem ser enviados por e-mail ou pelo correio.
Ver notícia aqui.

17/05/07

Voluntariado nas escolas: uma experiência para a vida

O movimento do voluntariado no Brasil vem ganhando espaço na sociedade como forma de participação, cada vez mais estruturado e amplo. Não podemos fechar os olhos para o problema à nossa volta, não podemos deixar que sejam maiores que o nosso desejo de cidadania e de qualidade de vida. Por isso é tão importante que se torne parte da nossa cultura e prática de participação e cidadania em todas as idades e classes sociais.

Discutir os problemas sociais, a realidade da comunidade e a participação cidadã nas escolas é fundamental para a formação de novas gerações, mais comprometidas com o desenvolvimento social, mais conscientes do impacto de suas ações no ambiente, mais capazes de tomar decisões éticas, tendo em vista o bem comum.

O trabalho voluntário na escola é uma oportunidade de construir um projeto de vida fazendo a conexão de conteúdos disciplinares de ética e cidadania com as práticas e vivência de voluntariado como acontecimento estrutural. É o meio de promover uma pedagogia que contribua para educar melhor.

Discutir voluntariado na escola propicia ainda a construção de saídas para os desafios que se impõem no espaço escolar, fortalecendo o desenvolvimento pessoal e familiar, as relações interpessoais, a formação básica, tecnológica e, principalmente a construção de uma nova perspectiva para a vida.

Criar oportunidades e espaço de atuação voluntária dos alunos, trazendo para o ambiente escolar uma nova postura de formação ética e cidadã, desperta a criatividade e a iniciativa deles frente aos problemas vivenciados na comunidade e na escola. Levando o jovem a tornar-se sujeito da ação, capaz de assumir responsabilidades e de agir com autonomia e solidariedade.

O voluntariado é empolgante, envolvente, e a consistência das ações depende do conhecimento aprofundado sobre os conceitos, da análise e do reconhecimento da realidade em que se pretende atuar e também da preparação da ação, como planejamento, organização, trabalho em equipe e avaliação dos resultados.

No escopo da prática do voluntariado, o desenvolvimento do projeto busca levar o aluno a compreender o seu papel de cidadão ético e consciente, refletindo sobre os temas que afetam diretamente o seu dia-a-dia na escola e na sociedade.

A escola não deve tornar-se um espaço assistencial, mas promover a solidariedade e o protagonismo como uma pedagogia que contribua para educar melhor. O meio condutor desse processo é realizado por educadores que atuam como facilitadores.

O livre desejo de participação, a decisão individual de doação de trabalho em benefício de uma causa - esta é a mais eficiente forma de expressar a solidariedade.

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