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08/06/14

Voluntariado em África: Eles receberam mais do que tinham para dar

Por dois ou seis meses, eles trocaram de língua, alimentação e temperatura. Escolheram fazer a diferença em Moçambique e São Tomé e a experiência deu-lhes mais do que contavam. Mafalda e Manuel foram voluntários em África em 2013.

Para Mafalda Lencastre, o bichinho de fazer voluntariado em África cresceu desde há vários anos: "perguntavam porquê mas eu não sabia". No verão do ano passado, entre julho e setembro de 2013, participou em Moçambique numa missão do projeto Grão, uma organização religiosa que coopera com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Um semestre. Foi este o espaço de tempo entre o final da licenciatura e o início do mestrado, mas também o necessário para levarem Manuel Trigueiros a decidir concorrer ao programaMOVE. A organização deu-lhe a possibilidade de se deslocar até São Tomé, num projeto que pretende desenvolver o microcrédito, o empreendedorismo e pequenos negócios.
Mafalda acompanhou crianças órfãs com SIDA. Todos os dias acordava por volta das cinco da manhã, rezava com a comunidade e partia de bicicleta para uma nova missão. Com o objetivo de "estimular a língua portuguesa, mas também capacitar as pessoas que estão responsáveis pelas casas para darem continuidade ao projeto", Mafalda garante que o mais importante foi mesmo "começar pelo básico". As frases ficam para uma fase posterior. Ensinou as cores, o vestuário, a família e as divisões da casa - todas as "coisas que servem para comunicar com alguém que só fale português", diz.
O ambiente, que leva muitas vezes a que "as pessoas queiram desistir facilmente quando um negócio não corre bem", tornou-se num dos aspetos mais importantes na missão dos participantes do MOVE. Manuel recorda o espírito "leve-leve, o deixa andar, tranquilo" e garante que a "componente cultural" foi a principal dificuldade para os negócios e o empreendedorismo.
Com missões distintas, Mafalda e Manuel passaram por obstáculos semelhantes. A jovem garante que se pudesse voltaria para lá pela experiência pessoal e pela mais valia que pôde proporcionar à comunidade que a acolheu. Ambos reconhecem que quem parte leva objetivos muito ambiciosos mas, mais do que a vontade em criar novos projetos, é preciso dar continuidade ao trabalho que já foi realizado.
Daqui.

07/06/07

Grão de Voluntariado - Actividades


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Grão de Voluntariado




O Grão é formado por jovens universitários e recém licenciados do Porto, com valores católicos e centrados no voluntariado. Criado em Outubro de 2005, está ligado à Companhia de Jesus, mais precisamente ao Centro de Reflexão e Encontro Universitário Inácio de Loyola (CREU-IL), no Porto.


A sua formação resultou do desejo de criar um grupo ligado aos Jesuítas que tivesse como foco a ajuda humanitária em países menos desenvolvidos.


Respeitando a cultura local, propomo-nos colocar a nossa formação e experiência ao serviço destas comunidades contribuindo para o seu desenvolvimento e, simultaneamente, proporcionando-lhes novas oportunidades e esperança num futuro mais próspero. Foi neste sentido que no ano de 2005/06 se desenvolveram nove meses de formação, trabalho e angariação de fundos que culminaram em dois meses de missão.


Esta decorreu no norte de Moçambique, na Missão de Fonte Boa durante os meses de Agosto e Setembro. O sucesso desta primeira experiência vem reforçar a necessidade de serem desenvolvidas iniciativas deste tipo.


Face a uma experiência tão enriquecedora, o Grão está empenhado em continuar o compromisso assumido de se situar no contexto da ajuda humanitária em África, sendo que já se encontra em fase de formação o segundo grupo que irá em missão em 2007.