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28/06/17

VOLUNTARIADO EM FÉRIAS - "A Fortaleza do Encontro" | SAGRES 29 jul - 4 ago 2017



Quando?
29 julho a 4 de agosto 2017
Início: sábado 29 julho 18h | conclusão: 6ªf 4 agosto almoço

Inscrições?
Abertas até 20 de Julho e podem participar > 18 anos jovens e adultos
(limitadas a 25 participantes de Portugal e França - Atividade bilingue!)

Quanto?
30 E estudantes | 60 E profissionais
|inclui refeições, alojamento/acantonamento, seguro acidentes pessoais. Viagens não incluídas|
O preço nunca é impedimento de participar. A solidariedade existe! contacta-nos.
Banco: Montepio Geral – Conta Cristina Costa Santos Palhavã Nunes
IBAN: PT50.0036.0350.99100004034.40
Enviar comprovativo por email: veraofcm@gmail.com

Como?

Preencher os dados do formulário: https://goo.gl/forms/KnN2vIwYquhcxwML2

Contactos?
cristina
video FCM Sagres: https://youtu.be/WknIvvrqPaA

01/06/17

Europa avança com Corpo de Solidariedade

Comissão Europeia pediu um orçamento de 341 milhões de euros para financiar o projeto, que prevê a criação de 100 mil vagas para jovens que pretendam desenvolver iniciativas de voluntariado



Ver mais aqui.

10/01/17

Serve the city


www.servethecity.pt

Participamos na construção de pontes entre pessoas, instituições e territórios, através de acções de voluntariado, de forma a tornarmos a Cidade mais justa, fraterna e solidária. 

Temos projectos nossos (sempre com parceiros), projectos conjuntos, e projectos de parceiros para os quais contribuímos com voluntários que levam o espírito do serviço à Cidade, do encontro e da mudança. 

Vamos ao encontro de pessoas socialmente fragilizadas, actuando nas temáticas da exclusão, da pessoa sem-abrigo, da pessoa idosa isolada, das crianças e jovens em situações de maior vulnerabilidade, da pessoa imigrante ou refugiada, etc.
 

16/08/15

ESTUDO: Ser voluntário beneficia a vida profissional

Trabalhadores que são, ao mesmo tempo, voluntários sentem um maior equilíbrio na vida profissional.
O tempo não é muito, é um facto. Mas aqui, a vontade é quem mais ordena. Ou seja, casta apenas querer para realizar trabalho voluntário que, de resto, segundo um estudo da Fundação Nacional de Ciência suíça, tem efeitos na vida profissional. E também na saúde dos trabalhadores.
Os estudos existentes incidiam sobretudo sobre os efeitos do trabalho voluntário na vida dos pensionistas. Desta vez, um grupo de investigadores suíços quis perceber de que forma ser voluntário muda a vida de quem tem um emprego. E os 746 questionários recolhidos servem para confirmar que, uma das vantagens, é proporcionar um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Cerca de um terço dos participantes no estudo têm, para além da sua profissão, tarefas enquanto voluntários. E apesar de terem menos tempo para si, estão mais satisfeitos com a vida. O que, segundo os investigadores, comprova como o trabalho voluntário oferece um sentimento de controlo sobre a vida e o tempo. Este sentimento de competência, que se alia à convicção de se estar a fazer algo útil para a comunidade, pode, por sua vez, gerar efeitos positivos sobre a saúde, como a redução de sintomas associados ao stress, assim como proporcionar bem-estar psicológico, emocional e social.
Mas fica o alerta. É que estes efeitos apenas existem quando é sincera a vontade de realizar trabalho voluntário. Em comunicado, Romualdo Ramos, investigador da Universidade de Zurique, explica que «se as pessoas se sentirem pressionadas a ser voluntárias ou se entenderem o voluntariado como uma forma de progredir na carreira é provável que não se verifiquem os efeitos positivos».

Daqui.

13/08/15

Voluntariado e estágios

1.- A questão que se coloca hoje nos chamados “estágios” ou “voluntariado”, é focalizado num trabalho realizado e não pago. Existe por aí uma grande confusão sobre estes conceitos, que levam mesmo a empresas sem trabalhadores, mas com estagiários e voluntários, a quem não se paga. Vejamos alguns exemplos concretos (não se referem aqui o nome das empresas): “… é uma empresa com cinco anos de atividade, que presta serviços de consultoria, formação e arquitetura. Tem parcerias estabelecidas com várias universidades, institutos, câmaras municipais e outras entidades públicas, tanto nacionais como europeias. Está neste momento à procura de um mestre da área de Comunicação e/ou Marketing que aceite trabalhar gratuita e ilegalmente durante 10 meses….”;”…somos exigentes, mas criamos as condições para desenvolvimento de equipas o candidato, não remunerado, tem de possuir muita garra e vontade de vencer» e avisa-se que tem de trazer computador portátil…”; a empresa…lançou esta semana um anúncio destinado a licenciados ou estudantes finalistas das áreas de design, multimédia e comunicação. A pessoa recrutada irá trabalhar gratuitamente durante um período entre três meses e um ano, como estagiário; “ recrutamos um colaborador helpdesk e um programador, recém-licenciados, e ainda de um comercial com experiência, que queiram ser estagiários não remunerados…”; “Cada candidato deve possuir «habilitação académica superior em psicologia (membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses) ou em serviço social». Deve ainda ter disponibilidade para fazer formação ao fim-de-semana e para ser chamado em situações de emergência. É valorizado se tiver experiência profissional e «formação em intervenção psicossocial em crise». Todo o seu trabalho será feito em regime de voluntariado.”; “A … pertence ao Grupo Heineken e é a detentora de marcas como a ……… Fundada em 1934, tem muitos trabalhadores, lucros elevados, e, sobretudo, muita experiência nos negócios. Apesar disso, neste momento, tem a decorrer um processo de recrutamento de um estagiário sem salário.”; “Num anúncio publicado há dias, esta consultora começa por indicar que, «pelo segundo ano consecutivo», está na lista Melhores Empresas para Trabalhar da revista Exame. Em seguida, informa que procura um helpdesk que queira trabalhar sem receber.” A lista seria infindável….
2.- Ora, o estagiário é aquele que trabalha, aprende, por isso é útil para a empresa e a sociedade, mas tem uma contrapartida remunerada, o trabalho é sempre uma fonte de vida, e por isso possui contrapartida. Por sua vez, o voluntário não é aquele que ocupa o lugar de um trabalhador, mas em diversos serviços coloca a sua força e o seu saber adquirido ao serviço de causas, devem ser remunerados, em casos de “desígnio pessoal”, logo que não colida com trabalho expresso e necessário, não remunerado, mas recebendo em troca a refeição, o transporte ou outras. O caso dos reformados é paradigmático, com um saber substantivo podem e devem transmitir a outros, não ser descartáveis ao ponto de esperar pelo dia da “sua morte”.
3.- Tenhamos em consideração que a 30 de Janeiro, o Instituto Nacional de Estatística divulgou dados preocupantes de um inquérito realizado em 2014 sobre rendimentos de 2013: 19,5% da população portuguesa estava em risco de pobreza e a taxa chegava aos 47,8% antes das transferências sociais (pensões, subsídio de desemprego, rendimento de inserção social). Se uns acharam os números desatualizados, outros dizem que foram ocultados milhares de pessoas.
Numa audiência, sábado passado, o Bispo de Roma, Francisco, não teve receios de dizer: “Hoje é uma regra, não digo normal, habitual … mas muitas vezes se vê: “Está procurando um emprego? Venha, venha nesta empresa. ” 11 horas, 10 horas, 600 €. “Você gosta disso? Eu não tenho? Vá para casa. ” O que fazer neste mundo que funciona bem? Porque há uma fila de pessoas à procura de trabalho: se você não gosta, vem aí outro, como ele.” E mais adiante: “Você que é você?” – “Eu sou um engenheiro” – “Ah, que bom, que bom. Quantos anos ele tem? “-” 49 “-” Não, vá embora “. Isso acontece todos os dias.”

4.- A brutalidade que estas fotografias, a par com os injustos “recibos verdes”, são da sociedade em que vivemos “liberalizada”, conduz a uma pantomina nada engraçada, como se o trabalho fosse para enriquecer uns e empobrecer outros. É mister a denúncia num Portugal “católico”, mas desembainhando espadas para “cortar orelhas”. Bom é pensarmos nestas questões, refletir e decisivamente dizer um grande Não!, a esta vergonhosa exploração.

12/07/15

Um país com um milhão de voluntários

Em cada 100 horas de trabalho em Portugal, quatro só acontecem graças a voluntários. São 368,2 milhões de horas num ano, para perceber melhor. Se fosse obra de uma só pessoa, como nunca é, esse super-homem teria de viver 42 mil anos sem fazer mais nada. Um estudo do Instituto Nacional de Estatística calcula que haja mais de um milhão de voluntários no país, cerca de 11,5% da população portuguesa. Dão todo o ano mas lembramo-los este Natal, numa edição que amanhã será dedicada a pessoas como Leonor, que visita idosos de Lisboa pela Associação Mais Proximidade Melhor Vida, ou Joana, que trabalha junto de mulheres que se prostituem na Estrada do Luso.
O estudo do Instituto Nacional Estatística concluiu que o trabalho voluntário em Portugal equivalia, em 2012, a 1% do PIB. A taxa de voluntariado era muito semelhante na população empregada e desempregada mas menor entre os reformados, destacando-se a intervenção dos mais jovens, em particular mulheres e solteiros. Mas se um milhão de voluntários parece muito, não somos campeões nesta área. As maiores taxas de voluntariado registam-se no norte da Europa, em particular na Holanda, onde 57% da população dá um pouco do seu tempo de forma altruísta. O INE explicava em 2013, na divulgação do estudo, que o desfasamento poderia resultar das condições socieconómicas do país, por haver uma correlação entre desenvolvimento económico e voluntariado.
APESAR DE TUDO SOLIDÁRIOS 
Mas apesar da economia ter encolhido nos últimos anos e não havendo dados mais recentes do INE para avaliar o impacto no voluntariado, um estudo divulgado ontem pelo IPAM - The Marketing School mostram uma sociedade em que a maioria tem algum gesto de solidariedade. Sete em cada dez portugueses doam dinheiro para causas solidárias. Se a maioria o faz ao longo de todo o ano, em média quatro vezes, alguns fazem-no mais nesta altura  [Natal]. Cinco euros é a quantia mais frequentemente oferecida, ainda que o valor médio ronde os nove euros.
O EMPURRÃO DA INTERNET 
Se é nos centros comerciais e em campanhas de rua que mais se fazem donativos, nos últimos anos têm surgido ferramentas na internet que facilitam a construção de um país mais solidário. É o caso da Bolsa do Voluntariado, criada em 2005 pela associação Entreajuda. Ontem estavam listados 87 pedidos. O Centro Padre Alves Correia, que trabalha com imigrantes, pede o apoio de um informático e de um enfermeiro ou farmacêutico. O corpo de voluntários da Ordem de Malta recruta acompanhantes de doentes que pretendem assistir à missa na capela do Hospital de S. João mas não têm quem os leve. A Misericórdia de Albufeira pede a ajuda de uma cabeleireira.
As plataformas para troca de géneros também se tornaram mais comuns e o estudo do IPAM revela que o hábito de oferecer bens, novos ou usados, é hoje mais abrangente que os donativos financeiros. Roupa, sapatos e alimentos são as principais ofertas. No site da Entreajuda, é possível colocar bens à disposição. Outra novidade são os leilões solidários em sites como o eSolidar, em que famosos e não só colocam cedem artigos para licitação e entregam as receitas a associações. Este ano, o direito a jantar com Tony Carreira valeu mil euros à delegação de Braga da Cruz Vermelha.
Daqui.

Ser voluntário por amor

O trabalho voluntário dignifica quem o pratica e é gratificante. Apoiar as pessoas, as famílias e a comunidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do seu bem-estar, é algo que está ao alcance de todos nós

Numa sociedade cada vez mais egoísta e voltada exclusivamente para si própria, ainda há valores que devemos enaltecer. Um deles é o trabalho de voluntariado. Há muitas instituições, sobretudo não-governamentais, que congregam apoios muito importantes para as populações, especialmente as mais carenciadas, e que passam essencialmente pelo trabalho gratuito de muitos milhares de pessoas. A comunicação social vai dando eco de algumas, e isso verifica-se essencialmente quando estas efetuam campanhas periódicas, abrangendo os mais diversos setores. Mas há também aquelas que se dedicam a causas mais específicas e com objetivos bem delineados. Neste número estão desde as grandes Organizações Não Governamentais (ONG) que trabalham em Portugal e no estrangeiro, assim como pequenas instituições que exercem um papel primordial nos setores a que se dedicam. Umas e outras são imprescindíveis na sociedade atual.

Mas afinal o que é ser voluntário? É dar, de forma livre, desinteressada e responsável o seu tempo em favor dos indivíduos, famílias e comunidade, isto consoante as suas aptidões, colaborando no desenvolvimento dos objetivos traçados. Trabalhar como voluntário é ter um ideal por bem fazer, que assenta numa relação de solidariedade traduzida em gratuitidade no exercício da atividade, prestando serviços não remunerados em benefício da comunidade. Ser-se voluntário é, também, ter convergência e harmonização com os interesses dos destinatários da ação e com a cultura e os valores das organizações promotoras.

O meu apreço pelo trabalho voluntário já vem de longa data, não porque o tenha exercido permanentemente, apenas tal aconteceu em casos esporádicos e concretos, mas por ter acompanhado o trabalho de uma religiosa (nos anos 60) que se dedicava a visitar os doentes. Depois disso, ao longo da vida, fui tomando contato com instituições e pessoas que se dedicavam ao voluntariado e passei a ser um admirador confesso dessa atividade que, de forma certa, vai contribuindo para um mundo mais justo e solidário. É graças a esse tipo de trabalho que muitas ações da sociedade organizada têm suprido o fraco investimento ou mesmo a sua falta do governo em educação, saúde, lazer e outros sectores. Em Portugal, o exemplo mais antigo e importante é representado pelas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, mas muitos outros se seguiram, especialmente na captação de bens e serviços essenciais para as populações.

Recentemente o jornal i deu ao conhecimento público o trabalho de uma associação (O Companheiro, em Lisboa) que trabalha diariamente com ex-reclusos, reclusos com precárias e ainda alguns condenados a trabalho a favor da comunidade. Esta associação tem banco de roupa, através do qual dão peças a famílias carenciadas, e um refeitório social com cerca de uma centena de refeições diárias e o banco alimentar, em parceria com o Banco Alimentar e Misericórdia de Lisboa. Os alimentos são distribuídos aos ex-reclusos e famílias, e também a agregados familiares dos bairros da Horta Nova e Padre Cruz, em Carnide, na cidade de Lisboa. Tem também a residência que recebe os ex-reclusos e onde os técnicos da associação dispõem de um espaço infocultura, o gabinete de intervenção social, o gabinete de intervenção clínica e psicológica, o gabinete de educação, formação e empregabilidade, e o gabinete de apoio jurídico. Tudo estruturas viradas para a integração dos ex-reclusos. São poucos os voluntários nesta associação e a explicação é dada pelos técnicos que dizem: «De idosos e crianças todos têm pena. De ex-reclusos, nem por isso». Este é apenas um exemplo, mas há tantas instituições a trabalhar que agradeceriam encarecidamente mais voluntários para colaborar em favor da sociedade. Porque esperamos para dar o exemplo?

Daqui.

10/07/15

Ser voluntário

Hoje escrevemos sobre dois assuntos que andam de mão dada na sociedade atual. É verdade que são dois conceitos existentes na vida de milhares de pessoas, mas é igualmente justo acreditar que ainda têm muito para crescer e muito para dar. Afinal, quando falamos de Associativismo e de Voluntariado acreditamos que podemos sempre fazer melhor. 

Associativismo é um termo que utilizamos para designar a apologia na prática de uma associação que tem como objetivo um bem comum a duas ou mais pessoas. É uma forma de encontrarmos pessoas com os mesmos ideais e de juntos defendermos aquilo em que acreditamos. Nos dias que correm existem inúmeras associações, umas mais dinâmicas que outras, sobre os mais diversos temas. Mas existe algo que é comum a todas as associações, algo que lhes dá vida, uma grande palavra que define uma grande missão à qual chamamos voluntariado. 

É do voluntariado que vive uma grande parte do associativismo. É o voluntariado que faz as causas maiores continuarem a existir, mas desengane-se quem pensa que o voluntariado é apenas sinónimo de ação social. Qualquer pessoa pode tornar-se voluntário, desde que faça aquilo a que se propõe de coração aberto e sem receber compensação financeira, com intuito de um lucro. No âmago do voluntariado está a filosofia do dar sem esperar receber, mas ao receber, que seja uma aprendizagem vocacional de auxílio às pessoas ou a obtenção de competências não formais.

Hoje em dia abundam os programas de voluntariado existentes por todas as cidades.

Temosprojetos apresentados a nível internacional, no âmbito da Agência Nacional da Juventude, com o agora reformulado programa ERASMUS+; de âmbito nacional, no portal da juventude.pt, existem os programas como o “Jovem para as florestas” ou o “OTL”.

Existem também projetos locais, mais concretamente em Braga, como a JovemCoop, a ABRA, o Banco Alimentar, as Juntas de Freguesia, entre muitos outros. É, para nós, um grande motivo de felicidade saber que por todo o mundo existem pessoas que dão o seu melhor
por uma causa, mas é com mais orgulho que nos vemos cercados por pessoas assim, pessoas determinadas que lutam por boas causas sem esperar nada de volta. Afinal todos nós temos essa filosofia na JovemCoop. E é por esse motivo que aJovemCoop aproveita esta crónica para agradecer publicamente a todos os seus membros. A todos aqueles que dedicaram alguns minutos da sua vida à nossa causa, o nosso grande OBRIGADO! Afinal uma ajuda extra faz sempre falta e associações como a nossa só ganham voz quando outros se dedicam à sua causa. 


Aqui cabe um agradecimento a um Homem que personificava o voluntariado, por paixão às tarefas de ajudar. Alberto Moreira dava de si, generosamente, para estar no apoio dos mais necessitados. Faleceu na semana passada, numa injusta luta com a doença prolongada. Deixou-nos algo que não tem preço. Além do seu sorriso e boa disposição, deixa-nos a tarefa de nos entregarmos às causas, com energia, para que o nosso tempo seja também o tempo de ajudar os outros.

Frequentemente, comentamos que vivemos numa sociedade pouco altruísta, em que o individualismo se preza mais que o coletivo. É por esse motivo, amigo leitor, que não podemos deixar de o convidar a ganhar alguns minutos do seu tempo dedicando-os a algo maior. Associe-se a uma causa, social ou não, e contribua para a mudança. Podemos dizer-lhe, por experiência própria, que a sensação de missão cumprida é uma das melhores que podemos guardar. Não espere que os outros mudem aquilo com que discorda; não espere que o mundo, a sua cidade ou a sua rua se tornem melhores se não fizer nada por isso. 

A JovemCoop, tal como muitas outras associações, estão de portas abertas a todos os Bracarenses, por isso, e com o devido respeito, deixe-se de desculpas e dedique-se a algo maior. A maior recompensa é o bem de poder ajudar. E se, no final de tudo, já dedica o seu tempo livre a uma associação e já dedica o seu tempo aos outros, ou a uma missão, então sabe que contribui para mudar o mundo. Podem ser passos pequeninos, mas o mundo gira e avança. Parabéns por ser um voluntário!

Daqui.

26/10/14

Não ter medo de servir os outros



Numa altura em que a maior parte dos adolescentes e jovens já se encontra de férias e procura as mais variadas formas de ocupar o tempo livre, por vezes parecem faltar alternativas para essa ocupação... ou pelo menos vontade de as arranjar.

A tendência geral parece apontar mais para o permanecer em casa, para dar um uso mais intenso aos equipamentos tecnológicos, substituindo o contacto e as relações pessoais, com o que isso implica em termos de desumanização da sociedade, para uma utilização do tempo sem grande preocupação de desenvolver uma actividade concreta.

É verdade que os tempos de pausa fazem falta, que a quebra das rotinas e dos ritmos acelerados dos outros meses do ano deve acontecer e fazer-se sentir na vida de cada um. Mas, porque não sair desta situação de conforto e comodismo pessoal e tentar conciliar esta vertente com a ocupação de parte do tempo de cada um em prol dos outros? Para os adolescentes e jovens, em altura de férias escolares, esta é uma boa opção.

E alternativas não faltam... é uma questão de ter vontade de as procurar.

Porque não aproveitar uns dias ou semanas de férias para fazer um pouco de voluntariado, preparando-se devidamente para essa tarefa? Passar um tempo numa instituição que acolhe deficientes, crianças ou idosos, acompanhar crianças numa colónia de férias, deixar o aconchego e conforto do lar preferindo o desconforto de quem passa mais dificuldades, seja no território nacional, seja noutro país. Estas são apenas algumas alternativas possíveis.

Talvez este tipo de vivência acabe por "criar raízes" e leve a pessoa a dedicar algum do seu tempo, durante o resto do ano, àqueles para quem uma palavra amiga ou uns momentos de companhia são algo muito especial e têm um valor incalculável.

Os testemunhos que se vão ouvindo de quem costuma participar neste tipo de actividades revelam normalmente que na vivência destas experiências se recebe muito mais do que aquilo que se dá (e não falámos aqui da questão monetária, até porque essas experiências muitas vezes acabam por comportar uma ou outra despesa...). No final desse período, a pessoa sente-se muito mais rica... enquanto pessoa... do que quando começou essa experiência.

Será que a partilha deste tipo de experiências é suficiente para convencer os mais cépticos? Um primeiro passo, uma primeira experiência, mesmo com alguma renitência inicial, é muito importante.

Neste campo, os pais ou encarregados de educação têm um papel importante, em termos de exemplo e de incentivo, nomeadamente se eles, enquanto adolescentes e jovens, tiverem participado em experiências semelhantes e transmitirem essa experiência aos seus educandos.

Além da questão de ocupar de forma saudável este período em que não existem preocupações escolares, estar ao serviço dos outros é uma oportunidade única e invejável de partilha de valores e ensinamentos e de troca de experiências.

Por isso, é importante não desperdiçar uma oportunidade destas. É importante perder a vergonha e não ter medo de ser diferente de uma maioria comodamente instalada (quem sabe se essa diferença acaba por contagiar mais alguém...).

Trata-se, tão simplesmente, de estar ao serviço dos outros, seguindo o exemplo de Jesus, quando, antes da crucificação, lavou os pés aos discípulos. Trata-se, tão simplesmente, de dizer "sim" ao seu apelo: "Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também" (João 13, 15).

Cláudia Pereira

Daqui. (Sublinhados nossos.)

26/08/14

Juventude

As férias de Verão
Por Inês Garcia

As férias de verão já chegaram há algum tempo, mas para aqueles que agora acabaram a sua formação, chega a parte em que procuram emprego. Para muitos essa será uma luta de muitos meses, para alguns poderá mesmo chegar a um ano ou mais, altura em que param de procurar. Alguns com desejo olham para fora do país, outros param de procurar, desmotivados pela falta de respostas.

Não faltam, se procurarmos, empresas de recursos humanos, páginas e blogs com propostas de emprego e conselhos que prometem ajudar na procura de emprego. Entre esses conselhos poderemos encontrar vários que nos dizem que devemos manter-nos em constante aprendizagem, sempre a acumular novas experiências, novas competências, com cursos, formações, ou voluntariado, por exemplo.

Para os jovens que procuram emprego torna-se difícil conceber uma realidade em que acabada a sua formação, seja ela qual for, têm ainda que pagar por formações complementares. Para muitos é inconcebível pagar por cursos, muitos de nós, jovens, não temos o poder financeiro para fazer novas formações, especialmente no Verão, em que pretendemos levar uma vida descansada, ir à praia, "curtir" com os amigos, ir a festas, etc.

Torna-se ainda mais difícil procurar emprego, mandar currículos para todos os lados, o que se vai tornando cansativo e mesmo infrutífero, porque simplesmente, se não tivermos tirado gestão, economia ou qualquer outra formação nessa área, somos "pouco interessantes" para o mercado de trabalho.

Há estudos que dizem que fazer voluntariado é uma excelente forma de conseguir manter essas competências em constante atualização. Há que ser, necessariamente, inteligente nos projetos a aderir, mas eu, como dirigente associativa, vejo o quão difícil é incentivar os jovens a participar nessas causas, sejam elas qual forem, mesmo quando o que se requer aos jovens é simplesmente aparecer.

O nosso distrito, de Setúbal, é particularmente pobre em tecido associativo. As associações juvenis são inexistentes no concelho de Setúbal e têm uma fraca expressão (pelo menos) em Palmela, são essas as realidades mais próximas que eu conheço. Vejo que o que mexe os jovens são as festas, aquelas com a música bem alta, que não permita aos jovens conversar, em que as competências desenvolvidas são a dança e a conversa fútil.

Não é fácil fazer trabalho de voluntariado, mas vou-vos dar a minha experiência. Aprende-se bastante, trocam-se muitos conhecimentos. Existe um sentimento de partilha, quando estamos envolvidos numa associação, se ela for juvenil, encontraremos pessoas com as quais partilhamos muitos interesses, encontramos pessoas com quem aprendemos.

Aprendemos a "fazer acontecer", emprestamos uns aos outros, ajudamo-nos, e, numa associação juvenil, pelas largas dificuldades que enfrentam, pela falta de apoios, contamos apenas uns com os outros se queremos ver alguma ação ser realizada. Isso melhora as nossas competências sociais, no mínimo, mas também de organização, porque qualquer associação deve obedecer a estatutos definidos, devemos prestar contas aos sócios (os que existem) e temos que lutar por apoios. Por isso acreditem, ganhamos competências.

Podem-me dizer que depois de tirarem um curso querem é trabalhar. Trabalhar de graça não é para ninguém, não estão para isso. Pois bem, eu subscrevo, mas a inércia é o pior que nos pode acontecer. Se derem uma oportunidade a uma associação perto de vocês, se se juntarem a um movimento de voluntariado verão que aprenderão muito mais do que estavam à espera. E talvez com esse enriquecimento no vosso currículo mostrem ao recrutador que são "desenrascados", interessados e auto-suficientes, e vão-se distinguir de todos aqueles que têm uma formação semelhante.

Daqui.

25/07/14

Um em cada oito italianos faz voluntariado

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Estatística Italiano concluiu que existem mais de seis milhões de pessoas a fazer voluntariado na Itália. Uns através de organizações, outros de forma autónoma


O Instituto de Estatística Italiano revelou esta semana que há 6,63 milhões de italianos envolvidos em atividades de voluntariado no país. Segundo o estudo, o primeiro do género em Itália, 4,14 milhões de cidadãos efetuam voluntariado em grupo ou integrados numa organização e os restantes trabalham para a comunidade de forma não organizada, ou nas duas frentes.

Desenvolvida em parceria com as redes de Centros de Serviço para o Voluntariado e com a Fundação Voluntariado e Participação, a pesquisa concluiu que um em cada oito italianos realiza atividades gratuitas em benefício de outras pessoas. O trabalho voluntário é mais difundido no norte do país, em particular no nordeste com 16 por cento. No sul, os níveis de participação rondam os 8,6 por cento.


Daqui.

16/07/14

ATENÇÃO: FRAUDE «Evento com mil voluntários é trabalho não declarado»

O voluntariado em muitos eventos, nomeadamente festivais de música de Verão, é trabalho não declarado, afirma o inspector-geral da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

À margem do lançamento da campanha contra o trabalho não declarado, Pedro Pimenta Braz referiu esse como um dos casos em que as organizações poupam nos custos de trabalho à custa dos voluntários.

“Um evento que possa funcionar com mil voluntários, estamos a falar de trabalho não declarado. Isso para nós é claro como a água e não vale a pena que é graças aos voluntários que conseguem edificar este [projecto] , com certeza, estamos a falar de custos. Pessoas que trabalham, cumprem horário de trabalho e têm obrigações, estamos a falar de trabalho não declarado. O voluntário está tipificado na lei”, explica o inspector-geral da ACT.

Pedro Pimenta Braz refere ainda que esta modalidade do pseudo voluntariado também começa a ser usada na restauração, sobretudo na altura de Verão. Em causa estão os direitos dos trabalhadores, mas também a concorrência desleal, sublinha.

O inspector-geral conta que durante uma acção da ACT pediu a identificação de uma pessoa num restaurante que lhe respondeu que era apenas voluntário e estava a ajudar um amigo, que era o patrão.

“Isso para nós é anedótico. Não seria anedótica se já não tivéssemos apanhado dezenas de casos destes. Se estivermos atentos em restaurantes que estão pertos de praias, abertos só quatro ou cinco meses por ano, isto é um fenómeno assustador”, afirma  Pedro Pimenta Braz.
Além da restauração, outro sector onde os inspectores têm encontrado mais casos de trabalho não declarado é o da agricultura.
A Autoridade para as Condições de Trabalho lançou uma campanha de sensibilização para tentar travar o fenómeno que, segundo alguns estudos, representam cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB).
A acção envolve não apenas os parceiros sociais, mas também o Serviços de Estrangeiros e Fronteiras, o Instituto de Emprego e o Alto Comissariado para as Migrações. A Autoridade Tributária e a Segurança Social ficaram fora.
O Instituto de Segurança Social já reagiu. O gabinete de Mariana Ribeiro Ferreira refere que a ACT não se coordenou com o instituto para este ser parceiro estratégico numa campanha em que teria toda a disponibilidade para colaborar, à semelhança do que já acontece no grupo de trabalho contra a fraude.
Daqui.

12/07/14

PAMPILHOSA DA SERRA – Solidariedade “Amor à camisola”

Está a decorrer em Pampilhosa da Serra a iniciativa “Amor à camisola”, uma ação desenvolvida pelo Projeto TrilhosRur@l_idades-E5G promovido pelo Município pampilhosense e financiado e avaliado pelo Programa Escolhas, que consiste na promoção do voluntariado jovem naquele concelho, e vai ter lugar nos meses de julho e de agosto.

Esta atividade visa essencialmente fomentar a prática de voluntariado junto dos jovens, promovendo uma participação ativa e uma cidadania responsável, solidária e participativa.


Esta é também uma forma dos jovens ocuparem o seu tempo livre de uma forma saudável, de adquirirem rotinas e hábitos de trabalho em equipa.


Atualmente estão inscritos 11 jovens para realizar voluntariado nas várias atividades do projeto, encontrando-se ainda abertas as inscrições para a realização de mais ações de voluntariado.

23/06/14

Joaquim Góis - Presidente da Sociedade Recreativa e Musical da Pedreira

Qual é o maior desafio para uma colectividade nos nossos dias?

Conseguir conciliar o voluntariado com todos os valores que este representa e com as exigências técnicas e de disponibilidade de tempo que a gestão duma colectividade obriga. O voluntariado valioso dos dirigentes associativos deveria ter um melhor enquadramento legal/fiscal, que reconhecesse o importante trabalho social realizado por estes. Seria uma boa medida para permitir que esta “galinha dos ovos de oiro” continuasse pujante e disposta a enfrentar novos desafios.

Ler mais aqui.

13/06/14

O voluntariado escravo recrutado pela Fifa

Caro  leitor, você de bom grado que é, altruísta, caridoso, amigo; toparia trabalhar de graça para uma empresa bilionária? Suponhamos que Bill Gates ou Eike Batista, nosso ainda bilionário brasileiro, o convocasse para ser voluntário em suas empresas. Você aceitaria numa boa? Bem definido que seria um trabalho gracioso, sem vínculo empregatício, sem nenhuma chance de um dia ser contratado por uma dessas empresas privadas. O conceito de voluntariado ou trabalho voluntário é a dedicação de uma pessoa ou grupo em prol de outras pessoas ou entidade com fins estritamente humanitários, que não visa lucros. São bons exemplos a cruz vermelha, os médicos sem fronteiras, os anjos (médicos e para médicos) do asfalto entre outros.
Embutido, portanto, neste sentido está o livre-arbítrio ou espontânea vontade de quem se dispõe a expender os seus esforços em prol de outros. A legislação brasileira disciplina as relações de trabalho. Qualquer trabalho escravo ou análogo a este é vedado pela constituição. Mas, deixemos este tema numa memória de espera, e retomemo-lo ao fim desta matéria.
Falemos de algo que está em proeminência  no momento. Em tempos de copa do mundo a Fifa é um órgão tão repetido como mandatária maior do futebol que todos sabem do seu papel neste esporte. No mundo todo ela é a dona da bola e ninguém tasca. Ela se enquadra naquele batido princípio, se precisar ela prende, ela solta e não tem conversa. Ou faz-se o que ela dita ou nada feito.
Prova maior de sua tirania e intransigência na realização de torneios de futebol  foram suas exigências na construção das chamadas arenas para a Copa Brasil Fifa 2014. Fora a modernização dos aeroportos, vias de acesso para os estádios e outras infraestruturas no chamado padrão Fifa. Ou o país cumpria estas metas ou perdia o direito de sediar o tão cobiçado torneio quadrienal de futebol.
Como tudo exagerado tem efeitos colaterais, no caso da construção dos nababescos estádios (arenas) por imposição da poderosa Fifa, a regra seguiu a risca. Diante de vultosos gastos pelo governo o que se viu foram protestos e mais protestos das pessoas Brasil a fora. Ora bolas , se o país tem bilhões para sediar um torneio de futebol que dura 30 dias, num total de 64 jogos, por que serviços permanentes  tão vitais como saúde, educação, segurança e transporte coletivo estão sucateados e com padrão de terceiro mundo? Boa pergunta e oportuna provocação do povo brasileiro. Afinal nem  só de futebol vive o brasileiro, mas sim de saúde de bom padrão, alimentos à mesa, transporte, educação, segurança etc.
A reivindicação é simples e objetiva: queremos escolas, hospitais e transporte padrão Fifa. Nada mais conseqüente e natural. Se a Fifa impõe e o governo petista de Lula e Dilma faz por que não podemos exigir os mesmos serviços públicos da mesma qualidade? É natural tal exigência da sociedade.
Bem além desta polêmica e contestada questão de tantos gastos na realização da copa Fifa 2014 no Brasil, uma outra questão que a imprensa e autoridades não têm trazido à discussão refere-se ao trabalho dos voluntários para a tão poderosa e bilionária gestora do futebol no planeta. E então eu torno à questão. Se existe alguém ou autoridade que ainda não se pronunciou eu dou o pontapé inicial. Se alguma pessoa já o fez eu me alio a ela e façamos então um protesto sobre esse trabalho que a Fifa recruta, graciosamente, junto a milhares de pessoas que se dispõem a trabalhar sem remuneração  para um órgão privado que fatura bilhões de dólares por ano! Só em 2014, os lucros estimados da Fifa serão de 10 bilhões de reais .
O que é um voluntariado? Como definido pela própria ONU, é um trabalho de altruísmo, de filantropia ou solidariedade, voltado a atender às necessidade de pessoas carentes, doentes, ou sob qualquer risco; trabalho este sem remuneração ou vínculo empregatício, por puro espírito cívico e vocação voltada ao bem de nosso próximo e semelhante.
Pergunto eu; que necessidade tem a Fifa de recrutar  filantropia e solidariedade de outras pessoas? Aliás, é oportuna uma segunda pergunta: a nossa poderosa e intransigente gestora e legisladora do futebol tem algum trabalho de filantropia e benefício social no mundo? Se o tem que nos mostre, porque já seria um lado virtuoso de seus dirigentes. A mim me parece que, os milhares de voluntários que a entidade “alicia” para um trabalho não pago, são atraídos como um engodo e como exploração análoga a serviço escravo. Com que justificativa a entidade recruta tanta gente para um trabalho não remunerado? Nesta copa 2014, são 15 mil voluntários , entre brasileiros e estrangeiros.
Todo esse pessoal do voluntariado Fifa deveria ser nos moldes de um trabalho temporário, como ocorre por exemplo em outras empresas, em passagem de natal e ano novo. Para esses trabalhos temporários, nossas autoridades e leis não são nada brandas. Que seja um emprego por 15 ou 30 dias, exige-se legalização, remuneração justo e recolhimento de impostos .
Por que as leis e a justiça têm que ser lenientes e tolerantes com um órgão privado como a Fifa que fatura bilhões com o futebol? Com a palavra o governo de Lula/Dilma e as autoridades trabalhistas do Brasil. O que pensam nossos ministros do TST e OIT ( organização internacional do trabalho ) ?        
(João Joaquim, médico, cronista do DM - joaomedicina.ufg@gmail.com)
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08/06/14

Ponto de Vista: Voluntariado

O voluntariado sempre teve papel fundamental na sociedade. A sua importância aumenta na proporção do crescimento das dificuldades do país e por consequência, dos seus cidadãos, mormente das camadas mais frágeis. Os que praticam voluntariado, e felizmente, são cada vez mais, fazem-no com espírito de missão, por solidariedade e conforto interior, e sem qualquer outro interesse ou motivação. Por esta via, dão imenso à sociedade. 
Os exemplos são múltiplos, começando pelos bombeiros, hospitais, passando pelas IPSS e terminando nas vulgares mas igualmente importantes, coletividades de cultura, desporto e recreio. São centenas de milhar de pessoas, envolvidas nestes projetos de interesse coletivo, sem as quais o país não seria o mesmo e seria certamente pior.
Como disse antes e repito, ninguém faz voluntariado, procurando mais do que o conforto interior. Não obstante, penso que o estado devia dar alguns sinais mais evidentes sobre a importância do voluntariado.
Quantos voluntários não sofreram acidentes, ou contraíram doenças, mercê do desempenho de atividades voluntárias? E quantos não tiveram que suportar os custos inerentes a esses acidentes e a essas doenças?
Crie-se um seguro de grupo, ou outra qualquer solução técnica, que permita minimizar os problemas inerentes a situações análogas às anteriormente referidas.
O trabalho voluntário merece que a sociedade dê mais alguns sinais, que aqueles que têm acontecido.
Fica aqui a sugestão.
(texto publicado na edição de 3 de abril de 2014)
António Lucas, presidente da Assembleia Municipal da Batalha 
Daqui.