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06/08/17

Quatro jovens em Missão de voluntariado

São quatro, são jovens, são da Trofa e preparam-se para uma missão de voluntariado de um mês no Uganda.
No mês de agosto, quatro jovens trofenses, integrados no grupo de voluntariado dos Missionários da Consolata de Águas Santas, vão partir em missão num grupo de 14 elementos da zona Norte de Portugal para abraçar o projeto de reabilitação do orfanato “Daughters of Charity home”, em Kampala, capital do Uganda. Mais de 50 crianças deficientes da cidade de Kampala são acolhidas neste orfanato, que pertence à Congregação das Irmãs “Filhas da Caridade”. Algumas destas crianças são órfãs e outras foram abandonadas pelos próprios pais. As irmãs trabalham para a formação e instrução ao nível básico, preparando-as para a inclusão na comunidade, logo que atinjam a idade adulta. Contudo, muitos destes jovens adultos continuam a viver no orfanato visto que, na maioria dos casos, os próprios e as suas famílias não possuem capacidades para assumir uma qualidade de vida digna. Deste modo, o orfanato acolhe cerca de 66 pessoas portadoras de deficiência, numa sociedade que as discrimina e as considera um “estorvo” ou uma aberração. De facto, esta foi a realidade que mais chocou os jovens trofenses e que mais os motivou para a preparação deste projeto.
Este orfanato apresenta carências ao nível das infraestruturas e das condições de higiene e saúde. A Congregação considera que a reconstrução das instalações, nomeadamente dos dormitórios e das salas de recreação, é a necessidade mais urgente. Assim, este foi o desafio que os Missionários da Consolata lançaram aos jovens que, de imediato, foi aceite com um grande “sim”.
A missão começou já em novembro passado com os encontros de formação e com as atividades de angariação de fundos para que consigam alcançar os objetivos propostos. Esta angariação de fundos tem como objetivo a compra de materiais de construção, no Uganda, uma vez que é dispendioso e alfandegariamente complicado o transporte a partir de Portugal. Os voluntários pagam as próprias viagens e as vacinas, mas precisam da ajuda de todos para concretizar esta Missão.
A Congregação católica das Irmãs “Filhas da Caridade”, à qual pertence o orfanato, foi fundada em 1971 pela Irmã Rose Muyinza com o propósito de dar resposta às necessidades básicas do elevado número de crianças rejeitadas e abandonadas pelos próprios pais, por serem portadoras de deficiência. Esta Congregação acolhe, cuida e capacita estas crianças tendo em vista a reintegração na comunidade a que pertencem. Esta Congregação funciona, também, como agente modificador da sociedade que discrimina, sendo exemplo, para todos aqueles, incluindo as suas famílias, que duvidam do seu potencial humano, descorando os seus valores e os seus direitos fundamentais. Assim, os programas de formação familiar que a Congregação promove já sensibilizaram algumas comunidades a aceitar e a cuidar da criança portadora de deficiência, contribuindo para a diminuição do número de crianças rejeitadas e abandonadas.
O Uganda, situado no leste de África, tem 34 milhões de habitantes e destes 83,9 por cento são cristãos. As línguas oficiais são o inglês e o suaíli. Os voluntários, cada vez mais ansiosos, partem dia 1 de agosto e agradecem a colaboração de toda a comunidade trofense. Podem continuar a apoiar e a acompanhar esta aventura missionária através da página de facebook: Children of U – Voluntariado Missionário Uganda.


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«Tenho vontade de ajudar mais os outros»

Jovens de vários pontos do mundo, ligados aos Missionários da Consolata, estão em Portugal, onde já peregrinaram até Fátima. Ainda por fazer estão ações de voluntariado em bairros sociais. O encontro é uma ocasião para aprofundar a Mensagem de Fátima

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21/07/17

VOLUNTARIADO MISSIONÁRIO



1403 portugueses vão dedicar-se a ações de voluntariado missionário em 2017. O número justifica um olhar atento na mais recente edição do Semanário ECCLESIA, que analisa os dados estatísticos da Rede de Voluntariado Missionário coordenada pela FEC – Fundação Fé e Cooperação.

Além dos testemunhos na primeira pessoa, o dossier apresenta vários projetos em Portugal e no estrangeiro, que envolvem dioceses e institutos religiosos numa dinâmica que dá um protagonismo renovado aos leigos e, em particular, aos jovens católicos.

19/04/17

Casal de leigos dedica três anos às missões

Voluntários vão frequentar uma ação de formação para estudo da língua portuguesa e só depois partem para Nova Mambone, onde está previsto ficarem pelo menos três anos


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09/02/17

Voluntárias contam experiências missionárias

Estiveram em missão na Costa de Marfim, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Agora vão estar no Consolata Museu para contarem como foi o contacto com com mais pobres, as dificuldades sentidas e os momentos felizes que viveram



Quatro missionárias vão revelar as suas «experiências pessoais sobre a missão, as realidades encontradas, as dificuldades, os resultados e as suas perspetivas sobre o que deve ser a missão hoje», no próximo dia 15 de fevereiro, a partir das 21h00, no Consolata Museu, em Fátima.

Ao longo da noite, os visitantes poderão escutar a médica Maria João Lopes, que passou pela Costa de Marfim e que agora se prepara para partir em missão para a Guiné-Bissau, mas também a educadora de infância Joana Peixoto, que esteve a fazer voluntariado em Moçambique. A estas voluntárias dos Missionários da Consolata juntam-se Helena Reis e Ana Aleixo, ambas professoras do Centro de Estudos de Fátima (CEF), que estiveram em São Tomé e Príncipe, através das Missões Claretianas.

Estes testemunhos serão dados «na terceira sala da exposição permanente do museu, dedicada exclusivamente ao mundo missionário e ao caminho do Evangelho através dos cinco continentes», informam os responsáveis pelo espaço museológico dos Missionários da Consolata, em comunicado.

O relato das histórias de missão terá início após a «degustação de chá e biscoitos», uma característica da iniciativa em que esta atividade de insere – o «Chá com Arte». O evento é organizado pelos responsáveis do Consolata Museu | Arte Sacra e Etnologia e pela sua liga de amigos. Esta edição vai decorrer sob o tema «Voluntariado Missionário».

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27/01/17

Voluntariado: Envio de leiga missionária para Angola


Na paróquia de Santa Catarina, Caldas da Rainha (Lisboa), vai realizar-se, este sábado, o envio missionário de Susana Querido, membro do grupo missionário Ondjoyetu da Diocese de Leiria-Fátima, para Angola.
A leiga missionária que tem 33 anos e é professora de Educação Moral e Religiosa Católica parte, dia 07 de fevereiro, para Sumbe, (Angola) volvidos cerca de 13 anos, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.
Em 2004, Susana Querido fez parte do projeto ASA (Ação Solidária com Angola), que decorreu de 2000 a 2006 e se concretizou na geminação das dioceses de Leiria-Fátima e do Sumbe, refere.
Caldas da Rainha, 25 jan 2017 (Ecclesia) 
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20/12/16


Têm mais de 55 anos, estão reformados, mas têm demasiada vida e habilitações para pararem. Histórias de quem aproveita a velhice para fazer voluntariado em África.

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29/10/16

Voluntariado: Pastoral Universitária de Braga apresenta projetos para novo ano letivo


Propostas contemplam o apoio a criança com dificuldades educativas e mulheres com deficiência mental

“A Pastoral Universitária convida os universitários e pós-universitários a participarem nas ações de voluntariado, com um apelo ao sentimento de solidariedade de cada estudante, bem como ao seu compromisso para com o melhoramento da sociedade em que se inserem”

Sobre os projetos, será apresentado o programa “Mais Horizonte”, desenvolvido a partir de “uma parceria com a Escola Básica de Gualtar” e que pretende contribuir para alargar os horizontes de “crianças com dificuldade de aprendizagem e insucesso escolar”.
Destaque ainda para um outro novo projeto, desta vez ligado ao “apoio e acompanhamento de mulheres portadoras de doença mental”, na Casa de Saúde do Bom Jesus.
O terceiro projeto é o programa “Semente”, este a nível internacional e que vai na sua quarta edição. Aqui o que se pede é um voluntariado “de curta duração, em países em vias de desenvolvimento e com expressão portuguesa”.
A Pastoral Universitária de Braga espera que esta iniciativa contribua para dar aos voluntários envolvidos “vivências humanas e sociais” que lhes permitam “confrontar-se com a sua condição de vida, a sua responsabilidade junto dos mais desfavorecidos e a sua consciência cristã”.
As inscrições para os dois primeiros projetos já estão abertas na respetiva página da organização.
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23/10/16

Voluntários universitários

Alunos universitários de Braga vão ter a oportunidade de participar num encontro de apresentação de propostas de voluntariado em Portugal e no estrangeiro


O projeto `Sementes´ é de curta duração e decorre em países em vias de desenvolvimento e com expressão portuguesa

Ver mais aqui.

08/09/16

Voluntariado: Projeto «Coração na Guiné-Bissau» promoveu «desenvolvimento multicultural e profissional»


O projeto de voluntariado missionário ‘Coração na Guiné-Bissau’ envolveu sete voluntárias que tinham como objetivo “o desenvolvimento multicultural e profissional” com o povo do país lusófono e da experiência ficou “a responsabilidade, o compromisso” e “o amor”.
“Facultar o desenvolvimento multicultural e profissional entre os voluntários missionários e o povo guineense” foi o principal objetivo de ‘Coração na Guiné-Bissau’, explica a responsável pela comunicação do projeto.
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22/08/15

A arte de ser voluntário… Trabalhar a ajudar!


Trabalham sem receber qualquer tipo de remuneração monetária. Ajudam crianças e famílias a troco de alegrias, carinho, amor… Chamam-lhes voluntárias e fazem do voluntariado a sua arte…  três jovens contam-nos um pouco da sua experiência enquanto voluntárias da ATACA (Associação de Amigos e Tutores da Criança Africana). Foram seis meses e uma missão  em Moçambique que agora partilham connosco e dão-nos a conhecer um pouco daquele “mundo” perdido em África e de quem lá vive…

Ler mais aqui.

13/08/15

Missão da diocese de Leiria-Fátima: Fez-se luz nas montanhas do Gungo

A 26 de janeiro de 2015, fez-se luz nas montanhas do Gungo, no local da acção missionária do grupo Ondjoyetu da Diocese de Leiria-Fátima.
Esta valência tornou-se num dia histórico para os missionários que desenvolvem a missão na Diocese do Sumbe, Angola, mas também para as comunidades que são ajudadas pelo grupo missionário em atividade naquelas terras africanas.
No mundo ocidental, é um acto banal ligar um interruptor de uma lâmpada, de um qualquer electrodoméstico ou máquina industrial. Em Angola, existem muitas regiões em que a luz é feita apenas pela fogueira ou pela vela da noite, vivendo aqueles povos como os nossos antepassados o faziam há 50-60 anos atrás.
Mesmo assim não se pense que o fornecimento da energia no complexo do grupo Ondjoyetu foi feito pelo Estado angolano. A equipa missionária teve a necessidade de encontrar uma solução em Portugal, através de painéis solares. Para tornar real este projecto, o grupo missionário contou com a ajuda do Pe. José Alves, de Carlos Cruz e da paróquia de Porto de Mós. Depois de adquiridos, os equipamentos fizeram milhares de quilómetros por alto mar, num navio que levava um contentor de uma empresa leiriense. Chegados a Luanda, os painéis foram deslocados para as montanhas do Gungo por um trajecto de estradas em terra batida e floresta densa. Este sistema veio dispensar o gerador, dando luz a todos os que se esforçam por tornar mais felizes as populações daquela região de Angola.
Na missão está actualmente o padre Vitor Mira e, em visita temporária, o padre David Nogueira, sacerdotes que lideram a obra ali desenvolvida há cerca de 15 anos.
Entretanto, esteve em Portugal, nesta semana, o bispo da diocese do Sumbe, D. Luzizila Kiala, que se encontrou com D. António Marto e esteve na paróquia de Urqueira. Naquela paróquia encontra-se o Pe. Segunda Julieta, da diocese do Sumbe, geminada com a de Leiria-Fátima. O bispo do Sumbe contactou ainda com o grupo Ondjoyetu, estreitando os laços de amizade com os que já estiveram em missão no Gungo e com todos aqueles que se preparam para partirem para lá num futuro próximo.

25/07/15

Voluntariado: 900 portugueses envolvidos em projetos de voluntariado

276 pessoas preparam-se para partir em missão e 624 voluntários ficam em Portugal

A Fundação Fé e Cooperação dinamiza a Rede de Voluntariado Missionário, composta por 61 entidades, que este ano mobiliza 900 portugueses que concretizam projetos em diferentes áreas de ação e realidades, depois de um programa de formação comum.

“Constatamos uma diminuição em relação ao ano anterior do número de pessoas que parte em missão ad gentes. As razões podem ser variadas, mas uma delas prende-se com o facto de não termos os dados de todas as 61 entidades que integram a rede de voluntariado”, explica Catarina António, da Fundação Fé e Cooperação (FEC).
Na mais recente edição do Semanário digital ECCLESIA, a gestora de projetos comenta que a diminuição de candidatos pode estar relacionada com o “momento” que o país atravessa.
“Chega a ser cliché falar da crise económica, mas a verdade é que para partir é preciso meios financeiros. Os voluntários pagam as viagens e nem todos têm a capacidade de largar o que têm e investir num projeto ad gentes”, desenvolve.
Dos 900 portugueses que estão envolvidos em ações missionárias este ano, 276 preparam-se para partir em missão e 624 voluntários vão participar em projeto em Portugal, com 44 entidades.
“São essencialmente atividades de animação sociocultural, trabalho pastoral, junto de jovens e crianças, também imigrantes e idosos” através de uma ação mais continuada, semanalmente, mensalmente.
Deste número a “grande maioria” são estudantes, entre os 18 e os 30 anos, outros aproveitam as férias e há ainda casos de quem deixe o emprego para partir em missão: “Registamos oito casos este ano em projeto de curta ou longa duração.”
Catarina António não sabe se existem garantias que estes voluntários missionários vão recuperar o posto de trabalho quando regressarem mas destaca a entrega “à missão e a Deus”, vão na “crença de que é uma experiência gratuita e que Deus providenciará”.
Os países de destino são maioritariamente de língua e expressão portuguesa, como Moçambique, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Brasil e Guiné-Bissau mas em 2015 a FEC registou a partida de voluntários para a Bolívia e Perú.
“Vão-se descobrindo novas necessidades, são projetos que estão em curso onde os voluntários se integram. Há um levantamento prévio que as organizações fazem e consoante as necessidades os voluntários são canalizados para essas atividades nessas missões”, revela a gestora de projetos da Fundação Fé e Cooperação.
Segundo a entrevistada, as áreas de ação no terreno são “essencialmente” a educação e a formação, há ainda muito trabalho pastoral e “cada vez mais” existe a disponibilidade de pessoas da “área da saúde”.
Quando partem os voluntários missionários inserem-se em projetos que já estão em curso porque “não faz sentido” que um projeto de 15 dia ou um mês seja “gerado um novo sem ser integrado numa realidade”.
“São voluntários que vão integrados em grupos específicos que têm contacto com a realidade e que fazem o projeto tendo em conta as realidades locais”.
A responsável, pela sua experiência pessoal, revela ainda que “concorda em pleno” com o “chavão” que os missionários recebem “muito mais” do que deram e voltam “transformados”.
“Isso é transversal ao longo dos anos que a Rede acompanha esta realidade. Transformado não se limita a uma dimensão de uma nova experiência que teve, volta transformado no seu dia-a-dia nos gestos e momentos”, conta Catarina António, que depois de um projeto de curta duração em Moçambique foi com a Juventude Hospitaleira para Timor-Leste, durante dois anos, e um para o Brasil.
Daqui.

18/07/15

Voluntariado desperta paixões


Cinco voluntários leigos partem este mês para ajudar nas missões da Consolata, em África. Todos têm percursos diferentes, mas um objectivo comum: ajudar quem precisa

João e Catarina Seia conheceram-se num campo de voluntariado, casaram e vão partir em missão por um ano. Tânia sonhava ser voluntária no exterior e, por coincidência, vai para a terra onde o avô foi militar no tempo da guerra colonial. Maura e Tiago sempre ambicionaram por uma experiência que os tornasse próximos de quem mais precisa e também se preparam para seguir para África. Para todos, 2015 será o ano da mudança.

Quando em 2012 Catarina e João Seia partiram para uma missão de voluntariado em Marrocos, por uma semana, estavam longe de imaginar como as suas vidas iam mudar. Cruzaram-se no hospital de campanha que prestava assistência a crianças e adultos, trocaram olhares cúmplices, partilharam conversas e sonhos e nunca mais se largaram. «Regressámos de coração cheio», recorda Catarina, 25 anos, licenciada em Terapia da Fala. Cheio e apaixonado. 

Além do namoro, que se iniciou pouco depois, ambos saíram do Norte de África com a sensação de que tinham «feito pouco» e que se estavam a enganar a eles e às pessoas a quem pretendiam ajudar. Este sentimento, esta vontade de fazer mais, levou-os de novo a Marrocos, em 2014, meses antes de casarem, em agosto. Na celebração, ficou a saber-se que ambos pretendiam partir em missão para um país africano. Apesar de João ser um homem discreto e preferir manter o ‘segredo’ no ambiente familiar, o sacerdote que presidiu ao casamento não resistiu e revelou a boa nova também aos convidados. 

A 20 de janeiro, o casal viaja para Moçambique, onde é esperado na missão do Guiúa, para um ano de trabalho voluntário. O objetivo é prestarem apoio no centro de saúde, nas escolas, na biblioteca e na sala de informática, mas a disponibilidade para ajudar no mais que for preciso é total. «Vamos muito disponíveis e abertos a novas ideias e a projetos aliciantes», diz João, 35 anos, profissional de fisioterapia e educação física. Catarina acrescenta também a intenção espiritual: «Como católicos, a Palavra diz-nos diariamente que temos que nos amar uns aos outros, mas fazê-lo de coração. Por isso, tentaremos aproximar-nos de Deus e dar resposta ao que nos pede». 

Contrariamente ao que a maioria das pessoas ambiciona – ter um emprego estável e acesso a um conjunto alargado de bens materiais – o casal, residente em Lisboa, está mais preocupado em aprender com os que «pouco ou nada têm, mas que são felizes». Daí, estar disposto a disponibilizar boa parte da sua bagagem para levar material didático ou médico, em vez de vestuário. Como objeto de proteção, vão fazer-se acompanhar de um crucifixo que João guarda desde a sua primeira comunhão.

Cultura do encontro 
Seguindo esta tendência para os encontros, uma feliz coincidência vai permitir a Tânia Reis, 25 anos, encontrar-se com o passado. Não o seu, mas o do seu avô, um dos muitos combatentes na guerra colonial, na Guiné-Bissau. Quando chegar a Empada para cumprir um ano de voluntariado na missão das Irmãs Missionárias da Consolata, em equipa com Maura Carolino, vai cruzar-se com os vestígios da presença militar portuguesa, bem visível ainda em alguns edifícios abandonados e numa fonte construída pelas tropas lusas para banhos e abastecimento de água. 

Rececionista no Seminário dos Missionários da Consolata, em Fátima, a jovem habituou-se a ouvir as histórias contadas pelos consagrados em trânsito e achou que era chegado o momento de partir também. «É importante sairmos de nós próprios e irmos ao encontro do outro, viver outras realidades e culturas». A seu lado, de sorriso rasgado, Maura, 35 anos, licenciada em serviço social, acena com a cabeça em sinal de aprovação e acrescenta: «Nesta sociedade tornamo-nos tão egoístas e estamos sempre a queixar-nos de tudo que precisamos de contactar com outra cultura, onde falta tanta coisa. Não vamos impor nada, mas tentar estar como um deles». 

As duas amigas encontraram-se no grupo de leigos missionários da Consolata e estão mais unidas do que nunca, desde que souberam que iam partir para a tabanca (designação local para vila) de Empada, por um ano. Vão preparadas para apoiar o centro nutricional, a pastoral juvenil e partilhar conhecimentos na área da informática. Mas, tal como João e Catarina, manifestam-se disponíveis para responder a outras «necessidades locais». «O ideal era deixarmos algo que depois pudesse ter continuidade», ressalva Maura Carolino.

«Bichinho» missionário 
Continuidade é o que José Tiago Dinis procura ao partir para a missão do Ubungo, na Tanzânia. Em 2009, teve a oportunidade de participar num campo de voluntariado no país, gostou tanto, que decidiu voltar. Mas agora por três anos. «Trabalhei, tive um bom emprego, mas manteve-se este bichinho de querer ajudar. Mesmo estando bem financeiramente, não me sentia realizado», conta o jovem de Águas Santas (Maia), 25 anos, especializado em informática. 

Quando comunicou a viagem à família, provocou um choque geral, em especial na mãe que «receia muito os perigos, os animais e as doenças». Mas à medida que a hora da partida se vai aproximando, a estupefação tem dado lugar ao encorajamento. E «Zétê», como é tratado pelos amigos, não esconde a ansiedade por poder voltar a experienciar uma forma de vida que tanto o marcou na primeira ida à Tanzânia. «Vi um povo que não tinha nada, mas que no meio desse nada mostrava uma alegria e um dom da dádiva fantásticos. Costumo dizer que vamos lá com o intuito de ajudar, mas saímos mais ajudados do que aquilo que ajudamos». 

Preparado para promover cursos de informática em todo o país, o ex-seminarista espera «crescer» intelectualmente com o projeto e desligar-se «do banalismo da sociedade atual». Este contacto com outras culturas e realidades, «acaba por nos consciencializar que não é tão fácil abrir uma torneira ou ter água em casa. Ou seja, faz-nos dar mais valor às coisas simples», acrescenta Tiago Dinis, que conta encontrar nas dificuldades do dia a dia «uma boa fonte de motivação». Resumindo, e pegando nas palavras de João Seia, para estes cinco missionários leigos, «este é o caminho».

 20/01/2015
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10/07/15

Cumpre a tua missão, faz voluntariado


Os Leigos (LMC), os Missionários (IMC) e as Missionárias da Consolata (MC), promovem através da adGENTES (ONGD) projetos de voluntariado para jovens e adultos, em Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau, Brasil, Quénia, Tanzânia e Costa do Marfim. 

Os projetos de curta duração (1 mês) são propostos a jovens entre os 18 e os 25 anos e dão preferência a missões em Portugal e em países de língua oficial portuguesa. 

Os projetos de longa duração (1 ano) estão orientados para jovens e adultos entre os 21 e os 40 anos, exigindo-se habilitações académicas e/ou profissionais. Neste caso, o leque de países é mais alargado, consoante as necessidades das missões e o conhecimento da língua por parte dos voluntários. 

O processo formativo de preparação para a partida tem a duração de um ano, durante o qual se tratam temas relacionados com a missão e com os projetos missionários em causa. Esta formação inclui encontros de formação humana e pessoal e formação específica para envio de voluntários, em parceria com o IMC e com as MC. 

Para mais informações, contactar:

adGENTES - Associação dos Leigos Missionários da Consolata 
Av. Cidade de Lisboa - Quinta do Castelo 
Cacém 2735 - 206 Cacém Portugal 

geral@adgentes.org.pt 

Telf 214260510 

Tm 960143023 


27/05/15

Projeto de Voluntariado Internacional – Missão Timor


Na sequência de uma nova fundação em Timor – Zumalai, o Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, em Portugal, está a organizar este ano um Projeto de Voluntariado Internacional - Missão Timor.
Na sua base está o ideário de desenvolver “a consciência da interligação e interdependência da humanidade e de toda a criação, potenciando o trabalho em rede na promoção da solidariedade e da esperança como formas alternativas de globalização”, tal como as recomendações dos capítulos geral e provincial de 2013: “alargar a compreensão e apreço pelo mundo plural, partilhar a experiência cultural e religiosa de outros, abrir a mente e o coração a uma nova consciência global” e promover “atitudes de proximidade, inclusão, mutualidade, (…) parcerias dinâmicas de colaboração”.
Em fidelidade ao carisma e espírito de fé e de zelo do Instituto, a Missão Timor terá como lema “Para que todos tenham Vida”, decorrendo entre os dias 26 de julho a 21 de agosto, em três focos apostólicos: na Escola de Ossu e no Orfanato Óscar Ruas, ambos na diocese de Baucau, e na Comunidade das Irmãs IRSCM em Zumalai, na diocese de Maliana.
Contará com a participação de professores e alunos dos Colégios de Lisboa e do Porto e de um grupo de voluntários da paróquia da Boavista, no Porto, bem como a presença de Helena Anacleto, professora de Ciências Naturais do Colégio do Sagrado Coração de Maria de Fátima, cuja comunidade educativa se tem mobilizado na concretização das iniciativas dinamizadas neste âmbito. Foi o caso de uma campanha que juntou cerca de 330 livros infantis usados, de 4 a 12 de maio, de uma outra campanha de venda de “t-shirts”, ainda a decorrer, e na festa de final de ano, que refletiu o tema “Ao Encontro de Ti e do Mundo”, com referência à presença do IRSCM no mundo e, em particular, nesta comunidade fundada em Timor, em 2012.
Nas palavras de Helena Anacleto, “colaborar nesta missão é a concretização de um sonho que trago no coração desde pequenina; é poder testemunhar, com alegria e motivação, a dimensão de serviço e de fé cristã”. Numa nota enviada ao PRESENTE, a professora conclui: “Com este gesto de amor ao próximo, quero deixar o meu contributo, ainda que modesto, para a transformação deste mundo, num mundo mais generoso e solidário”.
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12/10/14

Paróquia em festa com envio missionário


Os paroquianos de Vilamar, concelho de Cantanhede, uniram-se aos missionários da Consolata para celebrar o envio de Filipa Santos e Tânia Paiva, em missão de voluntariado, para a Costa do Marfim


A paróquia de Vilamar, no concelho de Cantanhede, uniu-se o fim de semana passado para celebrar o envio missionário de Filipa Santos e Tânia Paiva, que partem para a Costa do Marfim no próximo domingo, 12 de outubro, para uma missão de voluntariado em Marandalla.

O programa iniciou-se com um testemunho do padre João Nascimento, missionário da Consolata, que trabalha há vários anos na Costa do Marfim. No domingo, 5 de outubro, realizou-se a missa de envio, presidida pelo missionário Álvaro Pacheco, recém-chegado da Coreia do Sul. A celebração foi animada por um grupo de jovens do Porto.

Filipa e Tânia são primas e interessaram-se pela missão depois de lerem o testemunho de uma voluntária na revista FÁTIMA MISSIONÁRIA. Ambas sentiram vontade de também experimentar o voluntariado em terras africanas, contactaram os Missionários da Consolata em Portugal, e depois de um período de preparação, estão a postos para abraçar esta nova aventura missionária.

«Sempre sonhei ir como voluntária para um país distante, ajudar quem mais precisa e ser útil aos demais e graças a Deus através dos Missionários da Consolata posso realizar esse sonho» , relatou emocionada Filipa Santos, que sempre esteve ligada à catequese na sua paróquia.

Tânia Paiva pediu a rescisão de contrato no estabelecimento comercial do Porto onde trabalhava para poder ir como voluntária para a Costa do Marfim. «Vou com o coração aberto para aprender a conviver com uma cultura diferente e ajudar naquilo que puder», disse a jovem.


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Ensaio geral solidário em Lisboa


A compra do bilhete para o ensaio geral do espetáculo «Tempestades» vai reverter para a ATACA - Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana

Assistir ao ensaio geral do espetáculo «Tempestades», no próximo dia 16 de outubro, às 21h00, no Teatro Camões, em Lisboa, será uma forma de apoiar a ATACA – Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana, através da compra do bilhete para o evento. O espetáculo será apresentado pela Companhia Nacional de Bailado.

«Com coreografia de Rui Lopes Graça e conceção musical de Pedro Carneiro, ‘Tempestades’ é um espetáculo inspirado no movimento alemão Sturm und Drang’ (Tempestade e Ímpeto) nascido nas décadas de sessenta e setenta do século XVIII, que se impunha à racionalidade do Iluminismo e as rígidas regras do neoclassicismo francês, exaltando tempestades de irracionalidade e emoções selvagens», explicam os responsáveis pelo evento, em comunicado.

ATACA é uma Organização Não Governamental que apoia quase 300 crianças moçambicanas, que vivem em «condições de pobreza extrema» garantindo, através do programa de apadrinhamento, a melhoria das condições básicas de vida destas crianças e das suas famílias por meio da alimentação, saúde, educação e vestuário.

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