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26/08/15

Save the Children



Save the Children


Save the Children has led global action on children’s rights for more than 90 years.
  • 1919 Eglantyne Jebb established the Save the Children Fund to feed children facing starvation after the First World War
  • 1924 the League of Nations adopted Eglantyne’s charter on children’s rights
  • 1939–1945 During the Second World War, we worked to safeguard children directly affected by the war. We continue to do this in conflict-affected regions
  • 1977 A number of Save the Children organisations formed an alliance to coordinate campaigning work to improve outcomes for the world’s children, sowing the seeds for Save the Children as a single global movement for children
  • 1989 The United Nations General Assembly adopted the Convention on the Rights of the Child. 194 countries have signed up to this legally binding convention
  • 2004–2009 Save the Children’s largest humanitarian operation, in response to the Indian Ocean tsunami. Our tsunami response programme received funding of US$272 million, largely through generous donations
  • 2009 Save the Children launched EVERY ONE, our largest ever global campaign, to prevent millions of mothers and young children from dying
  • 2012 Our work once again touched the lives of over 125 million children worldwide and directly reached 45 million children.
By 2015 we aim to dramatically reduce child deaths and improve children’s futures. But we need your help.
Join our EVERY ONE campaign, donate to our current appeal or visit your local Save the Children siteto find out how to get involved.

OUR VISION, MISSION AND VALUES

Our vision

A world in which every child attains the right to survival, protection, development and participation.

Our mission

To inspire breakthroughs in the way the world treats children and to achieve immediate and lasting change in their lives.

Our values

Accountability
We take personal responsibility for using our resources efficiently, achieving measurable results, and being accountable to supporters, partners and, most of all, children.

Ambition
We are demanding of ourselves and our colleagues, set high goals and are committed to improving the quality of everything we do for children.

Collaboration
We respect and value each other, thrive on our diversity, and work with partners to leverage our global strength in making a difference for children.

Creativity
We are open to new ideas, embrace change, and take disciplined risks to develop sustainable solutions for and with children.

Integrity
We aspire to live to the highest standards of personal honesty and behaviour; we never compromise our reputation and always act in the best interests of children.




https://www.savethechildren.net/

Daqui.

Tráfico humano na Itália: de 2012 a 2015, cerca de 1.700 vítimas, entre as quais muitos menores e jovens forçadas à prostituição

Chocante também a exploração de crianças em trabalho escravo: egípcios são os mais afetados, segundo o dossiê "Pequenos escravos invisíveis", da Save the Children.

O tráfico e a exploração de crianças e adolescentes na Itália é um fenômeno persistente que afeta principalmente os migrantes. Desde 2012, são 1.679 as vítimas confirmadas do tráfico humano naquele país, e uma proporção significativa delas é composta por menores. De 2013 até 22 de junho de 2015, 130 crianças vítimas do tráfico entraram em programas de proteção. Os principais países de origem são a Nigéria, a Romênia, Marrocos, Gana, Senegal e a Albânia.


Estas são algumas das principais informações do dossiê "Pequenos escravos invisíveis - As crianças vítimas de tráfico e exploração", edição 2015, divulgado pela Save the Children, organização dedicada desde 1919 a salvar crianças e proteger os seus direitos.

"O tráfico e a exploração de crianças e adolescentes é um dos aspectos mais dramáticos da migração. A Itália e a Europa são chamadas a tomar decisões importantes sobre o destino dos muitos migrantes que estão chegando", declara Raffaella Milano, diretora dos programas da Save the Children para a Itália. "Entre eles, centenas de crianças são colocadas em circuitos de exploração feroz. Temos que interceptar, acolher e proteger adequadamente essas crianças, garantindo também a sua escolarização e integração".

O relatório mostra que 300 menores nigerianos chegaram sozinhos à Itália, por mar, só no primeiro semestre de 2015. Grande número deles são meninas e "assumimos que a maioria é vítima de tráfico", diz Raffaela. Elas chegam à Itália passando pelo Níger e Líbia e depois atravessando o Mediterrâneo. Quem lhes promete grandes ganhos, ou sonhos como o de se tornarem modelos, são os chamados “trolleys”, que as acompanham até o país de destino ou organizam a sua passagem de país para país. A exploração começa cedo, já no Níger, onde elas são forçadas à prostituição.

Na Líbia, elas ficam trancadas em casas onde também são forçadas a se prostituir durante meses, antes de partirem para a Itália. Ao chegarem, por via marítima, seu próximo passo é geralmente Nápoles, onde as meninas que ainda não têm destino fixo são “negociadas”. Para as que chegam de avião, o destino é geralmente Turim, onde são entregues a uma exploradora nigeriana local, a “maman”, que a partir de então vai gerir as suas vidas e estabelecer quando e onde elas devem se prostituir para pagar a dívida contraída por sua família para bancar a sua viagem e o seu "trabalho": a dívida em geral varia de 30 mil a 60 mil euros, acorrentando as meninas à prostituição durante 3 a 7 anos em ritmo intenso. As meninas também são obrigadas a pagar o "aluguel" da calçada em que se prostituem: de 100 a 250 euros. Para reforçar o controle psicológico, são usados rituais de vodu que amedrontam e ameaçam as jovens nigerianas. Caso as meninas se rebelem, a “maman” apela ainda para a violência física e psicológica contra elas ou contra o seu namorado e familiares.

"As estratégias aplicadas tornam dificílima a saída dessas jovens do circuito do tráfico", explica Carlotta Bellini, também da Save the Children Itália. "É necessário reforçar a rede de casas seguras, uma das principais ferramentas do nosso sistema de proteção e de assistência às vítimas de tráfico. Temos que garantir lugares sempre disponíveis para responder imediatamente aos pedidos de socorro. Também temos que cortar o tráfico nos países de origem, e, na Itália, combater todo o sistema de exploração, incluindo os clientes. É absolutamente necessária a adoção do Plano Nacional de Ação contra o tráfico de seres humanos para coordenar e planejar todas as intervenções, incluindo fundos específicos para o apoio aos menores que são vítimas do tráfico".

Além das menores nigerianas, são vítimas de exploração sexual na Itália muitas meninas do Leste Europeu, em especial adolescentes de 16 e 17 anos provenientes da Romênia, Albânia, Bulgária e Moldávia. Daquela região, principalmente da Romênia, também são traficadas adolescentes para ser exploradas em furtos e roubos na Itália.

Entre as vítimas de exploração em trabalho semelhante à escravidão há também outros grupos de migrantes, como os egípcios, cujo número vem crescendo. Ao menos 400 chegaram por mar entre junho e agosto deste ano. A pobreza e a falta de oportunidades de emprego são os principais fatores que levam os menores egípcios à Itália. Suas famílias contraem com os traficantes uma dívida de 2 mil a 5 mil euros relativa à viagem: os menores terão de pagá-la com o seu trabalho.

Situações de exploração também são registradas entre menores afegãos desacompanhados: 850 foram identificados na Itália em junho de 2015. Eles cruzam Paquistão, Irã, Turquia, Grécia, países dos Bálcãs e Itália, de onde seguem ou tentam seguir para o norte da Europa. A viagem pode custar de 3 mil a 4 mil euros: para começar a pagar, muitos passam meses trabalhando na Turquia ou na Grécia, sofrendo violência e abusos. Alguns são usados ​pelos traficantes para operar os barcos que os levam da Turquia para a Grécia.

Carlotta Bellini finaliza: "Pedimos que o parlamento aprove rapidamente o projeto de lei 1658, que regulamenta a proteção e o acolhimento dos menores estrangeiros não acompanhados e que prevê medidas especiais de proteção, assistência e abrigo para os menores que são vítimas do tráfico humano".



As jovens vítimas, observa o relatório, são forçadas a se prostituir, mas também exploradas em casamentos precoces e em trabalho semelhante à escravidão, por exemplo.

Alto risco de exploração atinge também os numerosos eritreus menores de idade: 1.600 chegaram à Itália por mar entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2015. Sozinhos, eles tentam chegar principalmente à Suíça, Alemanha, Noruega e Suécia. Em sua maioria, são meninos de 16 ou 17 anos, mas o número de meninas também vem crescendo. Eles fogem da ditadura e do alistamento obrigatório, empreendendo uma viagem longa e cada vez mais arriscada, que custa em média 6 mil euros. No trajeto, que cruza o Sudão e a Líbia ou o Egito, eles são vítimas frequentes de tráfico, exploração e violência. Alguns, entrevistados pela Save the Children, relataram ter ficado presos na Líbia. Em seu trânsito pela Itália, as condições de vida são precárias e marcadas por um forte controle dos traficantes. As meninas sofrem recorrentes abusos sexuais.
Daqui.