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19/10/13

Liga Portuguesa Contra o Cancro discute os caminhos e desafios do voluntariado em oncologia


“Juntos venceremos o cancro” é o lema do 44º Encontro de Voluntariado Comunitário, a decorrer dia 21 de setembro, sábado, das 9h30 às 17h15, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria, no âmbito do V Encontro de Voluntariado em Oncologia, uma iniciativa do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC-LPCC).

A necessária profissionalização dos voluntários, no quadro de uma formação sólida e abrangente, será uma das questões transversais a todos os momentos deste encontro. Os organizadores pretendem discutir com o público a importância dos aspectos formativos como um dos novos desafios impostos ao voluntariado em oncologia. Atividade que tem subjacente princípios humanistas e valores éticos, a partir dos quais o voluntário orienta a sua conduta, o voluntariado em oncologia centra a sua missão na preocupação com o bem-estar da comunidade e do doente.

No decorrer do encontro, profissionais do NRC-LPCC abordarão diversas temáticas relacionadas com o voluntariado e com a enorme relevância da prática nas atividades desempenhadas pela Liga Portuguesa Contra o Cancro. Entre os temas das várias intervenções estão os princípios e práticas do voluntariado em oncologia, o trabalho da LPCC na promoção de vertentes de apoio ao doente oncológico e à família. Haverá também momento para debater os desafios na angariação de fundos, as origens e destinos dos fundos angariados.

Na parte da tarde, em sessões paralelas, os participantes poderão debater as funções, regulamentos e o papel dos voluntários em três tipos de voluntariado contemplados pela LPCC: voluntariado comunitário, voluntariado hospitalar e o Movimento Vencer e Viver, que visa apoiar todas as mulheres, familiares e amigos desde o momento em que o cancro da mama é diagnosticado.

O encerramento do 44º Encontro de Voluntariado Comunitário/V Encontro de Voluntariado em Oncologia será feito pelo presidente do NRC-LPCC, Carlos Freire de Oliveira, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

V Encontro do Voluntariado em Oncologia da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Centro

44º Encontro do Voluntariado Comunitário “Juntos Venceremos o Cancro”

Data: 21 de setembro de 2013
Local: Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria

PROGRAMA
09h30 Abertura do secretariado
10h00 A Liga Portuguesa Contra o Cancro: vertentes de apoio ao doente oncológico e à família
Natália Amaral, Dr.ª
Secretária da Direção da Liga Portuguesa Contra o Cancro. NRC
10h30h O voluntariado em oncologia: princípios e papéis.
Sónia Silva, Dr.ª
Responsável da Unidade de Voluntariado da Liga Portuguesa Contra o Cancro. NRC
11h00 Intervalo para café
11h30 Angariação de fundos: origem e destino dos fundos angariados
Miguel Pina, Dr. Coordenador Executivo da Liga Portuguesa Contra o Cancro. NRC
12h15 Entrega de insígnias de antiguidade aos voluntários da Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Centro
Natália Amaral, Dr.ª
Secretária da Direção da Liga Portuguesa Contra o Cancro. NRC
Sónia Silva, Dr.ª Responsável da Unidade de Voluntariado da Liga Portuguesa Contra o Cancro. NRC
12h45 Almoço
14h30 Sessões paralelas
Voluntariado Comunitário
Regulamento do Voluntariado Comunitário; Novos projetos do Voluntariado Comunitário: Ligar à Comunidade; Procura-se Voluntários.
O papel do voluntário na referenciação de doentes oncológicos para apoio social
Movimento Vencer e Viver
Regulamento do Movimento Vencer e Viver; Consenso Nacional do MVV
O papel da voluntária na referenciação de utentes do Movimento Vencer e Viver para apoio social
Voluntariado Hospitalar
Regulamento do Voluntariado Hospitalar; Procedimentos operativos normalizados no atendimento ao doente oncológico
17h15 Encerramento
Carlos Freire de Oliveira, Professor Doutor
Presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro. NRC

Daqui.

07/12/07

Liga Contra o Cancro homenageia voluntários


Dia Internacional do Voluntário é assinalado, hoje, no Auditório da Liga Portuguesa Contra o Cancro, pelas 11 horas.


A cerimónia conta com a presença do presidente da Liga, Vítor Veloso; com o bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e com a primeira-dama, Maria Cavaco Silva. No decorrer do dia, entregar-se-ão diplomas a alguns voluntários.


No evento, a Liga Portuguesa Contra o Cancro que tem, actualmente, cerca de 400 pessoas, presta uma homenagem a voluntários com mais de 10, 20 e 30 anos de serviço. Maria Helena Quinta, octogenária, faz parte desse grupo de voluntários, estando no IPO há 32 anos. "Tudo começou porque um senhor, um dia, me pediu que o ajudasse num trabalho de apoio aos doentes. Esse senhor, entretanto, morreu, mas eu decidi ajudar e fui para o IPO.


Estou lá desde o início, praticamente. Nunca me arrependi", garantiu. A octogenária revela que continua a ir ao IPO, mas agora não tem o título de voluntária. "Tenho um mais pomposo, mas não me lembro do nome". Hoje, Maria Helena junta-se aos 110 voluntários que vão receber um diploma pela sua dedicação e profissionalismo em nome da Liga.


Em todo o território português, segundo um estudo realizado em 2001, pela Universidade Católica, existem cerca de um milhão e 500 mil voluntários formais e informais. No entanto, o Observatório do Emprego e Formação Profissional aponta para os 500 mil formalmente inscritos. O Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado diz que a realidade estatística estará entre esses dois valores.


Fonte: 05.12.2007 Fonte: Jornal de Notícias

06/10/07

"Recebo mais do que dou"


Há 25 anos, já sem um seio, criou um movimento de apoio a mulheres mastectomizadas, incitada por uma frase que leu num escaparate: "A amputação do seio não é o fim." Desde então, servindo-se do seu testemunho, tem levado palavras de conforto e de esperança a mulheres que se encontram em igual situação


Afável, sorridente, Maria Augusta Amado é uma mulher feliz. Com uma jovialidade que contagia, sobe a escadaria da sua moradia, em Vila Nova de Gaia, contempla as rosas, passa a mão sobre o pêlo sedoso do cão de raça Labrador e folheia o livro de sua autoria, acabado de ser publicado: Acasos da Minha Vida.


No despetalar da sua existência, esta mulher desprovida de dois seios conta que tudo lhe aconteceu de bom, "que Deus tem um projecto para cada pessoa". Todavia, assinala, "nós somos muito daquilo que os outros nos dão". É já a voz da fundadora do "Movimento Vencer e Viver" lançado no Porto há 25 anos, após a Maria Augusta Amado lhe ter sido encontrado um carcinoma maligno no seio, em 1979.


"Na altura trabalhava no PBX da empresa do meu marido, a 'Gaiauto', que praticamente estava falida, devido à má gestão de quem nela trabalhava", alega. "Não entendia nada de automóveis, mas em dois meses a firma duplicou de produtividade. Fui operada ao cancro da mama e pensei: Agora que tenho filhos é que vou morrer?


"Dois anos após, no escaparate de um supermercado, leu numa revista: "A amputação do seio não é o fim." Foi o início do voluntariado.


Contactos com o meio clínico, formação de uma liga de voluntárias, cursos, visitas a unidades hospitalares, começou por corporizar uma actividade intensa, a par do trabalho de casa, do apoio aos filhos, então menores e do empenho na empresa.


Por mero acaso tomou conhecimento da existência do Reach to Recovery International, nascido nos Estados Unidos há 52 anos e sem representação no nosso País. Com o desafio da Liga Portuguesa Contra o Cancro e viagens ao estrangeiro numa auto-caravana, Maria Augusta Amado inspirou-se nesse empenhamento e trouxe para Portugal o "Movimento Vencer e Viver", em 1982. Actualmente, 50 voluntárias do Núcleo Regional do Norte apoiam mais de oito mil mulheres por ano, com cancro na mama."


Os médicos já não dispensam as nossas voluntárias. Todas elas já passaram por cancro na mama, o que melhor lhes permite transmitir esperança. A palavra é tudo. A experiência ajuda, e de que maneira...


"No início, lembra, "nem próteses havia a vender em Portugal". Oficializado o movimento "por ordem de serviço", acentua, o recrutamento foi crescendo, "sempre, sempre com aquela vontade de ajudar através do testemunho próprio. A técnica, no contacto com a doente, auxilia, mas não basta". O cartão de apresentação, diz, é este: "Estou aqui, porque tive o mesmo problema; compreendo o que está a sentir."


Maria Augusta Amado confessa ser uma mulher de fé. "Quando Deus chama certa pessoa para cumprir uma missão, dá-lhe os carismas necessários. Se algum mérito tive, foi o de estar atenta. E não é só meu, também é das mulheres que comigo trabalham no voluntariado."


Frontal, declara: "Recebo muito mais daquilo que dou. Aprendo a viver o momento presente, não ter preocupação exagerada com o futuro." Em Novembro de 2005 teve de ser operada à tiróide. Há dois anos, novo cancro. Depois, em 2006, a segunda mastectomia. Nas três semanas que antecederam a cirurgia, decidiu escrever o livro, "não a título de protagonismo", mas porque desejava divulgar as suas vivências. "Difícil foi fazer a revisão dos textos, devido aos tratamentos de quimioterapia e de radioterapia." Contudo, Acasos da Minha Vida foi colocado à venda, reflectindo "a minha alegria, uma alegria independente do que me possa acontecer".


Já sem os dois seios, a coordenadora do movimento conclui: "Tenho confiança. Não vamos chorar por conta do dia em que vamos morrer."


Notícia daqui.

29/06/07

Pela aposta num voluntariado jovem

O corpo de cerca de 400 voluntários do IPO esteve ontem presente na cerimónia de entrega de diplomas aos 58 novos colegas. Vítor Veloso, presidente nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro, sublinhou a idade dos novos voluntários

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) admitiu ontem 58 novos voluntários. Vítor Veloso, presidente nacional da LPCC e do núcleo Norte, disse a O PRIMEIRO DE JANEIRO que, este ano, a cerimónia foi especial.“Este ano, foi dada uma ênfase especial aos voluntariado. Consideramos que se trata de um papel importante. A opção que fazem implica uma grande responsabilidade”. Este ano, a entrega dos diplomas contou com a presença de Luís Campos e Cunha, antigo ministro de Estado e das Finanças do Governo Sócrates. “O professor Campos e Cunha fez uma brilhante intervenção”, assinala o presidente da LPCC, “abordando a questão do voluntariado sob um ângulo diferente”. Foi também dada especial relevância ao modo como a sociedade civil encara o voluntariado, “o constitui uma diferença muito grande em relação a outros anos”, salienta Vítor Veloso. O presidente da LPCC sublinha que, este ano, “a cerimónia foi breve, mas digna e com grande emoção. Foram admitidos 58 novos voluntários de uma faixa etária bastante jovem”. Para o presidente, a tarefa dos jovens será difícil. “Não será fácil para os voluntários, uma vez que os utentes são carentes. A ajuda de que necessitam é muito maior”. De acordo com Vítor Veloso, “os jovens vão ser observados e terão de dar o seu melhor, propondo novos caminhos com uma dinâmica diferente”. O responsável sublinha que se trata de algo “bom e válido. Temos de recordar que o doente de há 10 anos atrás não é o mesmo de hoje. Há novas exigências, pelo que é um desafio importante”, considera.Vítor Veloso congratula-se com o facto de a cerimónia de ontem ter sido concorrida, contando com a presença “do corpo de 400 voluntários do IPO, além dos voluntários antigos. Todos ficaram satisfeitos”. O presidente realça ainda o processo de selecção dos candidatos. “O voluntário inscreve-se, é sujeito a provas psicológicas e a um rastreio exigente, para se ver se tem perfil. E é voluntário para sempre. Ninguém lhe pede que trabalhe muitas horas, mas não pode faltar. O horário é das 8h às 21h, por turnos, e o voluntário tem de estar presente”, conclui.

Ver notícia aqui.

28/06/07

Voluntários da Liga Contra o Cancro admitidos hoje

Um serviço pelo outros
“Voluntário é o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e do seu tempo livre, a realizar acções de voluntariado no âmbito de uma organização promotora”, diz o artigo 3º da Lei nº 71/98, de 3 de Novembro. Os 58 novos voluntários da Liga Portuguesa Contra o Cancro do Núcleo Regional do Norte (LPCC – NRN) sabem isso e querem isso. Mas para que seja possível – ser voluntários de pleno direito – é necessário “possuir um perfil adequado e receber uma formação base especializada que o capacitará para o exercício das suas funções, integrando-o numa orgânica onde direitos e deveres, organização do serviço, admissão, acreditação e formação específica” – imperativos permanentes.
Todos eles superaram o desafio, “inscrição, selecção, período de iniciação, três dias intensivos de formação, em Março passado, e três meses de estágio no Instituto de Oncologia do Porto – acompanhados e supervisionados pelos responsáveis”. Hoje, às 11h, são oficialmente integrados nos cerca de “400 voluntários” que a LPCC – NRN dispõe – que passam, a partir de hoje, a ser 450 –, mediante a assinatura de um compromisso de honra que os obriga a respeitar integralmente as normativas do manual de voluntariado.
A entrega formal dos diplomas e insígnias aos novos voluntários será efectuada por Maria Helena Quinta, Vítor Veloso e Maria Goreti Quinaz e contará com a presença de diversos especialistas da área da Saúde e com Luís Campos e Cunha, ex–ministro de Estado e das Finanças, que fará uma “breve comunicação” sobre “a importância remanescente da solidariedade humana numa sociedade cada vez mais competitiva e individualista”. Será às 11h30, mesmo antes da entrega dos comprovativos de adesão à LPCC.
Horário flexível
Uma admissão “anual”que não distingue “habilitações literárias ou graus sociais, mas sim a disponibilidade e vontade de ajudar o outro”, destaca Renato Martins, médico e um dos membros da LPCC, acrescentando que, “actualmente, a Liga de Voluntários conta com elementos doutorados e simples donas de casa”, entre outras valências pessoais.
O trabalho que espera “este novos voluntários” é, nas palavras de Renato Martins, “de apoio psicológico e emocional”, desde a altura em que entram na instituição, passando pelas “actividades desenvolvidas no interior do edifício, bem como o fornecimento de lanches, almoços e jantares”. Existem, portanto, “três turnos” de acção – sendo eles a manhã, tarde e noite – e a escolha do horário “varia consoante a disponibilidade em conciliar esta actividade com o horário de trabalho normal”. No mínimo, exige-se a todos os voluntários (incluindo os novos, que entram em funções “no momento seguinte à entrega dos diplomas”) três horas semanais no serviço, “que podem ser mais”. Tudo depende da vontade dos voluntários.

Ver notícia aqui.