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22/05/16

Comunidade Vida e Paz - Trabalho Voluntário com Sem-Abrigo


A intervenção da Comunidade Vida e Paz só é possível graças ao trabalho de muitas pessoas que anónima e generosamente nos dão um pouco de si mesmos, todos os dias, nas mais diversas atividades. Conheça as diferentes formas de voluntariado.
Ser voluntário nas Equipas de Rua
De 15 em 15 dias, o voluntário faz a volta da noite, com o objetivo de escutar e motivar as pessoas sem-abrigo a mudar de vida.
Ser voluntário nas Equipas das Sandes
Prepara e acondiciona as ceias que são distribuídas todas as noites pelas Equipas de Rua às pessoas sem-abrigo.
Ser voluntário no Banco de Roupa
Faz a triagem dos donativos de roupa que chegam à Comunidade. Prepara os kits de roupa para as voltas da noite e os pedidos de roupa vindos dos Centros, EAD e do projeto de apoio às famílias.
Ser voluntário na Comunicação
Representa a Comunidade Vida e Paz nos eventos de angariação de fundos em que a instituição participa. Atendimento na loja ‘Montra Solidária’.
Ser voluntário no Espaço Aberto ao Diálogo, Comunidades Terapêuticas e Comunidades de Inserção
Nas várias estruturas da Comunidade existem diversas necessidades ao nível de voluntariado que podem ir desde a animação, à formação profissional etc.
Ser voluntário na Equipa para a Espiritualidade
Para que a Comunidade seja portadora de esperança e dignificação da pessoa humana através de um projeto integrador, dirigido à pessoa por inteiro e de forma universal, a ação do Apoio Espiritual, caminha para colaborar no cumprimento da missão da Comunidade Vida e Paz, cooperando no processo de transformação, transversal a todos os envolvidos nessa missão a partir do carisma fundacional
Ser voluntário com a sua Empresa
O voluntariado empresarial é uma excelente forma de criar espírito de equipa e entre-ajuda entre os colaboradores.

Seja nosso Voluntário!


CONTACTOS:
Natacha Santos – Gestão de Voluntariado
Daqui.

11/01/16

VOLUNTARIADO COM SEM-ABRIGO

Teresa Olazabal, Uma vida entregue


Como surgiu o seu desejo de ir ao encontro dos sem-abrigo, na noite do Porto? 
Um dia de inverno, há 20 anos, as temperaturas no Porto desceram até aos 2 graus negativos. Duas amigas e eu fomos à baixa com cobertores, ovos cozidos e chocolates, saber se era preciso ajuda. Quando vi um homem deitado no chão na rua, instintivamente ajoelhei-me junto dele e pela primeira vez percebi que era ao próprio Jesus que estava a atender. Nunca mais deixei de lá voltar.

A Teresa conseguiu reunir um grupo de amigos que lhe permitem levar por diante o trabalho com os sem-abrigo sem criar nenhuma “instituição”. É fácil, trabalhar assim, sem rede?
O AMOR não cabe em estatutos e normas. É gratuito, livre e espontâneo. Nunca seremos uma instituição, mas não é fácil trabalhar assim.

Um dos aspetos mais originais do seu trabalho com os sem-abrigo é cuidar tanto da dimensão espiritual quanto da material. Em cada encontro mensal com eles, há tempo para celebrar a fé, para o convívio, para a distribuição de bens materiais. De onde nasceu este modo diferente de estar com os sem-abrigo? 
O nosso grupo está sempre em processo de criação, crescimento e discernimento. Foi muito claro para nós que a principal fome desta «população» é Jesus. Um dia, em oração, conversei com Jesus sobre a maneira de saciar esta fome. Jesus foi muito claro na sua resposta: «Leva-me contigo». Atordoada e sem saber como, perguntei-Lhe onde, porque não tinha sítio. Jesus voltou a falar-me muito claramente: «Vou contigo onde eles estão». E o grupo esteve de acordo.

São conhecidas as suas celebrações de Natal com os sem-abrigo, que incluem sempre a celebração da Eucaristia. E também começam a ser conhecidos os «Retiros» espirituais para sem-abrigo, que organiza anualmente. Fale-nos do que acontece nestas ocasiões... 
A ideia da Missa de Natal apareceu como a continuação lógica da oração de rua. É o ponto alto dos nossos encontros, e a ternura de Deus que Se quer aproximar de cada um dos Amigos da Rua como há 2000 anos Se aproximou dos coxos, cegos, paralíticos e leprosos. É muito especial. Quanto aos «Retiros» espirituais, são uma graça que o Senhor, na sua imensa Misericórdia, nos quer dar – aos que os recebem e aos que os orientam; as vidas e as feridas dos corações brotam dolorosamente e Jesus consola, cura, toca. São momentos de uma imensa beleza.

A Teresa tem uma longa história de voluntariado. Onde começou a prestar este serviço? Recorda algum episódio ou pessoa que mais a tenha marcado? 
Os três sítios onde o Senhor me chamou a servi -Lo, foram os deficientes profundos, os doentes terminais oncológicos, e os sem-abrigo. Há muitos episódios marcantes na minha vida de voluntária, sendo que o principal foi o de ter sido possí- vel receber em casa um sem-abrigo em estado terminal para o atender, tratar e amar durante três meses e acompanhá-lo até à sua morte. Um grande presente do Céu.

A sua família acompanha-a e apoia-a neste serviço? 
É costume em casa não se falar dos deficientes e dos doentes terminais, apesar de um dos meus filhos me acompanhar há bastante tempo com os sem-abrigo.

Recentemente, viu-se inesperadamente atingida pela doença. Como integra uma realidade assim na sua vida de fé?
Várias doenças atingiram-me, e à minha família, nos últimos meses. Só em Deus e na Fé é possível com-viver com Paz e Alegria a realidade da doença, tendo como certo que Deus não manda o mal nem a doença, mas que Se interlaça nela para tirar o maior bem. Isto leva a que a doença passe a ser uma graça que agradeço ao Senhor todos os dias e todo o dia. Costumo fazê-lo recitando frases do Magnificat de Nossa Senhora.

Se quisesse resumir a sua vida cristã, que palavras escolheria? 
Entrega.

Daqui.

Fotografias:
1 - O Gregório que morreu em nossa casa, uns dias antes de morrer
2 - O Rui (deficiente) comigo
3 - Diante deste homem na rua ajoelhei-me
4 - O senhor António em Soutelo
5 - Uma deficiente de que cuidei

16/08/15

Comunidade Vida e Paz investe 465 mil euros/ano para apoiar sem-abrigo

Os voluntários da Comunidade Vida e Paz apoiam todas as noites 428 pessoas que vivem na rua ou em habitações precárias na cidade de Lisboa, representando um investimento anual de 465 mil euros, revela um estudo da instituição. 

Dos 465 mil euros investidos, apenas cerca de 20 por cento se traduzem em dinheiro, sendo que perto de metade dos recursos consumidos são bens e serviços e os restantes 30% assumem a forma de tempo de voluntariado, adianta o Relatório da Avaliação de Impacto Social das Equipas de Rua da Comunidade Vida e Paz.
Os doadores são a "fonte de financiamento mais importante" do trabalho realizado por estas equipas, suportando cerca de 65% da atividade, seguidos pelos voluntários regulares (30%), voluntários empresariais (3%) e parceiros institucionais (2%).
Em média, as 56 equipas de rua distribuem por dia 446 ceias e contactam cerca de 428 sem-abrigo, estabelecendo com eles cerca de 144 conversas.
"Isto significa um total estimado de 156.220 contactos com pessoas sem-abrigo por ano, dos quais aproximadamente 27% resultam em algum tipo de relação (conversa, laços de amizade, apoio em problemas)", refere o documento publicado no site da instituição de apoio.
Como resultado deste trabalho, em média, 205 pessoas sem-abrigo são sinalizadas anualmente para o Espaço Aberto ao Diálogo da instituição, a partir de onde são encaminhadas para apoios que as ajudem a sair da rua e a reinserir-se na sociedade.
Para a realização desta atividade, a Comunidade Vida e Paz conta anualmente com a ajuda de 504 voluntários regulares e de 504 colaboradores provenientes de 19 empresas.
O estudo demonstra que estas equipas contribuem para várias "mudanças positivas": os sem-abrigo sentem-se menos sós, sofrem menos com fome por receberem diariamente uma ceia e beneficiam de apoios que podem levar à sua saída permanente da rua.
Os voluntários "sentem-se mais humanos e realizados" devido ao apoio que prestam aos sem-abrigo e as empresas que participam nos circuitos noturnos têm colaboradores mais motivados.
Anualmente, as equipas de rua geram "um impacto positivo" equivalente a 763.781 euros, um valor que "pode ser interpretado como um indicador do bem-estar que a sociedade perderia anualmente" se estas equipas deixassem de existir, sublinha o documento, precisando que por cada euro investido nesta atividade é gerado um valor social de 1,6 euros.
O estudo verificou que "o benefício gerador de um maior valor social não se destina às pessoas sem-abrigo de Lisboa, mas sim aos voluntários regulares".
A humanização e realização pessoal dos voluntários regulares é o benefício com maior impacto produzido (54%), seguido do encaminhamento de sem-abrigo para apoios (26%), da diminuição da fome (11%) e da redução da solidão das pessoas apoiadas (6%).
Como medidas para aumentar o impacto social das equipas de rua, o relatório aponta o reforço das relações entre os voluntários e os sem-abrigo, o desenvolvimento do voluntariado empresarial, repensar o investimento depositado na distribuição de ceias para o tornar mais eficiente e monitorizar o caminho percorrido pelos beneficiários até à sua reintegração na sociedade.
Daqui.

18/05/09

Testemunho de voluntariado: Uma semana com os sem-abrigo


Cheguei da semana de missão com os sem-abrigo. Ao longo desta semana que passou, eu e mais 8 pessoas dos Missionários Combonianos estivemos na Comunidade Vida e Paz, em Lisboa. Fizemos sandes, lavámos, esfregámos, ajudámos na cozinha, animámos o espaço aberto que recebe sem-abrigo durante o dia, dando-lhes a oportunidade de saírem da rua através de programas de recuperação, andámos à noite a distribuir alimentos e a falar com as pessoas, visitámos as quintas de recuperação onde se faz um trabalho extraordinário e demos apoio espiritual.


A realidade dos sem-abrigo é muito complexa. Cada caso é um caso. Há quem esteja na rua porque não quer mudar de vida e ter responsabilidades, mas a maioria está lá porque a vida entrou na completa ruína. Encontrámos imensos doentes mentais, muitos alcóolicos, prostitutas, toxicodependentes, imigrantes, desempregados, abandonados... O nosso objectivo não era apenas dar comida e roupa. Era também falar com as pessoas e levá-las para a recuperação.


Era preciso rasgar horizontes ao amor, levá-los a lutarem pela sua própria vida e tirar-lhes o vazio provocado pelo materialismo, auto-suficiência e individualismo. Não é fácil, mas é possível. Encontrei muitas pessoas que recuperaram e que são o grande exemplo de como é possível vencer, mesmo quando estamos no fundo do poço.


Deixo-vos as histórias que mais me marcaram pela positiva ou pela negativa:


- Não consigo esquecer as pessoas que saltaram da rua, do álcool, da droga, da prostituição e que são um exemplo de como vale a pena ajudar. Um deles viveu 20 anos na droga... Agora, ninguém o reconhece. Está cheio de vida.


- A necessidade aflitiva de serem perdoados e de se perdoarem a eles próprios. Esta é a razão que leva muitos a continuarem no caminho de “escravidão”, como me dizia um toxicodependente no ex-Casal Ventoso.


- A quantidade de pessoas que estão na rua. Na estação do Oriente, é impressionante o número de pessoas que lá dormem.


- A solidão de um senhor que não é sem-abrigo, mas que foi ter connosco para desabafar.


- A importância de um simples aperto de mão a um sem-abrigo que está sujo, a um doente de SIDA (não ficamos infectados por dar um aperto de mão e esquecemo-nos tanto disso).


- O senhor que diz que é professor de História e está há anos na rua à espera de um barco que o leve.


- Do senhor que só vê a guerra colonial à sua frente e sente orgulho de ter “bombardeado Moçambique, sem deixar lá ninguém”.


- Dos imigrantes que vivem na rua, mas têm trabalho. Estão lá, porque o patrão não paga. Enquanto não arranjarem outro emprego para conseguirem a legalização, lá continuam...


- Das pessoas que quase caíam para cima de nós por causa do álcool, mas que se sentiam bem em ver que os escutávamos, não lhes dando apenas uma sandes.


- Das crianças que vieram pedir leite e pão.


- Do senhor que nos queria dar um euro que ganhou a arrumar carros, porque se o ajudávamos, também nos tinha de ajudar.

O desafio que vos deixo é este: olhemos para a realidade, conheçamo-la e rasguemos horizontes ao Amor. Principalmente ao Amor por aqueles que erram muito e, que, muitas vezes, só precisam de ser aceites e perdoados.

Maria João Garcia
Fé e Missão – Grupo de Jovens dos Missionários Combonianos

02/07/08

Novo "link" no blogue


Associação Conversa Amiga


Para ver aqui.


A Associação Conversa Amiga precisa de ti.


A Associação ( http://www.acamiga.pt/foto06.html) precisa de ajuda financeira para suprir algumas despesas relacionadas com o apoio que presta aos SEM-ABRIGO.


Qualquer ajuda é bem-vinda.


Quem quiser contribuir pode contactar: mmdsilva@fc.ul.pt ou acamiga@gmail.com .


(Mensagem recebida via correio electrónico.)

26/08/07

Voluntariado de apoio aos Sem-abrigo

INFONATURE.ORG - NÚCLEO DE SOLIDARIEDADE

Projectos de apoio aos sem-abrigo e pessoas carenciadas

A Proteger o Planeta e Toda a Vida

FAZEMOS SAÍDAS DE 2 EM 2 SEMANASPRÓXIMAS SAÍDAS A:
8 Setembro

Ver mais informações em:
http://portugal.infonature.org