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23/11/15

BANCO ALIMENTAR - LEIRIA

Caro voluntário,

A próxima Campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar decorrerá no fim-de-semana de 28 e 29 de novembro de 2015. À semelhança do que tem acontecido nas Campanhas anteriores, solicitamos a todos os voluntários, que queiram participar no trabalho de armazém, que preencham os seus dados e o turno pretendido no seguinte formulário:


Basta clicar no link que está a azul, preencher os dados pessoais, selecionar o turno e enviar-nos o formulário carregando na tecla Submit (validar) no fim do formulário.

 Agradecemos resposta até dia 22 de novembro.

Obrigada pela vossa disponibilidade em mais uma campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar de Leiria-Fátima.

Com os melhores cumprimentos,

Sílvia Domingues/José Marques

02/11/15

Campanha do Banco Alimentar contra a Fome



Nos dias 28 e 29 de novembro (sábado e domingo), o Banco Alimentar Contra a Fome realiza a sua tradicional recolha de alimentos, com vista a auxiliar os mais necessitados. 

26/05/10

06/06/09

TESTEMUNHO DE VOLUNTARIADO

Somos um grupo de voluntárias da Escola Secundária Dr. Mário Sacramento e, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, realizámos um trabalho sobre o tema “Voluntariado” com o objectivo de alertar a sociedade para a importância desta actividade na atenuação dos problemas sociais e ambientais, e, consequentemente, na construção de uma sociedade mais justa e menos desigual.
Deste modo, contactámos diversas instituições para saber se era possível realizar voluntariado, tendo obtido resposta apenas de duas: Banco Alimentar Contra a Fome e uma Instituição de apoio a pessoas com deficiência.
No Banco Alimentar, o nosso trabalho consistiu em colocar os diversos alimentos presentes no armazém em sacas, que depois seriam distribuídas por cabazes e, posteriormente, entregues a diversas instituições que deles precisassem.
Na Instituição de apoio a pessoas com deficiência, realizámos tarefas em diversas secções. Na tecelagem, distribuímos linhas para que os utentes pudessem realizar as suas tarefas. Nas montagens, prestámos auxílio no encaixe de peças, supervisionamos se os utentes realizavam correctamente o seu trabalho e procedemos à colagem das embalagens que continham as peças devidamente contadas. Já no Centro de Acolhimento Ocupacional (CAO), ajudámos as monitoras durante o horário de almoço e de higiene e realizámos passeios ao exterior com eles.
Ambas as experiências foram bastante enriquecedoras, no sentido em que passámos a perceber o que é realmente ser voluntário. Por um lado, contribuiu para que nos tornássemos pessoas com uma maior consciência das reais necessidades e problemas da sociedade. Antes de entrarmos neste “mundo”, não sabíamos quais as carências particulares de uma pessoa com deficiência no seu dia-a-dia. Por outro lado, a prática de voluntariado no Banco Alimentar alterou a nossa mentalidade em relação ao facto de que grande parte da população portuguesa tem necessidades alimentares e por isso, quando nos hipermercados os voluntários nos entregam sacos plásticos para nós ajudarmos aquela causa, devemos aceitá-los, sendo essa pequena acção um grande contributo para esta Instituição.
O voluntariado é uma realidade sobre a qual não pensamos muito, ou porque andamos demasiadamente preocupados com os nossos problemas, ou porque nos desculpamos com a falta de tempo. No entanto, ao praticarmos, vemos com outros olhos e com outra importância que as nossas necessidades já estão devidamente atendidas em comparação com aquilo que falta aos outros.
Cristina Rodrigues, Joana Fernandes, Joana Silva e Mónica Seabra
12.º E

23/05/09

Campanha País Solidário


O que é a Campanha?

Têm-se acumulado os sinais de um agravamento significativo da situação social em Portugal (Perda de emprego, Dificuldades das micro-empresas, Diminuição do próprio trabalho informal) que convergem num multiplicar de situações de grande carência.


É evidente que estão a aumentar diariamente os desequilíbrios sociais e a aparecer novas formas de pobreza.


Estamos a ser confrontados com novas realidades e novas situações críticas, sobretudo evidenciadas nos casos em que ambos os elementos adultos de uma família se encontram no desemprego e em que as famílias têm crianças e/ou ascendentes idosos a seu cargo.


Cabe ao Estado um papel central na resolução destes problemas, mas entendemos que a sociedade civil, e o movimento filantrópico em particular, deve ter um papel activo e mobilizador em torno dos principais problemas que afectam as sociedades


Assim, numa óptica de complementaridade com as medidas e instrumentos de apoio social já implementados, decidimos lançar uma campanha de solidariedade direccionada para responder às novas formas de empobrecimento, a que se decidiu chamar País Solidário.

Esta é uma resposta excepcional para os tempos excepcionais que atravessamos.

As respostas de emergência que urge potenciar têm de ser:
· eficazes,
· flexíveis,
· e baseadas nas redes sociais já existentes no País.

A quem se destina?

Famílias que perderam a totalidade ou parte significativa dos rendimentos do trabalho tendo ficado impossibilitadas de fazer face aos encargos com o agregado familiar, designadamente, crianças em idade pré-escolar, idosos e pessoas com deficiência.

A campanha destina-se, em primeiro lugar, às famílias que não beneficiam dos sistemas específicos de protecção social, nomeadamente: Subsídio de Desemprego, Rendimento Social de Inserção ou Complemento Solidário do Idoso

Onde vai actuar?

Para já, a Campanha arranca nas seguintes áreas (NUT-III):

· Grande Porto
(Municípios: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia, Santo Tirso e Trofa)

· Vale do Ave
(Municípios: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela)

· Municípios do Tâmega
(Munícipios: Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canavezes, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Cinfães e Resende)

· Península de Setúbal
(Municípios: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal)

A escolha destas áreas teve por base o indicador de precariedade familiar face ao desemprego (percentagem de agregados em que todos os activos estão desempregados)[1].

Mas é objectivo da campanha a extensão a todas as regiões carenciadas do País.

Quais as entidades envolvidas?

Entidades Promotoras:
Fundação Gulbenkian e Fundação EDP, BPI, Caixa Geral de Depósitos Fundação Millenium BCP, BES, Montepio Geral, Santander, Grupo Jerónimo Martins

Parcerias com os canais de televisão SIC, RTP e TVI, e ainda com a empresa de telecomunicações AR Telecom e a Mr. Net, responsável pela criação de um site na internet. A Euro RSCG foi a empresa responsável pela imagem

Mas esta é uma Campanha sem protagonistas nem chancelas. Ao decidir-se lançar e divulgar esta iniciativa, estamos a partilhar uma inquietação com toda a sociedade civil, apelando para que cada um contribua para esta iniciativa.

Vontades já manifestadas:
um conjunto de personalidades da sociedade civil, entre as quais encontramos a Dr.ª Manuela Eanes, Dr.ª Manuela Silva, Dr.ª Dulce Rocha, D. Manuel Martins, Prof. Bruto da Costa, Dr. Silva Lopes, que lideram um movimento cívico de cidadãos e que já nos demonstraram o seu interesse em juntar-se a esta Campanha.

Também já manifestaram interesse em envolver-se e arranjar formas de contribuição para a Campanha organizações como a Associação dos Deficientes das Forças Armadas.

Quem executa no terreno?

Três instituições com experiência e rede de proximidade

Cáritas Portuguesa (actuará em Setúbal e Grande Porto)

Cruz Vermelha Portuguesa (actuará no Vale do Ave e Tâmega)

Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome
(nas 4 áreas seleccionadas)

A Campanha baseia-se assim na relação de responsabilidade e confiança com as entidades executoras.

Cada Euro doado será entregue aos destinatários.

(Não foram criadas novas estruturas para execução da Campanha. A iniciativa é baseada nas estruturas já existentes, garantindo-se que todo o montante reunido seja exclusivamente destinado ao objectivo da Campanha)

Que tipos de Apoios?

· Apoio para o pagamento de despesas decorrentes da utilização de respostas sociais (Creche, Jardim de Infância, ATL, Lar, Instituição para pessoas com deficiência...) devidas por famílias em situação de ruptura financeira decorrente de desemprego ou cessação de actividade.

Apoio à educação – Apoio para o pagamento de propinas (excluindo Universidades) e de outras despesas escolares de filhos de pais desempregados.


Princípio de co-responsabilidade solidária: a dívida será saldada em 50% pelas verbas da Campanha e em 50% por perdão da dívida pela Instituição.


Apoio Alimentar - Reforço da distribuição de leite através da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, nas áreas geográficas seleccionadas no quadro desta Campanha.

Outros apoios excepcionais ligados a situações de carência grave detectadas pelas instituições e devidamente justificados.

Como se pode contribuir?

A Campanha País Solidário está aberta à contribuição de todos, quer entidades quer pessoas em nome individual que queiram colaborar.

- Em cada um dos Bancos promotores (CGD, BPI, Millennium BCP, BES, Montepio Geral e Santander) há uma conta bancária com o nome País Solidário para onde podem ser transferidos ou depositados os donativos;

- Há um número de telefone - 760 307 307 – em que de cada chamada (custo de cada chamada 0,60cent. + IVA) revertem 0,48€ para a Campanha.

Há também um site com todas as informações http://www.paissolidario.org/

Qual a duração prevista e o montante assegurado à partida?

A campanha foi pensada para durar até ao final do ano. Será um bom sinal se ela terminar antes.
Contamos com o contributo solidário de todos, não só de outras instituições que se queiram juntar a nós, mas também – e principalmente - de cada um dos cidadãos, que partilha das nossas preocupações e que, na medida das suas possibilidades, queira contribuir para a causa.

Como será executada?

À Cáritas Portuguesa e à Cruz Vermelha Portuguesa, competirá:
· Fazer o atendimento, triagem, avaliação e plano de apoio das situações de carência abrangidas pela Campanha
· Atribuir os apoios necessários e assegurar um acompanhamento de proximidade dos beneficiários.
· Garantir a rigorosa e criteriosa utilização dos recursos financeiros postos à sua disposição
· Acompanhar a implementação e os resultados dos planos estabelecidos
· Elaborar os relatórios de execução pré-definidos

À Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome, competirá:
· Garantir uma distribuição excepcional de leite nas zonas de intervenção da Campanha.

O acompanhamento e controlo de execução da Campanha será assegurado pela Fundação Gulbenkian.

[1] Fonte: INE




(Informação recebida por correio electrónico.)

Ver mais aqui, aqui, aqui e aqui.

29/11/08

Banco Alimentar - Nova campanha começa neste sábado para ajudar mais de 245 mil carenciados


O Banco Alimentar Contra a Fome (BA) inicia hoje mais uma campanha de recolha de alimentos destinada a ajudar cerca de 245 mil pessoas carenciadas, sobretudo idosos e famílias de classe média que a crise transformou em «novos pobres»


Ver mais aqui.

07/05/08

Banco Alimentar Contra a Fome: Mil toneladas de alimentos recolhidas no fim de semana


A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome (BA), Isabel Jonet, disse que só o centro de recolha de Lisboa aceitou até às 16:00 horas de domingo cerca 340 toneladas de alimentos, prevendo-se que chegue às 400 toneladas até às 24:00 de domingo. «É maravilhoso», comentou uma das voluntárias na balança do centro de recolha de Lisboa, o que mais alimentos recolhe nas campanhas da instituição. A 33ª campanha - que arrancou às 8:00 de sábado - rendeu até às 24:00 desse dia mais de 800 toneladas de alimentos de primeiras necessidade, contra as 671 toneladas contabilizadas na campanha de Maio de 2007, o que traduz uma maior adesão da população, considerou Isabel Jonet. Além do trabalho diário de recolha e distribuição de alimentos, o Banco Alimentar costuma realizar duas campanhas anuais extraordinárias, uma em Maio e outra Setembro.


O Banco Alimentar recebe os bens oferecidos por anónimos junto de supermercados, na maioria arroz, massas, leite, bolachas e bens de consumo básico que depois chegam aos centros em sacos dentro de caixas metálicas. É então que entram em acção cerca de duas centenas de pessoas - todas voluntários - que recolhem os produtos de uma passadeira rolante, para onde são despejados após a sua pesagem à entrada do armazém. «Ao fim da passadeira só chega o que é diferente», como leite fresco, ovos e outros produtos, explicou à agência Lusa Isabel Jonet. A responsável nacional mostrou-se satisfeita com a primeira campanha de recolha de alimentos em Supermercados deste ano. «Estamos a receber produtos que nem pedimos», revelou. Todos os trabalhos de recolha, selecção, empacotamento e distribuição é efectuado por milhares de voluntários (nesta campanha estiveram envolvidos cerca de 17 mil), «todos sem receber qualquer dinheiro».


Neste números incluem-se funcionários de empresas que vão trabalhar para o Banco Alimentar a mando das suas entidades patronais (que se associam às campanhas do BA). Alguns «depois voltam para trabalhar de livre vontade», contou Isabel Jonet. A 33ª campanha teve início no sábado de manhã, à porta de supermercados em Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Abrantes, Aveiro,São Miguel, Setúbal, Cova da Beira, Leiria, Oeste, Algarve e Portalegre. Isabel Jonet considera que a crise alimentar internacional se deve «apenas a especulação financeira» e que «os reflexos da crise prejudicam maioritariamente os pobres», sendo um acto de injustiça o que está a acontecer. O mundo está «a viver estratégias erradas das diferentes políticas agrícolas», sublinhou. «Primeiro estão as pessoas e só depois se devia pensar um combustíveis», disse também Isabel Jonet, numa referência aos biocombustíveis, fabricados a partir de cereais outros produtos alimentares.


O Banco Alimentar Contra a Fome de Lisboa está instalado junto à estação de comboios de Alcântara-Terra, em armazéns cedidos gratuitamente pela Refer, e abastece diariamente mais de 370 instituições espalhadas pela região de Lisboa. «São cerca de 80 toneladas de alimentos por semana» só em Lisboa, especificou Isabel Jonet.


Notícia daqui.

25/04/08

Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome


O Banco Alimentar Contra a Fome vai realizar mais uma campanha Nacional, de Recolha de Alimentos, coordenada pela Federação Portuguesa dos bancos Alimentares, a realizar nas superfícies comerciais nos dias 3 e 4 de Maio de 2008.



PRECISAM-SE DE VOLUNTÁRIOS

20/12/07

Conheça o outro lado do Banco Alimentar


A última campanha do Banco Alimentar Contra a Fome recolheu cerca de 1600 toneladas de alimentos em Portugal, o que, para Isabel Jonet, é «muito positivo», já que começou com «15 toneladas na primeira campanha».

«É impressionante porque começámos apenas com o banco de Lisboa e hoje em dia estamos a apoiar 219 mil pessoas com carências alimentares comprovadas», adiantou, confessando: «Não entregamos nada directamente às pessoas. São as instituições que o fazem».


Quando um alimento entra num dos armazéns do Banco Alimentar, é integrado num cabaz composto por vários produtos «adequados às necessidades de cada família ou de casa pessoa apoiada».


Esses produtos são depois entregues a instituições de solidariedade social previamente seleccionadas e acompanhadas na sua actividade pelo Banco Alimentar de cada região, e são estas instituições que os entregam às famílias.


A distribuição é feita exclusivamente no território nacional e na área de actividades de cada banco. Onde não há bancos alimentares, «como em Trás-os-Montes», não há entrega.


Confiança das pessoas

«Penso que as pessoas se habituaram a ver no Banco Alimentar uma instituição merecedora de muita confiança, porque sabem que os produtos são bem entregues a quem deles precisa, e porque é um projecto com o qual se identificam e no qual acreditam», esclarece.


«A grande receptividade que existe por parte das pessoas que vão às compras, dos voluntários ou das empresas que dão os produtos, deve-se ao facto das pessoas confiarem no Banco Alimentar», acrescenta.


«Ajuda fundamental»

«De facto, aquilo que é entregue é uma ajuda fundamental», afirma Isabel Jonet. «Há muita gente com graves carências alimentares, pessoas que nem sequer têm garantidas duas refeições por dia».


«A refeição que têm é aquela que os miúdos comem nos infantários e nos ATL, quando chegam a casa já não comem mais nada até ao dia seguinte de manhã. Muitas crianças quando voltam de férias perderam peso porque tiveram uma alimentação completamente deficitária», lamenta.


O Banco Alimentar está sempre em actividade. Diariamente são distribuídos 78 mil kg de alimentos, pelo que as campanhas representam 11 por cento do adquirido.


Para a presidente, «uns 11 por cento muitos valiosos», porque muitos dos produtos não têm excedentes de produção. «Por exemplo, o azeite só nos entra em campanha porque não há excedentes de produção», conclui.


Fonte: Portugal Diário, 2007/12/09

05/12/07

Banco Alimentar consegue 1.659 toneladas de comida

A campanha promovida no último fim-de-semana e vai ajudar 219 mil pessoas


Os 13 Bancos Alimentares contra a fome recolheram 1.659 toneladas de alimentos na campanha promovida no último fim-de-semana junto de 973 superfícies comerciais de vários pontos do país, ou seja, um aumento de 10 por cento face a 2006, noticia a Lusa.

«O balanço é óptimo», disse Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome. «Apesar da crise, os portugueses são solidários», acrescentou.

A campanha realizou-se em 973 superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Coimbra, Évora, Lisboa, Portalegre, porto, Setúbal, Cova da Beira, Leiria-Fátima, S. Miguel e Oeste.

Alimentos para 219 mil pessoas

Na próxima semana, os géneros alimentícios vão ser distribuídos nas zonas de recolha a um total de 1.330 instituições de Solidariedade Social e a mais de 219 mil pessoas com carências alimentares comprovadas.

No entanto, quem quiser ajudar, ainda pode fazê-lo até ao próximo domingo, dia 9 de Dezembro, através da «ajuda vale», que consiste na aquisição de vales que representam produtos.

Também nos postos incluídos na rede PayShop poderá ser efectuada uma contribuição, que será posteriormente convertida em leite.

Mais de 17 mil voluntários

Nesta campanha tiveram um papel «fundamental» os 17.700 voluntários que «disponibilizaram algum do seu tempo no fim-de-semana para participar na campanha de recolha».

«Tarefas como a recolha nos estabelecimentos comerciais, o transporte, pesagem e separação dos produtos, foram integralmente asseguradas pelos voluntários», referiu Isabel Jonet.

Esta é a 32ª campanha de recolha de alimentos organizada pelos Bancos Alimentares Contra a Fome, que iniciaram a sua actividade em 1992 com o objectivo de promover a luta contra a fome de modo a minorar situações de pobreza em Portugal.
Notícia daqui.

20/11/07

No primeiro fim-de-semana de Dezembro

Alimente esta ideia
A 1 e 2 de Dezembro realiza-se mais uma campanha de recolha de alimentos em supermercados e superfícies comerciais
Ver mais aqui.

11/11/07

Campanha do Banco Alimentar contra a Fome


Campanha do Banco Alimentar contra a Fome


PRÓXIMA CAMPANHA DE RECOLHA DE ALIMENTOS


A próxima Campanha de Recolha de Alimentos em supermercados e superfícies comerciais realiza-se nos dias 1 e 2 de Dezembro de 2007.


Participe: Alimente Esta Ideia !




Se quiser ser Voluntário inscreva-se em;


»Por telefone para o Banco da sua região


Em simultâneo, mas prolongando-se até 9 de Dezembro de 2007, terá lugar a Campanha "Ajuda Vale", que permite a recolha de alimentos sob a forma de vales que representam seis produtos básicos à alimentação. Esta modalidade de campanha, em que cada pessoa continua a decidir o que quer doar, permite uma simplificação dos procedimentos logísticos.


Participe na Campanha: Alimente Esta Ideia !

20/05/07

Banco Alimentar quer mais voluntários para expandir cobertura

A presidente da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares, Isabel Jonet, apelou este sábado à mobilização de mais voluntários para aumentar a cobertura do território nacional.

Aquela responsável falava à margem do quinto aniversário do Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira, assinalado com uma conferência, na Covilhã.

«Há muito território nacional que ainda não esta coberto. Precisamos mais um banco alimentar na região de Vila Real», referiu. Isabel Jonet destacou também o desejo de abrir estruturas locais na Madeira e nos Açores, para além da que já existe na ilha de São Miguel.

«Mas cada um dos bancos alimentares que já existe pode aumentar a área geográfica de actividade. Para isso, são precisos mais voluntários para poderem trabalhar com essas estruturas», realçou.

Segundo Isabel Jonet, os bancos alimentares têm uma operação logística bastante complexa. «Não é nossa intenção abrir muito mais estruturas, mas trabalhar de uma forma quase profissional, dentro do voluntariado, com as que já existem».

Actualmente existem 13 bancos alimentares em todo o país que prestam apoio a mais de 219 mil pessoas com carências alimentares comprovadas. Em 2006, recolheram 17.926 toneladas de alimentos entregues a 1.239 instituições sociais que os fazem chegar às famílias carenciadas.

Segundo Isabel Jonet, os idosos estão entre as pessoas mais apoiadas, sobretudo em zonas rurais e periféricas às cidades. Começa também a surgir o fenómeno da «nova pobreza».

«São pessoas que se habituaram a ter um nível de vida com determinados hábitos de consumo e que de um momento para o outro perdem os rendimentos com que conseguem satisfazer os créditos assumidos», explica.

A face visível destas estruturas são as campanhas de recolha feitas nos supermercados nos primeiros fins-de-semana de Maio e Dezembro, mas para além disso recolhem e encaminham diariamente excedentes da indústria agro-alimentar e comércio alimentar.

O Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira assinalou hoje cinco anos de actividade com uma conferência sobre «Combate à Pobreza», na Covilhã, em que Isabel Jonet foi uma das oradoras.

A estrutura apoia 35 instituições nos concelhos de Belmonte, Covilhã, Fundão, Gouveia, Guarda, Manteigas, Pinhel e Seia que beneficiam mais de 3.000 pessoas. Desde 2002 já recolheu e distribuiu 345 toneladas de alimentos.
Ler a notícia aqui e aqui.

07/05/07

“Sem voluntários, o Banco Alimentar não tem razão de ser”

“Sem voluntários, o Banco Alimentar não tem razão de ser”


Presidente do Banco Alimentar Contra a Fome/Aveiro, desde o seu início, o Coronel Martinho Pereira explica como funciona esta instituição, numa altura em que se prepara a próxima campanha. Nos dias 5 e 6 de Maio, se for a uma superfície comercial, é provável que encontre alguém a sugerir que partilhe alimentos com as 30 000 pessoas da região de Aveiro que são apoiadas pelo Banco Alimentar.

Correio do Vouga - Nos dias 5 e 6 de Maio, vai haver mais uma campanha do Banco Alimentar (BA). Em quantos locais do distrito de Aveiro vai ser feita?

Coronel Martinho Pereira - A campanha cobre quase todo o distrito, com a excepção dos concelhos de Oliveira de Azeméis, Arouca e Castelo de Paiva, unicamente porque ainda não arranjámos nenhuma instituição que consiga localmente supervisionar o voluntariado. Enquanto não tivermos alguém que se responsabilize pelo voluntariado, para que tudo decorra correctamente, como é norma do BA, nós não podemos avançar. Tem que haver formação do voluntariado e um supervisor que responda às perguntas que a população possa pôr: para que é, para que serve, onde é recolhido, a quem é distribuído... Mil e uma perguntas. O coordenador local tem de saber responder, já que o voluntário nem sempre está habilitado a responder. Só quando isso acontece é que abrimos a campanha num outro concelho.

A campanha dos próximos dias vai abranger mais um concelho...

Sim, São João da Madeira. Há uma grande expectativa e esperamos que tudo corra bem. Esses coordenadores locais estão ligados a alguma instituição?

Normalmente são pessoas de IPSS, Cáritas, Vicentinos... Em alguns concelhos, como Estarreja, Ovar, Ílhavo, Oliveira do Bairro e Águeda, os rotários assumem essa supervisão.

Mas não são eles que angariam os voluntários...

Não. Os voluntários oferecemse ao BA e o BA dá ao coordenador local a lista de voluntários para a sua zona de acção, o que não quer dizer que o próprio coordenador não arranje pessoas com espírito solidário.

As pessoas perguntam muito? Contestam?

Não. O BA têm uma credibilidade que permite que a campanha seja feita com um certo à vontade, porque todos os géneros alimentares recolhidos são consumidos no local onde é feita a recolha. Nunca vai nada para fora da área respectiva de cada BA, no nosso caso, o distrito. Mais: as pessoas acreditam no BA.

De onde vem essa credibilidade?

Os BA são contra os desperdícios alimentares. E não podemos, de maneira nenhuma, permitir que algo que seja entregue no banco seja motivo de desperdício. Tudo o que é entregue no BA é consumido a tempo e horas, dentro do prazo de validade. Podem perguntar: “Mas não há géneros consumidos fora do prazo de validade?” Isso só acontece quando há uma credencial passada pela autoridade sanitária que diga que o género alimentar pode ser consumido até à data tal, porque está em condições. Acontece as empresas terem géneros em fim do tempo de utilização, digamos assim. Esses géneros são analisados pela autoridade sanitária e é-lhes dado mais um prazo. Em vez irem para o lixo, são distribuídos com qualidade – de certeza absoluta, caso contrário não os distribuímos – a pessoas com fome.

Deduz-se das suas palavras que, além das recolhas à porta do supermercado, há ofertas das empresas...

As duas campanhas por ano [em Dezembro e em Maio] são as partes visíveis do BA. O voluntário dá de si, dá o seu trabalho. É a parte mais agradável, é bom ver a alegria com que as pessoas trabalham para o BA! Mas isso corresponde a uma recolha de pouco mais do que 200 toneladas. Ora, nós distribuímos cerca de 1800 toneladas por ano. O que o Banco recolhe é uma mínima parte do que distribui.

De onde vêm, então, esses géneros?

Vêm das empresas alimentares e cooperativas, que dão aos BA géneros que não conseguem pôr no mercado. Têm uma contrapartida, porque o Banco passa recibo de tudo o que recebe, que pode ser descontado no IRC. É vantajoso para as empresas entregar no BA, em vez de irem poluir e criar problemas. E, acima de tudo, alimentam aqueles que têm fome

Têm alguma acção junto das empresas? Alguma acção de charme?

Não. Quase todas sabem que existem BA. Acontece que existe uma Federação Portuguesa de BA. É à Federação que as empresas entregam os bens. A Federação, por sua vez, faz a distribuição pelos Bancos, consoante a quota de cada um. Aveiro tem a terceira ou quarta maior quota. Há empresas de transportes, que gratuitamente levam esses géneros ao BA. Há uma cadeia de solidariedade extraordinária que eu gostava de realçar. As empresas utilizam a capacidade de transporte sobrante para levar bens alimentares aos diferentes BA.

Há fome em Aveiro?

A fome é um peso muito grande que as pessoas não conseguem suportar. Por vezes, nem sequer dão a conhecer que têm fome. Essa fome envergonhada é a mais difícil de descobrir e apoiar. As próprias instituições têm dificuldades em detectar. Têm um papel extraordinário os grupos Cáritas e de Vicentinos, que vão à família escondida que passa dificuldades. Grande parte dos bens é entregue às IPSS, que têm a seu encargo imensas crianças e utentes de todas as idades. As instituições recebem “per capita” da Segurança Social. No entanto, isso não chega para pagar o custo que têm. Por vezes, as próprias famílias suprem essa diferença. Mas há famílias que não têm capacidade financeira. Por outro lado, por vezes as instituições acolhem mais pessoas do que as apoiadas pela Segurança Social. Se tem 70 crianças e a quota é de 50, 20 não são subsidiadas. Esse custo social é tido em consideração pelo Banco Alimentar, para saber se deve apoiar determinada instituição. Grupos Cáritas e Vicentinos não entram nessas contas, porque entregam directamente às famílias, tal como algumas IPSS que têm intervenção comunitária.

Um BA implica uma grande capacidade logística?

Temos um centro de distribuição, junto aos serviços de transporte de Aveiro, que permite cargas e descargas num espaço coberto. As instalações cedidas pela Câmara Municipal de Aveiro têm qualidade higiénica. São modelares a nível nacional, mas são curtas (cerca de 1500 m2 cobertos). Não chega. Servimo-nos graciosamente de instalações da Equatus e da Filcra, que nos cedem na Gafanha, principalmente quando o programa comunitário de apoio às populações carenciadas (PCAAC) nos dá cerca de 500 toneladas de alimentos. Para não haver mistura dos géneros do BA com os géneros da UE, servimonos desses armazéns. Por outro lado, quando algumas empresas nos dão carnes ou gelados, como não temos instalações de frio no BA (só temos pequenos frigoríficos e arcas que dão para muito pouco), servimonos da Filcra. Sem essas ajudas, seria muito difícil o Branco viver.

Além do Coronel Martinho Pereria, qual é a estrutura permanente do BA?

Vamos lá ver, eu sou o que trabalho menos! A espinha dorsal do Banco é o voluntariado. Sem voluntários, o BA não tinha razão de ser. Passava a ser uma instituição normal. O que nos distingue é o voluntariado. O BA tem três funcionários: um na secretaria e dois no armazém. Mais ninguém. Esses três funcionários têm por detrás deles voluntários sempre disponíveis, que semanalmente vão um, dois ou três dias ao BA. Vêm de Águeda ou de outras povoações vizinhas. São voluntários permanentes, que têm tarefas a seu encargo. Cumprem religiosamente! Eu digo a muita gente que se reforma e as pessoas riem-se, mas acabam por me dar razão: «Reformaste- te? Emprega-te! Começas a pensar: “O que é que eu ando cá a fazer? Já não faço nada. Ando de um lado para o outro, sem nenhum objectivo; e começas a ficar desanimado da vida”. Emprega-te. Vai para o BA, que dou-te lá trabalho!»

E tem lá trabalho para dar nesta altura?

Tenho. Para toda a gente. Nunca se manda nenhum voluntário embora. Todo o voluntário tem tarefas. O voluntário faz aquilo que entende que pode fazer, devidamente orientado pelas pessoas que estão à frente da instituição. A direcção é constituída por oito pessoas, das quais quatro estão desde a fase inicial. Sabemos de cor e salteado o que é preciso fazer para cada campanha, qual o número da cabazes que é distribuído por cada instituição, os dias de fazer e distribuir os cabazes, etc. Os voluntários são devidamente orientados e não têm qualquer pejo em pegar numa vassoura e varrer ou estar junto do computador a verificar se os sócios têm as quotas em dia, escrever uma carta, etc.

O BA precisa de dinheiro?

O BA não quer dinheiro para nada, a não ser para pagar atempadamente aos seus funcionários e para ter o necessário para o expediente: telefonar a instituições e contactar os voluntários. Temos uma base de dados dos voluntários e escrevemos-lhes a perguntar pela disponibilidade de dias e horas. No fim, enviamos uma carta a agradecer: “Obrigado pelo seu trabalho. Graças ao seu esforço, conseguimos x toneladas”. Merecem-na, sem dúvida alguma. Isso é dignificar o seu trabalho. É regra geral que quem vai uma vez volta a ir. As pessoas entusiasmam- se. Na sala de triagem, desde o juiz ao professor universitário, à empregada doméstica, todos estão irmanados no espírito solidário.

Qual é o género que as pessoas mais dão?

Arroz. É terrível! Por mais que digamos e imprimamos nos sacos que géneros é mais aconselhável dar, o arroz bate sempre o recorde. É o mais fácil de dar.

E qual o que o BA mais deseja?

Óleo, azeite, conservas... São géneros que nos dão maiores garantias de ter no BA e de distribuir correctamente. E as pessoas têm uma necessidade enorme destes géneros. Faz-se muita coisa com atum, óleo ou azeite. Estamos agora a conseguir isso com a “campanha vale”. Em vez de darem um género visível, as pessoas dão um vale que é trocado por géneros que são os mais aconselhados para dar ao banco: leite, conservas, azeite...

Como se processa a “campanha vale”?

Por altura da campanha normal, as grandes cadeias de supermercados disponibilizam vales nas caixas. As pessoas tiram, pagam na caixa e entregam ao BA. No fim, é feita listagem geral. Na última campanha, em Aveiro, foram angariadas deste modo 30 toneladas.

A sua experiência de comandar soldados serviu para comandar este exército de voluntários do BA?

Temos para cima de 1600 voluntários em cada campanha, que são criteriosamente utilizados. Só aqui em Aveiro, no armazém e na cidade, são precisos cerca de 600. Cada pessoa tem tarefas próprias. É uma família extraordinária, há um grande espírito de colaboração, tanto no BA de Aveiro, como na Federação nacional – sou um dos vice-presidentes – e na Federação Europeia, onde também tenho lugar.

O voluntariado é fundamental...

É a espinha dorsal do Banco. Sem voluntários, a filosofia do Banco deixava de ser posta em prática. A pessoa dá alguma coisa de si aos outros. Há pessoas que passam fome, com o seu pequeno trabalho e doação, essa pessoa pode ser alimentada melhor. É preciso ter noção de que os desperdícios alimentares

Espera então que o voluntário, colaborando contra o desperdício, também se eduque...
Sem dúvida. Aliás, nós promovemos no BA a educação para a cidadania. Inclusive falamos do tema nas escolas, a convite das escolas ou por nossa iniciativa. Temos nas nossas mãos a capacidade de evitar que muita gente passe fome. Nos países desenvolvidos, mais de 100 milhões de pessoas vive abaixo do limiar de pobreza. Um terço da população mundial sustenta-se com menos de dois dólares por dia per capita. Em Portugal, 20% da população vive abaixo do rendimento mínimo. Se tivermos a noção de que o supérfluo pode fazer tanto bem a outras pessoas, evitamos muitos danos. Podemos fazer muito. A Madre Teresa tem várias coisas escritas sobre isto. Há um texto muito giro [E cita de cor]: “Não te detenhas. Se estás velho, se não podes correr, trota. Se não podes trotar, caminha com uma bengala. Nunca te detenhas. Não tenhas saudades do que fazias quando era mais novo. Fá-lo na mesma. A maneira como o fazes é que pode ser diferente”.

Entrevista para ler aqui.