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29/08/16

Jovens missionários levam alegria e afeto aos idosos de Almodôvar


O grupo ‘Diálogos’, de jovens ligados aos Missionários do Verbo Divino, está em missão no concelho de Almodôvar, na região alentejana, para levar a sua alegria e afeto aos mais idosos.
Em entrevista à Agência ECCLESIA, Nuno Alegria Ribeiro, que integra este projeto, realça que os 14 voluntários envolvidos estão a visitar não só as pessoas “nos lares” mas também “nas suas próprias casas“.
Uma forma de combater a solidão que afeta grande parte da população idosa, nesta parte do território português.
“Muitas vezes as pessoas, principalmente nesta região, estão isoladas em montes e portanto é difícil o contacto”, sublinha o jovem voluntário missionário.
As visitas às pessoas estão a acontecer integradas nas ações de apoio e segurança prestadas pela GNR local e também pelas instituições sociais, mais concretamente pelo apoio domiciliário.
“É verdade que ao início pode haver sempre algum receio, muitas pessoas questionam o que é que nós queremos, que devemos vir pedir dinheiro, esse normalmente é sempre o primeiro pensamento”, reconhece Nuno Ribeiro.
No entanto, pouco a pouco, a relação estabelece-se e a ligação acontece, no meio de uma brincadeira, de uma conversa.
Entre as memórias que guarda como voluntário missionário, há uma que o jovem não esquece, passada num lar de idosos em Vilar Formoso.
“Quem conhece a realidade dos lares de idosos sabe que há pessoas com demências, associadas ao Alzheimer, ao Parkinson, muitas vezes não se lembram do seu próprio quotidiano, dos seus familiares, de quem gostam”, salienta.
Na avaliação da missão em Vilar Formoso, duas semanas depois, constatou-se que “pessoas que não se lembravam de quem eram os seus familiares, que muitas vezes não se lembraram do que tinham feito no próprio dia, lembraram-se dos voluntários, dos seus nomes”.
“Nós vamos estar com as pessoas e o facto de as conseguirmos marcar ao ponto delas se lembrarem passadas duas semanas, dos nossos nomes e do que tínhamos estado a fazer, isso é de facto marcante”, aponta Nuno Ribeiro.
O grupo ‘Diálogos’, criado no ano 2000, está espalhado por quatro núcleos do país: Guimarães, Coimbra, Santa Catarina, em Caldas da Rainha, e Lisboa.
Todas as atividades propostas aos membros “bebem do cariz missionário” dos sacerdotes do Verbo Divino.
“Os jovens fazem voluntariado e acompanham os padres na missão”, já estiveram em várias regiões de Angola, e em preparação está uma ida à Argentina.
Em Portugal já estiveram um pouco por todo o país, sendo que antes de Almodôvar estiveram neste mês de agosto em Viseu, a acompanhar pessoas com deficiência profunda.
O grupo conta com jovens entre os 16 e os 18 anos, mas recebe também elementos das mais variadas proveniências sociais.
“Uma senhora com 82 anos juntou-se a nós em Almodôvar para fazer voluntariado”, revela Nuno Ribeiro, que destaca ainda a importância destas iniciativas para uma maior ligação à fé, a Deus.
“Já fizeram projeto connosco pessoas não crentes e fizeram o seu encontro com Deus. É certo que o objetivo é o trabalho desenvolvido nas instituições mas ver outras realidades permite também o encontro connosco próprios, e não só com os outros. Como o espaço é limitado e as pessoas estão limitadas, todas as emoções são vividas ao máximo”, conclui.
Os jovens do grupo ‘Diálogos’ procuram ao longo do ano manter o contacto com as instituições onde trabalhamos, visitando-as e pondo em prática diversas iniciativas de dinamização.
Daqui.

04/06/16

ATIVIDADE DE VERÃO – FÉRIAS SOLIDÁRIAS 2016

Porque há atividades que nunca custam “repetir”… de novo…





3 - 7 agosto 2016
> 17 anos | jovens . adultos

Para quê?
Cuidar o Encontro contigo, com outros, com a natureza,
com Deus em tempo de férias.

 Onde?
Acantonamento | Mosteiro de Arouca
Caminhadas | Passadiços do Paiva, Mizarela, Drave
Misericórdia | Lar e Cuidados Continuados
Patronato | Crianças e Jovens


outras ligações:

Mais informações e inscrições:
Cristina Nunes

968574005


22/08/15

“No início vinha para ajudar. Agora venho porque sou amiga da dona Julieta”

Coração Amarelo é o nome de uma associação que nasceu em Lisboa para combater a solidão dos mais idosos. De 2000 para cá cresceu bastante. Não falta gente só. Hoje chega também a Oeiras, Sintra, Cascais, Porto, Cacém e Aveiro. E a guerra contra a solidão não vai ficar por aqui.

Marta, a voluntária, ainda não chegou. Julieta Soeiro, de 103 anos, está sentada ao computador a jogar às cartas. É assim que usa muito do seu tempo agora que já sai pouco de casa, um apartamento num 2.º andar de um prédio em São Domingos de Benfica, Lisboa. Quando Marta está, fazem outras coisas mais animadas: conversam, vêem filmes, ouvem música — Julieta gosta muito de música, diz que foi a sua “verdadeira vocação”. O pai queria que ela fosse médica, mas ela não foi.
Fez seis anos de conservatório e depois deu aulas de piano. Foi há muito tempo. Ninguém diria que a sua vida leva um século. Julieta transborda de energia e de lucidez — o que ajuda a explicar por que razão aprendeu num instante a trabalhar com o computador, tão bem que, até há uns tempos, passava as noites em frente ao ecrã, a jogar paciências, só se ia deitar quando ouvia passar lá fora o primeiro comboio da manhã, sinal de que o dia ia nascer. Tinha medo das noites e sentia-se muito sozinha nessa altura. Mas isso foi antes de a associação a que Marta pertence lhe ter sido apresentada.     
Tocam à campainha. É Marta Correia, técnica de análises clínicas, voluntária da Associação Coração Amarelo. Beijos e abraços. Sentam-se no sofá, de mãos dadas.
Marta tem 28 anos. Todas as semanas, liga a Julieta, combinam uma hora e juntam-se para conversar. “Todas as semanas ela vem, mesmo quando chove”, diz Julieta com um grande sorriso. Às vezes vem com bolinhos, conta. O computador fica desligado nessas alturas. Conversam sobre tudo e mais alguma coisa. “Se estou bem-disposta faço a Marta rir.” Quando se sente mais em baixo, avisa-a: “Olha que hoje não sou grande companhia.”
Julieta Soeiro é viúva há mais de 30 anos. Depois de o marido morrer ficou a viver sozinha neste 2.º andar de São Domingos de Benfica estreado por ela há 60 anos.
A Associação Coração Amarelo foi criada em Lisboa, em 2000. Tinha um objectivo essencial: “combater a solidão dos idosos” da cidade, explica Maria d’Assunção Cruz, presidente da delegação de Lisboa. Como? Apoiando a formação de um grupo de voluntários que faziam companhia a quem dela precisava — companhia em casa, mas também para ir ao médico, para dar um passeio, para fazer umas compras, para escrever cartas... O projecto não parou de crescer. Havia — e há — muita gente só.
Em 2003, assinou um protocolo de cooperação com Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Cruz Vermelha Portuguesa, para o Programa “Mais Voluntariado, Menos Solidão”. Hoje, a Coração Amarelo tem delegações em Lisboa, Oeiras, Sintra, Cascais, Porto, Cacém e Aveiro. E há comissões instaladoras em Porto de Mós e Évora. Vive de subsídios, das quotas dos associados (800), de donativos, de receitas de eventos que organiza.
No total, são cerca de 900 os beneficiários — só em Lisboa foram, no ano passado, 218, a maior parte mulheres. E a maior parte com mais de 80 anos. Há 121 que estão totalmente isolados, sem qualquer suporte familiar. Muitos têm limitações ao nível da autonomia — agravada, por vezes, por viverem em prédios cujas escadas já não conseguem descer, por exemplo.
Nuns casos, há carências económicas graves. Noutros não. “A solidão é transversal a todas as classes sociais”, diz Maria d’Assunção Cruz. Seja como for, independentemente dos rendimentos, ninguém paga nada pelos serviços prestados.
O número de voluntários ronda os 900 — “E são precisos mais, como do pão para a boca”, continua. Em troca da companhia que oferecem recebem coisas que dizem que são difíceis de explicar: “A satisfação de ajudar pessoas, que é uma coisa que acho que não consigo fazer muito na minha profissão”, afirma Marta; “a satisfação de ser útil, que é algo que não tem preço”, diz Pinheiro Torres, engenheiro, industrial, 88 anos, também ele voluntário.
“Os outros melhoram-nos”
“Quando abandonei a vida activa, há uns dez anos, não deixei de ir à fábrica, e continuo a ser accionista”, conta Pinheiro Torres sentado à mesa da sala de Carlos Ribeiro, 82 anos, e de Luisete Ribeiro, 84, um casal que vive no bairro de Campo de Ourique. “Mas quando deixei de ter responsabilidades a sério, achei que devia dar parte do meu tempo a outros que não conhecesse. Era ridículo dizer que ia estar mais com os netos, com a família, porque isso é óbvio.”

Um dos filhos falou-lhe da Coração Amarelo. “E telefonei-lhes a oferecer os meus serviços. Fiquei desde então ligado à associação. O senhor Carlos Ribeiro e a senhora Luisete Ribeiro são o terceiro casal que assisto.”
O seu último “amigo” antes dos Ribeiro era um homem que não tinha as duas pernas. “Veja como os outros nos melhoram: ele era bi-amputado, mas tinha uma alegria, uma força! Mantinha-se de pé, com as próteses, era um caso raro. Não se queixava da vida, chegava ao ponto de dizer na brincadeira que, assim, não tinha problemas com calos. Morreu há dois anos.”
Pouco depois, a associação apresentou-lhe o casal de Campo de Ourique. Carlos Ribeiro, ex-contabilista, ex-comerciante, ex-figurante de anúncios publicitários, tem a doença de Parkinson, que o está a deixar bastante debilitado. Um forte desvio na coluna faz com que sofra de dores muito fortes. Luisete também é doente — trabalhava num laboratório, mas teve de reformar-se com 50 e poucos anos por causa “de problemas nas articulações”. Não têm filhos e a reforma de ambos “não chega a dois salários mínimos”, como explica Carlos.
Os medicamentos, os tratamentos, as contas para pagar e a solidão foram-se tornando insuportáveis. Um dia, uma pessoa amiga falou-lhes na Coração Amarelo. “E isso mudou as nossas vidas”, diz Carlos Ribeiro.
Pinheiro Torres é um voluntário especial. Desde logo, recusa-se a marcar um dia e uma hora fixa para ir semanalmente a casa do casal Carlos e Luisete. “Para mim, fazer companhia a alguém tem de ser sem hora marcada, é aparecer sempre que é preciso, quando há problemas, quando é necessário ir ao médico ou comprar os medicamentos, é estar aberto para o que surgir...”
Resultado: estão juntos todas as semanas, tantas vezes mais do que uma vez por semana. “Vem com a esposa buscar-nos para almoçar muitas vezes ao domingo”, diz Luisete. “No ano passado caí e tive de ir para o hospital, a minha mulher ligou e passados dez minutos ele já lá estava”, conta Carlos. “Ainda no sábado, estava eu muito acabrunhado, a minha mulher falou com ele ao telefone, ele percebeu e veio cá dar-me alento.”
“Tenho convicções religiosas, profundas, acredito em Deus, acredito na solidariedade e acredito nos outros”, sintetiza o industrial. Tem uma vida confortável, nas suas palavras, e tem tempo — quando faz algo que faz Luisete ou Carlos sorrirem diz que fica tão satisfeito como se estivesse a agradar a “uma neta”.
Como uma princesa
Ao combater a solidão das pessoas, a associação entrou na casa delas e começou a detectar outros problemas. “Fizemos uma candidatura ao Instituto de Segurança Social no distrito de Lisboa, precisávamos de técnicos”, conta Maria d’Assunção Cruz. Desde 2009, a delegação da capital tem uma equipa constituída por assistente social, psicóloga, animadora sociocultural e terapeuta ocupacional.

Cada novo utente que entra no projecto recebe a visita de um técnico. Se há um problema psíquico, sugere-se a psicóloga. Se é preciso tratar do Complemento Solidário para Idosos, a assistente social oferece-se para tratar da burocracia. Se a pessoa manifesta vontade de frequentar um centro de dia, procura-se uma vaga. Também se organizam passeios e actividades. E se há necessidade de arranjar alguém que passe as noites em casa da pessoa, por exemplo, contacta-se uma instituição que possa proporcionar esse apoio — e às vezes é possível.
Julieta Soeiro, a senhora de 103 anos, tinha medo das noites, já se disse. Quando o sol se punha, fechava-se na salinha do computador, a única da casa onde se sentia segura porque tem lá a imagem na parede do Sagrado Coração de Jesus, e só quando o apito do primeiro comboio da manhã anunciava a chegada do dia, se ia deitar. Dormia até tarde. Comia mal. Era um desalento.
Um dia sentiu-se mal, chamou o INEM, levaram-na ao hospital. A médica que a atendeu contactou uma assistente social e foi por intermédio das duas que Julieta soube da Coração Amarelo. Arranjaram-lhe uma “companhia” — a última, antes de Marta, foi viver para a Irlanda. “Ainda no outro dia me telefonou e estivemos a conversar”, conta Julieta. Depois chegou Marta, que a visita há um ano. “No início vinha porque queria ajudar, sentia o tal vazio. Agora venho porque sou amiga da dona Julieta.”
Mas a Coração Amarelo fez mais. Contactou a SCML, falou do medo da dona Julieta da noite. “E agora há uma senhora que vem cá dormir todas as noites, que faz o jantar e que me leva o pequeno-almoço à cama, como se eu fosse uma princesa, depois sai e volta outra vez à noite”, conta Julieta. Nunca poderia pagar esse serviço, com a sua reforma mínima. Agora já não tem medo e dorme. “Depois do pequeno-almoço fico a descansar mais um pouco. Para quê levantar-me logo? Para me vir sentar numa cadeira? Enquanto durmo, descanso. É preciso, para ver se o tino e o juízo se vão mantendo.
Mais de 407 mil vivem sós depois dos 65 anos
— Em 1960 havia menos de 710 mil pessoas com 65 ou mais anos (ou seja, 8% da população do país). O Censos de 2011 refere cerca de dois milhões de pessoas com 65 ou mais anos (ou seja, 19% da população). Portugal é o quarto país com maior proporção de pessoas idosas no seio da União Europeia.

— Quase 30% dos idosos têm 80 ou mais anos.
— Cerca de 407 mil pessoas com mais de 65 anos vivem sós. Na faixa dos 75 ou mais anos são mais de 241 mil. E há 388 mil casais em que ambos têm pelo menos 65 que vivem sozinhos.
Daqui.

Quem são os voluntários do Coração Amarelo?

Nuns casos é uma vizinha, um amigo, uma assistente social quem dá o alerta, noutros, são os próprios que telefonam e pedem apoio — e hoje em dia até já é possível dizer “quero companhia” através do site na Internet da associação Coração Amarelo que, como tantas outras coisas nesta casa, foi desenhado e concebido em regime de voluntariado.
Nem toda a gente tem jeito para ir fazer companhia às pessoas, explica a presidente da delegação de Lisboa. Mas há quem se ofereça para apoiar de outra forma uma causa com a qual se identifica. Maria d’Assunção Cruz dá um exemplo: um empresário de construção civil que dizia que para visitar os idosos semanalmente não tinha perfil, mas que já pôs os seus funcionários a pintar casas, a arranjar esquentadores, a colocar corrimões e a tratar de ligações eléctricas. “Sinalizamos dezenas de vezes casas quase em curto-circuito”, conta a presidente.
Também há um economista. “No ano passado fez um questionário de satisfação aos beneficiários. Depois os questionários foram trabalhados na casa dos beneficiários por alunos da Universidade Católica e da Nova.” E há ainda um sociólogo, que fez a história da associação. “Ninguém sai daqui sem trabalho.”
O voluntário “tradicional” da associação é, contudo, o que faz visitas. Nos primeiros encontros com quem se propõe a apoiar, Maria d’Assunção Cruz, aposentada da Segurança Social, procura avaliar perfis. E encaixá-los com os perfis dos beneficiários. Tem resultado: em média, as amizades que a Associação Coração Amarelo semeia duram dois anos e meio. Na verdade, duram muitas vezes até ao fim da vida.
Como é que se constroem “pares” que resultem? “Há pessoas que adoram ler em voz alta e idosos que sempre adoraram ler mas já não conseguem ver. Há uma ex-professora de Filosofia que se queixava de nunca mais ter conseguido conversar sobre Filosofia com ninguém, desde que tinha deixado de dar aulas. Escolhemos um diplomado em Filosofia para lhe apresentar, o que foi uma grande alegria para ela.” Apenas exemplos.
Todos os voluntários recebem formação. Cada um acompanha um beneficiário — um mínimo de duas horas por semana é o que se pede. Olhando para o universo de Lisboa, a maioria dos voluntários têm entre 41 e 80 anos. Mas há pessoas de todas as idades — dos 18 aos 92.
Daqui.

16/08/15

Voluntários da UAlg vão fazer companhia a idosos solitários de Faro

O projeto «Histórias sem Idade», que visa «contribuir para minimizar a solidão sentida por muitos idosos no concelho», vai ser formalizado pela Câmara de Faro e pela Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve, na sexta-feira, através da assinatura de um protocolo de parceria entre as duas entidades.

No âmbito deste projeto, o Grupo de Voluntariado da ESSUAlg, em colaboração estreita com o Departamento de Ação Social e Educação da Câmara Municipal de Faro, que irá fazer visitas regulares ao domicílio «para conversar e fazer companhia e apoio na realização de pequenas tarefas diversas», mas também dar apoio no contacto com familiares distantes.

No campo das tarefas domésticas, os voluntários irão ajudar os idosos, entre outras, «no pagamento de contas, realização de algumas compras e marcação de consultas médicas», segundo a Câmara de Faro.
Daqui.

12/07/15

Associação Mais Proximidade Mais Vida


Associação Mais Proximidade Melhor Vida (AMPMV) é uma associação de apoio à população idosa residente na zona da Baixa de Lisboa e Mouraria.
A Associação pretende, através de diversas actividades, reduzir o impacto da solidão e/ou isolamento das pessoas idosas e contribuir para a melhoria da sua qualidade de vida.

Um país com um milhão de voluntários

Em cada 100 horas de trabalho em Portugal, quatro só acontecem graças a voluntários. São 368,2 milhões de horas num ano, para perceber melhor. Se fosse obra de uma só pessoa, como nunca é, esse super-homem teria de viver 42 mil anos sem fazer mais nada. Um estudo do Instituto Nacional de Estatística calcula que haja mais de um milhão de voluntários no país, cerca de 11,5% da população portuguesa. Dão todo o ano mas lembramo-los este Natal, numa edição que amanhã será dedicada a pessoas como Leonor, que visita idosos de Lisboa pela Associação Mais Proximidade Melhor Vida, ou Joana, que trabalha junto de mulheres que se prostituem na Estrada do Luso.
O estudo do Instituto Nacional Estatística concluiu que o trabalho voluntário em Portugal equivalia, em 2012, a 1% do PIB. A taxa de voluntariado era muito semelhante na população empregada e desempregada mas menor entre os reformados, destacando-se a intervenção dos mais jovens, em particular mulheres e solteiros. Mas se um milhão de voluntários parece muito, não somos campeões nesta área. As maiores taxas de voluntariado registam-se no norte da Europa, em particular na Holanda, onde 57% da população dá um pouco do seu tempo de forma altruísta. O INE explicava em 2013, na divulgação do estudo, que o desfasamento poderia resultar das condições socieconómicas do país, por haver uma correlação entre desenvolvimento económico e voluntariado.
APESAR DE TUDO SOLIDÁRIOS 
Mas apesar da economia ter encolhido nos últimos anos e não havendo dados mais recentes do INE para avaliar o impacto no voluntariado, um estudo divulgado ontem pelo IPAM - The Marketing School mostram uma sociedade em que a maioria tem algum gesto de solidariedade. Sete em cada dez portugueses doam dinheiro para causas solidárias. Se a maioria o faz ao longo de todo o ano, em média quatro vezes, alguns fazem-no mais nesta altura  [Natal]. Cinco euros é a quantia mais frequentemente oferecida, ainda que o valor médio ronde os nove euros.
O EMPURRÃO DA INTERNET 
Se é nos centros comerciais e em campanhas de rua que mais se fazem donativos, nos últimos anos têm surgido ferramentas na internet que facilitam a construção de um país mais solidário. É o caso da Bolsa do Voluntariado, criada em 2005 pela associação Entreajuda. Ontem estavam listados 87 pedidos. O Centro Padre Alves Correia, que trabalha com imigrantes, pede o apoio de um informático e de um enfermeiro ou farmacêutico. O corpo de voluntários da Ordem de Malta recruta acompanhantes de doentes que pretendem assistir à missa na capela do Hospital de S. João mas não têm quem os leve. A Misericórdia de Albufeira pede a ajuda de uma cabeleireira.
As plataformas para troca de géneros também se tornaram mais comuns e o estudo do IPAM revela que o hábito de oferecer bens, novos ou usados, é hoje mais abrangente que os donativos financeiros. Roupa, sapatos e alimentos são as principais ofertas. No site da Entreajuda, é possível colocar bens à disposição. Outra novidade são os leilões solidários em sites como o eSolidar, em que famosos e não só colocam cedem artigos para licitação e entregam as receitas a associações. Este ano, o direito a jantar com Tony Carreira valeu mil euros à delegação de Braga da Cruz Vermelha.
Daqui.

12/10/14

Dia do Idoso Voluntariado ajuda reformada a combater solidão na Lousã

Após uma vida de trabalho em Lisboa, a reformada Sara Santos, de 73 anos, acabou por radicar-se na Lousã, onde desenvolve serviço voluntário com idosos e crianças para combater a solidão.

Há 15 anos, quando ela e o marido decidiram aposentar-se, escolheram a Lousã para viver, deixando para trás décadas de labor na capital, onde permanecem os três filhos, quatro netos e um bisneto.

Natural de Boticas, Sara Santos era segunda ajudante no 5º Cartório Notarial de Lisboa, enquanto José Ventura, já falecido, oriundo da Pampilhosa da Serra, trabalhava no hotel Altis.

"Para os idosos, Lisboa é uma terra triste. As pessoas não têm com quem falar", afirmou a ex-funcionária pública à agência Lusa.

Na Lousã, onde fez muitos amigos, Sara Santos, muito ativa na comunidade, colabora com a paróquia local.

"Não sou catequista, mas conto às crianças histórias que ligam essa aprendizagem à vida real", explicou.

Na Arte-Via -- Cooperativa Artística e Editorial, a cuja assembleia-geral preside, integra as atividades educativas e de solidariedade sociocultural da Universidade do Autodidata e da Terceira e Idade da Lousã, uma das valências da instituição, acompanhando quase 100 utentes, entre adultos e crianças.
"Quando aqui cheguei, quis logo encontrar um caminho e a cooperativa é que me valeu. Não troco esta terra por outra", revelou.

Também José Ventura, que "sonhava regressar à aldeia onde nasceu" (Pescanseco Fundeiro, no concelho da Pampilhosa da Serra), acabou por mudar de ideias.

O casal optou por comprar um apartamento novo, quando o comboio ainda circulava no Ramal da Lousã, ligando a vila a Coimbra.

"Queríamos um sítio onde não estivéssemos longe de tudo. Na Arte-Via, contacto com muitas pessoas, estou a ajudar-me a mim própria e não sinto a solidão", salientou.

Por graça, uma pessoa amiga com quem se escreve, costuma identificar Sara Santos nas cartas como ‘Embaixadora de Trás-os-Montes na Lousã’, o que a faz sorrir.

"A minha alma é transmontana, a Lousã foi o meu abrigo e de coração sou serrana, por amor ao meu marido", resumiu.

Passa temporadas na modesta casa serrana da família, em Pescanseco, onde regressam no verão pampilhosenses de várias gerações radicados em Lisboa.

"Gosto muito de estar lá e falar com os mais novos, para saber o que eles fazem", congratulou-se.
Sara Santos anda a reler o livro ‘Padre Fontes -- O romance de uma vida’, de Eugénio Mendes Pinto, uma biografia do fundador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes: António Fontes, transmontano que, como ela, nasceu em 1940.

"Mas amo a terra que me acolheu", enfatizou. Em Lisboa, "os idosos não têm o apoio domiciliário que têm aqui", beneficiando de "duas visitas diárias", exemplificou.

Desde a juventude, aprecia músicos que se destacaram na oposição à ditadura, como Luís Cília e José Afonso, entre outros.
"Muitas das suas canções ajudaram-me a sentir que era alguém", acentuou.

Também ela escreve poemas com preocupações político-sociais. No último 25 de Abril, numa comemoração local dos 40 anos da Revolução dos Cravos, Sara Santos empolgou o público ao declamar um desses textos.

Daqui.

20/07/14

Dia dos Avós dinamizado pelo Banco Local de Voluntariado

É na Quinta Pedagógica de Braga que avós e netos são desafiados a comemorar, durante a próxima semana, o Dia dos Avós.

O objectivo da iniciativa, dinamizada pelo Banco Local de Voluntariado em parceria com a Quinta Pedagógica, é estimular as relações intergeracionais, com actividades de troca de experiências e solidariedade entre as duas gerações.

Os interessados em participar podem desde já fazer a inscrição para as actividades que decorrem de 21 a 25 de Julho, entre as 14.30 e as 16.30 horas.

O programa prevê um ateliê de cozinha sobre ‘fidalguinhos’, para segunda-feira.
As tardes dos dia 22 e 24 são dedicadas a ateliês de artes plásticas, elaborando ‘sacos de cheiros’ com plantas aromáticas colhidas na Quinta Pedagógica.

Na quarta-feira, avós netos dedicam-se a outro aletiê de cozinha, desta vez sobre compotas de fruta, confeccionadas com produtos colhidos na quinta.

No dia 25, a proposta é um ateliê de pasta de papel. Sendo que para este dia está também previsto um la
nche de confraternização para marcar o encerramento da semana.

“Os avós são um baluarte essencial na estrutura familiar e indispensáveis no auxílio que dão aos filhos e na ajuda à formação cultural e cívica dos netos”, afirmou Firmino Marque, vice-presidente da câmara, que ontem participou na apresentação da iniciativa à imprensa.
Fernando Pinto, responsável pela Quinta Pedagógica, referiu que a presença dos avós representa uma mais-valia para a Quinta.

“Durante este ano temos contado com a presença de muita população sénior nas nossas actividades”, referiu o responsável.

Ateliês são desenvolvidos com apoio de voluntários do Banco Local de Voluntariado — o BLV conta actualmente com mais de 1700 inscritos. “Diariamente estarão cinco ou seis voluntários a dinamizar os ateliês com avós e netos”, avançou Amélia Pereira. A coorde-nadora do BLV de Braga referiu que todas as se-gundas-feiras os volun-tários marcam presença na Quinta colaborando com os utentes da Associação de Paralisia Cerebral.

Daqui.

12/07/14

Projeto de voluntariado jovem em Salvaterra de Magos

O banco local de voluntariado de Salvaterra de Magos criou um novo projeto de voluntariado jovem com o objetivo de ocupar os tempos livres dos estudantes durante os meses de Verão, proporcionando-lhes a oportunidade de ajudar várias graciosamente instituições do concelho.
O programa vai decorrer nos meses de julho, agosto e na primeira semana de setembro, contemplando áreas como o apoio a idosos e à infância, o combate à exclusão social e a cidadania, entre outras áreas de intervenção.
Daqui.

26/06/14

VOLUNTARIADO PORTA A PORTA PARA SENSIBILIZAR SENIORES

Com o objetivo de sensibilizar os seniores residentes na Amadora, para os projetos de apoio que a Câmara Municipal disponibiliza a esta camada da população, realiza-se, nos próximos dias 25 e 26 de junho, uma ação de sensibilização de proximidade, com recurso a voluntários inscritos no Banco Local de Voluntariado da Amadora.

Ver mais aqui.

Voluntariado de proximidade em Câmara de Lobos




Duas entidades, uma pública e outra com fins privados, mas de âmbito social, vão organizar um programa que incentiva ao voluntariado de proximidade, dedicado aos mais idosos, intitulado 'Mais Laços'.
"No âmbito do Programa Voluntariado de Proximidade que visa auxiliar a população no combate à solidão e isolamento social, proporcionando maior segurança, bem-estar, companhia e maior qualidade de vida, a Junta de Freguesia de Câmara de Lobos em parceria com a Casa do Voluntário irá desenvolver este programa de voluntariado de proximidade no concelho de Câmara de Lobos que será designado por 'Mais Laços'", informa uma nota de imprensa.
O projecto será apresentado amanhã, 24 de Junho, pelas 18 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Câmara de Lobos.
Daqui. Ver mais aqui.

Câmara do Nordeste celebra protocolo com grupo de voluntariado do concelho

A Câmara do Nordeste pretende promover uma maior participação das instituições da sociedade civil em programas e projetos de cariz social, nomeadamente ao nível do apoio aos mais desprotegidos, num desafio à qualidade de vida dos cidadãos e ao exercício de uma participação plena de cidadania ativa. Seguindo este pressuposto, a autarquia assinou um protocolo de colaboração com a Associação Grupo de Voluntariado e Amigos do Nordeste.

Ler mais aqui.

27/07/13

Associação Raízes


SER VOLUNTÁRIO

Basta DAR UMA HORA por semana para poder fazer toda a DIFERENÇA!

Podemos não mudar o mundo, mas podemos mudar o mundo de alguém

Objetivo:
- Visitas semanais de acompanhamento a idosos em situação de isolamento (freguesias do Lumiar, Ameixoeira e Charneca)

Oferecemos:
- Formação certificada
- Acompanhamento contínuo de atividade
- Certificado de voluntariado
- Aquisição de competências através da experiência adquirida na área de geriatria e no âmbito de intervenção comunitária

Contactos
Fax: 21 752 20 69
Email Direcção: direcao@raizes.pt
Email Voluntariado: voluntariado@raizes.pt
Email Formação: formacao@raizes.pt
Email Centro de Apoio ao Estudo: raizes.cae@gmail.com
Email Livraria Crescer a Ler: cresceraler@raizes.pt
1750-137 LISBOA
Raízes – Associação de Apoio à Criança e ao Jovem
Telefone: 21 752 20 50
Email Geral: geral@raizes.pt
Morada:
Rua Leopoldo de Almeida, nº 9 A/B

http://raizes.pt/

Associação Raízes

Os projectos de intervenção da Raízes são muito dinâmicos, assim como as suas necessidades em termos de voluntariado!
JUNTOS PODEMOS FAZER MAIS E MELHOR!
ACTUALMENTE PROCURAMOS…
- 1/2 voluntário(a)s para apoio na Livraria
Livraria Infanto-Juvenil Crescer a Ler, com componente itinerante
Local: Lumiar e Escolas em Lisboa
Horário: tardes, variável

-Voluntários para apoio ao estudo.
Destinatáriosalunos do 1º ao 3º Ciclo
Local: Amadora, Olivais, Lumiar, Lisboa
Horário: entre as 16h e 20h (conforme disponibilidade do
voluntário)
Regularidade: 1 a 5 vezes por semana

- No âmbito do projeto Cidadania e Bem-estar necessita-se de Voluntários para realizar visitas semanais a idosos em risco de isolamento social.
Local: Lumiar, Ameixoeira e Charneca
Horário: conforme disponibilidade do voluntário
Regularidade: 2 horas por semana
Ver mais em Raízes.

18/05/09

OUTONOS DA VIDA


Promovemos o Bem-estar dos Doentes, Seus Familiares e Cuidadores
Disponibilizamos Qualidade de Vida até Morrer
Humanizamos a Saúde



O que são Cuidados Paliativos ?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) define os Cuidados Paliativos, como cuidados que :
· Abrangem todos os tipos de cuidados, incluindo os físicos, psicológicos, sociais, emocionais e espirituais;
· Oferecem um sistema de apoio para ajudar os doentes a permanecerem tão activos quanto possível até morrerem;
· Ajudam a família a enfrentar a doença do ente querido e o período de luto após a morte;
· Respeitam os valores e crenças pessoais, culturais de estilo de vida e religiosos;
· Aliviam a dor e outros sintomas desagradáveis;
· Não provocam nem atrasam a morte;
· Encaram a morte como uma parte inevitável da vida.


O que é a Dor Crónica?


De acordo com a International Association for the Study of Pain (IASP) a dor é definida como :
- Uma experiência multidimensional desagradável;
- Envolve não só um componente sensorial mas também um componente emocional;
- É associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão;
- É uma dor persistente ou recorrente durante pelo menos 3-6 meses, que muitas vezes persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem, ou que existe sem lesão aparente.


Outonos da Vida
Associação para os Cuidados Paliativos e Dor Crónica do Médio Tejo
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