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19/03/14

Brasil: Campanha do Voluntariado é lançada em São José

Objetivo é cadastrar e capacitar pessoas para atuarem como voluntárias em instituições filantrópicas do município.

Ver mais aqui.

30/10/07

Voluntariado é tema de oficina no Recife

Quem tem algum interesse em realizar trabalhos voluntários, mas anda não decidiu como deve atuar, pode participar de duas oficinas que serão realizadas pelo Recife Voluntário no dia 9 de novembro. Serão organizadas duas turmas, uma no turno da manhã, das 8h às 12h, e outra no período da tarde, das 14h às 18h.Questões como a motivação, os benefícios, direitos, deveres e Lei do Serviço Voluntário serão discutidos, além de temas como as diferenças entre doação e serviço voluntário; ação voluntária e voluntariado; e serviço voluntário e estágio não-remunerado.
As inscrições podem ser feitas gratuitamente através do telefone do setor de voluntariado da Fundação Altino Ventura: 3302-4300 (ramal 231 ou 324). As oficinas vão acontecer no auditório da Fundação, localizado na Rua da Soledade, 170, Boa Vista. Seja um Voluntário - O Projeto Transformação, realizado com a comunidade do Pilar, no Recife, está precisando de voluntários. O trabalho, voltado principalmente para a retirada de pessoas das ruas, nasceu há 18 anos, numa iniciativa de dois pastores evangélicos. “Eles foram para as ruas falar de Deus para os garis, mas se depararam com o problema dos moradores de rua e ficaram sensibilizados”, explica o secretário executivo do projeto, Waldir Benevides. Há oito anos, pessoas que decidiram sair das ruas se instalaram no Pilar e, assim, a comunidade passou a ser um dos focos do trabalho, que perdeu o caráter apenas religioso.
Hoje, o Projeto Transformação conta com uma fábrica de velas artesanais, em parceria com a ONG Visão Mundial, chamada Luz do Pilar. A produção, feita por um grupo de mulheres, já esta sendo exportada para a Europa. Além disso, outro grupo de mulheres da comunidade está aprendendo corte e costura, através de uma parceria com a Faculdade Boa Viagem, para que uma grife seja criada.
O principal trabalho do Transformação, entretanto, continua sendo a tentativa de reintegração à sociedade dos moradores de rua. “Precisamos do que chamamos ‘agente de transformação’. Voluntários que fazem a abordagem dos moradores de rua”, diz Waldir Benevides. Os voluntários precisam ser maiores de 18 anos. “O pré-requisito principal é a vontade de aprender e crescer com essas pessoas”, explica o secretário. O horário de trabalho é flexível, mas é feito principalmente à noite. O projeto tem ainda a demanda por profissionais da área de psicologia, que acompanham os moradores de rua. Outras informações sobre o trabalho voluntário podem ser obtidas através do telefone 8801.8950.
Confira aqui outras instituições que precisam de voluntários.
Notícia daqui.

04/10/07

MAIS DE 32 MIL FUNCIONÁRIOS E FRANQUEADOS EM 12 PAÍSES PARTICIPAM DO 12º ''DIA GLOBAL DO VOLUNTARIADO''

Mais de US$ 26 milhões em serviços voluntários doados na história do programa

Rio de Janeiro, RJ - Sábado, 6 de outubro, marcará o 12º aniversário do Dia Global do Voluntariado, principal evento da Prudential Financial para retribuição às comunidades. Desde 1995, mais de 250 mil voluntários dedicaram mais de 1,5 milhão de horas para realizar mais de 6.800 projetos em todo o mundo. Como parte da campanha deste ano, um número esperado de 32 mil voluntários realizará cerca de 800 projetos em mais de 12 países.

"Ser um bom cidadão corporativo é uma responsabilidade que nós levamos muito a sério na Prudential Financial", disse Arthur F. Ryan, presidente e CEO da Prudential Financial, Inc. "Nosso Dia Global do Voluntariado é uma oportunidade importante para nossos funcionários e franqueados retribuírem pessoalmente às suas comunidades locais".

"Com muita felicidade e disposição, realizamos novamente o evento que nos inspira cada vez mais a fazer a diferença positivamente nas comunidades onde atuamos," declarou Bill Yates, presidente da Prudential do Brasil. "É uma iniciativa que há mais de dez anos tem emocionado e encantado a todos que participam. Saímos sempre melhores de um Dia Global do Voluntariado".

O Dia Global do Voluntariado da Prudential foi realizado pela primeira vez em 28 de outubro de 1995. Começando com 5 mil funcionários que participaram de 100 projetos, a celebração, que dura um dia inteiro, cresceu a ponto de incluir a participação de mais de 32 mil voluntários em mais de 800 locais em 12 países. Desde a concepção do programa, funcionários e franqueados da Prudential, juntamente com seus familiares, amigos e clientes, contribuíram com 1,592 milhão de horas de seu tempo nesse esforço anual. Tomando como base o valor de US$ 18,77, valor-hora para o trabalho voluntário estabelecido pela Points of Light Foundation, os esforços dos funcionários e franqueados da Prudential já ultrapassaram o valor acumulado de US$ 29,8 milhões.

No País, o Dia Global do Voluntariado deverá contar com aproximadamente 1.300 voluntários dedicando-se a 18 projetos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, estados onde a Prudential do Brasil está presente.

"Muitos funcionários e franqueados da Prudential Financial são voluntários dedicados a fazer a diferença nas comunidades onde vivem e trabalham ao longo do ano", disse Gabriella Morris, vice-presidente de Community Resources da Prudential e presidente da The Prudential Foundation. "O que faz o Dia Global do Voluntariado especial é testemunhar o que pode ser realizado em só um dia, quando vários de nossos funcionários e franqueados se unem a suas famílias, clientes e amigos para fazer a diferença."
O Dia Global do Voluntariado inclui muitas formas de serviço voluntário, desde a reforma da casa de um vizinho idoso à preparação de refeições em abrigos que prestam assistência a pessoas afetadas por desastres naturais. Como parte do Dia Global do Voluntariado, os projetos que satisfazem determinados critérios ganham uma Contribuição de Incentivo no valor de US$ 1.000, concedida pela The Prudential Foundation para a entidade sem fins lucrativos participante. Até a data de hoje, 1.928 projetos receberam Contribuições de Incentivo, totalizando US$ 1,928 milhão em doações entregues às entidades participantes.
A Prudential do Brasil
A Prudential do Brasil Seguros de Vida é uma subsidiária da Prudential Financial Inc., uma das maiores companhias de serviços financeiros dos Estados Unidos, com mais de 130 anos de existência. A Companhia está presente no Brasil desde 1998, através de suas 13 agências franqueadas e dois escritórios comerciais localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Para saber mais sobre a Prudential do Brasil, visite www.prudentialdobrasil.com.br.
A Controladora da Prudential do Brasil
A Prudential Financial, Inc. (NYSE: PRU), líder em serviços financeiros com aproximadamente US$ 648 bilhões de ativos sob sua gestão em 30 de junho de 2007, possui operações nos Estados Unidos, Ásia, Europa e América Latina. Para promover sua herança de experiência em seguro de vida e asset management, a Prudential Financial se dedica a ajudar clientes individuais e institucionais a crescer e proteger seu patrimônio. O Rochedo, conhecido ícone da Companhia, é um símbolo de força, estabilidade, experiência e inovação que tem resistido ao tempo. Os negócios da Prudential Financial oferecem uma variedade de produtos e serviços, incluindo seguro de vida, anuidades, serviços relacionados a aposentadoria, fundos mútuos, investment management e serviços no ramo imobiliário. Para obter mais informações, visite www.prudential.com.
Notícia daqui.

Tribos da Cidadania reúne participantes em Sta. Cruz

O maior movimento de voluntariado jovem do Brasil mostra sua força em Santa Cruz do Sul.

O projeto Tribos nas Trilhas da Cidadania, promovido pela ONG Parceiros Voluntários, reuniu participantes na tarde de ontem no ginásio da Escola Harmonia, no Bairro Harmonia. Promovido em todas as regiões do Rio Grande do Sul, o projeto reúne cerca de 90 mil jovens em 200 escolas. Em Santa Cruz são aproximadamente 1 mil, divididos em 12 tribos. Cada grupo, formado nas escolas, desenvolve ações de voluntariado organizado dentro do colégio, entre três trilhas pré-definidas: meio ambiente, cultura ou educação para a paz. A iniciativa começou em 2003 e, desde lá, consegue o envolvimento de cada vez mais municípios a cada ano. Na região de cobertura da Parceiros Voluntários de Santa Cruz, além da sede, participam Vera Cruz, Herveiras, Vale Verde e Sinimbu. O encontro de ontem, explica a coordenadora da PV, Sheila Boesel, serviu como integração, troca de experiências e apresentação dos trabalhos desenvolvidos por cada tribo. No dia 24, esses e outros grupos das regiões dos vales do Rio Pardo e Taquari se reúnem para um evento maior, em Encruzilhada do Sul. A expectativa é receber 800 jovens.

MULTIPLICADORES

Além de trabalhar com a juventude, a Parceiros realiza a capacitação de professores, que se tornam multiplicadores das ações. Por meio de uma pesquisa que determinou o perfil do jovem, os professores são estimulados a trabalhar em seus grupos temas como liderança, protagonismo juvenil, empreendedorismo e voluntariado organizado. O resultado se mostra em ações que vão além do Tribos nas Trilhas da Cidadania. A professora Loreci Pereira, da Escola Santuário, participa do projeto há cinco anos. Desde lá, percebe uma mudança na maneira como os estudantes passaram a encarar suas responsabilidades, sobretudo em relação ao voluntariado. “Notamos que os alunos desenvolveram liderança e passaram a criar novas iniciativas dentro do colégio.” A estudante Lucília dos Santos, 12 anos, foi uma das sementes do Tribos que já rende frutos. Ela e os colegas, hoje na 5ª série, participam da ação pelo terceiro ano. “Fazemos visitas aos idosos no asilo e na escola conscientizamos os outros alunos de que não pode haver violência. Aproveitamos o recreio para unir todo mundo em brincadeiras que despertam o sentimento de paz.”

Notícia daqui.

20/09/07

Benfeitoras que agregam, compartilham, expandem, multiplicam e cuidam

Terceiro setor e voluntariado são termos que vêm sendo utilizados há poucos anos. Porém, o poder transformador de “fazer o bem sem olhar a quem” sempre existiu, em maior ou menor grau, nos quatro cantos do planeta. Mas é importante lembrarmos que, à frente das causas sociais, na maioria das vezes, temos a presença de mulheres. Benfeitoras que agregam, compartilham, expandem, multiplicam, cuidam. Talvez, essa capacidade tenha origem na influência da figura de Maria... Talvez, ainda, venha do dom excepcional de gerar vida e de, por isso mesmo, saber valorizá-la mais do que a maioria dos homens.

Essa força feminina tão necessária ao mundo de violência e intolerância em que vivemos hoje repercute diretamente na melhoria das condições das populações e comunidades que permanecem sob os cuidados das mulheres. De acordo com dados divulgados pelo Banco Mundial, elas detêm 50% do poder em países como a Islândia, Finlândia, Noruega e Dinamarca. Nações com sistema de saúde e educacional muito avançados. Nesses locais, as mulheres organizam cooperativas e cuidam para que as pessoas usem o fluxo do dinheiro de forma muito mais adequada do que ocorre no resto do mundo.

No Brasil, por motivos vários, as mulheres ainda têm pouca representatividade política. Em contrapartida, há milhares de instituições sociais gerenciadas, criadas e organizadas pelas representantes do sexo feminino. Um exemplo é o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, ligado à Pastoral do Menor. A criação do espaço data de 1946, quando um grupo de senhoras católicas que freqüentava a Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, no Tatuapé – bairro da Zona Leste de São Paulo – decidiu desenvolver ações de formação e capacitação profissional. A idéia era promover geração de renda às mulheres menos favorecidas economicamente.

Na época, o saudoso Dom Luciano Mendes de Almeida, então Bispo Auxiliar da Região Belém, percebeu a força dessa iniciativa e decidiu unir todo esse potencial para que, dentro de uma força centralizada, pudessem conseguir recursos, parcerias e, principalmente, infra-estrutura para atender com qualidade essa população.

O resultado dessa causa abraçada pelas mulheres e ampliada por Dom Luciano transformou-se numa rede hoje composta por 57 unidades. Núcleos que atendem 7.600 crianças, adolescentes, jovens e ainda 450 adultos. No total são 21 creches, centros educacionais e profissionalizantes, abrigos, lares para crianças portadoras de HIV, espaços de convivência para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e uma unidade para adolescentes e jovens em liberdade assistida.

Como forma de reconhecer o trabalho realizado pelo Centro, a sociedade civil organizada vem concedendo ao local numerosos prêmios, dentre eles, o Bem Eficiente 2000, 2003 e 2006, o Prêmio Betinho 2003 – Menção Honrosa – e o Selo “Organização Parceira 2005”, do Centro de Voluntariado de São Paulo.

Estamos felizes por fazer desse espaço uma oportunidade de levar até os leitores exemplos de luta, de solidariedade e de amor. Ações que, literalmente, salvam a vida de milhares de pessoas. É nosso dever e nosso desejo prosseguir divulgando essas iniciativas como forma de impulsionar um número cada vez maior de pessoas a se mobilizar e a se unir em prol do trabalho social. Juntos, podemos fazer mais e melhor pelo mundo. Um grupo de mulheres na longínqua década de 40 acreditou nisso e, unidas, realizaram um sonho que, 50 anos depois, prossegue fazendo a diferença e dando oportunidade para que muitas pessoas possam ter uma vida digna.

Que esse espírito solidário e empreendedor germine dentro de todos nós e frutifique para as novas gerações.

Notícia daqui.

19/09/07

Voluntariado em alta

Que tipo de ações uma empresa deve tomar para incentivar o voluntariado entre seus colaboradores?
Quem responde é Suzana Bernard Sheffield, vice-presidente do Instituto Alcoa, criado no Brasil em 1990 com o objetivo melhorar a condição de vida das comunidades onde a companhia e suas subsidiárias atuam. Os programas de voluntariado da Alcoa são referência. Em 2006, 68,4% dos funcionários (cerca de quatro mil) participaram do Programa Bravo!, que destina a doação de US$ 250 para instituição escolhida pelo funcionário que completa, durante o ano, 50 horas de trabalho voluntário fora do expediente.
Os voluntários da Alcoa somaram um total de 203 mil horas de dedicação às entidades.
A entrevista pode ser ouvida aqui.

17/09/07

REFERÊNCIA EM VOLUNTARIADO

No rastro da globalização, as empresas, de todos os portes e segmentos, sentiram a necessidade de investir em excelência de gestão, a fim de tornarem-se internacionalmente competitivas. Sistemas de melhoria da qualidade, aumento da produtividade e redução de custos foram implementados para encantar os clientes, aumentar a lucratividade e dar melhores condições de trabalho aos funcionários. Vencida essa etapa elas focaram o marketing social - aplicação de recursos em programas de responsabilidade social, incentivo ao voluntariado e criação de ONGs, no campo da inclusão social e na preservação do meio ambiente. Consolidava-se assim o Terceiro Setor. Nesta oportunidade o nosso destaque vai para a SSVP – Sociedade São Vicente de Paulo – fundada há 174 anos (1833),na França, sob a liderança de Antonio Frederico Ozanam (1813-1853), tendo, hoje, presença em 135 países. Quantas empresas conhecemos com essa pujante longevidade?

Foram, também, fundadores da SSVP: Paul Lamache, Françóis Lallier, Jules Devaux, Félix Clave e Emmanuel Bailly. Estava lançada, assim, em terreno fértil, a semente de um movimento que, rapidamente , ganharia o mundo. Em 1872, com a instalação da primeira Conferência Vicentina ,no Rio de Janeiro, tiveram início as atividades no Brasil. As Conferências – célula mater da instituição – são pequenos grupos de pessoas que se reúnem semanalmente para o cumprimento das obrigações que,voluntariamente, abraçaram. A essência da SSVP encontra-se nos mandamentos da Lei de Deus e da Igreja Católica Apostólica Romana. Visitas domiciliares aos assistidos,administração de hospitais,creches,casa de repouso para idosos, e a obtenção de recursos para projetos de inclusão social, são algumas das atividades dos vicentinos.

A inabalável fé cristã, uma sólida estrutura administrativa e um processo de gestão participativa foram as principais responsáveis para que a SSVP vencesse o desafio das profundas transformações científicas, tecnológicas,sociais, econômicas,religiosas e culturais, ao longo dos 174 anos de sua exemplar trajetória. Para ser mais explícito destacamos o questionamento que um fariseu fez a Cristo,e está narrado em Mateus (22, 36-40) – “Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor,teu Deus,de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande primeiro mandamento, O segundo, semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.

Ozanam, que fundou a SSVP quando tinha apenas 20 anos,foi um homem dotado de elevado grau de inteligência, tendo sido, inclusive, professor da Universidade de Sorbonne. Vida espiritual exemplar e aguçado espírito empreendedor o tornaram um autêntico profeta do Terceiro Setor. A busca da santificação própria,através da prática dos mandamentos de Deus e da Igreja,a missão evangelizadora e o resgate da cidadania do próximo representam os sólidos alicerces das atividades vicentinas.
Elas têm sido enriquecidas pelo prática das três virtudes teologais: fé, esperança e caridade e das quatro teorias humanas ou morais: prudência,justiça,fortaleza e temperança.

A escolha de Ozanam pela caridade é referência divina,pois segundo São Paulo (Colossenses 3, 14), “Mas, sobre tudo isto,revesti-vos de caridade,que é o vínculo da perfeição”. É através da prática da caridade que vamos demonstrar o nosso amor à Deus e ao próximo.
O movimento de voluntariado, também conhecido como de responsabilidade social, é um caminho adequado para a conquista da tão sonhada Paz mundial.
Apostando na ousadia dos empreendedores esperamos que, além do marketing social, as empresas abracem o marketing espiritual, para que possam agregar valores não-tecnológicos e não-econômicos, à cultura organizacional. Será viável? É crer para ver.
Notícia daqui.

16/09/07

Voluntariado e experiência solidária motivam trabalho social em Rosário Oeste

A busca de uma experiência solidária a partir do trabalho voluntário é a principal motivação da equipe de trabalho da Casa do Saber, um projeto que engloba ações cidadãs no município de Rosário Oeste (128 Km ao Norte de Cuiabá). O coordenador da entidade, coronel PM Pery Taborelli revela que nenhum profissional envolvido nas atividades é remunerado. “São todos voluntários”, assinala.
Ele observa que no início das atividades da Casa do Saber, fundada em 28 de dezembro de 2006, eram poucas pessoas que ajudavam nos afazeres e como monitores dos cursos oferecidos, mas com o tempo e com as pessoas conhecendo de perto a proposta e o trabalho da equipe já aumentou. “Aí vemos como é importante a credibilidade. Hoje, nós temos credibilidade em função de realizarmos um trabalho sério em defesa dos valores cidadãos e da juventude de Rosário Oeste”, lembra Taborelli.
Entre os que doam parte de seu tempo às tarefas na Casa está o professor de Informática Básica Adalberto Reis. Ele também é policial militar e em suas horas vagas ensina informática a jovens e adultos carentes. “Para mim é gratificante poder contribuir para a formação técnica de jovens carentes promovendo a inclusão digital”, enfatiza. A Casa mantém atualmente 11 turmas de alunos, uma delas no período noturno.
Uma de suas alunas, a estudante Marlene Hominiuki, 24 anos, diz que se não fosse a Casa do Saber não teria como aprender a lidar com computador. “Eu não tenho condições de pagar nas escolas particulares aqui de Rosário e, como o curso da Casa é gratuito, estou cursando e gostando muito”, destaca.
Outro aluno é Gilson Alves, de 10 anos. “Eu venho depois da aula e acho as aulas muito legais porque o professor é como um pai pra gente. Eu já aprendi muito, mas quero aprender mais”, observa. A mesma opinião é compartilhada pela aluna Crislaine Pereira, de 12 anos.
O voluntário do projeto Sistema Ambiental de Recuperação da Área Nativa do Rio Cuiabá (Saran), Gilberto Loureiro se diz satisfeito por realizar o trabalho. “Nós visitamos as escolas da cidade fazendo palestras educativas sobre a questão ambiental e colaboramos em ações de preservação”, afirma. Os voluntários se reúnem na Casa regularmente para avaliarem o trabalho e definirem novas ações.
Outra voluntária que se sente realizada prestando serviço na Casa do Saber é a soldado Maria José dos Santos Barcelo. Ela é especializada em Educação Infantil e ministra aulas de Informática Educacional a crianças de 6 a 10 anos. “As crianças não têm computadores em casa, então quando passo exercícios para casa tenho que fazer de modo diferenciado, com ilustrações do micro-computador, as teclas dele pra serem visualizados e facilitarem no desenvolvimento das tarefas. Temos uma apostila ilustrada também. Trabalho no nível didático-pedagógico da faixa etária e fico feliz com os resultados que estamos conseguindo”, explica. Ela é outra voluntária que doa parte de seu tempo a esta atividade.
Assim também ocorre com a professora Jane Talarico, que coordena os cursos ministrados na Casa e, ao mesmo tempo ministra aulas de alimentação alternativa, além de ser diretora da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Rosário Oeste. Uma de suas filhas participa da fanfarra por vontade própria e sua mãe também ministra aulas de culinária.
MÚSICA

A fanfarra do grupamento Guará, projeto também implementado pela Casa do Saber que recruta jovens para atividades cívicas é coordenada pelo sargento Josinei. Segundo ele, são 80 integrantes que dispõe de 55 instrumentos. Ele ministra aulas de música para duas turmas no período da manhã e duas no período da tarde. Os ensaios da fanfarra ocorrem nas quartas-feiras no final da tarde. “Eu faço aulas de música para que eles aprendam a ler partitura, e, ensino técnicas musicais e fico feliz com esta atividade extra”, assinala.
Conhecido popularmente como “Pacu”, o policial Eduardo visita as escolas da cidade diariamente. Fardado com o uniforme da PM ele é responsável pelo monitoramento dos alunos. É ele que verifica com as diretoras ausências ou comportamentos anti-sociais dos estudantes e procura orientar as famílias ou mesmo o próprio aluno sobre os prejuízos que isso possa trazer. “Se uma criança começa a faltar muito, por exemplo, a gente visita a família e procura saber o problema e resolvê-lo da melhor maneira possível, diz ele. Essa é a minha função”, completa.
O comandante da PM em Rosário Oeste ressalta que a presença dos policiais nas escolas também inibe a aproximação de traficantes e outros criminosos. "A relação do Eduardo com os estudantes e com os diretores é muito boa. Principalmente as crianças, que adoram quando o “Pacu” quando aparece na escola", disse o tenente-coronel Taborelli.
Notícia daqui.

12/08/07

Alunos da Unicamp vencem o Prêmio Trote da Cidadania 2007

O projeto "Trote da Cidadania pelo Consumo Consciente", desenvolvido por alunos da Unicamp em parceria com o Instituto Akatu, foi o grande vencedor do Prêmio Trote da Cidadania 2007, campanha da Fundação Educar DPaschoal patrocinada pelos grupos DPaschoal, Banco Real e Pão de Açúcar. A edição de 2007 do prêmio teve mais de 30 trabalhos inscritos, cujas ações foram implantadas no início do ano por universitários de todas as regiões do Brasil. Esses projetos substituíram os trotes humilhantes aplicados nos calouros por ações voluntárias e cidadãs, que beneficiaram as comunidades onde estão localizadas essas instituições de ensino. A cerimônia de premiação foi ontem (08/08), no Sesc Pompéia, em São Paulo, onde foram reconhecidos também os projetos dos alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói (RJ), e da Universidade Salvador, na Bahia. Os estudantes ligados aos três projetos receberam como prêmio o curso “Voluntariado no Espaço Universitário”, que será ministrado entre hoje e amanhã, também em São Paulo. Já o grupo da Unicamp ganhou ainda um notebook, que será usado para equipar o departamento de coordenação do trote cidadão na universidade.
Resumo dos projetos vencedores:Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) O projeto "Trote da Cidadania pelo Consumo Consciente", desenvolvido por alunos da Unicamp em parceria com o Instituto Akatu, ficou em primeiro lugar no Prêmio Trote da Cidadania 2007. "Disputar esse prêmio trouxe uma expectativa muito grande para nós, organizadores do trote. Essa iniciativa da Fundação Educar DPaschoal nos incentiva a melhorar ainda mais o projeto e, agora que ganhamos, acredito que ampliará a adesão de alunos e de parceiros, beneficiando ainda mais a comunidade que ajudamos", diz Andréa Akemi Matsui, aluna do quarto ano de Engenharia Elétrica da Unicamp e coordenadora do projeto Consumo Consciente. Em sua quinta edição, o trote cidadão na universidade inicialmente limitava-se aos calouros recolherem material seletivo e doá-lo a uma cooperativa de reciclagem da cidade. Agora, o projeto cresceu. Durante os quatro dias de trotes, os calouros, monitorados pelos veteranos voluntários, participam de várias atividades. No início deste ano, por exemplo, eles visitaram cooperativas de reciclagem, fizeram campanha nas ruas pela coleta seletiva de lixo, realizaram brincadeiras educativas em instituições infantis e aprenderam a evitar o desperdício de alimentos e materiais nos refeitórios da Unicamp. Também doaram canecas plásticas visando à substituição dos copos descartáveis usados nos refeitórios da Unicamp para incentivar o consumo consciente. As ações aplicadas no início do ano na universidade tiveram uma grande adesão de estudantes. Somente no campus de Campinas (SP), participaram quase 100% dos 39 cursos. Assim, o projeto promoveu, além da integração entre os veteranos e os calouros que chegam à universidade, uma nova visão social aos estudantes, ampliando a consciência ambiental e de voluntariado, que, futuramente, poderá ser multiplicada no mercado de trabalho e junto à comunidade. Universidade Federal Fluminense (UFF) O segundo lugar no Prêmio Trote da Cidadania 2007 ficou para o projeto "Trote Cultural", desenvolvido pelos estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Criado institucionalmente em 2001, o trote cidadão tem como objetivo estimular veteranos a praticar atividades socioculturais para recepcionar os calouros. Entre as ações implantadas em 2007, estavam desde a doação de sangue e arrecadação de alimentos até a limpeza da Praia de Icaraí. A cada ano aumenta o número de adeptos voluntários, entre veteranos e calouros. No primeiro semestre deste ano, a adesão chegou a 50% dos cursos da UFF, englobando um total de 23 faculdades. Os projetos são semestrais, contemplando os alunos que ingressam na universidade também no segundo semestre, e aplicados em março e agosto. No final do ano, em retribuição às ações, a UFF realiza um grande show, que reúne cerca de oito mil estudantes. "Acho essa iniciativa da Fundação Educar DPaschoal ótima, pois o Prêmio Trote da Cidadania cria uma expectativa positiva e incentiva novos alunos a participarem dos projetos", observa Nelma Cezario, coordenadora do Trote Cultural e chefe do setor de marketing da Universidade Federal Fluminense. Universidade Salvador (Unifacs) O terceiro lugar do Prêmio Trote da Cidadania 2007 ficou para o projeto "Educação - Eu Abracei Essa Idéia", desenvolvido pelos alunos da Universidade Salvador (Unifacs), na Bahia. Atrelada a uma das metas do milênio estabelecida pela ONU - Educação básica de qualidade para todos -, a iniciativa quis contribuir para a melhoria do ensino nas comunidades carentes da grande Salvador, arrecadando 1,5 mil cadernos e 2 mil lápis, que foram doados a quatro instituições da cidade. O projeto da Unifacs consiste também em receber bem o novo aluno, para que este não passe por nenhuma situação vexatória ou por trotes agressivos. E todo veterano que integra o trote cidadão é reconhecido pela universidade, que lhe concede um certificado de participação para incrementar seu currículo estudantil. "O concurso da Fundação Educar DPaschoal é uma iniciativa que devia ser seguida por outras lideranças no país, pois incentivaria várias universidades a serem cidadãs. E ser um dos vencedores do prêmio celebra a nossa cidadania na universidade", afirma Genilson Coutinho Pereira, presidente do DCE da Universidade de Salvador e coordenador do projeto "Educação - Eu Abracei Essa Idéia".
Sobre o Trote da Cidadania São muitas as histórias trágicas ligadas a trotes violentos cometidos nas universidades brasileiras. Em 1980, o estudante Carlos Alberto de Souza, calouro da Universidade de Mogi das Cruzes, morreu vítima de espancamento por resistir ao corte de cabelo dentro do “trem dos estudantes”, que ia da capital ao interior. Em 1999, outro caso ficou marcado na história do trote no Brasil. Edson Tsung Chi Hsueh, calouro do curso de medicina da USP, foi encontrado morto na piscina da Atlética após churrasco de “confraternização” com os veteranos. As causas da morte de Edson não foram apuradas até hoje. Histórias como estas acontecem em universidades de todo o mundo. Por outro lado, ao mesmo tempo em que a barbárie continua acontecendo, cresce o número de trotes sociais, solidários e culturais. E foi a partir de 1999 que a Fundação Educar DPaschoal desenvolveu o 1º Concurso Trote da Cidadania, com o objetivo de premiar a melhor recepção de calouros com ações sociais. Foram inscritos 15 projetos, sendo oito da PUC-Campinas e sete da Unicamp, com a escolha dos melhores projetos baseada nos critérios de articulação de parceiros, visibilidade e mensagem. A Faculdade de Educação Física da PUC-Campinas e a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp foram premiadas com um microcomputador. Desde então, a adesão de universitários a essa campanha não pára de crescer e, ao longo desses anos, a Fundação Educar DPaschoal reconhece os melhores projetos de trote cidadão implantados no Brasil com vários tipos de premiação.
Notícia daqui.

01/08/07

UNIÃO ESPÍRITA SERGIPANA PRECISA DE APOIO

União Espírita Sergipana Precisa de Apoio, Doações e Voluntariado

Fundada em 09/09/1930, a União Espírita Sergipana, na Rua Dom José Thomaz 580, Aracaju, está precisando de Apoio, Doações e Voluntariado para o seu amplo leque assistencial, que inclui crianças carentes, a partir de 02 anos de idade, filhos de mães de profissão Doméstica.

A União Espírita fornece a estas crianças instrução pedagógica do Maternal a 4.ª Série do 1.º Grau, entre outros serviços à sociedade sergipana.

As 160 crianças recebem ainda Orientação Religiosa, Alimentação e Atendimento Sócio-Médico-Odontológico.

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04/07/07

Zilda Arns reforça valor do voluntariado (Brasil)

A fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, foi a entrevistada da primeira edição do programa Debates do Povo - Especial Grandes Nomes

A simplicidade, calma e simpatia de Zilda Arns Neumann fizeram as duas horas do programa Debates do Povo - Especial Grandes Nomes, transmitido ontem pela rádio O POVO/CBN, parecerem poucos minutos. A história dela se confunde com a da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa, organização da qual é fundadora e coordenadora nacional.

Médica pediatra e sanitarista, Zilda aprofundou-se em Saúde Pública visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Para ela, a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças. Como forma de otimizar as suas ações, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.

E em 24 anos de vida, a Pastoral acompanhou 1.882.925 crianças e 95.821 gestantes pobres por meio do trabalho de 264 mil voluntários. No Ceará, foram 53.093 crianças e 3.879 gestantes só entre novembro de 2006 a abril de 2007. O trabalho rendeu à Zilda uma série de prêmios e duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz.

Na manhã de ontem, Zilda foi entrevistada pelos jornalistas Felipe Araújo, Laurisa Nutting e Valdemar Menezes e pela socióloga Fátima Vilanova. O debate, mediado pelo jornalista Nazareno Albuquerque, discutiu assuntos como empecilhos políticos que a Pastoral enfrenta para atuar e aborto. Zilda revelou também como a Pastoral consegue gastar, mensalmente, apenas R$ 1,58 por criança.

O programa Debates do Povo - Especial Grandes Nomes recebe hoje o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Fernando Ximenes, que responde as perguntas do advogado Djalma Pinto e dos jornalistas Fábio Campos, Clóvis Holanda e Érico Firmo. O programa vai ao ar às 11 horas pela rádio O POVO/CBN.

Por que a senhora se decidiu ao pastoreio de crianças? Quem a incentivou e qual a sua relação com a política?Já nasci em uma família onde sempre cuidávamos da área social, no interior de Santa Catarina. Lutávamos para que todos tivessem o que comer e onde trabalhar. Aos 10 anos, fui morar em Curitiba e lá tive oportunidade de me engajar, já que lá a igreja, as famílias e as escolas formavam uma unidade. Desde pequena, eu gostava muito de cuidar de crianças. Aos domingos, a gente cuidava delas para os pais irem para missa. Com 15 anos, decidi ser médica para ajudar as pessoas que passavam fome e que sofriam em conseqüência da falta de dinheiro. Tive resistência do meu pai, que queria que eu fosse professora, já que tenho nove irmãos professores. Mas não quis e resolvi fazer da minha medicina uma missão. Percebi que os doentes gostavam muito de carinho, por isso, cantava para eles. E pensei em não só curar, mas prevenir. Mas a idéia de dedicar minha vida a cuidar de diarréias me incomodava muito. Mas eu continuei. Meu marido morreu e eu fiquei com cinco crianças. Foi quando recebi um telefonema do meu irmão, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que havia participado de uma reunião da ONU sobre a paz mundial, na Suíça. James Grant, na época diretor executivo do Unicef, sugeriu a criação de um projeto de Igreja para combater as altas taxas de mortalidade infantil no Brasil, provocadas principalmente pela diarréia. Meu irmão, então, me pediu para pensar em como ensinar o soro oral para as mães. E eu comecei. Como dava muito valor a saber se o projeto estava dando resultados, organizei um método de controlar o resultado. Apresentei os resultados à Unicef de Brasília e, com isso, em 1983, a Pastoral da Criança teve início.

E a senhora sofreu algum aborrecimento político?

Muitos. A cada inovação, a gente sofreu resistência.
Muitos diziam que era serviço da igreja ensinar soro e não nosso. Meu primeiro passo foi o Nordeste, pois sabia que era a região com mais problemas e que, por isso, acabaria envolvendo mais crianças. Escolhi as capitais e comecei a provar que esse trabalho faria reduzir a mortalidade infantil.

E como a senhora vê a dificuldade por conta da falta de cultura de voluntariado no País? O que fazer para incentivar os estudantes nas universidades, idosos, a sociedade em geral?

Captar voluntários e mantê-los com o coração aceso é difícil. Mas a nossa intenção é fazer o pobre absorver as informações e repassá-las aos outros da comunidade onde vive. No início, quando chegava com a Pastoral, visitava as comunidades e reunia muitos por meio dos que já conhecia. Eles se identificavam muito com o que eu falava. A média de tempo dos voluntários é 24 horas por mês. Os líderes recebem o guia, que é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o mais completo para o desenvolvimento físico e humano da criança, e uma capacitação de 40 horas. São ações básicas como incentivar a amamentação.

A senhora falou que, logo que a Pastoral surgiu, muitos diziam que o trabalho desenvolvido era papel do governo. Mas hoje as pessoas continuam usando esse motivo para não se envolver no trabalho voluntário. Como mudar esse quadro?


A nossa Constituição de 88 diz que o governo é responsável pela família. Como isso não é feito totalmente, a Pastoral procura fortalecer a família no seu papel. Existe espaço para todos que querem ser voluntários. Temos líderes, capacitadores, que orientam esses líderes e dedicam somente 12 horas por mês. Aceitamos quantas horas você puder dar. O que é preciso é assumir um compromisso.

Nós temos acompanhado seu trabalho, que realmente tem produzido um efeito muito grande. No entanto, a gente sabe do tanto que falta para realizar. Temos um governo que se propôs a colocar essa questão da nutrição como uma política pública fundamental. Houve alguma modificação? A senhora sentiu algum efeito disso no seu trabalho?


A gente sempre procura articular com o governo. Vi o quanto fazia falta uma rede que trabalhasse na educação das famílias. Segurança alimentar é um programa bom, mas precisamos cuidar para que esse programa não degenere, para que o dinheiro não escape. Por isso é importante a participação da sociedade, ajudando a controlar as políticas para que o Bolsa Família seja dado a quem realmente precisa. É importantíssimo que a sociedade controle isso, pois a corrupção está se tornando natural. A sociedade tem de se organizar para ver se os programas estão indo bem e se são de qualidade. Paralelamente a isso, é essencial um programa de geração de emprego e renda. E valorizar a educação integral de qualidade, com música, arte, esporte e preparação para o trabalho. Assim, o jovem sai preparado e esperançoso.

O que seria a educação integral que a senhora fala?


É um trabalho para desenvolver os lados social, mental, físico, espiritual e cognitivo da criança. São atividades de arte, música, esporte, que façam com que todas as qualidades humanas da criança se desenvolvam. Para formar a pessoa com potencial, temos de começar a cuidar da saúde da gestante, do aleitamento materno, do direito de brincar, da integração dos direitos na creche e nas escolas, onde os alunos podem viajar nas bibliotecas, conhecer novas coisas. Temos comunidades onde colocamos essas atividades o dia inteiro e observamos que a criminalidade entre os jovens praticamente acabou. Temos de dar oportunidade para crianças e adolescentes. O maior desenvolvimento é durante a gestação e no primeiro ano de vida. É comprovado que as crianças que foram maltratadas no primeiro ano têm uma tendência mais significativa à violência.

É possível ver no site da Pastoral que o gasto mensal por criança é de apenas R$ 1,58. No Ceará, o Ministério do Desenvolvimento Social gasta com transferência de renda, assistência social e segurança alimentar, R$ 1,42 milhões, que dá R$ 289 por pessoa. É uma comparação grosseira, mas que mostra a eficácia da Pastoral.


O que explica isso?


A Pastoral procura maximizar os recursos. Temos 264 mil voluntários na pastoral. Fizemos uma pesquisa, que cada um, em média, trabalha 24 horas por mês. A gente capacita cada um deles e eles se promovem muito pela informação e pela fraternidade. Se a gente pagasse esse voluntariado seria R$ 95 milhões, é uma grande economia para a Pastoral. Em segundo lugar, recebemos doações. Em dinheiro, são R$ 42 milhões. Gastamos no apoio financeiro mensal, que mandamos para as bases, de acordo com o tamanho e com as dificuldades. Gastamos R$ 0,95 por criança, R$ 0,23 em despesas administrativas, R$ 0,14 em despesas com capacitação, R$ 0,12 com matérias educativos, R$ 0,06 com alfabetização de jovens e adultos, R$ 0,05 com geração de renda, R$ 0,02 com capitais e R$ 0,01 com brinquedos e brincadeiras. Isso dá um total de R$ 1,58 por criança. Mas eu diria que a grande contrapartida é o voluntariado e o fato de a igreja ceder uma sala, pois não trabalhamos com construção.

E por que o Governo não alcança um resultado tão forte?


Fui gestora e trabalhava sempre com bem pouco dinheiro. Via o que poderia aproveitar do que não estava sendo usado. O problema é que já não há muito e ainda há desvios.

O necessário também é motivação?


Você tocou no ponto certo. Quando fui da saúde materna do Estado, nós fizemos uma motivação regional com os médicos, focando na missão que eles têm a cumprir. E com isso, eu descobri que os funcionários eram ótimos. Nos reuníamos aos sábados à tarde na minha casa sem receber hora extra. O funcionário público é bom, mas o governo esquece que são pessoas e precisam ser motivadas. A comunidade que fica mais forte pelo conhecimento e solidariedade aprende a reivindicar melhor também. Meu jeito de ser é fazer um trabalho sério, ter dados fidedignos e mostrar a população que ela pode cobrar. É uma maneira de pressionar com dados.

Essa cobrança dos cidadãos organizados é fundamental. A senhora não acha que estaria aí uma das fórmulas principais para que a sociedade exercesse poder sobre o governante?


Falta ao nosso povo, principalmente nas comunidades pobres, educação para ter mais segurança na reivindicação. Onde há menos estudo, ocorre mais desvio de verba. Não existe uma consciência política. Os conselhos de saúde devem ter observação especial, pois muitas vezes é o prefeito que coloca quem quer no posto principal. Tem que mandar gente boa para os conselhos, pois são eles que fiscalizam e descentralizam os investimentos, melhorando a saúde do povo. É um processo que tem de caminhar sem tanta intervenção política.

Assistimos hoje no Brasil a uma falta de bons exemplos. Precisamos ter referenciais, a Pastoral e seu trabalho tem sido uma luz. Como a senhora vê nossa política no Brasil. Como se dá essa articulação nos municípios?


Normalmente, os gestores são sempre receptivos ao trabalho da Pastoral. Cada vez mais prefeitos querem nos apoiar. O processo está melhorando. Ainda esses dias eu falei na Câmara dos Deputados e dizia que o que é preciso fazer para reduzir a mortalidade materna é um bom pré-natal e um bom acompanhamento do parto. Não é matando crianças por meio do aborto que a gente vai melhorar a saúde pública.

Vamos sair um pouco da Pastoral da Criança e falar da Pastoral do Idoso. Quais as dificuldades? São as mesmas da Pastoral da Criança? Onde tem sede da Pastoral da Criança tem sede da Pastoral do Idoso?


Não necessariamente. A do idoso pode ser implantada em qualquer região. Tem estatuto próprio, é um organismo próprio, mas a metodologia é a mesma. É formada da solidariedade humana, movida por voluntários e reúne uma mística de fé e de vida. É ecumênica, temos todas as religiões, pois Jesus disse que viria para que todos tivessem vida em abundância, não só os católicos ou protestantes. Não temos exclusão na Pastoral. A prática é mais forte na religião católica e um pouco na evangélica. Quando uma comunidade recebe a visita da Pastoral, recebe a prática do amor, da escuta. Do total de voluntários, 92% são mulheres pobres e 92% são católicos. Outras igrejas envolvidas também são a Assembléia de Deus e a Quadrangular. Estamos livres para cumprir o evangelho que Deus nos deu.

No ponto de vista internacional, a senhora tem percebido interesse de outros países?


No exterior, fui recebida com o maior carinho pelo bispo da Guiné Bissau e pelos pastores da Assembléia de Deus. Estivemos no Timor Leste e lá a mortalidade é tão alta que ninguém sabe a estatística concreta. Já implantamos sistemas de informação informatizados para contabilizar esse número. Ganhei um prêmio pessoal de uma universidade norte-americana de R$ 1 milhão e doei ao trabalho da Pastoral no exterior. Estamos ajudando a capacitar gente e quando começarmos de fato poderemos contabilizar quantas crianças foram salvas, quantas morrem. O sistema internacional vai ficar de olho, pois eles não têm esses dados.

E no que consiste a Pastoral do Idoso?


Existe o Estatuto do Idoso, mas ele precisa ser cumprido. Nosso pessoal vai verificando se o idoso está sendo beneficiado pela lei. Os voluntários aprendem a cuidar do idoso, insistindo que eles façam exercícios, cuidem da saúde. Se uma idosa tem vergonha de andar sozinha, o líder junta quatro ou cinco idosos da mesma comunidade e eles vão caminhar juntos. A vacina contra gripe é algo maravilhoso para o idoso e nós incentivamos. Cuidamos também da alimentação deles. O guia seguido pelos líderes foi feito por geriatras.

E também se leva em conta a parte preventiva, como nos casos de hipertensão, diabetes, problemas de visão? Como se dá esse trabalho?


O líder da Pastoral do Idoso aprende a perceber os sinais de sintomas e procura ver que recursos existem na comunidade que o problema possa ser saneado. Não fazemos o trabalho de cura, mas encaminhamos para o serviço de saúde. Nosso forte mesmo é prevenir doença, como a atual campanha da hanseníase, doença que atinge muitas pessoas no Brasil.

A senhora falou em atos concretos de solidariedade, são braços sociais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Dom Aloísio Lorscheider (arcebispo emérito de Aparecida - SP) manifestava ver um certo afastamento da igreja das ações sociais. Como a senhora vê o papel da Igreja Católica nesse sentido?


Nós somos a igreja. Cada católico é a igreja e cada um tem que ter atitude. A igreja, por meio da pastoral, está procurando cuidar, mas a gente precisar engajar mais pessoas.

A Pastoral é ecumênica e apartidária. Como vocês fazem para não perder esse caráter, principalmente em época de eleição?


Muitos se engajam nessa época. Sempre pedimos para os voluntários não usar camisetas ou dizer que um candidato é melhor que outro quando vão visitar as famílias. Mas queremos que as comunidades se politizem. Então chamamos os candidatos para um debate e temos como tema o cuidado a crianças e adolescentes, a saúde, a educação. Daí eles assumem um compromisso e quando ganham as eleições, as pessoas vão lá cobrar.

Queria mudar um pouco o foco e pedir para a senhora falar da cultura de paz.


Em primeiro lugar, o ser humano é uma obra divina, perfeita, que trabalha intersensorialmente. Se a gestante passa a mão na barriga, canta para o filho, vai criando um ambiente de paz. Daí vem a fase do aleitamento materno, que estabelece um contato maior com a mãe. Estimula a criança para o amor, para ser mais ágil. Estímulo aos neurônios pela sucção e pelo carinho físico da mãe durante a amamentação faz isso. É necessário impor limites, mas com amor. Outra forma de impor limites é por meio da educação integrada, já que nos esportes, na música, é preciso saber que existem regras, limites.

Qual a sua posição pessoal sobre o aborto e sobre o casamento homossexual?


Tenho seis filhos. O primeiro nasceu e, por um erro médico, perdi a criança. Depois que perdi, queria muito engravidar, mas tinha risco de aborto. Perdi com três meses. Usei água benta para abençoar meu ventre. Acho que temos sempre que ter amor à vida. A mulher tem liberdade sobre seu corpo, mas não sobre o corpo de outro. Na hora da formação do óvulo com o espermatozóide, o DNA já é formado. Por outro lado, é preciso evitar as mortes maternas pelos meios ilegais que as mulheres usam para abortar. Mas as estatísticas revelam que a mortalidade materna só vai diminuir em peso se houver um maior acompanhamento pré-natal. As mulheres que provocaram um aborto sofrem de conseqüências psicológicas muito fortes. As mães de adolescentes devem deixar de condenar e lamentar pela gravidez e cuidar da filha, para que a criança não se sinta rejeitada.
Quando ao casamento homossexual, não é minha especialidade. A igreja é contra. Eu acho que esse comportamento não é natural, mas não sabemos o que leva um homem e gostar de outro e uma mulher a gostar de outra. É um assunto que precisa ser bem mais estudado. Existem homossexuais que são excelentes pessoas, que podem ajudar muito numa Pastoral. Mas não tenho uma posição sobre o assunto. Mas sei que devemos incluir os homossexuais e que eles precisam do nosso respeito.

A senhora disse que mais de 90% dos voluntários são mulheres. Seria uma característica do voluntariado. Por quê?


Os homens são muito bem-vindos, mas as mulheres, quando acreditam, são as primeiras a levantar a bandeira, investem para que dê certo. No Ceará, há uns 17 anos, tinha uma senhora excelente líder. O marido, cada vez que ela ia para a celebração, momento em que pesávamos as crianças, ele maltratava a mulher. Sugeri que uma outra líder perguntasse a ele porque fazia isso. Ele disse assim: "A minha mulher, depois que entrou na Pastoral, ficou sabichona e eu fiquei cada vez mais burro. Eu não suporto isso". E ele foi convidado a participar. Depois de três anos, ele se tornou um líder de primeira e ficou em igualdade com sua mulher. Convidaria todos os homens a participar, pois o casal junto produz mais.

A senhora já recebeu honrarias e foi homenageada muitas vezes. Mas acho que deve ter experimentado um momento junto às comunidades em que a senhora pensou em como valeu a pena ter começado. Que momento foi esse?


Poderia enumerar muitos e não chegaria a um consenso de qual foi o melhor. Mas vou falar de alguns. Quando fui ao Maranhão, explicava às mulheres os cuidados com os filhos. Uma delas tinha 15 filhos e disse que era bom porque eles ajudavam em casa. Quando terminou a reunião, ela disse que aquele era o dia mais feliz da vida dela e me convidou à sua casa. Uma residência muito pobre e simples, mas que tinha um pé de jaca no quintal. Ele tirou a jaca mais bonita do pé e me deu. E eu perguntei porque aquele tinha sido o dia mais feliz da vida dela. Ela disse ter aprendido coisas maravilhosas. E é isso que a gente faz, ensinar às mães aquilo que a gente acha que todo mundo já sabe.

Qual foi o governo que mais lhe apoiou?


Todos os governos nos apoiaram, mas o mais forte foi o de Fernando Henrique Cardoso, quando nós dobramos a quantidade de pastorais no Brasil. Nos dois primeiros anos do Lula, o número não mudou, mas agora estamos recebendo um apoio maior.

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30/06/07

Voluntariado faz Escola Cidadã na Zona Norte (Brasil)

Alunos do curso de Turismo da UnP em parceria com ONG Natal Voluntários promoveram ontem o evento Escola Cidadã, realizado na Escola Municipal Professora Francisca de Oliveira, no bairro Pajuçara. Um dos objetivos dessa iniciativa é inserir o voluntariado na escola, desenvolvendo ações de combate à fome e à miséria. O projeto teve o apoio da Secretaria de Educação e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Essa parceria surgiu também para integrar o objetivo de uma disciplina do curso de Turismo com o programa Universitários do Milênio, coordenado pela ONG Natal Voluntários. Para serem avaliados, os estudantes precisaram realizar uma atividade de conclusão da disciplina Planejamento e organização de eventos e, unindo o útil ao agradável, planejaram a Escola Cidadã.. O diretor do curso de Turismo, Maurício Formiga afirmou que eventos dessa natureza trazem suporte para as disciplinas e fazem com que os alunos participem de ações de inclusão.

A organização do evento acrescentou que não só alunos de Turismo estão envolvidos nesse projeto. Alguns alunos do curso de Música da UFRN e do curso de pedagogia da UnP também fizeram parte do projeto. ‘‘O importante é unir universitários, independentes dos cursos e das entidades de ensino’’, afirmou Kamilla de Medeiros, estudante da UnP.

Entre as atividades desenvolvidas estão oficinas, palestras, apresentações culturais e programação de lazer com quadrilha improvisada e forró pé de serra. Cerca de 300 pessoas passaram pela escola durante as atividades.

Observando o índice de capacitação profissional da comunidade, os organizadores do evento trouxeram o professor Umbelino Junior, que é também supervisor do programa de voluntariado para ministrarr uma palestra sobre como se preparar para entrar no mercado de trabalho. Segundo o professor, o evento Escola Cidadã passou por várias etapas, tendo início com a formação da equipe, conhecimento da comunidade até chegar a essa ação. O diretor da escola do bairro Pajuçara, José Carlos Alves, acredita que essa ação irá aproximar a comunidade, e facilitará parcerias com as entidades apoiadoras. ‘‘Essa integração é fundamental para que os alunos valorizem mais o ambiente de estudo e sintam-se participantes ativos dos projetos’’, concluiu.

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23/06/07

ONGs farão curso para conseguir voluntários

O trabalho voluntário será tema de estudo de mais de 270 pessoas pelos próximos quatro meses. Todas membros de ONGs capixabas, essas pessoas farão um curso de capacitação para conseguir voluntários para suas entidades.

O curso é promovido pelo Movimento Capixaba de Voluntários em parceria com a programa Bem-Viver, do canal de TV a cabo GTV."Queremos dar noções de gestão e de formatação de projetos, para que as ações sejam mais efetivas. Com a doação de recursos financeiros ou apenas de tempo e talento, todos podem contribuir para uma sociedade mais justa", diz a coordenadora executiva do movimento, Maria José Quinteira.

Entre os temas das aulas, estão planejamento de programas de voluntariado, avaliação de projetos sociais, além de contabilidade para o Terceiro Setor e de noções de preservação do meio ambiente.Para dar início à 4ª edição do projeto Mãos Solidárias no Voluntariado, o ambientalista Henrique Lobo falou, ontem, no auditório da Rede Gazeta, sobre Preservação do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, tema deste ano. Os envolvidos participam, no dia 12 de julho, de uma festa em sua homenagem.

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22/06/07

Ambientalismo passa de voluntariado a profissão do futuro

O profissionalismo tornou mais importante do que nunca na área de meio ambiente. O que antes era apenas trabalho de voluntários, transformou-se gradativamente em trabalho formal, que exige profissionais gabaritados. Bauru tem pelo menos 20 projetos de educação ambiental e a expectativa é multiplicar as ações nos próximos anos, numa luta contra o aquecimento global. São projetos como o implantado no Ferradura Mirim em 1995, exemplo de persistência. A ação é voltada para crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos. Os participantes aprendem, desde o início das atividades, que cuidar da natureza é atividade para a vida toda. Muitos deles pensam em transformar o que aprendem em profissão.Hoje, o representantes de ONGs e entidades de meio ambiente participarão do “1.º Encontro de Iniciativas Socioambientais das Bacias do Tietê-Jacaré e Tietê-Batalha”, no Teatro Veritas, na Universidade do Sagrado Coração (USC), das 8h às 17h. A necessidade de profissionalização dos projetos ambientais será um dos assuntos discutidos.Passar de aluno para voluntário e, finalmente, um profissional do ramo é o caso de José Alexandre Nunes da Silva, 18 anos. Ele chegou ao projeto no Ferradura Mirim, desenvolvido pela USC, no Centro de Ações Sócio Educativas Irmã Adelaide, em 2000 e freqüentou aulas de educação ambiental e esportes. Anos depois, foi contratado como professor. “É um orgulho pensar que passei de aluno para funcionário. Conto minha história para estimular os alunos”, diz.Desde o começo do ano, Diego Araújo, 14 anos, tem aulas no mesmo projeto. Aprendeu como se faz uma horta e a cultivar verduras. Já usou a experiência para começar uma horta na sua casa. “Já plantei cebolinha. Quando crescer, minha mãe vai usar para fazer comida”, explica. O garoto ainda não decidiu que profissão vai seguir, mas não descarta a possibilidade de trabalhar na área de meio ambiente.Desde cedo, os alunos descobrem que para atuar na áreas vão precisar muito mais do que o amor pelo meio ambiente. Aluna do projeto no Ferradura Mirim, Keity Kaoma Aparecida Inácio da Cruz, 12 anos, aprendeu que ter paciência é fundamental. Ela ajudou a plantar uma muda de pau-brasil em setembro do ano passado, mas o trabalho não se limitou apenas ao plantio. Todos os dias, a garota precisa afofar a terra, colocar adubo e finalizar o trabalho regando a muda com água. Meses depois, a pequena árvore já tem alguns centímetros. Mas a menina não desanima de seu ideal. “Quero que a árvore fique maior do que eu”, conta.O educador social responsável pelo projeto de educação ambiental na entidade, Vinicius Benites Alves, é estudante de biologia. Ele começou o trabalho como voluntário e agora é contratado. Conta que os alunos se orgulham de ajudar a cuidar das árvores plantadas no local e da horta. O próximo objetivo deles é ter mudas suficientes no viveiro da entidade para plantar no córrego Água Limpa, que fica próximo do local. Apesar do nome, o córrego está com as águas poluídas. As árvores plantadas nas margens ajudariam a diminuir o assoreamento, já que iria diminuir a quantidade de terra que cai dentro do córrego. “O que os alunos aprendem nas aulas teóricas e práticas, procuram aplicar em seus lares”, orgulha-se o educador. O projeto recebe verba da prefeitura, pela Secretaria de Bem-Estar Social de Bauru (Sebes).
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EncontroO “1.º Encontro de Iniciativas Socioambientais das Bacias do Tietê-Jacaré e Tietê-Batalha”, promovido pelo Instituto Ambiental Vidágua, de Bauru, e o Instituto Pró-Terra, de Jaú, que será realizado hoje, tem o objetivo de reunir os trabalhos em educação ambiental dos 70 municípios da região. O evento conta com o apoio do deputado federal José Paulo Toffano. Para contribuir nas discussões, o deputado Fernando Gabeira também participará.O evento é gratuito, mas há necessidade de fazer inscrição. As inscrições devem ser feitas no Instituto Vidágua. O telefone de contato é 3281-2633. Mais informações também pelo e-mail contato@vidagua.org.br.

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31/05/07

AACC discute nova metodologia de trabalho

Apresentar a nova metodologia de trabalho que será adotada pela Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC-MT) com relação ao voluntariado. Este foi o objetivo de uma reunião entre voluntários e diretoria da associação, ocorrida nesta quarta-feira (30). O encontro, que reuniu os voluntários já cadastrados na entidade, marca uma nova fase da instituição, com a adoção de procedimentos para a organização dos processos que já ocorrem. "Dentro da perspectiva do Voluntariado Organizado, poderemos mensurar nossos resultados, acompanhar esses processos. Com isso, a meta é conseguir um comprometimento maior do voluntário", comentou a consultora Luciene Cunha, responsável pelo trabalho.

A melhoria do atendimento prestado pela AACC às crianças e adolescentes portadores de câncer é o objetivo principal, explica a presidente da AACC, Vandete Macedo. "A profissionalização dos voluntários é uma tendência em todo o Terceiro Setor. Com isso, o trabalho da instituição melhora. O voluntário bem treinado faz toda a diferença", disse ela.

A vice-presidente da AACC, Tellen Costa, lembrou que a profissionalização dos voluntários é uma meta da atual diretoria. "Nosso objetivo é buscar o máximo comprometimento do voluntário, melhorando seu desempenho. Esse é um compromisso que assumimos."

Apesar do grande número de voluntários eventuais, a AACC conta atualmente com apenas 50 voluntários ativos, que atuam durante todo o ano fazendo doações em dinheiro e mantimentos ou prestando serviços na instituição. Um deles é o distribuidor Anco Marcus Vihiny, voluntário desde dezembro de 2006. Membro da equipe Gansos Selvagens, que atua em várias instituições, ele se diz gratificado com o trabalho voluntário. "É muito bom estar junto tanto das crianças portadoras de câncer como dos outros voluntários. São pessoas carismáticas, que se doam. Aprendemos muito, principalmente a exercitar o amor, e se cria um laço entre nós."

A secretária Bhell Lobo, também voluntária da AACC, concorda. "Trabalhar com as crianças com câncer nos dá uma nova maneira de encarar a vida, valorizar o que temos. Você ajuda e é ajudado", comentou ela.

Na reunião, os voluntários conheceram mais profundamente o trabalho da AACC e discutiram sobre o trabalho voluntário como exercício de cidadania.

Instituição – A AACC oferece abrigo, alimentação e transporte para clínicas e hospitais aos beneficiários da Casa, pais e acompanhantes. A entidade atende também crianças de outros estados. Além da alimentação, os beneficiários e acompanhantes recebem apoio físico e psicossocial para realizar o tratamento da doença, apoio pedagógico, aulas de informática, refeitório e passeios-terapia.
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26/05/07

Voluntariado Médico

Concurso da MS premia projeto brasileiro

Sexta-feira, 25 de maio de 2007 - 18h50

SÃO PAULO - O CEO da Microsoft, Steve Ballmer, anunciou este mês durante a conferência Software 2007, na Califórnia, os vencedores da primeira edição do concurso Microsoft Develop Without Borders, dentre os quais estava um projeto brasileiro para uma fundação de voluntariado médico do Maranhão.

O concurso foi criado para alavancar a divulgação do novo Microsoft Office 2007. Para participar bastava enviar uma apresentação com 10 slides, sugerindo um projeto que utilizasse os produtos do novo pacote Office para ajudar uma instituição sem fins lucrativos. A abrangência do concurso foi internacional e contou com participantes dos EUA, França, Arábia Saudita, Brasil, entre outros.

O Microsoft Develop Without Bordeers teve patrocínio da própria Microsoft e também da HP. Como prêmio as entidades classificadas e os desenvolvedores que submeteram seus projetos receberam mais de 160 mil dólares entre hardware, software e serviços.

Dentre os quatro primeiros premiados, um projeto brasileiro se destacou como o único da América Latina a ser classificado, ganhando um dos "First Prizes" oferecidos pelo concurso.

O projeto brasileiro leva o título de FUNDAMED Web Portal. Sua proposta é desenvolver um portal de relacionamento com voluntários do mundo todo, utilizando como base o MS SharePoint Server, de forma a auxiliar uma instituição maranhense chamada FUNDAMED.

Essa é uma instituição que atua há anos com missões de voluntariado médico no nordeste brasileiro, trazendo equipes médicas de diversos países para realizar consultas e cirurgias gratuitas em comunidades carentes.
O projeto espera que o trabalho desenvolvido graças aos prêmios recebidos no concurso torne possível duplicar o número de voluntários e de missões ao ano.
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24/05/07

Selo Escola Solidária 2007

Instituto Faça Parte

O Instituto Faça Parte é uma organização social que tem como missão consolidar a cultura do voluntariado no Brasil, estimulando a participação da juventude como parte ativa da construção de uma nação socialmente mais justa.

O Selo Escola Solidária é o símbolo de um processo de reconhecimento e identificação das escolas de educação básica que priorizam sua articulação com a comunidade por meio de atividades e projetos de voluntariado educativo.


O voluntariado educativo é uma proposta formativa eficaz para dar significado aos conteúdos curriculares e à vivência de valores na prática de atividades sociais planejadas.


Tudo isto sem deslocar a escola de sua principal função - a de promover a aprendizagem curricular formal, preparando o aluno para a vida e para o mundo do trabalho.


O Selo é concedido de dois em dois anos. Em 2003 e 2005, foram certificadas em todos os estados brasileiros mais de 18 mil escolas grandes e pequenas, de educação infantil, ensino fundamental, médio e técnico, das redes municipal, estadual, federal e particular. No Rio Grande do Sul, 824 escolas foram certificadas.


Veja mais aqui.

Educação estimula escolas estaduais a participarem do Selo Escola Solidária

Ações pedagógicas da Secretaria da Educação estiveram na pauta do segundo dia de reunião da direção da secretaria com os coordenadores regionais de Educação.

A fim de estimular a participação das escolas gaúchas no Programa Selo Escola Solidária, a assessora técnica do gabinete da secretaria, Marisa Sari, explicou todos os passos para o processo de inscrição no prêmio, aos representantes das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) O encontro ocorreu nesta quarta-feira (23), no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre.
O Selo Escola Solidária está com as inscrições abertas até quinta-feira (31). Podem participar escolas de educação básica municipais, estaduais e particulares de todo o Brasil, que desenvolvam ações comunitárias por meio de atividades e projetos de voluntariado educativo. Até o final desta semana, todas as CREs recebem um DVD com um vídeo motivando e ensinando como se elabora um projeto de voluntariado, que deve ser repassado aos diretores das escolas.
Em 2005, o Selo, que é concedido a cada dois anos, destacou 824 escolas gaúchas de educação infantil, ensinos fundamental, médio e técnico, das redes pública e privada. Para este ano, além do reconhecimento, que pode ser usado como diferencial junto à comunidade, os relatos selecionados serão divulgados pelo Instituto Faça Parte em todo o Brasil. O Selo Escola Solidária é uma parceria entre Instituto Faça Parte, o Ministério da Educação (MEC), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Unesco.
Para se inscrever basta clicar no banner "Selo Escola Solidária", no site da educação e seguir as orientações. Os dados podem ser enviados por e-mail ou pelo correio.
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22/05/07

Voluntariado no Poder Judiciário

O voluntariado na administração pública já é uma realidade e no Poder Judiciário, especificamente, também. Todos ganham com o serviço prestado. O voluntário, porque adquire experiência prática e enriquece seu currículo. O serviço judiciário, porque recebe mão-de-obra gratuita e qualificada. As partes, porque têm andamento mais célere aos processos do seu interesse. No entanto, é preciso avançar. É necessário que outros Tribunais adotem tal prática. E que ela, em um passo seguinte, se estenda a outros órgãos da administração pública, como o INSS, IBAMA, Polícia Civil e Militar dos estados, e outros importantes e carentes de pessoal. Receber voluntários não será a solução para os seus problemas. Mas, sem dúvida, será uma fonte de auxílio. E sem onerar o Poder Público. (Conclusão do texto)
Ler texto inteiro aqui.