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19/04/17

ATIVIDADE DE VOLUNTARIADO A NÃO PERDER - RECLUSOS

- Visita e Eucaristia com os Reclusos da Prisão Alcoentre (*)
Via Lucis com as Famílias de Alcoentre, S. Pedro e Manique

Início: 6.ªf | 28 Abril, pelas 18horas
Fim: Domingo | 30 Abril, pelas 18horas 

(*) a visita e Missa na Prisão requerem o envio da cópia do CC por email até dia 2 de Abril e está sujeito a confirmação pela Direção do Estabelecimento Prisional.

Acantonamento nos Bombeiros de Alcoentre
Para maiores de 18 anos
15 Páscoas | estudantes e desempregados
25 Páscoas | profissionais
Inclui seguro de acidentes pessoais (o preço nunca é impedimento)

Parcerias:
Paróquias de Alcoentre
Capelania do Estabelecimento Prisional
Bombeiros Voluntários de Alcoentre

Cristina
968574005
ficha de inscrição: clicar aqui

16/03/17

VOLUNTARIADO DE PÁSCOA: VOLUNTARIADO COM RECLUSOS



- Visita e Eucaristia com os Reclusos da Prisão Alcoentre (*)
Via Lucis com as Famílias de Alcoentre, S. Pedro e Manique

Início: 6.ªf | 28 Abril, pelas 18horas
Fim: Domingo | 30 Abril, pelas 18horas 

(*) a visita e Missa na Prisão requerem o envio da cópia do CC por email até dia 2 de Abril e está sujeito a confirmação pela Direção do Estabelecimento Prisional.

Acantonamento nos Bombeiros de Alcoentre
Para maiores de 18 anos
15 Páscoas | estudantes e desempregados
25 Páscoas | profissionais
Inclui seguro de acidentes pessoais (o preço nunca é impedimento)

Parcerias:
Paróquias de Alcoentre
Capelania do Estabelecimento Prisional
Bombeiros Voluntários de Alcoentre

Cristina
968574005
ficha de inscrição: clicar aqui

08/09/16

Voluntariado cresce nas prisões portuguesas



A divulgação do trabalho da Pastoral Penitenciária em Portugal está a fazer crescer o número de interessados em colaborar com os capelães dos estabelecimentos prisionais, no apoio social e espiritual aos reclusos


O trabalho desenvolvido pelos membros da Pastoral Penitenciária nas cadeias portuguesas está a despertar a atenção a cada vez mais voluntários, que se têm oferecido para colaborar no apoio social e espiritual dos reclusos, revelou esta segunda-feira, 5 de setembro, o padre João Gonçalves, no âmbito da I Peregrinação Nacional do movimento ao Santuário de Fátima. 


Segundo o coordenador nacional da Pastoral Penitenciária, «o número de voluntários nas prisões tem aumentado significativamente», e embora não existam dados concretos sobre a quantidade de pessoas que disponibilizam o seu tempo para ajudar os detidos, há atualmente «mais de 500 visitadores» ligados à pastoral carcerária da Igreja Católica



Apesar desta manifestação de solidariedade, o padre João Gonçalves considera que há ainda «muito a fazer» para mudar a mentalidade da sociedade em geral e das comunidades católicas em particular, no que respeita ao acolhimento e integração social e laboral dos ex-reclusos. 



«Que tenhamos todos a capacidade de agir e dar respostas concretas, de nos pormos a caminho, de visitarmos os presos, de estarmos próximos deles e testemunharmos a misericórdia de Deus», disse por sua vez o bispo auxiliar de Lisboa, Joaquim Mendes, alertando para a necessidade de haver cada mais proximidade com os detidos, que «estão privados da sua liberdade mas não da sua dignidade». 



Nesta primeira peregrinação nacional da Pastoral Penitenciária participaram vários reclusos e ex-reclusos, familiares de presos, os capelães prisionais e diversos elementos ligados ao sistema prisional.


Notícia daqui.

16/03/16

Entre a culpa e o perdão

Podem reparar-se os danos causados a uma vítima? Vítimas e agressores de crimes diferentes, juntam-se na mesma sala para tratar das marcas deixadas pelos crimes. Os diálogos restaurativos tentam beneficiar os indivíduos afectados por comportamento ofensivos. Trata-se de um projecto que está implementado em 7 países europeus e que pela primeira vez é aplicado em Portugal. No caso, o Estabelecimento Prisional do Linhó, em Sintra, serviu de lugar de encontro.

Ver reportagem aqui.

16/08/15

Que diferença faz o voluntariado missionário nas prisões?

“Encontrar Deus atrás das grades” é o tema da grande reportagem da RR.

O que leva alguém a fazer voluntariado numa prisão? Que importância tem a oração para quem está preso? Na grande reportagem desta semana ouvimos o testemunho de ex-reclusas e de voluntários católicos que escolheram dar do seu tempo aos outros desta forma.
Ouvir reportagem aqui.

12/07/15

O Companheiro


Para que não haja Homem excluído pelo Homem



O Companheiro acredita que o exercício da cidadania empresarial e da responsabilidade social é uma atitude e uma ação indispensável ao dever da solidariedade e da justiça entre todos.


Preconiza o seu trabalho, enquanto associação, assente num código de condutas segundo princípios éticos, no qual o profissionalismo, a competência e a integridade assentam numa base fundamental.


Voluntariado é o conjunto de ações de âmbito social e comunitário realizados de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos individuos, das familias e da comunidade desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas (art. 2, Lei nº 71/98 de 3 de novembro).

Voluntário é o individuo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado no âmbito de uma organização promotora (art. 3, Lei nº 71/98 de 3 de novembro).

Pretende atender sempre às necessidades e expetativas da sua população alvo, defendendo a humanização de relações, igualdade de oportunidades, sinergias, compromisso, confiança, coesão e responsabilidade social.

“ Todos os dias Acreditamos….”
“ Todos os dias Trabalhamos…” 
“ Todos os dias Reconstruímos…”


Para ser voluntário:

Av.Marechal Teixeira Rebelo, 1500-424, Benfica; 

Telefs: 21 716 00 18/69, 
Fax: 21 715 57 57

Recuperar ex-reclusos. Ou o voluntariado que não faz as capas das revistas


A associação O Companheiro lida diariamente com ex-reclusos, reclusos com precárias e ainda alguns condenados a trabalho a favor da comunidade. Além do banco de roupa, tem um refeitório social

António Janeiro andava de um lado para outro, sem muito para fazer, mas disponível para o que lhe pedissem. Por trás do olhar azul, terno, havia uma história que se contava na sua expressão corporal, num misto de submissão, cautela e gratidão. Passou os últimos sete anos na cadeia. Apanhou 14 anos num tribunal de Ponta Delgada, nos Açores, por furtar electrodomésticos, material electrónico, cofres "e coisas assim", lembra. O tráfico de droga também contou para a pena, mas "foi pesada de mais por furtos sem violência", refere com desalento, mas sem sede de vingança na voz.
Estava na associação O Companheiro, em Lisboa, porque a meia dúzia de dias que tinha de precária (saída jurisdicional) não justificava os gastos dos aviões para a sua terra, nos Açores. Pediu à namorada e aos pais que não viessem a Lisboa, até porque espera ser transferido do Linhó para a ilha e por lá cumprir o resto da pena.
O açoriano ajudou a registar as peças de roupa que por volta das quatro da tarde entregou a famílias carenciadas. Além do banco de roupa, O Companheiro tem um refeitório social com cerca de uma centena de refeições diárias e o banco alimentar, em parceria com o Banco Alimentar e Misericórdia de Lisboa. Os alimentos são distribuídos aos ex-reclusos e famílias, e também a agregados familiares dos bairros da Horta Nova e Padre Cruz, em Carnide, Lisboa.
Porém, é principalmente com ex-reclusos, reclusos com precárias e ainda alguns condenados a trabalho a favor da comunidade, que a associação O Companheiro lida diariamente. Às vezes também os estrangeiros que foram expulsos do país esperam pelo avião naquele espaço. Uma minicidade entre pré-fabricados, pequenos jardins pelo meio, e alguns bancos de jardim, onde alguns residentes passam o tempo. Um, mais velho, que já não sairá dali, deixa-se cair num sono profundo e o rádio que tinha ao lado, antes sintonizado numa "emissora nacional", acabou por se perder na estática e funcionava como se fosse o ronco do seu dono.
Juntamente com o director, José Brites, há pouco mais de uma dezena de técnicos, contando com os estágios profissionais. Alguns dos trabalhadores daquele espaço já lá estão há anos suficientes para resistir às histórias que à primeira vista podem desarmar os mais ingénuos. Segundo um dos técnicos, "vêm muitas vezes com a história do desgraçadinho", mas a ideia é desvalorizar e tentar que procurem emprego de uma forma activa para poderem sair e dar lugar a outros. A residência, apenas masculina, tem capacidade para 22 pessoas, duas das quais para saídas precárias, que recebem de todos os estabelecimentos prisionais do país.
Uma das primeiras medidas é criar regras aos ex-reclusos. A porta da residência fecha as portas todos os dias às 22h30, com excepção do fim-de-semana que encerram às 00h30. Todavia, há muitas vezes histórias de utentes que não aparecem, ou porque receberam um subsídio e foram gastá-lo ou porque ficam em casa de amigos, por exemplo. Têm de avisar, mas nem sempre o fazem, dizem-nos.
Os técnicos da Companheiro dividem--se entre o espaço infocultura, o gabinete de intervenção social, o gabinete de intervenção clínica e psicológica, o gabinete de educação, formação e empregabilidade, e o gabinete de apoio jurídico. Tudo estruturas viradas para a integração dos ex-reclusos, normalmente em situação muito frágil logo após a libertação. Uns porque estão sem família, outros porque não têm preparação para dar um novo rumo à vida.
São poucos os voluntários nesta associação. Os técnicos acham que O Companheiro não tem visibilidade mediática e por isso poucos aparecem. Por outro lado, acrescentam, "de idosos e crianças todos têm pena. De ex-reclusos, nem por isso". José Brites lembra que "até houve voluntários apenas para poderem visitar as cadeias, como se estivessem a viver uma série policial".
O director da associação conta que desde a crise que o grupo de pessoas que passaram a apoiar com alimentos aumentou 50% ao ano. Anteriormente, o Banco Alimentar dava uma ajuda substancial, mas hoje é cada vez menor. Relativamente aos apoios, vêm exclusivamente da Segurança Social. Não entende, por exemplo, porque não poderiam ser ajudados pelo Ministério da Justiça, uma vez que recebem presos em precárias e contribuem para que não regressem ao mundo do crime. José Brites insiste que aquela associação "não dá o peixe, mas antes ensina a pescar". Ensina competências que lhes dão ferramentas para enfrentar a vida. A sede do Companheiro continua provisória há 26 anos, quente no Verão, fria no Inverno.
A taxa de sucesso é grande, como refere o mais antigo habitante da casa, Amílcar Velhinho, que não tem dúvidas em afirmar que "mais de 95% dos residentes não voltaram a reincidir". Amílcar fez 76 anos em Novembro e está no Companheiro há 26 anos. Foi condenado a 15 anos de cadeia "por ter morto alguém", mas hoje olha para trás e vê uma experiência de vida, "passado que já passou". Um homem que não o respeitou acabou por perder a vida às suas mãos. As impressões digitais nos cartuchos ditaram-lhe a sorte.
Esteve em Vale de Judeus. "Era duro", lembra, mas "aprendi muito com algumas figuras que por lá passaram." Ainda quis sair do Companheiro, mas o director da altura não deixou. Hoje toma conta de um pequeno museu com figuras de madeira feitas por ele e com receitas culinárias que, escrupulosamente, passa à máquina. Até agora somam 33 533.
Do Jornal i.

19/03/15

CONFIAR - Associação de Fraternidade Prisional




http://www.confiar-pf.pt/

CONFIAR – Associação de Fraternidade Prisional – P.F./Portugal, de orientação cristã decorrente da doutrina da Igreja Católica e associada da PFI, é uma IPSS reconhecida como instituição de utilidade pública, constituída por voluntários e associações de voluntários, que se propõem:

a)  ajudar os reclusos, ex-reclusos e respetivas famílias, nomeadamente os filhos menores enquanto vítimas da situação de reclusão dos pais;

b) prestar aos reclusos assistência social, profissional, cultural, material e espiritual contribuindo assim para a sua dignificação pessoal e inclusão social, com vista a contribuir para o encontro de soluções capazes de ajudar a pessoa do recluso a reconciliar- se consigo própria e com as vítimas dos seus atos, com a família e com a comunidade a que pertence e, deste modo, ressurgir para uma «nova vida» em sociedade;

c) estabelecer laços de interajuda entre os voluntários das prisões e valorizar as suas atividades e aspirações junto das entidades oficiais competentes e outras.

11/02/15

Cadeia de Custóias: os "conversadores" da solidão



Ver reportagem aqui.

 | Norte
Porto Canal


A cadeia de Custóias em Matosinhos está sobrelotada. Tem 500 reclusos a mais e grande parte não recebe qualquer visita familiar. Há um projecto que vai onde ninguém quer estar. São visitadores, isto é, voluntários que levam conversa a quem está à espera da liberdade.

Ver mais aqui.

Associação de Visitadores de Reclusos: FOSTE VISITAR-ME




www.fostevisitarme.pt

03/12/14

Samaritanos - Associação de Visitadores de Estabelecimentos Prisionais

Entrevista a Joaquim Carrasqueiro, presidente dos Samaritanos

"Vale sempre a pena"

Há mais de vinte anos, começou a frequentar a Prisão Escola de Leiria como voluntário no grupo de acompanhamento religioso. Joaquim Carrasqueiro de Sousa, antigo profissional de seguros, com 65 anos de idade, é natural da Calvaria de Cima e residente na Batalha. Fez licenciatura em Ciências Religiosas na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, onde frequenta atualmente o mestrado em Estudos da Religião. Quando se formaram “Os Samaritanos”, em 1996, foi eleito presidente, cargo que tem desempenhado até hoje.

A prisão é, por norma, um ambiente “pesado”... é fácil trabalhar com os reclusos?
O recluso vê em cada visitador o amigo, o pai, o irmão, a mãe que por vezes não teve. Sabe da nossa proximidade e connosco se abre mais facilmente, na certeza de que o nosso lado não é o do poder instituído. Mas sabe também que somos portadores de uma mensagem de paz, tranquilidade, afetividade, na tentativa de ajuda à reconstrução de uma vida tantas vezes dramaticamente desconstruída. Para quem vai com esta predisposição, torna-se fácil.
Mas há dificuldades...
Por vezes, encontramos alguma dificuldade em chegar até ao recluso, face às situações imprevistas e que as contingências do momento nos apresentam. No entanto, de um modo geral, o acesso é-nos facilitado, existindo da parte da direção do Estabelecimento Prisional a máxima compreensão, apreço e ajuda ao nosso trabalho.
Como está a correr atualmente esse trabalho?
No momento presente, a nossa ação no Estabelecimento Prisional decorre com alguma normalidade, embora um pouco constrangida e até restringida pela inexistência de um espaço onde possamos celebrar a Eucaristia ou outras celebrações com aqueles que o desejem.
Não há uma igreja?
Dadas as reestruturações dos serviços e do espaço, não é viável a utilização da igreja ali existente. Mas tivemos autorização da direção para adaptar uma antiga oficina em capela, cujas obras estão a decorrer e para as quais estamos a angariar algumas ajudas. Quando estiver pronta esta capela, teremos mais condições para em cada semana ou em qualquer outro dia nos reunirmos e celebrarmos a nossa fé em comunidade.
Vale a pena este serviço? Há resultados na mudança de vida dos reclusos?
Cada caso é um caso, mas vale sempre a pena. Muitos jovens ainda hoje fazem eco da ação dos Samaritanos junto deles, nos mais recônditos locais onde se encontram. E temos o conhecimento direto de alguns dos que ficaram por esta região, para não regressarem às mesmas origens e ao ambiente que os levou à prisão, e que são hoje pessoas responsáveis e até algumas comprometidas na Igreja.

Lugar de conversão

Uma das atitudes primordiais e fundamentais da fé é a regeneração, o mesmo é dizer, a conversão. Toda a atitude de perdão e misericórdia que Jesus demonstrou teve como alicerce o desejo de conversão. A expressão "vai e não tornes a pecar" é representativa desta “metanoia” ou conversão que está na base da fé.
Esta premissa é fundamental para percebermos a presença da Igreja nas prisões. O recluso não pode ser visto como um criminoso condenado e definitivamente perdido. A prisão não é apenas local de castigo. Sendo lugar de penitência, é automaticamente lugar de conversão, lugar de regeneração e lugar de mudança.
Acreditar que podemos sempre ser melhores do que fomos é o desafio que me anima neste trabalho. Por isso entendo a fé como uma "nova visão ou novo olhar sobre o mundo e sobre os outros". É essa nova visão que quero ter sobre os reclusos e gostaria de lhes transmitir sobre si próprios e sobre o mundo e os outros.
Este desafio ultrapassa a presença ritualista, sacramental e espiritual. Sinto que o desafio que Deus e a Igreja me pedem é, por isso, mais humano, mais básico, mas não menos exigente.  Estou preparado para o embate de querer as estrelas, mas na realidade não conseguir descolar da terra.
A presença da Igreja, no grupo de “Os Samaritanos”, será sempre momento de alento, esperança e confiança. Sem pretensões proselitistas, daremos o nosso trabalho como bem sucedido sempre que um recluso conseguir vislumbrar o sol que brilha para lá da sua cela escura.
Sinto o peso da grande obra dos meus antecessores, que me habituei a ouvir e a admirar, e sei que será com a sua ajuda e intercessão que poderei fazer alguma coisa. Assim Deus me ajude.
P. Rui Ribeiro, Capelão dos Estabelecimentos Prisionais de Leiria

“Missão entre grades”

Lançaram-me um desafio! Falar-vos do momento mais importante que vivi como voluntária na Prisão Escola de Leiria. Antes de mais, posso dizer-vos que esta missão é um constante desafio, pela sua complexidade e, ao mesmo tempo, simplicidade de sentimentos. Há alguns anos,  convidaram-me para fazer parte da Associação de Visitadores dos Estabelecimentos Prisionais de Leiria. Um pouco receosa, sem saber se tinha perfil e vocação para conseguir ajudar aqueles rapazes, decidi aceitar e, hoje, agradeço por ter dito sim a esse apelo. São tantos os momentos especiais que tenho vivido nesta missão, histórias de vida partilhadas, sorrisos e desabafos...
Já tantas vezes os reclusos me perguntaram: “Porquê? Porque vens cá?”. Confesso-vos que nunca procurei encontrar a “resposta certa”, porque a verdade é que todos precisamos de sentir que alguém está do nosso lado. Cada um tem a sua missão, sinto que a minha também é estar ali. Como tal, nos últimos anos, tenho celebrado parte do dia do meu aniversário na Prisão Escola, junto destes rapazes que me chamam “mana”, porque eles também se tornaram a minha família.
Recordo um dos momentos marcantes, ocorrido há cerca de 4 anos, quando um dos rapazes desprovido de liberdade me disse algo que nunca irei esquecer: “Eu não sei rezar, nunca fui destas coisas, nem sei se acredito, mas vou pedir a Deus por ti. Vais estar um tempo longe de nós e isso vai custar-nos, mas sei que, se rezar, tudo vai correr bem e vou pedir-lhe que depois voltes para junto de nós outra vez”. Sei que ele, como tantos outros, rezaram e rezaram mesmo de coração.
Ouvir palavras simples como “obrigada”, “sem vocês isto era muito mais difícil”, “voltem sempre”... faz-me ter a certeza de que vale a pena sermos do outro, em qualquer lugar do mundo, mesmo que seja uma “missão entre grades”.
Elsa Pedro, voluntária dos Samaritanos
Daqui.

13/09/13

Projecto "Palavra Chave" leva livros às prisões


O projecto "Palavra Chave" vai levar livros e outras actividades a diversos estabelecimentos prisionais do país a partir de meados de Setembro, em acções de voluntariado de apoio ao processo de reintegração social dos reclusos. 

Desenvolvido em parceria com a Direcção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais, o "Palavra Chave" terá uma fase inicial destinada a formação de voluntários em Bragança, Lamego, Elvas, Grândola e Ponta Delgada, cinco localidades onde existem estabelecimentos prisionais. 

O promotor cultural Filipe Lopes, fundador do Grupo “O Contador de Histórias”, referiu à agência Lusa que a formação do "Palavra Chave" visa "dotar os participantes de ferramentas que lhes permitam entender a especificidade" da população prisional. 

A formação, conduzida pela psicóloga Carla Xavier, ajudará os participantes "para que eles próprios concebam e desenvolvam depois projectos de intervenção, promoção de leitura e outros, dentro das prisões". 

Prevê-se que as acções nos estabelecimentos prisionais seleccionados possam envolver mais de uma centena de voluntários. 

Filipe Lopes, que desenvolve "A poesia não tem grades" nas prisões há uma década, ressalvou a importância de utilizar o livro como ferramenta "de desenvolvimento pessoal e de integração social". 

"A sobrelotação das cadeias e a diminuição dos recursos diminuem a capacidade dos estabelecimentos prisionais para trabalharem estas duas áreas. O recluso tem de sentir o sofrimento como punição dos seus actos, mas tem de ser apoiado no seu processo de crescimento e renovação como pessoa", observou. 

As intervenções da iniciativa "Palavra Chave" nos estabelecimentos prisionais tem já datas provisórias: 19 de Setembro e 12 de Outubro, em Lamego; 20 e 21 de Setembro, em Bragança; 24 de Setembro e 18 e 22 de Outubro, em Pinheiro da Cruz (Grândola); 19 de Outubro, em Elvas; e 23, 24 e 25 de Outubro, em Ponta Delgada. 

O número estimado de presos que serão "envolvidos directamente" na "Palavra Chave" é de 120 nos cinco estabelecimentos prisionais, universo que poderá superar os "350 reclusos com as actividades decorrentes dos projectos de iniciativas que serão apresentados na formação". 

O projecto "Palavra Chave", que se estende até Março do próximo ano, foi um dos vencedores do programa EDP Solidária, em 2013. 

"A poesia não tem grades", também em regime de voluntariado, continua a decorrer em paralelo e, este ano, visitou o Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, nos Açores. 

Estão agendadas sessões de leitura de poesia, grande parte de obras de autores portugueses, para Silves, Faro, Olhão, Sintra (prisão da Carregueira), Alcoentre, Covilhã, Guarda, Aveiro, Lamego e Caldas da Rainha.


Daqui.

16/12/09

Associação "Foste Visitar-Me"

Voluntariado com Reclusos

Presidente: Cláudia Assis Teixeira

Contactos:
226061410
937521319
(disponível a partir das 17h00m)

geral@fostevisitarme.pt

20/02/09

Fraternidade das Instituições de Apoio ao Recluso

F.I.A.R.
Bairro do Estabelecimento Prisional Linhó,
Casa 13,
2645-002 Alcabideche
Tel./Fax: 21 924 23 26

04/11/07

Voluntários nas prisões reúnem-se em Fátima

Os voluntários nas prisões reúnem-se em Fátima, a 24 e 25 de Novembro, no seminário do Verbo Divino

Da agenda dos trabalhos contam-se vários temas:
- “Alterações ao código de Processo Penal, pontos que nos dizem respeito”;
- “Quais os maiores problemas dos diversos grupos, como os resolvem” e
- “Condições de reclusos na difícil hora da saída”.
Neste encontro anual dos voluntários nas prisões, a Fraternidade das Instituições de Apoio ao Recluso (FIAR), entidade organizadora, vai entregar o prémio de voluntariado a Gracinda Gomes.
Notícia daqui.

31/10/07

Encontro Anual dos Voluntários nas Prisões

A Fraternidade das Instituições de Apoio ao Recluso (FIAR) realiza o seu Encontro Anual dos Voluntários nas Prisões, nos dias 24 e 25 de Novembro, no Seminário do Verbo Divino, em Fátima.

O programa deste encontro apresentará vários temas: “Alterações ao código de Processo Penal, pontos que nos dizem respeito”; “Quais os maiores problemas dos diversos grupos, como os resolvem”; “Condições de reclusos na difícil hora da saída”; ainda haverá workshops e entrega de prémio de voluntariado a Gracinda Gomes.
Notícia daqui.