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16/08/15

Estado Islâmico afugenta voluntários: «É ser puramente louco»

Atuação dos grupos radicais está a condicionar a participação de pessoas em missões humanitárias internacionais, segundo o presidente da AMI, Fernando Nobre

Os «atos de barbaridade» do Estado Islâmico estão a afugentar os voluntários da Assistência Médica Internacional. O presidente da AMI deixa essa advertência, alertando que há menos pessoas a integrar missões humanitárias internacionais por causa disso. Fernando Nobre defende «novas estratégias» para ultrapassar o problema, uma vez que entrar agora em países como a Síria é ser «suicidário» e «puramente louco».
«Só há uma maneira de intervir para que as agências humanitárias possam fazer o seu trabalho de forma eficaz, coerente e com equidade junto das populações: é que seja imposto um ciclo de segurança», o que pressupõe a «adoção de novas estratégias» para permitir que as mesmas operem em zonas de conflito.

Fernando Nobre falava à Lusa a propósito do anúncio quarta-feira da Organização Mundial da Saúde (OMS) da criação de um novo organismo que irá integrar equipas médicas devidamente qualificadas em todo o mundo, prontas para intervir em caso de emergências graves, tais como epidemias, terremotos e tsunamis.
«Hoje, para uma agência humanitária como a AMI entrar pela Síria adentro para tentar atuar em território sob controlo do (grupo) Estado Islâmico é ser puramente suicidário, já não é ser temerário»
«A questão da segurança dos agentes humanitários está no primeiro nível das prioridades para todas as instituições».
«Hoje, o que tolhe completamente a nossa intervenção não são as epidemias e a questão dos desastres ligados às alterações climáticas que vai acontecendo cada vez mais frequentemente e com maior violência. O que está a coartar a nossa intervenção são exatamente os conflitos ditos atípicos com entidades completamente fora do controlo”, situações que, de resto, “só podem ser ultrapassadas com o controlo destes grupos».

No caso da Síria, ainda esta semana a Organização das Nações Unidas advertiu que  há «mais desespero do que nunca» entre os refugiados que ali vivem em campos controlados pelos radicais, e que precisam de ajuda humanitária urgentemente.  

De acordo com o presidente da AMI, «os movimentos humanitários estão totalmente impedidos de intervir porque, ao interceder em países como o Quénia, Somália, no Mali, onde os próprios grupos humanitários são alvos preferenciais, já não é ser temerário, é ser puramente louco».
«Essas instituições são vistas como parte integrante de um mundo que esses movimentos de pura barbaridade e sem o mínimo respeito pela vida humana, não aceitam», por isso, «é suicidário tentar atuar lá, porque vão ser imediatamente mortos a tiro ou degolados»

Daí que Fernando Nobre defenda que «é preciso que nestas situações a comunidade internacional, sob mandato das Nações Unidas, tenha coragem, vontade, determinação e ousadia para pôr termo a estas situações, para que não aconteça o mesmo que se passou há 20 anos no Ruanda», onde houve um genocídio, em 1994, alertou. 

Questionado pela Lusa se a atuação de grupos armados de cariz religioso, e não só, como o Estado Islâmico, no Médio, Oriente, bem como o Boko Haram e al-Shebab, em África, está a retrair os voluntários para as agências humanitárias, Fernando Nobre respondeu: «Absolutamente, sim».
«Está a retrair, porque somos temerários. Ninguém avança para uma intervenção se sabe que tem 100% de hipóteses de ser degolado, só sendo mesmo louco. Eles (grupos armados) veem-nos como parte de uma sociedade que as odeiam, as hostilizam e que as querem destruir. E nós somos apenas uma parte desta sociedade que eles não toleram»

De acordo com o assistente humanitário, atualmente há zonas em que as intervenções diretas das agências são «complementadas vedadas», por isso, a sua intervenção deve ser feita clandestinamente, por intermédio de instituições locais, como, de resto, já aconteceu no passado. 

«Eu sou daqueles que na minha vida humanitária já entrou clandestinamente para desenvolver missões humanitárias – no Chade, em 1981, em Beirute (1982), no fim da guerra do Irão-Iraque (1981), mas nós não éramos procurados para sermos assassinados. Hoje, somos alvo preferenciais para sermos capturados e executados, e ai há que ter a máxima prudência, evidentemente», concluiu Fernando Nobre.

Daqui.

08/06/14

Voluntariado na área da saúde em debate em Torres Vedras

Ensaios sobre o voluntariado prossegue no próximo dia 10 de abril com uma sessão dedicada ao voluntariado na área da saúde que terá lugar pelas 18h, na Cooperativa Cowork (situada na Rua Dr. Gomes Leal, n.º 3 A, em Torres Vedras).
Serão preletores nesta sessão Mário Reis (da Liga dos Amigos do Hospital de Torres Vedras), Alexandra Correia (da ACREDITAR – Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro) e Ilda Costa (da AMI – Assistência Médica Internacional).
Recorde-se que o projeto Faça Parte visa abordar diferentes domínios de voluntariado no concelho de Torres Vedras, apresentando diversos programas e possibilidades existentes à data, a nível local, nacional e internacional, recorrendo-se a testemunhos na primeira pessoa.
Daqui.

05/10/08

Campanha: telemóveis velhos, tinteiros e toners usados


AMI apela à reutilização de consumíveis informáticos e de telemóveis


A reutilização destes equipamentos permite poupar matérias-primas e energia, ao mesmo tempo que reduz o volume de resíduos produzido

A actual produção de resíduos e o consumo de matérias-primas e de energia não são comportáveis com as capacidades do planeta para os regenerar, e este problema torna-se ainda mais insustentável à medida que novos países se juntam ao grupo dos industrializados e consumistas, como é o caso actual da China e da Índia.


A solução para este problema pode passar por acções tão simples como reencher os seus tinteiros e toners vazios ou como enviar o seu telemóvel velho para países menos desenvolvidos, onde este será reutilizado.


A AMI desenvolveu um projecto que serve de exemplo àquilo que pode ser feito. O encaminhamento de 440 mil consumíveis informáticos e telemóveis para reutilização permitiu angariar 220 mil euros, mostrando assim que este problema pode ao mesmo tempo ser uma oportunidade. Estes fundos foram utilizados no financiamento das Equipas de Rua da AMI, que prestam apoio social e psicológico aos sem-abrigo com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida.


Para além de 6.000 empresas que participam neste projecto através dos seus escritórios, vários estabelecimentos e juntas de freguesia já se disponibilizaram para ajudar a AMI na recolha dos equipamentos.


Assista aqui à reportagem da RTP.


Encaminhe este e-mail, divulgue no seu site ou blog, distribua os nossos folhetos e cartazes.
Para saber como reutilizar os seus consumíveis informáticos e telemóveis, contacte: reciclagem@ami.org.pt.

Fundação AMI

Rua José do Patrocínio, 49

1949-008 Lisboa

Tel. 218 362 100

Fax 218 362 199


21/08/07

Reforço da presença da AMI na ilha Terceira - Nova sede para breve



Assistência Médica Internacional, AMI, é uma organização não governamental portuguesa. Fundada por Fernando de La Vieter Ribeiro Nobre, faz já 20 anos, encontrou no modelo estrutural e de funcionamento dos “Médicos sem Fronteiras”, MSF, a sua base de inspiração.

Fernando Pereira


O fundador e ainda presidente da instituição colaborou nos MSF, chegando mesmo a lançar a secção belga dessa ONG.A AMI é uma organização genuinamente portuguesa, que assenta a sua intervenção em três pilares: intervenção internacional, intervenção nacional e o terceiro um conceito missão baseado no “alertar de consciências”.

A nível internacional, a AMI faz um trabalho extenso e interventivo. As missões mais conhecidas são sempre as de “emergências”, quer sejam em crises de catástrofes naturais, quer sejam em crises despoteladas pelos imensos conflitos existentes no mundo. Existem também as missões de desenvolvimento, onde os membros voluntários da AMI fazem um trabalho vital para a reestruturação dos países em causa. Ajudam na construção ou reconstrução de hospitais e centros de saúde, desenvolvem campanhas de vacinação, assistência materno-infantil e de nutrição, e principalmente ajudam à formação de quadros locais nas áreas da saúde, educação para a saúde e saneamento.Por fim, como não podem estar em todo o lado, dão ainda apoio financeiro a outras organizações não governamentais para desenvolvimento de projectos semelhantes.


Intervenção nacional

Em Portugal, a AMI baseia grande parte dos seus esforços no campo da acção social. Um grande número de voluntários trabalha de forma incessante em variadíssimos projectos. Um dos mais interessantes é o “Porta Amiga”, um projecto que tem já oito centros em funcionamento. São locais de luta directa contra a pobreza, onde quem por lá passa tem ao dispor os mais básicos e essenciais serviços. O servir de refeições, e são já cerca de 400 por dia, um serviço de atendimento médico e de enfermagem, distribuição de medicamentos, unidades balneárias e lavagem de roupa, centros de apoio jurídico e psicológico, zonas de distribuição de roupa, formação profissional, centros de OTL e de prevenção á exclusão social, clube de emprego, aulas de português para estrangeiros e de alfabetização.Outros programas desenvolvidos pela AMI no território nacional são os de apoio a domicílio, onde são distribuídas refeições a pessoas que não conseguem confeccionar as mesmas, criação de abrigos nocturnos e de equipas de rua, de apoio a pessoas sem abrigo.


Delegação da Terceira

Inicialmente considerado um núcleo, actualmente promovida a delegação, iniciou a sua actividade na ilha Terceira em 2002. Ana Mendes, enfermeira de profissão e responsável da delegação da Terceira, mostra a satisfação com estes cinco anos de trabalho na ilha: “ é uma experiência recompensadora trabalhar para a organização. As pessoas da ilha participam imenso nas nossas campanhas e a isso gratifica o esforço que por cá fazemos”.A laborar na Rua Carreira dos Cavalos, em Angra do Heroísmo, a delegação passa por um momento de transição e ampliação de tarefas. As novas instalações vão permitir uma maior intervenção social para com os habitantes da Terceira, bem como uma maior concentração de esforços no apoio às diversas campanhas desenvolvidas em paralelo com a AMI Lisboa. No arquipélago dos Açores existem apenas dois hospitais centrais de referência (na ilha de São Miguel e na ilha Terceira), não existindo estruturas que dêem resposta à necessidade de alojamento das famílias carenciadas, que se deslocam à ilha Terceira para acompanhar os seus familiares a consultas médicas pré e pós-operatórias ou durante internamentos hospitalares.Para dar resposta a esta necessidade, a AMI adquiriu um imóvel que comportará quatro quartos, cinco casas de banho (uma para deficientes), uma cozinha/lavandaria, dois gabinetes de apoio, uma sala de jantar, uma sala de estar (sala lúdica para crianças) destinadas ao seu alojamento, bem como do familiar que as acompanha, e apoio psicológico às crianças. Este projecto foi apoiado pelo Governo Regional dos Açores, e foi oferecido à AMI pelo arquitecto terceirense João Monjardino. Tem um custo orçamentado total de 532 mil euros.Entretanto a actividade na ilha não pára. Para além de continuar no constante processo de recrutamento de voluntários para a causa AMI, a delegação desenvolve algumas importantes campanha, “continuamos com os nossos centros de recolha de consumíveis informáticos e telemóveis, com intuito de reciclar e angariar fundos, participamos na recolha de radiografias usadas, fazemos a venda directa de produtos AMI nas nossas instalações, e mais recentemente a venda do “kit salva-livros”, onde a AMI beneficia de 1 euro por cada kit vendido”, explica Ana Mendes.Os agradecimentos são dirigidos a todos os quanto ajudam a delegação da Terceira, mas a responsável pela delegação destaca alguns: -“ temos que agradecer à força aérea que é incansável no apoio logístico de transporte para Lisboa das doações que recebemos e a todos os voluntários que dedicam muito do seu tempo ao trabalho comunitário”.

Ler aqui.

11/08/07

AMI - Campanha: tinteiros e toners reciclados

Produto solidário, ecológico e económico:
tinteiros e toners reciclados de qualidade a baixo custo
Na procura constante de projectos que aliem a responsabilidade ambiental das empresas, organizações e cidadãos às causas humanitárias, médicas e sociais que movem a AMI há 22 anos, alargamos agora o nosso projecto de reciclagem de tinteiros e toners à venda destes consumíveis informáticos.

Inicialmente considerados de baixa eficácia e de má qualidade de impressão, os tinteiros e toners reciclados são hoje equivalentes aos novos, permitindo no entanto economizar cerca de 50% dos gastos com estes equipamentos.

Cabe ao sector empresarial e à sociedade civil o papel de dar viabilidade a estes projectos ambientais e humanitários. É por esta razão que nos dirigimos a si, apelando à sua participação:

Adquira tinteiros e toners reciclados de qualidade a baixo custo.

Na expectativa da sua participação neste projecto, gostaríamos de lembrar que é graças a acções como esta que a AMI tem conseguido ao longo dos últimos 22 anos desenvolver o seu trabalho humanitário, médico e social, tanto a nível nacional como internacional. Em nome de todos aqueles que irão beneficiar com os resultados deste projecto, muito obrigado.

Dê. Vai ver que não dói nada.
A reutilização de tinteiros e toners permite poupar recursos naturais essenciais ao seu fabrico (5 litros de petróleo por cada tinteiro ou toner), ao
mesmo tempo que evita a deposição em aterro destes resíduos, que por conterem pigmentos e pó de toner microfino são extremamente prejudiciais para o ambiente e para a saúde pública. Esta iniciativa permite reduzir despesas, defender o ambiente e ajudar a AMI nos seus objectivos sociais, visando assim todas as vertentes do desenvolvimento sustentável.

Asseguramos:



- Tinteiros e toners reciclados de qualidade a baixo custo;



- Substituição imediata de produtos defeituosos e seguro de responsabilidade civil que cobre estragos nos equipamentos (nunca utilizado);



- Preenchimento de Guias de Acompanhamento de Resíduos por empresa
autorizada pelo Ministério do Ambiente.
Fundação AMI - Assistência Médica Internacional
Rua José do Patrocínio, 49
1949-008 Lisboa
Tel. 218 362 100
Fax 218 362 199