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17/05/17

Colónia Balnear da Cáritas dá férias a quem não teria férias - VOLUNTÁRIOS


A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima vai realizar a sua habitual colónia de férias infantis e juvenis, na casa da Praia do Pedrógão, entre 17 de julho e 2 de setembro deste ano.
Será dividida em dois turnos infantis (6 aos 10 anos) e um turno pré-juvenil (11 aos 13 anos), com a duração de 10 dias, e ainda um turno juvenil (14 aos 16 anos), de apenas 6 dias.
Esta oferta é direcionada a crianças e adolescentes da Diocese, preferencialmente os mais carenciados economicamente. No entanto, tendo em conta as vantagens da convivência entre crianças de condição social ou económica diferenciada, outras crianças e adolescentes poderão inscrever-se, havendo posteriormente a avaliação da possibilidade de participação. As inscrições terminam a 15 de maio e devem ser feitas através dos párocos ou pastoral social das paróquias.


Monitores voluntários
Para animar e orientar os vários turnos, a Cáritas de Leiria-Fátima tem um grupo regular de voluntários, que procura reforçar e renovar anualmente. Assim, os jovens entre os 18 e os 30 anos de idade que queiram fazer esta experiência de voluntariado deverão inscrever-se. “Estamos a precisar de ti e, com todas as certezas, poderás fazer toda a diferença na vida de muitas crianças e adolescentes e com isso seres o herói ou a heroína deles”, refere o sítio da Colónia .
Daqui.

24/01/17

Leigos para o Desenvolvimento necessitam de voluntários






O Centro S. Pedro Claver é um projeto dos Leigos para o Desenvolvimento em Portugal, que desde 1993 apoia, em regime de explicações, estudantes estrangeiros residentes na área da Grande Lisboa, no sentido de facilitar a sua integração como alunos ou como trabalhadores em Portugal. 

Em 2017, o Centro está à procura de pessoas que tenham gosto e disponibilidade para ensinar e que possam dar pelo menos 1h do seu tempo a lecionar disciplinas de Matemática, Físico-Química e Português, a alunos do 3º ciclo e secundário. 

Mais informações: 217579616, 934706732 ou cspedroclaver@leigos.org.

29/10/16

Voluntariado: Pastoral Universitária de Braga apresenta projetos para novo ano letivo


Propostas contemplam o apoio a criança com dificuldades educativas e mulheres com deficiência mental

“A Pastoral Universitária convida os universitários e pós-universitários a participarem nas ações de voluntariado, com um apelo ao sentimento de solidariedade de cada estudante, bem como ao seu compromisso para com o melhoramento da sociedade em que se inserem”

Sobre os projetos, será apresentado o programa “Mais Horizonte”, desenvolvido a partir de “uma parceria com a Escola Básica de Gualtar” e que pretende contribuir para alargar os horizontes de “crianças com dificuldade de aprendizagem e insucesso escolar”.
Destaque ainda para um outro novo projeto, desta vez ligado ao “apoio e acompanhamento de mulheres portadoras de doença mental”, na Casa de Saúde do Bom Jesus.
O terceiro projeto é o programa “Semente”, este a nível internacional e que vai na sua quarta edição. Aqui o que se pede é um voluntariado “de curta duração, em países em vias de desenvolvimento e com expressão portuguesa”.
A Pastoral Universitária de Braga espera que esta iniciativa contribua para dar aos voluntários envolvidos “vivências humanas e sociais” que lhes permitam “confrontar-se com a sua condição de vida, a sua responsabilidade junto dos mais desfavorecidos e a sua consciência cristã”.
As inscrições para os dois primeiros projetos já estão abertas na respetiva página da organização.
Daqui.

27/08/16

«JÁ T'EXPLICO»: QUANDO AS EXPLICAÇÕES TÊM UM LADO SOCIAL


http://www.jatexplico.pt/



Um grupo de estudantes decidiu criar o grupo de voluntariado «Já T'Explico», que vai funcionar com o objetivo de dar explicações gratuitas a estudantes com dificuldades financeiras e pouco apoio familiar. 

Durante a experiência de Erasmus, em Riga, Mariana Bernardo e Beatriz Dias contactaram com jovens que faziam voluntariado. Quando regressaram, sabiam que era o seu próximo passo. «Sabíamos que tínhamos de nos envolver mais em atividades de voluntariado», conta Mariana ao Canal Superior. 


Ao invés de integrarem um grupo já existente, as estudantes decidiram criar o seu próprio projeto. «Já T'Explico» foi o nome que colocaram à plataforma de explicações que pretendem criar para jovens com dificuldades financeiras, entre o 5º e o 9º ano. 

«Para nós, backgrounds familiares e financeiros difíceis não devem impedir ninguém de seguir os seus sonhos (quer académicos, quer profissionais)», sublinha Mariana Bernardo. 

Para concretizarem os seus planos, já juntaram uma equipa de 23 associados, mas têm candidaturas abertas para os estudantes do Porto interessados em dar explicações gratuitas a jovens com pouco apoio familiar. Em três dias, o balanço é positivo. «Temos tido muita adesão», dizem. 

As explicações e os clubes que vão ser formados para os jovens carenciados vão decorrer num espaço do Porto, ainda por definir. E a interação entre os voluntários e o beneficiário dependerá da disponibilidade de ambos. 

«Um país melhor é aquele que tem a população mais feliz e, essa mesma felicidade resulta, na maior parte das vezes, da plenitude académica e profissional», conclui Mariana Bernardo. 

Daqui.

04/06/16

ATIVIDADE DE VERÃO – FÉRIAS SOLIDÁRIAS 2016

Porque há atividades que nunca custam “repetir”… de novo…





3 - 7 agosto 2016
> 17 anos | jovens . adultos

Para quê?
Cuidar o Encontro contigo, com outros, com a natureza,
com Deus em tempo de férias.

 Onde?
Acantonamento | Mosteiro de Arouca
Caminhadas | Passadiços do Paiva, Mizarela, Drave
Misericórdia | Lar e Cuidados Continuados
Patronato | Crianças e Jovens


outras ligações:

Mais informações e inscrições:
Cristina Nunes

968574005


26/08/15

Tráfico humano na Itália: de 2012 a 2015, cerca de 1.700 vítimas, entre as quais muitos menores e jovens forçadas à prostituição

Chocante também a exploração de crianças em trabalho escravo: egípcios são os mais afetados, segundo o dossiê "Pequenos escravos invisíveis", da Save the Children.

O tráfico e a exploração de crianças e adolescentes na Itália é um fenômeno persistente que afeta principalmente os migrantes. Desde 2012, são 1.679 as vítimas confirmadas do tráfico humano naquele país, e uma proporção significativa delas é composta por menores. De 2013 até 22 de junho de 2015, 130 crianças vítimas do tráfico entraram em programas de proteção. Os principais países de origem são a Nigéria, a Romênia, Marrocos, Gana, Senegal e a Albânia.


Estas são algumas das principais informações do dossiê "Pequenos escravos invisíveis - As crianças vítimas de tráfico e exploração", edição 2015, divulgado pela Save the Children, organização dedicada desde 1919 a salvar crianças e proteger os seus direitos.

"O tráfico e a exploração de crianças e adolescentes é um dos aspectos mais dramáticos da migração. A Itália e a Europa são chamadas a tomar decisões importantes sobre o destino dos muitos migrantes que estão chegando", declara Raffaella Milano, diretora dos programas da Save the Children para a Itália. "Entre eles, centenas de crianças são colocadas em circuitos de exploração feroz. Temos que interceptar, acolher e proteger adequadamente essas crianças, garantindo também a sua escolarização e integração".

O relatório mostra que 300 menores nigerianos chegaram sozinhos à Itália, por mar, só no primeiro semestre de 2015. Grande número deles são meninas e "assumimos que a maioria é vítima de tráfico", diz Raffaela. Elas chegam à Itália passando pelo Níger e Líbia e depois atravessando o Mediterrâneo. Quem lhes promete grandes ganhos, ou sonhos como o de se tornarem modelos, são os chamados “trolleys”, que as acompanham até o país de destino ou organizam a sua passagem de país para país. A exploração começa cedo, já no Níger, onde elas são forçadas à prostituição.

Na Líbia, elas ficam trancadas em casas onde também são forçadas a se prostituir durante meses, antes de partirem para a Itália. Ao chegarem, por via marítima, seu próximo passo é geralmente Nápoles, onde as meninas que ainda não têm destino fixo são “negociadas”. Para as que chegam de avião, o destino é geralmente Turim, onde são entregues a uma exploradora nigeriana local, a “maman”, que a partir de então vai gerir as suas vidas e estabelecer quando e onde elas devem se prostituir para pagar a dívida contraída por sua família para bancar a sua viagem e o seu "trabalho": a dívida em geral varia de 30 mil a 60 mil euros, acorrentando as meninas à prostituição durante 3 a 7 anos em ritmo intenso. As meninas também são obrigadas a pagar o "aluguel" da calçada em que se prostituem: de 100 a 250 euros. Para reforçar o controle psicológico, são usados rituais de vodu que amedrontam e ameaçam as jovens nigerianas. Caso as meninas se rebelem, a “maman” apela ainda para a violência física e psicológica contra elas ou contra o seu namorado e familiares.

"As estratégias aplicadas tornam dificílima a saída dessas jovens do circuito do tráfico", explica Carlotta Bellini, também da Save the Children Itália. "É necessário reforçar a rede de casas seguras, uma das principais ferramentas do nosso sistema de proteção e de assistência às vítimas de tráfico. Temos que garantir lugares sempre disponíveis para responder imediatamente aos pedidos de socorro. Também temos que cortar o tráfico nos países de origem, e, na Itália, combater todo o sistema de exploração, incluindo os clientes. É absolutamente necessária a adoção do Plano Nacional de Ação contra o tráfico de seres humanos para coordenar e planejar todas as intervenções, incluindo fundos específicos para o apoio aos menores que são vítimas do tráfico".

Além das menores nigerianas, são vítimas de exploração sexual na Itália muitas meninas do Leste Europeu, em especial adolescentes de 16 e 17 anos provenientes da Romênia, Albânia, Bulgária e Moldávia. Daquela região, principalmente da Romênia, também são traficadas adolescentes para ser exploradas em furtos e roubos na Itália.

Entre as vítimas de exploração em trabalho semelhante à escravidão há também outros grupos de migrantes, como os egípcios, cujo número vem crescendo. Ao menos 400 chegaram por mar entre junho e agosto deste ano. A pobreza e a falta de oportunidades de emprego são os principais fatores que levam os menores egípcios à Itália. Suas famílias contraem com os traficantes uma dívida de 2 mil a 5 mil euros relativa à viagem: os menores terão de pagá-la com o seu trabalho.

Situações de exploração também são registradas entre menores afegãos desacompanhados: 850 foram identificados na Itália em junho de 2015. Eles cruzam Paquistão, Irã, Turquia, Grécia, países dos Bálcãs e Itália, de onde seguem ou tentam seguir para o norte da Europa. A viagem pode custar de 3 mil a 4 mil euros: para começar a pagar, muitos passam meses trabalhando na Turquia ou na Grécia, sofrendo violência e abusos. Alguns são usados ​pelos traficantes para operar os barcos que os levam da Turquia para a Grécia.

Carlotta Bellini finaliza: "Pedimos que o parlamento aprove rapidamente o projeto de lei 1658, que regulamenta a proteção e o acolhimento dos menores estrangeiros não acompanhados e que prevê medidas especiais de proteção, assistência e abrigo para os menores que são vítimas do tráfico humano".



As jovens vítimas, observa o relatório, são forçadas a se prostituir, mas também exploradas em casamentos precoces e em trabalho semelhante à escravidão, por exemplo.

Alto risco de exploração atinge também os numerosos eritreus menores de idade: 1.600 chegaram à Itália por mar entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2015. Sozinhos, eles tentam chegar principalmente à Suíça, Alemanha, Noruega e Suécia. Em sua maioria, são meninos de 16 ou 17 anos, mas o número de meninas também vem crescendo. Eles fogem da ditadura e do alistamento obrigatório, empreendendo uma viagem longa e cada vez mais arriscada, que custa em média 6 mil euros. No trajeto, que cruza o Sudão e a Líbia ou o Egito, eles são vítimas frequentes de tráfico, exploração e violência. Alguns, entrevistados pela Save the Children, relataram ter ficado presos na Líbia. Em seu trânsito pela Itália, as condições de vida são precárias e marcadas por um forte controle dos traficantes. As meninas sofrem recorrentes abusos sexuais.
Daqui.

10/07/15

Estudante de Itaúna é selecionado para programa Jovens Embaixadores

Um estudante de Itaúna foi selecionado para o programa Jovens Embaixadores. Lucas Rodrigues Fonseca, de 17 anos, concorreu com mais de 13 mil candidatos de todo o Brasil. Para conquistar a vaga, além de estudar muito, ele faz um trabalho voluntário com crianças como catequista em uma igreja católica da cidade. O estudante foi um dos 50 selecionados para integrar a comitiva que vai viajar para os Estados Unidos em janeiro de 2015.


Ver mais aqui.

12/10/14

Dia do Idoso Voluntariado ajuda reformada a combater solidão na Lousã

Após uma vida de trabalho em Lisboa, a reformada Sara Santos, de 73 anos, acabou por radicar-se na Lousã, onde desenvolve serviço voluntário com idosos e crianças para combater a solidão.

Há 15 anos, quando ela e o marido decidiram aposentar-se, escolheram a Lousã para viver, deixando para trás décadas de labor na capital, onde permanecem os três filhos, quatro netos e um bisneto.

Natural de Boticas, Sara Santos era segunda ajudante no 5º Cartório Notarial de Lisboa, enquanto José Ventura, já falecido, oriundo da Pampilhosa da Serra, trabalhava no hotel Altis.

"Para os idosos, Lisboa é uma terra triste. As pessoas não têm com quem falar", afirmou a ex-funcionária pública à agência Lusa.

Na Lousã, onde fez muitos amigos, Sara Santos, muito ativa na comunidade, colabora com a paróquia local.

"Não sou catequista, mas conto às crianças histórias que ligam essa aprendizagem à vida real", explicou.

Na Arte-Via -- Cooperativa Artística e Editorial, a cuja assembleia-geral preside, integra as atividades educativas e de solidariedade sociocultural da Universidade do Autodidata e da Terceira e Idade da Lousã, uma das valências da instituição, acompanhando quase 100 utentes, entre adultos e crianças.
"Quando aqui cheguei, quis logo encontrar um caminho e a cooperativa é que me valeu. Não troco esta terra por outra", revelou.

Também José Ventura, que "sonhava regressar à aldeia onde nasceu" (Pescanseco Fundeiro, no concelho da Pampilhosa da Serra), acabou por mudar de ideias.

O casal optou por comprar um apartamento novo, quando o comboio ainda circulava no Ramal da Lousã, ligando a vila a Coimbra.

"Queríamos um sítio onde não estivéssemos longe de tudo. Na Arte-Via, contacto com muitas pessoas, estou a ajudar-me a mim própria e não sinto a solidão", salientou.

Por graça, uma pessoa amiga com quem se escreve, costuma identificar Sara Santos nas cartas como ‘Embaixadora de Trás-os-Montes na Lousã’, o que a faz sorrir.

"A minha alma é transmontana, a Lousã foi o meu abrigo e de coração sou serrana, por amor ao meu marido", resumiu.

Passa temporadas na modesta casa serrana da família, em Pescanseco, onde regressam no verão pampilhosenses de várias gerações radicados em Lisboa.

"Gosto muito de estar lá e falar com os mais novos, para saber o que eles fazem", congratulou-se.
Sara Santos anda a reler o livro ‘Padre Fontes -- O romance de uma vida’, de Eugénio Mendes Pinto, uma biografia do fundador do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes: António Fontes, transmontano que, como ela, nasceu em 1940.

"Mas amo a terra que me acolheu", enfatizou. Em Lisboa, "os idosos não têm o apoio domiciliário que têm aqui", beneficiando de "duas visitas diárias", exemplificou.

Desde a juventude, aprecia músicos que se destacaram na oposição à ditadura, como Luís Cília e José Afonso, entre outros.
"Muitas das suas canções ajudaram-me a sentir que era alguém", acentuou.

Também ela escreve poemas com preocupações político-sociais. No último 25 de Abril, numa comemoração local dos 40 anos da Revolução dos Cravos, Sara Santos empolgou o público ao declamar um desses textos.

Daqui.

26/08/14

Universitários trocam praia por voluntariado

Bernardo Brochado, Etianete Lopes e David Rocha são três jovens universitários que, durante as férias de verão, reduzem as possibilidades de trabalhar para o bronze e optam pelo trabalho voluntário em três associações de solidariedade social de Lisboa.

"É mesmo uma experiência de vida que nos prepara para a realidade de outra forma", descreve Bernardo Brochado a propósito da sua experiência na Candeia, associação que trabalha com crianças institucionalizadas e onde é voluntário.
Estudante de Economia na Universidade Católica Portuguesa, Bernardo Brochado integrou a associação por incentivo de um amigo: "Ele convidou-me para fazer um campo à experiência, disse "eu acho que tu tens perfil para fazer isto". Fiz o campo, gostei imenso e ainda cá estou, passados quatro anos", recorda.
A Candeia, que realizou a sua primeira atividade em 1991, conta atualmente com cerca de 50 voluntários ativos que trabalham em ações realizadas ao longo do ano e em atividades sazonais, explicou à agência Lusa Maria Quaresma, da associação.
Nos campos de férias sazonais, Bernardo Brochado convive com as crianças da instituição, o que coloca a sua vida sob perspetiva.
"É um "abre olhos" para dizer "de facto eu sou um sortudo, por um lado, que sorte que eu tive". Estou sempre a queixar-me dos meus problemas, mas os meus problemas são tão pequeninos ao pé do que estas crianças passam"", refere o estudante de Economia.
À semelhança de Bernardo, Etianete Lopes escolheu ser voluntária em campos de férias para crianças. A estudante de Direito da Universidade Autónoma de Lisboa escolheu o Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária (ISU).
Criado em 1989, o ISU realiza projetos que visam o desenvolvimento das comunidades, desenvolvendo também iniciativas em Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP).
Esta é uma associação que conta hoje com "cerca de 100 a 150 voluntários", explicou André Azevedo, responsável pelo Centro de Formação para o Voluntariado da instituição.
David Rocha frequenta o curso de Engenharia Mecânica no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e também encontrou no voluntariado uma ocupação que o preenche.
O estudante de Engenharia Mecânica procurava "experimentar coisas novas" quando se decidiu pelo voluntariado como uma forma de sair da sua zona de segurança. A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) foi a sua escolha, onde participou na campanha de prevenção do cancro de pele realizada num campeonato de surf na Costa da Caparica, em Almada.
A LPCC desenvolve várias campanhas de sensibilização para a prevenção do cancro da pele e o trabalho voluntário revela-se fulcral, uma vez que permite "chegar a mais pessoas, a mais sítios e mais longe", afirma Rita Teles Branco, membro da direção da Liga.
Da experiência enquanto voluntário, David Rocha destaca as competências que adquiriu: "Diria que sou mais tolerante a novas ideias e opiniões e tenho uma diferente sensibilidade para os problemas dos outros".
"As coisas boas que a associação me traz mais do que compensam uma semana de férias no Algarve ou menos um dia de estudo para o teste, ou o que for. Compensa completamente", resume.

Daqui.

12/07/14

Projeto de voluntariado jovem em Salvaterra de Magos

O banco local de voluntariado de Salvaterra de Magos criou um novo projeto de voluntariado jovem com o objetivo de ocupar os tempos livres dos estudantes durante os meses de Verão, proporcionando-lhes a oportunidade de ajudar várias graciosamente instituições do concelho.
O programa vai decorrer nos meses de julho, agosto e na primeira semana de setembro, contemplando áreas como o apoio a idosos e à infância, o combate à exclusão social e a cidadania, entre outras áreas de intervenção.
Daqui.

09/06/14

Vale d'Acor - Colónia de Férias


Associação Vale de Acór realiza todos os verões uma colónia de férias durante nove dias, com cerca de 100 crianças entre os 3 e os 11 anos de idade.
Nela participam os filhos dos nossos utentes, filhos de reclusos de diversos estabelecimentos prisionais e ainda crianças institucionalizadas, com ou sem deficiência física e mental. Trata-se de uma iniciativa sem qualquer fim lucrativo, cuja principal finalidade é apoiar crianças desfavorecidas, vítimas de situações de pobreza e exclusão social. A equipa de monitores, é formada por vários utentes da Comunidade Terapêutica e por voluntários, que desta forma dão o seu contributo a esta causa.
Para além das idas à praia, há ainda tempo para jogos, pinturas, catequese, ateliers e workshops de diversas áreas, desporto, música, e muita, muita brincadeira! Desta forma crianças e utentes da nossa Comunidade passam uma semana de convívio e lazer, em que por um lado os mais novos têm um espaço educativo, subordinado a um determinado tema e a par de uma promoção de um estilo de vida saudável, enquanto que os mais velhos vivem uma experiência de serviço e ajuda ao próximo, num processo de empowerment que aumenta a sua auto-estima. Alem disso reforçam-se os laços familiares entre pais e filhos, e entre utentes e profissionais da Comunidade.
Para mais informações, ver aqui.

19/10/13

Londres: voluntários fazem maratona para ajudar órfãos



Com o objetivo de angariar fundos para crianças de um orfanato, em Moçambique, vinte voluntários vão participar na meia-maratona Royal Parks, uma das corridas mais populares da capital britânica

Ver mais aqui.

27/07/13

Associação Raízes


SER VOLUNTÁRIO

Basta DAR UMA HORA por semana para poder fazer toda a DIFERENÇA!

Podemos não mudar o mundo, mas podemos mudar o mundo de alguém

Objetivo:
- Visitas semanais de acompanhamento a idosos em situação de isolamento (freguesias do Lumiar, Ameixoeira e Charneca)

Oferecemos:
- Formação certificada
- Acompanhamento contínuo de atividade
- Certificado de voluntariado
- Aquisição de competências através da experiência adquirida na área de geriatria e no âmbito de intervenção comunitária

Contactos
Fax: 21 752 20 69
Email Direcção: direcao@raizes.pt
Email Voluntariado: voluntariado@raizes.pt
Email Formação: formacao@raizes.pt
Email Centro de Apoio ao Estudo: raizes.cae@gmail.com
Email Livraria Crescer a Ler: cresceraler@raizes.pt
1750-137 LISBOA
Raízes – Associação de Apoio à Criança e ao Jovem
Telefone: 21 752 20 50
Email Geral: geral@raizes.pt
Morada:
Rua Leopoldo de Almeida, nº 9 A/B

http://raizes.pt/

Associação Raízes

Os projectos de intervenção da Raízes são muito dinâmicos, assim como as suas necessidades em termos de voluntariado!
JUNTOS PODEMOS FAZER MAIS E MELHOR!
ACTUALMENTE PROCURAMOS…
- 1/2 voluntário(a)s para apoio na Livraria
Livraria Infanto-Juvenil Crescer a Ler, com componente itinerante
Local: Lumiar e Escolas em Lisboa
Horário: tardes, variável

-Voluntários para apoio ao estudo.
Destinatáriosalunos do 1º ao 3º Ciclo
Local: Amadora, Olivais, Lumiar, Lisboa
Horário: entre as 16h e 20h (conforme disponibilidade do
voluntário)
Regularidade: 1 a 5 vezes por semana

- No âmbito do projeto Cidadania e Bem-estar necessita-se de Voluntários para realizar visitas semanais a idosos em risco de isolamento social.
Local: Lumiar, Ameixoeira e Charneca
Horário: conforme disponibilidade do voluntário
Regularidade: 2 horas por semana
Ver mais em Raízes.

23/12/07

Ajudar o próximo a tempo inteiro

Depois da sesta as crianças da sala dos dois anos levantam-se, vestem-se e esperam pacientemente, sentadas nas suas cadeirinhas, pelo lanche. A sala, desarrumada com as camas onde os meninos dormiram, tem de ser arrumada para desocupar o espaço. Essa é uma das muitas tarefas de Marlene Isidro, voluntária na creche da Santa Casa da Misericórdia de Azambuja há cerca de oito anos.

A relação de Marlene Isidro com a Misericórdia começou por acaso. Um dia, a voluntária, de 67 anos, natural de Vale Paraíso, concelho de Azambuja, foi às instalações da instituição com dois familiares com o objectivo de se tornar sócia. Durante a visita, em conversa com o provedor da Misericórdia, Marlene Isidro perguntou se não estariam interessados em receber voluntários. Perante a resposta não hesitou em começar a ajudar recebendo em troca apenas almoço oferecido pela instituição.

Marlene Isidro optou por trabalhar voluntariamente porque gosta de ajudar, mas também para combater a solidão que enfrenta sempre que regressa a casa. A voluntária perdeu o marido muito cedo e não teve filhos. Após a morte dos seus pais ficou sozinha e por isso quer manter-se ocupada até morrer. “Encontrei aqui uma família e só deixo de trabalhar se ficar doente ao ponto de não conseguir sair de casa. Gostava de fazer voluntariado no lar que vão inaugurar na minha terra”, afirma. Já não se imagina sem os “seus” meninos e garante que a decisão de fazer voluntariado foi a melhor que poderia ter tomado.

Tal como Felisbela Marques, que trabalhou 26 anos na Santa Casa da Misericórdia de Azambuja. Em 2006 completou 65 anos e aposentou-se. Para quem não consegue estar parada custou ficar sozinha em casa. “O meu marido tem uma horta e trata todos os dias dela. Vai de manhã e chega à noite e eu ficava sozinha em casa sem ter o que fazer”, refere.

Descontente com a situação falou com os responsáveis da Misericórdia que aceitaram, de imediato, a ajuda. Agora a exercer funções de voluntária. Felisbela Marques, 66 anos, ajuda na instituição sempre que pode. Como a mãe está acamada passa um mês na sua casa e um mês na casa do irmão. Nos meses em que não tem a mãe a sua cargo desloca-se diariamente para o antigo local de trabalho onde ajuda no que for preciso. “Como já conheço os cantos à casa ando sempre a ver onde precisam de ajuda. O facto de trabalharmos em regime de voluntariado dá-nos maior liberdade”, explica. Felisbela Marques lamenta que exista pouco voluntariado nas instituições de solidariedade social. As pessoas andam concentradas na sua vida e nos problemas do dia-a-dia que se esquecem que existe quem precisa de ajuda e de um ombro amigo para conversar.
Notícia daqui.

04/07/07

Zilda Arns reforça valor do voluntariado (Brasil)

A fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, foi a entrevistada da primeira edição do programa Debates do Povo - Especial Grandes Nomes

A simplicidade, calma e simpatia de Zilda Arns Neumann fizeram as duas horas do programa Debates do Povo - Especial Grandes Nomes, transmitido ontem pela rádio O POVO/CBN, parecerem poucos minutos. A história dela se confunde com a da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa, organização da qual é fundadora e coordenadora nacional.

Médica pediatra e sanitarista, Zilda aprofundou-se em Saúde Pública visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Para ela, a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças. Como forma de otimizar as suas ações, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.

E em 24 anos de vida, a Pastoral acompanhou 1.882.925 crianças e 95.821 gestantes pobres por meio do trabalho de 264 mil voluntários. No Ceará, foram 53.093 crianças e 3.879 gestantes só entre novembro de 2006 a abril de 2007. O trabalho rendeu à Zilda uma série de prêmios e duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz.

Na manhã de ontem, Zilda foi entrevistada pelos jornalistas Felipe Araújo, Laurisa Nutting e Valdemar Menezes e pela socióloga Fátima Vilanova. O debate, mediado pelo jornalista Nazareno Albuquerque, discutiu assuntos como empecilhos políticos que a Pastoral enfrenta para atuar e aborto. Zilda revelou também como a Pastoral consegue gastar, mensalmente, apenas R$ 1,58 por criança.

O programa Debates do Povo - Especial Grandes Nomes recebe hoje o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Fernando Ximenes, que responde as perguntas do advogado Djalma Pinto e dos jornalistas Fábio Campos, Clóvis Holanda e Érico Firmo. O programa vai ao ar às 11 horas pela rádio O POVO/CBN.

Por que a senhora se decidiu ao pastoreio de crianças? Quem a incentivou e qual a sua relação com a política?Já nasci em uma família onde sempre cuidávamos da área social, no interior de Santa Catarina. Lutávamos para que todos tivessem o que comer e onde trabalhar. Aos 10 anos, fui morar em Curitiba e lá tive oportunidade de me engajar, já que lá a igreja, as famílias e as escolas formavam uma unidade. Desde pequena, eu gostava muito de cuidar de crianças. Aos domingos, a gente cuidava delas para os pais irem para missa. Com 15 anos, decidi ser médica para ajudar as pessoas que passavam fome e que sofriam em conseqüência da falta de dinheiro. Tive resistência do meu pai, que queria que eu fosse professora, já que tenho nove irmãos professores. Mas não quis e resolvi fazer da minha medicina uma missão. Percebi que os doentes gostavam muito de carinho, por isso, cantava para eles. E pensei em não só curar, mas prevenir. Mas a idéia de dedicar minha vida a cuidar de diarréias me incomodava muito. Mas eu continuei. Meu marido morreu e eu fiquei com cinco crianças. Foi quando recebi um telefonema do meu irmão, o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que havia participado de uma reunião da ONU sobre a paz mundial, na Suíça. James Grant, na época diretor executivo do Unicef, sugeriu a criação de um projeto de Igreja para combater as altas taxas de mortalidade infantil no Brasil, provocadas principalmente pela diarréia. Meu irmão, então, me pediu para pensar em como ensinar o soro oral para as mães. E eu comecei. Como dava muito valor a saber se o projeto estava dando resultados, organizei um método de controlar o resultado. Apresentei os resultados à Unicef de Brasília e, com isso, em 1983, a Pastoral da Criança teve início.

E a senhora sofreu algum aborrecimento político?

Muitos. A cada inovação, a gente sofreu resistência.
Muitos diziam que era serviço da igreja ensinar soro e não nosso. Meu primeiro passo foi o Nordeste, pois sabia que era a região com mais problemas e que, por isso, acabaria envolvendo mais crianças. Escolhi as capitais e comecei a provar que esse trabalho faria reduzir a mortalidade infantil.

E como a senhora vê a dificuldade por conta da falta de cultura de voluntariado no País? O que fazer para incentivar os estudantes nas universidades, idosos, a sociedade em geral?

Captar voluntários e mantê-los com o coração aceso é difícil. Mas a nossa intenção é fazer o pobre absorver as informações e repassá-las aos outros da comunidade onde vive. No início, quando chegava com a Pastoral, visitava as comunidades e reunia muitos por meio dos que já conhecia. Eles se identificavam muito com o que eu falava. A média de tempo dos voluntários é 24 horas por mês. Os líderes recebem o guia, que é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o mais completo para o desenvolvimento físico e humano da criança, e uma capacitação de 40 horas. São ações básicas como incentivar a amamentação.

A senhora falou que, logo que a Pastoral surgiu, muitos diziam que o trabalho desenvolvido era papel do governo. Mas hoje as pessoas continuam usando esse motivo para não se envolver no trabalho voluntário. Como mudar esse quadro?


A nossa Constituição de 88 diz que o governo é responsável pela família. Como isso não é feito totalmente, a Pastoral procura fortalecer a família no seu papel. Existe espaço para todos que querem ser voluntários. Temos líderes, capacitadores, que orientam esses líderes e dedicam somente 12 horas por mês. Aceitamos quantas horas você puder dar. O que é preciso é assumir um compromisso.

Nós temos acompanhado seu trabalho, que realmente tem produzido um efeito muito grande. No entanto, a gente sabe do tanto que falta para realizar. Temos um governo que se propôs a colocar essa questão da nutrição como uma política pública fundamental. Houve alguma modificação? A senhora sentiu algum efeito disso no seu trabalho?


A gente sempre procura articular com o governo. Vi o quanto fazia falta uma rede que trabalhasse na educação das famílias. Segurança alimentar é um programa bom, mas precisamos cuidar para que esse programa não degenere, para que o dinheiro não escape. Por isso é importante a participação da sociedade, ajudando a controlar as políticas para que o Bolsa Família seja dado a quem realmente precisa. É importantíssimo que a sociedade controle isso, pois a corrupção está se tornando natural. A sociedade tem de se organizar para ver se os programas estão indo bem e se são de qualidade. Paralelamente a isso, é essencial um programa de geração de emprego e renda. E valorizar a educação integral de qualidade, com música, arte, esporte e preparação para o trabalho. Assim, o jovem sai preparado e esperançoso.

O que seria a educação integral que a senhora fala?


É um trabalho para desenvolver os lados social, mental, físico, espiritual e cognitivo da criança. São atividades de arte, música, esporte, que façam com que todas as qualidades humanas da criança se desenvolvam. Para formar a pessoa com potencial, temos de começar a cuidar da saúde da gestante, do aleitamento materno, do direito de brincar, da integração dos direitos na creche e nas escolas, onde os alunos podem viajar nas bibliotecas, conhecer novas coisas. Temos comunidades onde colocamos essas atividades o dia inteiro e observamos que a criminalidade entre os jovens praticamente acabou. Temos de dar oportunidade para crianças e adolescentes. O maior desenvolvimento é durante a gestação e no primeiro ano de vida. É comprovado que as crianças que foram maltratadas no primeiro ano têm uma tendência mais significativa à violência.

É possível ver no site da Pastoral que o gasto mensal por criança é de apenas R$ 1,58. No Ceará, o Ministério do Desenvolvimento Social gasta com transferência de renda, assistência social e segurança alimentar, R$ 1,42 milhões, que dá R$ 289 por pessoa. É uma comparação grosseira, mas que mostra a eficácia da Pastoral.


O que explica isso?


A Pastoral procura maximizar os recursos. Temos 264 mil voluntários na pastoral. Fizemos uma pesquisa, que cada um, em média, trabalha 24 horas por mês. A gente capacita cada um deles e eles se promovem muito pela informação e pela fraternidade. Se a gente pagasse esse voluntariado seria R$ 95 milhões, é uma grande economia para a Pastoral. Em segundo lugar, recebemos doações. Em dinheiro, são R$ 42 milhões. Gastamos no apoio financeiro mensal, que mandamos para as bases, de acordo com o tamanho e com as dificuldades. Gastamos R$ 0,95 por criança, R$ 0,23 em despesas administrativas, R$ 0,14 em despesas com capacitação, R$ 0,12 com matérias educativos, R$ 0,06 com alfabetização de jovens e adultos, R$ 0,05 com geração de renda, R$ 0,02 com capitais e R$ 0,01 com brinquedos e brincadeiras. Isso dá um total de R$ 1,58 por criança. Mas eu diria que a grande contrapartida é o voluntariado e o fato de a igreja ceder uma sala, pois não trabalhamos com construção.

E por que o Governo não alcança um resultado tão forte?


Fui gestora e trabalhava sempre com bem pouco dinheiro. Via o que poderia aproveitar do que não estava sendo usado. O problema é que já não há muito e ainda há desvios.

O necessário também é motivação?


Você tocou no ponto certo. Quando fui da saúde materna do Estado, nós fizemos uma motivação regional com os médicos, focando na missão que eles têm a cumprir. E com isso, eu descobri que os funcionários eram ótimos. Nos reuníamos aos sábados à tarde na minha casa sem receber hora extra. O funcionário público é bom, mas o governo esquece que são pessoas e precisam ser motivadas. A comunidade que fica mais forte pelo conhecimento e solidariedade aprende a reivindicar melhor também. Meu jeito de ser é fazer um trabalho sério, ter dados fidedignos e mostrar a população que ela pode cobrar. É uma maneira de pressionar com dados.

Essa cobrança dos cidadãos organizados é fundamental. A senhora não acha que estaria aí uma das fórmulas principais para que a sociedade exercesse poder sobre o governante?


Falta ao nosso povo, principalmente nas comunidades pobres, educação para ter mais segurança na reivindicação. Onde há menos estudo, ocorre mais desvio de verba. Não existe uma consciência política. Os conselhos de saúde devem ter observação especial, pois muitas vezes é o prefeito que coloca quem quer no posto principal. Tem que mandar gente boa para os conselhos, pois são eles que fiscalizam e descentralizam os investimentos, melhorando a saúde do povo. É um processo que tem de caminhar sem tanta intervenção política.

Assistimos hoje no Brasil a uma falta de bons exemplos. Precisamos ter referenciais, a Pastoral e seu trabalho tem sido uma luz. Como a senhora vê nossa política no Brasil. Como se dá essa articulação nos municípios?


Normalmente, os gestores são sempre receptivos ao trabalho da Pastoral. Cada vez mais prefeitos querem nos apoiar. O processo está melhorando. Ainda esses dias eu falei na Câmara dos Deputados e dizia que o que é preciso fazer para reduzir a mortalidade materna é um bom pré-natal e um bom acompanhamento do parto. Não é matando crianças por meio do aborto que a gente vai melhorar a saúde pública.

Vamos sair um pouco da Pastoral da Criança e falar da Pastoral do Idoso. Quais as dificuldades? São as mesmas da Pastoral da Criança? Onde tem sede da Pastoral da Criança tem sede da Pastoral do Idoso?


Não necessariamente. A do idoso pode ser implantada em qualquer região. Tem estatuto próprio, é um organismo próprio, mas a metodologia é a mesma. É formada da solidariedade humana, movida por voluntários e reúne uma mística de fé e de vida. É ecumênica, temos todas as religiões, pois Jesus disse que viria para que todos tivessem vida em abundância, não só os católicos ou protestantes. Não temos exclusão na Pastoral. A prática é mais forte na religião católica e um pouco na evangélica. Quando uma comunidade recebe a visita da Pastoral, recebe a prática do amor, da escuta. Do total de voluntários, 92% são mulheres pobres e 92% são católicos. Outras igrejas envolvidas também são a Assembléia de Deus e a Quadrangular. Estamos livres para cumprir o evangelho que Deus nos deu.

No ponto de vista internacional, a senhora tem percebido interesse de outros países?


No exterior, fui recebida com o maior carinho pelo bispo da Guiné Bissau e pelos pastores da Assembléia de Deus. Estivemos no Timor Leste e lá a mortalidade é tão alta que ninguém sabe a estatística concreta. Já implantamos sistemas de informação informatizados para contabilizar esse número. Ganhei um prêmio pessoal de uma universidade norte-americana de R$ 1 milhão e doei ao trabalho da Pastoral no exterior. Estamos ajudando a capacitar gente e quando começarmos de fato poderemos contabilizar quantas crianças foram salvas, quantas morrem. O sistema internacional vai ficar de olho, pois eles não têm esses dados.

E no que consiste a Pastoral do Idoso?


Existe o Estatuto do Idoso, mas ele precisa ser cumprido. Nosso pessoal vai verificando se o idoso está sendo beneficiado pela lei. Os voluntários aprendem a cuidar do idoso, insistindo que eles façam exercícios, cuidem da saúde. Se uma idosa tem vergonha de andar sozinha, o líder junta quatro ou cinco idosos da mesma comunidade e eles vão caminhar juntos. A vacina contra gripe é algo maravilhoso para o idoso e nós incentivamos. Cuidamos também da alimentação deles. O guia seguido pelos líderes foi feito por geriatras.

E também se leva em conta a parte preventiva, como nos casos de hipertensão, diabetes, problemas de visão? Como se dá esse trabalho?


O líder da Pastoral do Idoso aprende a perceber os sinais de sintomas e procura ver que recursos existem na comunidade que o problema possa ser saneado. Não fazemos o trabalho de cura, mas encaminhamos para o serviço de saúde. Nosso forte mesmo é prevenir doença, como a atual campanha da hanseníase, doença que atinge muitas pessoas no Brasil.

A senhora falou em atos concretos de solidariedade, são braços sociais da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Dom Aloísio Lorscheider (arcebispo emérito de Aparecida - SP) manifestava ver um certo afastamento da igreja das ações sociais. Como a senhora vê o papel da Igreja Católica nesse sentido?


Nós somos a igreja. Cada católico é a igreja e cada um tem que ter atitude. A igreja, por meio da pastoral, está procurando cuidar, mas a gente precisar engajar mais pessoas.

A Pastoral é ecumênica e apartidária. Como vocês fazem para não perder esse caráter, principalmente em época de eleição?


Muitos se engajam nessa época. Sempre pedimos para os voluntários não usar camisetas ou dizer que um candidato é melhor que outro quando vão visitar as famílias. Mas queremos que as comunidades se politizem. Então chamamos os candidatos para um debate e temos como tema o cuidado a crianças e adolescentes, a saúde, a educação. Daí eles assumem um compromisso e quando ganham as eleições, as pessoas vão lá cobrar.

Queria mudar um pouco o foco e pedir para a senhora falar da cultura de paz.


Em primeiro lugar, o ser humano é uma obra divina, perfeita, que trabalha intersensorialmente. Se a gestante passa a mão na barriga, canta para o filho, vai criando um ambiente de paz. Daí vem a fase do aleitamento materno, que estabelece um contato maior com a mãe. Estimula a criança para o amor, para ser mais ágil. Estímulo aos neurônios pela sucção e pelo carinho físico da mãe durante a amamentação faz isso. É necessário impor limites, mas com amor. Outra forma de impor limites é por meio da educação integrada, já que nos esportes, na música, é preciso saber que existem regras, limites.

Qual a sua posição pessoal sobre o aborto e sobre o casamento homossexual?


Tenho seis filhos. O primeiro nasceu e, por um erro médico, perdi a criança. Depois que perdi, queria muito engravidar, mas tinha risco de aborto. Perdi com três meses. Usei água benta para abençoar meu ventre. Acho que temos sempre que ter amor à vida. A mulher tem liberdade sobre seu corpo, mas não sobre o corpo de outro. Na hora da formação do óvulo com o espermatozóide, o DNA já é formado. Por outro lado, é preciso evitar as mortes maternas pelos meios ilegais que as mulheres usam para abortar. Mas as estatísticas revelam que a mortalidade materna só vai diminuir em peso se houver um maior acompanhamento pré-natal. As mulheres que provocaram um aborto sofrem de conseqüências psicológicas muito fortes. As mães de adolescentes devem deixar de condenar e lamentar pela gravidez e cuidar da filha, para que a criança não se sinta rejeitada.
Quando ao casamento homossexual, não é minha especialidade. A igreja é contra. Eu acho que esse comportamento não é natural, mas não sabemos o que leva um homem e gostar de outro e uma mulher a gostar de outra. É um assunto que precisa ser bem mais estudado. Existem homossexuais que são excelentes pessoas, que podem ajudar muito numa Pastoral. Mas não tenho uma posição sobre o assunto. Mas sei que devemos incluir os homossexuais e que eles precisam do nosso respeito.

A senhora disse que mais de 90% dos voluntários são mulheres. Seria uma característica do voluntariado. Por quê?


Os homens são muito bem-vindos, mas as mulheres, quando acreditam, são as primeiras a levantar a bandeira, investem para que dê certo. No Ceará, há uns 17 anos, tinha uma senhora excelente líder. O marido, cada vez que ela ia para a celebração, momento em que pesávamos as crianças, ele maltratava a mulher. Sugeri que uma outra líder perguntasse a ele porque fazia isso. Ele disse assim: "A minha mulher, depois que entrou na Pastoral, ficou sabichona e eu fiquei cada vez mais burro. Eu não suporto isso". E ele foi convidado a participar. Depois de três anos, ele se tornou um líder de primeira e ficou em igualdade com sua mulher. Convidaria todos os homens a participar, pois o casal junto produz mais.

A senhora já recebeu honrarias e foi homenageada muitas vezes. Mas acho que deve ter experimentado um momento junto às comunidades em que a senhora pensou em como valeu a pena ter começado. Que momento foi esse?


Poderia enumerar muitos e não chegaria a um consenso de qual foi o melhor. Mas vou falar de alguns. Quando fui ao Maranhão, explicava às mulheres os cuidados com os filhos. Uma delas tinha 15 filhos e disse que era bom porque eles ajudavam em casa. Quando terminou a reunião, ela disse que aquele era o dia mais feliz da vida dela e me convidou à sua casa. Uma residência muito pobre e simples, mas que tinha um pé de jaca no quintal. Ele tirou a jaca mais bonita do pé e me deu. E eu perguntei porque aquele tinha sido o dia mais feliz da vida dela. Ela disse ter aprendido coisas maravilhosas. E é isso que a gente faz, ensinar às mães aquilo que a gente acha que todo mundo já sabe.

Qual foi o governo que mais lhe apoiou?


Todos os governos nos apoiaram, mas o mais forte foi o de Fernando Henrique Cardoso, quando nós dobramos a quantidade de pastorais no Brasil. Nos dois primeiros anos do Lula, o número não mudou, mas agora estamos recebendo um apoio maior.

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