04/04/08

Precisamos de uma lufada de ar fresco que só os jovens podem dar

Um mês após a tomada de posse enquanto directora da Liga dos Amigos do Centro Hospitalar de Gaia, Idalina Vilela revelou ao Audiência a importância do voluntariado jovem. Sem, contudo, desprezar o contributo dos voluntários mais velhos com que conta a Liga, a actual directora aguarda a lufada de ar fresco que venha trazer à instituição uma nova onda de frescura e alegria. Com 19 anos de existência, a instituição liderada por Idalina Vilela presta diariamente apoio aos doentes do Centro Hospitalar de Gaia e cresce, a cada dia que passa, para fora das paredes do hospital, no apoio aos familiares dos internados. Dar tudo aos doentes sem nada receber é o lema que conduz a Liga que anseia continuar a lutar em prol da comunidade hospitalar.

Que tipo de serviços e actividades presta a Liga dos Amigos do Centro Hospitalar de Gaia? A Liga é uma Instituição Privada de Solidariedade Social (IPSS) que tem 19 anos e que desenvolve a sua actividade na assistência e no acompanhamento aos doentes e aos familiares dos doentes durante o seu percurso no hospital. Durante estes quase 20 anos tem havido uma actividade muito diversificada, que passa pelos serviços específicos de voluntariado bem conhecidos e pelos apoios com pequenos-almoços e lanches nos momentos das consultas. Os voluntários fazem a ponte entre os profissionais e as pessoas que esperam. Porque as vezes a demora é longa para quem espera. Essa é a actividade principal da Liga em termos de consulta. No internamento propriamente dito, ajudamos no acompanhamento das refeições, nos doentes que estão isolados, cujos familiares são de longe. Aí, eles fazem a ponte entre os técnicos de serviço social na comunidade propriamente dita. Outra das áreas que neste momento estamos a desenvolver em parceria com o hospital e que é uma solicitação do serviço social, é o acompanhamento no período-pós-alta. Contudo, como não temos hipótese de acompanhar as pessoas no domicílio, porque não temos nem o número de voluntários, nem as características suficientes, o que nós fazemos é pagar. As verbas da liga que são provenientes das taxas dos sócios (apenas um euro por sócio), dos peditórios a nível nacional e de algumas verbas que nos são dadas, servem-nos, por exemplo, para pagarmos a um acompanhante que fique em casa do doente.
A que tipo de pessoas é que a instituição presta assistência no domicílio? As situações mais frequentes são de pessoas que, tendo alta do hospital, têm pessoas idosas ou com incapacidade em casa, ou quando é o cuidador de alguém que fica doente. A equipa de gestão de altas (EGA) decide que a pessoa não necessita de estar hospitalizada, contudo não tem retaguarda. Então nós pedimos que seleccionem um acompanhante e nós pagamos a despesa. Outra das áreas a que prestamos assistência é no acompanhamento em termos de ajudas técnicas. Há pessoas que precisam, por exemplo, de cadeiras de rodas, próteses, apoio na parte alimentar (muito comum na área oncológica) e nós, até à verba disponível, pagamos essas despesas. Mas há sempre um estudo feito pelo serviço social antes de nós o prestarmos. Outra das nossas actividades é dotar os serviços com coisas que melhoram a qualidade da estadia das pessoas. Por exemplo, o ano passado investimos na área da cinesioterapia.

Um apoio para além das paredes do hospital

Embora os contributos não sejam tantos quanto os desejados, a Liga dos Amigos do Centro Hospitalar de Gaia não deixa de sonhar além-fronteiras. Porque, se o momento do internamento é doloroso e requer um cuidado especial do ponto de vista dos voluntários, o pósinternamento não deixa de se revelar igualmente importante. Acima de tudo quando, atrelados aos doentes, existem cuidadores ou subordinados que ficam sem apoio no momento do internamento.

Neste momento, a Liga dos Amigos está a apostar em novos projectos? Na última direcção, em que o director foi o Dr. Olímpio Ferreira, nós começamos a avançar para outro tipo de projectos. Nós achamos que o papel da Liga não se deve limitar aos doentes que estão internados, mas tem que se prolongar para a comunidade em geral, porque é ela quem apoia e suporta o funcionamento da Liga. Foi nessa altura que começamos a abrir a nossa actividade aos subsídios para os cuidadores. Nós temos dois grandes projectos: o “Regresso a Casa” e o “Família Segura”. No “Regresso a Casa” gostaríamos de conseguir um acompanhamento diferente num futuro mais próximo. Neste momento, não temos essa hipótese e o acompanhamento poderia passar por coisas tão simples como fazer um telefonema a um idoso com dificuldades de memória e perguntar-lhe se já tomou o comprimido que era suposto tomar àquela hora. Já fazemos actualmente um acompanhamento pontual para acabar com a solidão, principalmente dos idosos. Esse apoio consiste em fazer um voluntário visitar um idoso. Isso acontece apenas pontualmente porque não conseguimos alargar por não haver capacidade de resposta. Estamos a prever que as solicitações sejam mais do que muitas porque há muita gente nessa situação. Quando não o conseguimos fazer, remetemos esses casos para a Rede Social de Apoio, com a qual mantemos um bom relacionamento desde a anterior direcção da qual eu fui secretária. O projecto “Regresso a Casa” é um projecto muito aliciante para nós. Tínhamos feito na administração anterior uma candidatura para termos uma carrinha equipada para que pudéssemos prestar esse apoio. Entretanto, esse projecto não foi financiado e nós não temos capacidade para o suportar. O projecto “Família Segura” prende-se um pouco com a urgência e pretende ser a ligação entre a comunidade e a pessoa internada. Nós fomo-nos apercebendo que alguns doentes querem ir para casa porque deixaram sem apoio um idoso ou uma criança em casa. Então o projecto tem como objectivo responder a essas situações. Nós podemos fazer essa ligação, referenciando a pessoa e a acompanhando a situação. Numa fase inicial, de diagnóstico e depois acompanhando enquanto necessário.

De que forma são geridas as despesas e o apoio prestado pela instituição? Nós temos uma escrita formal, que é obrigatória. O dinheiro que é recebido dos peditórios é publicitado, até porque para se fazerem os peditórios é necessário que se peçam autorizações. É tudo muito claro. Há um pedido que é accionado e nós perguntamos qual é a situação. Recebemos então um pedido formal que esclarece as necessidades que solicitam. Nós temos um protocolo com a administração do Hospital e todos os anos fazemos um relatório completo das doações e contribuições.

Disse-me há pouco que a ajuda prestada pela Liga vai até à vossa disponibilidade financeira. A que tipo de instituições e apoios recorremparasuportarosvossos esforços? Aquilo que nos suporta a actividade são principalmente os peditórios que fazemos anualmente. Nós não temos grandes despesas a não serem as já referidas porque fazemos uma gestão muito equilibrada das coisas. Para mim, nós temos uma fragilidade por não termos pessoas efectivas na Liga. Somos praticamente só voluntários. Essa é uma fragilidade que, por um lado, me permite utilizar todo o dinheiro disponível para esta actividade, mas que por outro lado me limita o crescimento. Para o desenvolvimento pessoal dos voluntários começamos na direcção anterior uma formação específica. Essa formação foi muito desenvolvida por mim e por outros formadores com domínio na área hospitalar. Outra parte da formação foi desenvolvida num projecto financiado pelo Fundo Social Europeu. O objectivo dessa formação era fazer com que os serviços entendessem o que era o voluntariado, porque isso às vezes não é muito claro. Por outro lado, era suposto que os próprios profissionais dissessem aos voluntários o que é que queriam que eles fizessem naquele serviço específico. Aí participaram os directores de serviço e os enfermeiroschefes, pedindo um determinado perfil de voluntário, nomeadamente no apoio nas refeições, à família, nas situações de solidão, reduzir o stress e também facilitar um pouco a comunicação. Porque os profissionais estão sempre a correr e estão muito limitados pelas rotinas e pelo trabalho que têm que desenvolver. O voluntário pode estar lá, de uma forma mais contributiva e irromper um pouco com essa solidão.

“Precisamos de pessoas para dar um ar fresco, uma lufada de alegria”

Embora a Liga dos Amigos sobreviva com o valioso contributo de voluntários cuja média de idades ronda os 65 anos, Idalina Vilela não esconde a vontade de atrair os jovens. Porque, como afirma, só eles poderão trazer à instituição a frescura que a imaturidade e, por vezes, a pouca consciência dão. Características que, para a directora, poderão revelar-se preciosas no apoio aos doentes e no combate à solidão, mas que devem ser moldadas nesse sentido, evitando o risco de se reverterem negativamente em favor do desentusiasmo pela actividade.

O facto de a Liga ser maioritariamente formada por um corpo voluntário é, para si, uma maisvalia? O trabalho do voluntário no contacto directo com as pessoas tem que ser sempre um trabalho voluntário. A solidariedade e as relações que se criam entre as pessoas são muito importantes. Para mim, a grande fragilidade da Liga é a idade dos nossos voluntários. Nos já demos alguns passos numa grande campanha para estimular o voluntariado jovem, um voluntariado sazonal que poderá e deverá coincidir com os períodos de férias e com datas específicas como por exemplo o Dia Mundial da Criança, o Dia Internacional do Doente, o Dia da Mãe ou do Pai. Que venham pessoas da comunidade para dar um ar fresco, uma lufada de alegria que é muito importante quando se está doente.

A Liga dos Amigos do Hospital de Gaia está a precisar dessa “lufada de ar fresco”? Muito. Nós temos alguns jovens que entraram na última direcção e que são uma mais-valia porque têm essa alegria específica e dão um apoio grande na área da pediatria. Nós temos um grande cuidado no acompanhamento desses jovens, por um lado porque não queremos que eles corram riscos (e nós sabemos que alguns são muito voluntariosos e têm que ser acompanhados), por outro lado achamos que eles devem começar por áreas muito específicas, demonstrar que têm competências, que é um projecto para eles abraçarem. Nós não podemos dar-nos ao luxo de começarmos num projecto e depois deixá-lo cair. Precisamos que essas pessoas tenham o perfil necessário para agarrar os projectos. Apesar de muitos dos jovens que nos procuram quererem trabalhar no internamento, com idosos ou pessoas gravemente doentes, num primeiro momento nós não deixamos. Num primeiro momento, eles vão para as consultas de pediatria e acompanham as grávidas. Depois de um processo de integração gradual é que eles se vão confrontar com a doença, a morte... Se mostrarem que têm perfil, vão avançar para projectos gradualmente mais diferenciados. Uma das nossas propostas no próximo ano é ir ter com as escolas e Universidades e pedir que as pessoas venham dar generosamente aquilo que podem. Acreditamos que essa é uma forma de criar uma sociedade mais solidária porque os recursos são escassos e quando temos as pessoas e a vontade de mudar, as coisas conseguem-se. Realmente nós não precisamos de muito. Só precisamos de pessoas que queiram abraçar o projecto.
Os jovens ainda são poucos neste tipo de actividades de solidariedade voluntária? Eles não têm muita culpa disso. Durante um período muito concreto da Liga, nós não a abrimos aos jovens porque havia alguma resistência à presença deles. Eles são muito mais inconformistas e rompem com os esquemas. Nós tínhamos uma estrutura muito formal. Depois, na direcção anterior, avançamos com esta proposta e eles aderiram muito bem. Temos poucos, mas muito bons jovens que vieram dar resposta a uma solicitação da Directora do Serviço de Pediatria. Porque eles são crianças. Brincam mais. E não é preciso muito tempo. Se eles nos derem uma manhã ou uma tarde, mas cumprirem… Porque depois as crianças ficam à espera deles. Se eles não aparecerem, é uma promessa que não é cumprida. Nós não queremos muitos. Nós queremos certos! E avançar para este voluntariado jovem é uma mais-valia. O grande problema que nós temos na questão do voluntariado, como na maior parte das questões do país, é que são sempre os mesmos a responder. Realmente nunca poderemos dar um apoio domiciliário se não formos mais, se não formos mais preparados e se não começarmos muito cedo. Sendo voluntário, na minha opinião, tem que se ser o mais profissional possível, ou seja, têm que fazer aquilo a que se comprometem.
E esse sentido de profissionalismo voluntário que é preciso, já nasce com a pessoa ou é possível moldálo? Eu acho que nós somos naturalmente muito generosos. Nós somos é muito indisciplinados. Nós começamos muito bem. Na “explosão” somos magníficos. Mas depois vamos deixando cair o entusiasmo. E aquilo que é preciso fazer é regar aquela planta para ela não morrer. E os jovens podem fazer isso. Claro que eu prezo muito os nossos voluntários mais velhos, porque eles são a nossa estabilidade.

Os voluntários com mais idade são, na generalidade, pessoas que têm algo por preencher na vida que as leva a procurar o voluntariado? Algumas. Outras pessoas sentem necessidade de que a sua vida faça sentido de uma forma diferente. A maior parte das pessoas que entrevistamos para voluntários, a certa altura aposentam- se e começam a achar que têm muito tempo. E, como durante muitos anos, pensaram que poderiam ajudar os outros e foram habituados a isso, acabam por partir para o voluntariado como uma forma de se ajudarem a si mesmo e aos outros. Quando as pessoas não têm nenhum problema psicológico por trás, está tudo bem. Mas quando as pessoas procuram o voluntariado para dar resposta a outras situações específicas, as coisas não funcionam. E há pessoas que, se não fizerem aquele serviço específico, não têm mais nada a que se agarrar. E isso não será uma boa aposta para o voluntariado. Eu não posso ir para o voluntariado por egoísmo, para me realizar pessoalmente. Quando me dizem que os voluntários são todos muito generosos, eu digo: “são sim”. Mas não é só o altruísmo, mas uma necessidade de nos podermos sentir úteis. E isto é algo que nós negociamos com os voluntários. É preciso que as pessoas desçam à terra e tenham a noção de que não podemos fazer só as coisas que nos dão prazer.

De certo modo, o contacto com os doentes é um trabalho muito humano… É essencialmente isso. As pessoas têm que ter características muito específicas na área da relação. Nós trabalhamos muito com eles o silêncio, o estar lá sem dizer nada, a forma como eu abordo as pessoas, o pedir licença para entrar na sua privacidade, o respeito pela sua espiritualidade. A formação que fizemos no ano passado trabalhou muito essas competências: o luto, o crescimento pessoal, o que é o ser voluntário.

Não existe, portanto, ninguém efectivo na Liga? Não temos ninguém efectivo. Apenas uma senhora que faz as limpezas, mas que é um recibo verde.

Na sua opinião, por onde é que deverá passar o incentivo ao voluntariado jovem? Nós pensamos começar alguns contactos com as escolas e as universidades, mas também achamos que isto se passa um pouco de pessoa a pessoa. Durante muitos anos eles não entraram na Liga porque não eram bem recebidos. Agora eles sabem que são bem recebidos e vão passando uns aos outros. E quando eles passam a palavra, já sabem para o que vêm, têm um perfil específico. De qualquer forma, nós mantivemos algum contacto com as associações de pais. Normalmente os pais têm aceite que os seus filhos vão para o hospital e tenham contacto com as pessoas doentes. Nós temos sempre um grande cuidado em protegê-los e em nos protegermos a nós. Quando os jovens vêm, nós pedimos sempre que os pais assinem um termo de autorização, por uma questão de princípio. Aquilo que gostaríamos de dizer aos pais e aos jovens é que nós não lhes tiraremos o tempo que eles necessitam para estudar. Mas poderemos fazer com eles uma gestão do seu tempo livre, para que possam fazer uma actividade que, com certeza, vai ser muito gratificante para eles. Eles vão conseguir crescer e desenvolver-se muito mais do ponto de vista humano e racional e vão ter sentido de utilidade que nos faz falta quando estamos em crise. E os jovens têm muito essas oscilações e isso poderá ser uma forma de lhes dizer que eles são necessários e úteis. Claro que nós também precisamos de voluntários de outras idades, para que se mantenha a maturidade, mas gostaríamos muito de avançar para a área dos jovens que é muito importante.
Tem esperança de que, a curto prazo, a Liga receba essa lufada de ar fresco de que está a precisar? Tenho essa esperança, até porque os jovens que nós temos são belíssimos e têm desenvolvido um trabalho que faz com que outros jovens venham. Nós temos jovens que se vestem de palhaços para trabalharem com a comunidade. Eles assumem papéis específicos que os mais velhos não assumem. Essa é uma área que nós gostaríamos muito de desenvolver. Eu também acho que os jovens podem fazer outro tipo de actividades, mesmo com idosos, como por exemplo, ler um jornal desportivo para quem já não pode ler, estimular num idoso as memórias, contar uma história, desenvolver actividades de música… É muito difícil romper a solidão. E só quem tem uma perspectiva diferente da vida e quem quer ver as coisas do ponto de vista do outro é que consegue romper essa solidão. E os jovens têm essa vantagem de ser uma lufada de ar fresco e de verem as coisas de outra forma, por não terem tido uma vida tão dura.
Falou-me várias vezes nos idosos e nas crianças. São essas as faixas etárias mais frágeis dos hospitais? Sim. As crianças estão acompanhadas pelos pais, habitualmente. O que é certo é que nós temos muitas famílias desestruturadas. E a hospitalização só contribui para agravar ainda mais essa situação. Os hospitais não estão preparados para desenvolver estas actividades de acompanhamento. Os profissionais preocupam-se mais com o doente. E o voluntário poderá desenvolver um tipo de actividade que seja capaz de fazer a ponte e dar “normalidade” à situação hospitalar. Nos idosos, a situação é um pouco mais complexa. Cada vez temos mais idosos. E temos mais idosos que, muitas vezes, são internados porque não têm acompanhamento familiar. Eu não acho que as famílias tenham culpa! O que eu acho é que é muito difícil qualquer família que tenha o rendimento mínimo deixar de trabalhar para ficar a cuidar do seu idoso. Portanto, quando não têm condições para o cuidar, depositam-no no hospital. E não é por ser egoísta, mas porque não se tem outras respostas. O voluntário pode identificar essas situações e trabalhá-las um pouco. O voluntário, não sendo profissional, pode estar mais atento e pode inclusivamente, dentro da Liga, tentar encontrar uma situação pontual, dentro dos nossos condicionalismos. Mas, até ao momento não houve nenhuma situação a que nós não conseguíssemos responder. Nós precisamos crescer. Nomeadamente temos muitas ofertas de roupas e móveis, mas não temos onde os guardar. Quando nos dão as coisas, nós damos a outras instituições porque não conseguimos guardá-las, não temos um espaço. Foi-nos prometido pelo hospital que teríamos um parque de camas e de cadeiras e estamos interessados nisso. Mas até ao momento ainda não existe.
Notícia daqui.

3 comentários:

gotasdelluvia3000 disse...

Busco a Dina Barbosa Monteiro

Pido a todos la colaboración, si la conocen personalmente, solo de vista, o tienen algún tipo de referencia, busco a Dina Barbosa Monteiro, nos conocimos en Agosto de 1974 el Alameda de Urkijo, piso franco que tenía Mercedes Herran de Gras, frente a la Cruz Roja, estuvimos viviendo juntas hasta Diciembre de 1974.

País de origen: Portugal, algún pueblo cerca de la frontera con Galicia
No hablaba en aquella época español, solo chapurreaba algo, hoy día puede que hable bien español.

Descripción de la época: 1.78 de altura, complexión fuerte, muy blanca, pelo lacio (de secador) en su estado natural ondulado, corto por la nuca con fleco altura mentón y rubia, ojos grandes verdiazules que le cambiaban el tono con la luz, frente ancha y despejada, pómulos marcados y boca carnosa de labios bien delineados, cejas castañas, tenía alguna pecas bien visibles en cara y brazos, manos medianas con dedos largos y regordetes, piernas largas, mentón firme y cuadrado, hombros anchos, era muy guapa, apariencia nórdica. Con el tiempo puede haber cambiado tanto el color de pelo como su apariencia general, pero solo envejecemos con los años, se nos puede reconocer a todos a través del tiempo, los rasgos primigenios siempre perduran.

Dina si me lees, cada vez que iba a Bilbao te he buscado, no he logrado nunca dar con tu paradero, necesito encontrarte, te debes de acordar perfectamente de la canaria que dormía al lado de tu cama, nos hicimos amigas, jamás me he olvidado de ti, necesito encontrarte a toda costa, me dijiste que no sabías si te ibas a ir a vivir a Galicia o te volvías para Portugal.

Espero que alguien que la haya conocido, la conozca sea tan amable de contactarme gotasdelluvia3000@yahoo.es

Igualmente a los colaboradores desinteresados o altruistas, puedan junto conmigo intentar encontrarla, yo he empleado todos los métodos a mi alcance, es muy importante, no se escribir portugués, solo espero su amable colaboración para traducir esta carta y publicarla.

Gracias.
Saludos
gotasdelluvia

gotasdelluvia disse...

Peço a colaboração de todos, é muito importante pra mim, estou na procura de uma pessoa, neste caso de uma mulher de nome Dina Barbosa Monteiro, conheci esta pessoa em Agosto de 1974 em Alameda de Urkijo , piso franco que tinha Mercedes Herran de Grãs , na frente da Cruz Vermelha , moramos juntas até Dezembro de 1974

Pais de origem: Portugal, alguma cidade ou povo perto da fronteira da Galícia (Espanha)
Naquela época ela quase não falava espanhol, só algumas frases mal pronunciadas, mas hoje talvez já possa ter aprendido a falar fluentemente

Descrição do Físico que ela tinha naquela época: Na mídia de 1,72 e 1,74 de altura aproximadamente
Complexão física forte pele muito branca e cabelo loiro alisado artificialmente, mas com ondas na forma natural curto na altura da nuca que contornava o rosto na direção do queixo
Olhos grandes verdes azulados que mudavam de cor a traves da luz, frente ampla e despejada, pômulos pronunciados, boca carnosa e lábios muito bem delineados, sobrancelha de cor castanha e tinha algumas pecas bem visíveis no rosto e braços
Mãos de tamanho médio com dedos cumpridos e levemente gordos, pernas longas e queixo firme e quadrado, ombros bem amplos, era muito bonita, tinha uma aparência NORDICA
Com o correr do tempo pode ter mudado bastante a cor do cabelo como no aspecto geral, mas envelhecemos a traves dos anos, mas acredito que poderíamos ser reconhecidos graças a algumas características e rasgos físicos que não mudam sem importar o tempo percorrido
DINA se você consegue ler o que estou escrevendo, te conto que cada vez que ia pra Bilbao na procura do meu filho também procurei por você, mas nunca consegui te localizar, eu preciso te encontrar, eu acredito que você não poderia ter se esquecido de mim aquela Canária que dormia num ladinho da tua cama ,ficamos muito amigas em pouco tempo, dividimos momentos de dor e pena, falávamos muito e aprendi o português de você , saiamos juntas pro cinema ou beber alguma coisa , dividi minhas coisas com você , jamais esqueci de ti nem da Aurora nem da Mariló Martinez Castellá quem também dormiam conosco no mesmo quarto .
Jamais me esqueci de você, preciso te localizar urgente, eu me lembro que você me falou que não sabia se mudaria pra Galícia ou voltaria pro Portugal.

Aguardo alguma resposta favorável de alguma pessoa que conhece ou teve a oportunidade de conhecê-la a DINA BARBOSA MONTEIRO tenha a gentileza de me passar alguma informação que possa me levar até ela

CONTATOS ATRAVES DO EMAIL : gotasdelluvia3000@yahoo.com.es

Muito atenciosamente
gotasdelluvia

Anónimo disse...

Olá (:
Eu quero muito ser voluntária, tenho apenas 15 anos (faço anos daqui a 2 samanas, caso seja preciso 16 anos), mas nao sei como fazer !
Tenho apenas de ir à cruz vermelha (ou a outra sitio) e pedir para ser voluntaria ??
Como faço ?