10/07/15

Voluntariado na unidade hospitalar de Portimão

Nestes tempos de mudanças, tão difíceis para todos, assiste-se a uma maior participação das pessoas para que, com a sua disponibilidade e dedicação, possam contribuir para o bem-estar daqueles para quem as dificuldades já são parte da sua vida há muito tempo.
Receber e transmitir amor é fundamental para o equilíbrio de cada voluntário e nada melhor que vivê-lo nas mais diversas formas.

Chegada a uma fase da vida livre das responsabilidades laborais e com maior disponibilidade de tempo, sentimos necessidade de abraçar novas tarefas. 

Tento impor a mim própria uma filosofia de vida onde continuar a ser útil aos outros é também um dos caminhos de realização pessoal.

Sou uma privilegiada por estar ao serviço do voluntariado hospitalar – Associação Elos de Esperança no CHA- Unidade de Portimão -, porque me enriquece humanamente dando-me aos outros. 

Faz-me crescer a necessidade de aparecer na vida dos outros com um sorriso de esperança, sorriso que valorizo bastante. 


Respeito muito, e cada vez mais, a dor alheia. E são tão complexos os caminhos e contornos da dor! 

Como dizia Saint-Exupéry, «aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós».

Comemora-se no dia 5 de dezembro o Dia Internacional do Voluntariado. Os dias internacionais servem para trazer temas para a ordem do dia.

Servem para fazer balanços, para valorizar o trabalho de muitos voluntários que constroem o país e a coesão social sem se fazerem notar. Hoje celebra-se esta dádiva: a da entrega gratuita ao outro.

Por curiosidade, na nossa associação, Elos de Esperança, de janeiro a outubro do corrente ano, na Unidade Hospitalar de Portimão, nos diversos serviços hospitalares, os nossos voluntários, totalizaram 21761 horas de trabalho ativo. Em outubro, os 123 voluntários ativos, totalizaram 2178 horas de serviço. Sem dúvida que somos uma gota no oceano.
Mas, como dizia Madre Teresa de Calcutá, sem essa gota o oceano seria bem diferente.

O voluntário é um cidadão com mestrado. Mestrado em generosidade, em paciência, em desprendimento. 

Como diz Agustina Bessa Luís, «o voluntariado não é uma ocupação é uma travessia na noite onde se inventa o dia seguinte».

De uma coisa estamos certos, «desta vida nada se leva… a não ser a vida que se leva…só se deixa…; então, deixamos o nosso melhor.…O nosso melhor sorriso…, o nosso maior abraço…, a nossa melhor história…, a nossa melhor intenção…, toda a nossa compreensão e, do nosso amor, a maior porção. 

Só queremos ficar na memória de alguém como outro alguém que era do Bem».

7 de Dezembro de 2014 | 10:10

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